terça-feira, julho 20, 2010

O CÍRCULO ESQUENTA MOTORES NO LADO BA ENQUANTO DÁ ÚLTIMOS RETOQUES EM CD COM NOVO CANTOR

Banda que sempre correu por fora no cenário alternativo da cidade, O Círculo (em foto de Marcelo Santana) nasceu das cinzas da antiga Scambo – ambas detentoras de um público fiel no circuito universitário.

Após lançar um bem cotado primeiro CD em 2007, os músicos viram seu vocalista, Pedro Pondé, partir batendo a porta entre acusações desagradáveis – as quais não vem ao caso – dos dois lados.

Reestruturado e com um novo frontman, Roy, este novo O Círculo está em fase final de mixagem e design de capa do seu novo álbum.

Enquanto o disquinho não sai, a rapaziada esquenta os motores com uma apresentação no Festival Lado BA, que ocupará dois palcos do Pelourinho neste sábado – veja serviço abaixo.

“Como é um show de festival, só com 40 minutos, vamos tocar algumas músicas do primeiro disco e também algumas novas – as que já estão disponibilizadas no MySpace da banda“, conta o tecladista Israel Jabar.

Caminho do meio

Formada por Israel, Roy (vocal), Martins (baixo), Daniel Ragoni (bateria) e Taciano Vasconcelos (guitarra), a banda se diz satisfeita agora – tanto com o novo cantor, quanto com o resultado das gravações do CD, co-produzido pel‘O Círculo com Pedro Arantes e Gabriel Martini.

“As músicas novas estão bem legais“, acredita Israel. “Mostramos algumas faixas pré-editadas (não concluídas) no MySpace e a galera elogiou bastante. Daqui até o lançamento o pessoal já vai poder assistir o show cantando as músicas“, sinaliza o músico.

Como o show de lançamento só deve ser lá para meados de setembro, o pessoal tem um bom tempo ainda para ir se acostumando com as novas músicas – e a nova voz da banda.

“Nesse meio tempo também estamos planejando um lançamento bacana. O que dá para adiantar é que teremos um videoartista no palco, projetando as imagens que vão rolar de acordo com cada música“, adianta Israel.

Localizado numa posição privilegiada no mercado – meio alternativa, mas com um público numeroso – O Círculo só tende a crescer.

“Acho legal estar nesse ‘caminho do meio‘. Mas tanto nosso som, quanto nosso público é assim: curte um pouco de tudo, rock, reggae mpb“, conclui.

O Círculo / Festival Lado Ba / sábado, 20 horas / Largos Pedro Archanjo e Tereza Batista / Gratuito

NUETAS

Sabadão é no Pelô

O festival Lado BA, no qual se apresenta O Círculo, promete ser uma bela opção para amantes da música. Além da rapaziada aí do lado, ainda tem Wado, Subaquático, Amadeu Alves, Grupo Botequim e Radiola (com Nancyta). Goste-se ou não das atrações, está aí representada a real diversidade da música popular – sem baixaria, sem plastificação e sem o retardamento mental que parecem ser as regras no mainstream. Sábado, nos largos Teresa Batista e Pedro Archanjo, 20 horas, grátis.

Puritan em SSa

A banda capixaba de hardcore Puritan lança em Salvador o CD O Firme Fundamento do Desespero Incessante com show no Dubliner‘s Irish Pub neste sábado (24). A night ainda conta com apresentações das bandas City In Flames, Homem Meteoro e Dynamus. 18 horas, R$ 10.

50 comentários:

cebola disse...

Andy Hummel, baixista da formação original da fabulosa Big Star, morreu de cancer. Descance em paz. Do estrelão original só ficou o batera, Jody Stephens. Esse ano tá uma chacina que só!

Anônimo disse...

senhores e senhoras,
o power trio canadense mais amado pela inventividade e resistência ao tempo também odiado do mundo (acusado de ser cerebral e chato demais), sim O RUSH, estará no Brasil de novo em outubro...eu adoro esses caras...acho um exemplo de como uma banda pode passar pelo tempo sendo autoral sem se acomodar...
FLY BY NIGHT!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
abra esse peito roqueiro em tempos de happy rock, emo rock e post rock e gritem: RUSH!!!!!!!!!!!!!
cláudio moreira

Franchico disse...

O site da rapaziada amiga da Banda de Rock está on line.

http://www.bandaderock.net/

Só uma recomendação: "Bod" Dylan, não, né, galera? Aí, não!

Aproveitando a deixa, Cebolitos, é "descanse" em paz.

cebola disse...

innn onnn in onnn in onnn (geitu gegue de cer)

teclas pretas disse...

utilidade pública:

http://nobrasil.org/1001-discos-para-ouvir-antes-de-morrer/

Ilhados Aqui disse...

Curtindo as sugestões do Mr. Cebola; coisa fina realmente. Pelo pouco que já saquei nos sites dos caras, estou numa fase mais Paul Weller do que Richard Hawley, mas elas mudam como a intensidade da minha rinite. Qto ao Rush, twitada de Humberto Gessinger após materia na Veja: "Surreal: a crítica mainstream está revendo sua posição histórica sobre Rush... é só fazer um documentariozinho que os cachorrinhos vem abanando o rabinho. Neste caso não são viralatas, são viracasacas mesmo ;D ". Abraços

cebola disse...

É foda. Rush já foi (ou ainda é?) uma das bandas mais esculhambadas pela "especializada" ever!
Bom, até hoje o meu predileto ainda é o A Farewell to Kings. Amo este disco.

Franchico disse...

Nunca gostei de Rush e vou morrer não gostando. Nem tenho nada contra, acho ótimo que sejam grandes músicos e tb tão fiéis à sua prooposta. Nisso, eu vejo realmente muito valor.

Fiquei curioso para ver o documentário, até para tentar entender melhor o "fenômeno" Rush. Fora que a dupla de diretores é ótima. Metal: A Headbbangers Journey, possivelmente, é um dos melhores documentários musicais já feitos e o filme seguinte deles, sobre o Iron Maiden, tb é muito bem feitinho.

Mas daí a rever minha posição sobre o Rush... sem chance. É muita chatice pros meus ouvidos.

Anônimo disse...

perfetio ilhados, humberto tem razão...lembro-me nos anos 80 dele defendendo em entrevistão na bizz o rush, thin lizzy e iron maiden numa época em que a crítica babava o pos punk inglês e achava ridículo cara ter essas influências...mérito deles, pois muitos desses fãs na casa dos 30 anos conhecer a banda de tanto humberto e cia falarem do rush...lembro até de ouvi um radialista in lá do rio chamar o baterista de mané porque ele era fã de rush...No meu caso, conhecer e se apaixonar pelo rush veio no rescaldo cultural de uma época que apreciar o power trio canadense era coisa de quem gostava de rock pesado ou progressivo...conheci a banda em 1982 e nas minhas andanças no rio vivenciei a paixão dos roqueiros cariocas pela banda...a crítica, leia-se a maioria dos jornalistas cabecinhas modistadas tirados a descolados das redações brasileiras nos anos 80/90 desprezavam a banda como um dinossauro cafona esquisito e menosprezava seus fãs...
o modismo é uma merda e ele acontece no maisntream e na cena alternativa...o fantástico rush é a prova viva de que personalidade é item raro no rock...sua obra sobreviveu ao tempo...qtas bandas podem dizer isso?!o rush é umcaso de amor mesmo...fly by night e permanent waves são maravilhosamente atemporais...
RRRRRUUUUUUUUUUSSSSSSSSSSSSSHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
cláudio moreira

Franchico disse...

Brama, comprei a Billboard com a entrevista do Lobão que vc me recomendou.

E sabe o que eu achei? Que o que ele está dizendo ali, eu mesmo já venho falando há séculos. Óbvio, ele fala com muito mais propriedade, até por que é um cara que conhece bem os intestinos da indústria fonográfica, enquanto eu nunca nem entrei numa gravadora.

Mas é basicamente o que eu ando batendo aqui e ali há tempos. OU seja: Músicos, ESQUEÇAM A INTERNET! Desliguem essa merda desse computador e vão compor canções chiclete pra tocar no rádio. Foda-se o underground. Vão à luta, chega de pensar pequeno, está na hora de retomar os espaços no mainstream.

A internet JÁ ERA! Saiam dessa nigrinhagem de tuíter, esqueçam essas merdas de orkut e facebook, deixem o myspace por último!

Criem com maldade mesmo, pensem em refrões simples (e divertidos, claro), joguem sujo e metam o pé na porta do mainstream! Vão bater na porta do programa da Sheila Carvalho! Vão bater na porta de Bocão! Da puta que pariu!

Claro, para conseguir fazer algo assim, vai ser necessário sujar as mãos. Não precisa ser retardado, tipo happy rock, nem pagode vagabundo. Com inteligência e talento, é possível, sim, furar o bloqueio e cair nas graças dos empresarios com bala na agulha para pagar jabá - sim, o jogo é esse.

Mirem-se na geração BRock dos anos 1980.

Não é mais possível querer ser músico pop no Brasil e achar que é possível sair limpinho.

Tá na hora de jogar sujo, mesmo. Quem não tem estômago ou se acha muito íntegro ou erudito, que saia do caminho e deixe quem tem coragem e culhão tomar a frente.

Pronto, falei.

http://ego.globo.com/Gente/Noticias/0,,MUL1606962-9798,00-LOBAO+A+REVISTA+SEM+GRAVADORA+VOCE+NAO+E+P+NENHUMA.html

Anônimo disse...

esse é o jogo chico, sabemos... óbvio que o rock brasileiro deve lutar para recuperar espaço na mídia...agora, lobão era cereja no bolo do rock mainstrem brasileiro dos anos 80...no geral, era desconcertante em relação ao rock argentino da mesma época, por exemplo...figuras como júlio barroso nessa cena aí do atual rock brasileiro...esqueça!
cláudio moreira

Anônimo disse...

qto a compor pensando na execução radiofônica discordo...seja puro na composição, agora na divulgação lute por espaço...sim...arte é uma coisa, comércio é outra...
cláudio moreira

Anônimo disse...

chico e brama, ter coragem não é fazer refrão para tocar em rádio, ter coragem é fazer da sua obra uma extensão do seu ser...da sua verdade...que ideia é essa...abra as pernas na divulgação, mas na composição...de jeito nenhum! que ideia equivocada!
cláudio moreira

Franchico disse...

Olha, Cláudio, eu acho que o artista pop que não pensa em meter uma única música que seja no seu disco, pensando em tocar no rádio, tá no ramo errado. Ou então vai fazer música erudita. Faça seu disco todo com integridade e honestidade, claro. Eu tb penso assim. Mas reserve, pelo menos uma faixa que seja, para tocar no rádio, levar seu nome adiante e ganhar dinheiro. É assim que a maioria dos grandes nomes fazem, fizeram e vão continuar fazendo. Jabá sempre existiu, existe e vai continuar existindo. Quem acha que vai fazer sucesso passando por cima disso, tá completamente equivocado.

Anônimo disse...

respeito sua opinião, mas discordo
...lobão teve várias baladas para tocar no rádio...mas o cara se sustenta filosoficamente...tem essência...não gosto de tudo que ele fez musicalmente, mas me identifico com oconjunto da obra del, pois é verdadeiro...e o livro dele foi escrito por um excelente jornalista cláudio tognolli, roqueiro inclusive...teve muito modismo e reforço de gravadora naquele boom do brrock, mas o rock foi um expressão importante para a juventude naquele final de ditadura...como foi na argentina...na espanha, etc...inclusive no caso de lobão, é importante dizer que o lp o rock errou é fantástico...a ideia do título então é sensacional...se o português fosse internacionalmente conhecido...vi show dele nessa época na lagoa no rio e tinha um guitarrista argentino fenomenal na banda dele...inclusive ele tava todo dark no palco...depois o som dele foi ficando pesado, funk e sabadão, para depois cair no tecnoesquiso,mpb, bossa rock da trilogia...mas tá lá aquela balada Me chama...chove lá fora e aqui...um lance existencial dele com alice pink punk se não me enagano...decadence avec elegance!!!!!!!!!! sensacional essa música...
cláudio moreira

teclas pretas disse...

"Criem com maldade mesmo, pensem em refrões simples (e divertidos, claro), joguem sujo e metam o pé na porta do mainstream!"

chicão, discordo veementemente. e é ingênuo que se pense que é isso que fará com que este ou aquele grupo faça "sucesso". lutar com a arma do inimigo é dar tiro no pé.

concordo com gessinger sobre o rush. aliás, dá pra fazer uma lista de bandas sacaneadas pela imprensa hype, que reverte isso com um simples documentário. é preciso rever criticamente o prog, por exemplo.

GLAUBER

Nei Bahia disse...

Chicão, na mesma Billboard, spo que uns 3 ou 4 meses atrás tem um texto de um diretor de uma gravadora colocando isso com mais clareza ainda. Hj , como todo mundo tem "espaço" independente da qualidade, mais sim da capacidade de mobilização, ele afirma que o função da gravadora passou a ser de tirar o artista que tem relevancia do "bolo", em suma, elas estão mais fortes do que eram, menos ricas sim, porém mais decisivas.

Nei Bahia disse...

Algo pra se pensar Chição!!


http://ocapacitor.uol.com.br/quadrinhos/nota-alan_moore_recusa_direitos_autorais_de_watchmen-2796.html

Franchico disse...

Glauber, acho que não é dar tiro no pé, não, man.

Vc mesmo, que é dono de um talento imenso - e isso não é segredo para ninguém –, poderia fazer uma mega balada fodaça, linda, com um refrão de arrepiar – e que poderia muito bem ser gravada e, com o devido "apoio mercadológico" (ou seja: jabá), poderia arrebentar nas paradas.

Mas por que não aconteceu com Queda Livre, por exemplo? Por que não tinha empresário para pagar jabá, óbvio!

Vamos lá, aqui mesmo no rock baiano a gente tem talentos que poderiam, tenho certeza, varrer boa parte dessa gentalha que rebaixa nossa cultura e inferniza nossos ouvidos.

O que falta é vontade de compor com "má-intenção" e empresários que se convençam que vcs tem esse potencial.

Eu acho que está tudo nas mãos de vcs, músicos.

E sim, Nei, acho que essa última década foi mais do que instrutiva em mostrar duas coisas:

1. a internet não é nada

e

2. esse papo de "as gravadoras estão falidas" é uma falácia, conversa fiada da qual elas estão se beneficiando enormemente. Elas nunca foram tão poderosas. Tem que partir pra cima, fazer música pop chiclete melhor do que os robozinhos do happy rock estão fazendo – o que, convenhamos, não deve ser tão difícil, né?

Enfim, eu não sou dono da verdade – nem jamais quero ser, deus me livre – mas isso é o que eu penso. Querer viver no underground e de edital de governo é coisa de medíocre, de amador (como disse Lobão muito bem na tal entrevista). Num primeiro momento, acho que tudo bem, é um caminho para poder ter o que mostrar. Mas não pode ficar nisso. Tem que pensar grande, sonhar alto, retomar os espaços no mainstream.

Nos anos 80 e 90 muita gente conseguiu fazer sucesso no esquemão com trabalhos de qualidade que entraram para a história.

E nessa década? Na grande maioria, o que tivemos foi um monte de porcaria independente que não chegou a lugar nenhum e não vai deixar nenhuma saudade - fora as exceções de praxe que todo mundo que frequenta este espaço sabe quais são.

Sorry, mas é exatamente isto o que eu penso.

Para maiores detalhes, sugiro a leitura imediata da entrevista do Lobão.

teclas pretas disse...

mas, chicão, esse papo gagá do lobão é papo de gravadora. não me surpreende. lobão faz muita coisa sensacional, mas também muita porcaria. artista excepcional, claro.

agora, imagine chegar pra dylan em começo de carreira e dizer "olha, faz isso aí, não. faz um refrãozinho, uma baladinha, veste umas roupas coloridas e pronto".

aliás, não é exatamente isso que muita gente no underground e no mainstream vem fazendo? o que não falta é refrão pegajoso por aí.

ói, no dia em que ao menos 1/3 do que tá rolando por aí, fizer um disco como esse, estaremos bem [acessível, mas mantendo todas as qualidades que uma obra de arte deve ter. sim, obra de arte, eu disse]. este é só UM exemplo.

http://profshuichi.blog.so-net.ne.jp/_images/blog/_842/profshuichi/51Smd36u6cL.jpg

utopia???

o que precisa é fortalecer selos pequenos e médios, é o único caminho. difícil neste país. mas não impossível.

ou então teremos mais j quests e restarts nos espanhóis da vida. é minha idéia de inferno.

GLAUBEROVSKY

Anônimo disse...

pagar jabá?! defender isso?! que desespero de causa...melhor a integridade...alimentar essa corja para torná-los cada vez mais fortes?! jamais!!!!!!!!!!!!!!
cláudio moreira

Franchico disse...

Olha, Cláudio, eu sinto te informar, mas o jabá SEMPRE EXISTIU.

E vai continuar existindo, não há dúvidas. Pelo menos, enquanto houver indústria fonográfica, estações de rádios e canais de TV.

Eu acho bom? Eu acho bonito? De forma alguma.

Mas eu não sou autista nem esquizofrênico.

Bem-vindos ao mundo real.

teclas pretas disse...

o doc do rush é uma ótima resposta pro lobão.
GLAUBEROVSKY

Anônimo disse...

sempre existiu e inclusive o the wall do pink floyd só começou a tocar nos usa por causa dele
mas vc como jornalista defendê-lo é pra lá de esquisito, por uma questão de confundir ideal artístico com inserção mercadológica...vc não precisa dessa retórica...deixe isso para quem ganha dinheiro com música...ou vc virou empresário?
cláudio moreira

Ilhados Aqui disse...

Discussão interessante, que daria um livro. Tentando ser objetivo: há diferenças entre a arte de fazer música e a de se comunicar a música. 1. Sobre a arte de fazer música: concordo quando dizem que o artista tem que se manter íntegro na hora de compor e gravar. A única garantia de sucesso é fazer aquilo que acredita. É claro que dá pra ajustar um refrão aqui, diminuir o peso ali, isso é aceitável, mas o criador tem que estar feliz com sua obra. E não, definitivamente não é fácil fazer um refrão para “tocar em rádio” se aquilo não for autêntico. Acho, inclusive, que quem tentar correr atrás da onda do momento, chegará sempre atrasado... 2. Arte de comunicar: se olharmos os meios de comunicação apenas como meios de se chegar a quem realmente importa, o público, veremos a discussão de sujar ou não a mão perder consistência... 3. Acho que já superestimaram e agora estão subestimando a internet. É mais um canal, mas um excelente canal. Agora, é preciso organização, criatividade, paciência. Formatar um produto (cd? DVD? Single de 3 músicas? uma música por mês? ) e tentar se manter fiel a uma identidade, um conceito. Manter um site, um blog atualizado, sempre com novidades. Sugiro a leitura desse blog: http://musicaliquida.blogspot.com/ . No mais, é seguir em frente...

Franchico disse...

Não, Cláudio, não virei empresário - nem pretendo faze-lo.

Não adianta me oferecerem jabá, até por que eu nem saberia com aplicar essa grana.

E outra: eu não estou defendendo o jabá de forma alguma. Eu acho uma merda altamente condenável, que distorce de forma escrota o mercado e o gosto alheio, emporcalha a cultura.

Mas... surpresa! Este é o mundo real da música.

Olha só, a gente está no Brasil. Até existe, no Congresso Nacional, um projeto de lei que criminaliza o jabá.

Mas e daí, vc acha que só por que os senhores deputados assinaram um pedaço de papel isso vai acabar? Não vai! É quem nem dizer que corrupção é crime e que dá cadeia dirigir bêbado.

Não existe autoridade que detenha corrupção, motoristas irresponsáveis e o jabá no Brasil. Sabe por que? Por que todo brasileiro é corrupto. Por que todo mundo que dirige um carro já dirigiu bebado, pondo vidas em risco. E todo mundo que toca nas rádios comerciais pagou jabá pra isso.

O Brasil é esse lixo, mesmo. Fim de papo.

Mais uma vez: acordem para o mundo real.

Anônimo disse...

então tá, beleza chico...o mundo real nos conhecemos, mas então os artistas têm de fazer da expressão artística reflexo dos desígnos da vontade do deus mercado...beleza, então é só uma questão darwinista: só evolui quem se adapta...triste sina! discordo senhor realidade!
cláudio moreira

cebola disse...

Bom, chiquitu, posso tentar explicar de outra forma, mas concordando sobre a questão do tal do "hit". Marvin Gaye, antes de fazer What´s goin´on e Let´s get it on, passou uma temporada brilhante compondo hits sobre hits, dentro do formato padrão da Motown. Melodias assobiáveis, refrões perfeitamente ganchudos, brilhantes e simples letras sobre amor e perda, canções belamente curtas e "tocáveis" no seu dial. Manteve sua essência r & b mas sabia que TINHA que se inserir bem no mercado. E estamos falando do mercado mais selvagem (no ótimo sentido) de todos. Se tornou maior do que seus "concorrentes" e explodiu criativamente em sua obra-prima de 71. Podemos dizer quase o mesmo com uma caçamba de artistas fundamentais, e Beatles é só o primeiro nome que me vem à mente. A questão é: Eles QUERIAM ser grandes. E não estou falando em termos cult-artístico-geniais. Dylan também. Mas o estopo de sua busca por um sucesso mercadológico era apenas sensivelmente diferente. Ele QUERIA o sucesso, mas o contexto folk permitia que ele mantivesse uma postura mais, digamos, purista, mas só até ele ter fixado seu nome de forma indelével na memória americana. Daí, ele pula fora, enfia umas guitarras estridentes (que era o que fazia sucesso, vide invasão inglesa) manda o purismo para a senhora puta que o pariu e se torna o gigante que ainda é. Ou seja. Nem virgem pra compor, nem puta pra divulgar. Esses extremos só servem pra marcar território. E a música pop (rock n roll inclusive mas não só) possui exemplos demais da zona cinzenta entre esses tais extremos. Ou, como diria john Lennon para Paul MCcartney antes de compor uma daquelas pepitas estrondosas e eternas: "Paul, vamos compor uma piscina!?"

cebola disse...

Complementando. É realmente um padrão quase universal esse que descrevi acima. E, é claro, possui suas exceções. Mas é interesante e paradoxal, que esta mesma, digamos, "fórmula", seja tão difícil de se aplicar. Mas é fácil de se explicar, pelo menos. A diferença entre ela dar ou não certo está naquela nuvem imprecisa onde ocorre o choque entre contexto, talento, persistência, fé em si mesmo, cara de pau, talvez, e de preferência, um empresário esperto e, por que não, sorte.

osvaldo disse...

Chicão, so agora to vendo seus comments sobre a entrevista do Lobão.E realmente você vem falando há bastante tempo sobre este estado de coisa com bastante propriedade .Obvio que tem alguns exageros de Lobão, que sempre gostou de frases de efeito. Mas a essencia das colocações dele são pertinentes. Não é necessario se recorrer ao jabá para promover artistas,existem formas licitas de promoção, mas o artista que acha que fará sucesso sem suporte empresarial ( gravadora ou empresario) ou é um ingenuo ou esta se fazendo de bobo. O fato é que a "boa" musica pop ( no seu sentido mais "classico") sumiu das paradas nacionais ja há um bom tempo e legiões de talentosos artistas foram escorraçados ( ou se escorraçaram por conta propria) para guetos cada vez mais distantes, tristes e , pior de tudo, tediosos. Vou parafrasear Miguel Cordeiro, o homem que previu o voo da galinha do rock local, o rock sem o roll não rola. Pra quem não entendeu, musica pop (rock!!) sem publico não rola, e na boa,desconheço artista que nao queira fazer sucesso e publico que não queira ser entretido.

Franchico disse...

Cês tão vendo, Cláudio e Glauber? Brama, Cebola e Ilhados me entenderam.

Eu não tô sugerindo que ninguém vire puta nem que pague jabá.

Até por que nem todos tem vocação para isso. Nem todos querem se tornar populares.

Agora, infelizmente, é assim que a banda toca no Brasil - literalmente. E tb nos EUA, Europa e etc e tal.

Tem que ter empresário, tem que ter assessor de imprensa, tem que mirar nas paradas de sucesso, tem que ganhar dinheiro, tem que bater nas portas das gravadoras - agora, com moral pra ser respeitado lá dentro e conseguir que eles paguem uma boa divulgação, uma boa exposição na grande mídia. Repito: GRANDE MÍDIA. Isso quer dizer: Faustão, Raul Gil, Hebe etc.

Foi assim que bandas como Titãs, Ira!, Ultraje a Rigor, Blitz e todas as outras que deram certo se firmaram.

Por que seria diferente hj dia? A internet não deu em nada. O underground continua na merda. Tem que fazer musiquinha de sucesso sim, senhor. Agora, é uma arte difícil, fazer musiquinha de sucesso e manter a dignidade. O desafio é esse. Quem for forte e criativo o bastante, que o encare.

E o resto vai morrer tocando nos botecos do Rio Vermelho.

Só para terminar e deixar bem claro: eu não estou dizendo para ninguém o que fazer nem como fazer. Eu estou dizendo as coisas como eu vejo que são e mais: como poderiam ser, se VOCÊS, MÚSICOS DO ROCK (seja local ou nacional) se dispusessem a partir pra guerra (sim, é guerra) e retomar os territórios perdidos.

E esquecer essa bosta de internet que nunca deu futuro pra ninguém.

Anônimo disse...

é óbvio que artista sem empresário para dar suporte financeiro ao projeto da carreira não rola...senão fica igual a fábio: exército de um homem só ou de dois, no caso, ele e tiago...ou uma empresa de dois homens, como vai virar...só não me venha, chico, querer depois dos 35 anos ficar com esse papo de pragmatismo exacerbado em nome da sobrevivência...tá querendo convencer quem aqui?!
aqui só tem puta velha...
cláudio moreira

cebola disse...

bom, só não me convenceu por que eu não precisava ser convencido, já estava convencido. Tá lá em cima no meu texto sobre Marvin Gaye e Beatles.
Esc man, quando pegará vosso disco, por jeovah!?

Franchico disse...

Esc, quem sou eu pra te convencer de alguma coisa? Longe de mim! Me inclua fora dessa!

;-)

teclas pretas disse...

nem 8, nem 800, chicão. titãs, ultraje a rigor, ira!? eu to aqui ouvindo malkmus, walter franco e small faces e você me cita as bandas dos anos 80...realmente, só pode existir ruído na nossa comunicação.

então todo mundo tem que seguir o padrão das bandas oitentistas pra tocar no rádio e dividir palco com stars da axé music? to fora. cara, desespero não levará ninguém a nada, contamina a criatividade e dá câncer.

não vou botar água no ketchup, até porque acho que isso só me faria ser mais um. i'm closer to the heart!

acho que vai de cada um. quem acha que os fins justificam os meios e quiser ter esse tipo de vida, frequentar as festinhas enfadonhas da mtv etc, fique à vontade. agora, uma coisa é fato: sei quem são meus heróis e não vou traílos por dinheiro nenhum. meu negócio é música, eu gosto de música. o resto não me interessa em absoluto.

sobre macca, o que comprou a piscina dele foi o que? "yesterday"? a maioria aqui tá muito longe disso, velho.

dizer que persistir com coragem against the odds é ser ingênuo, seria o mesmo que dizer que todos os artistas do mainstram são "vendidos". não é um argumento que me cause espécie. eu só acho que quando arte e sonho são deixados de lado em favor da grana, a coisa toda perde o sentido. money talks, mas fala muita besteira.

GLAUBEROVSKY

Franchico disse...

Velhinho, entenda: eu não citei as bandas dos anos 80 como modelo a seguir em termos de som, vestuário, postura ou o que for.

Eu as citei como modelo de estratégia empresarial. São grandes bandas - goste vc ou não - que marcaram a música popular brasileira, fizeram história, ganharam muito dinheiro e zé finí.

Acho que essa coisa de estourar e fazer sucesso e tocar em rádio também é para quem quer, para quem busca isto. Não acho que vc, em particular, queira ou busque isso.

Mas nada de errado com isso tb. É uma questão sua, particular, ninguém tem nada com isso.

Então, nada mais natural do que vc não se sentir atingido pelo meu discurso. Vc não é bem o público alvo dele. Acho que ele é mais dirigido mesmo para quem nutre esse tipo de ambição.

Ah! E acho também que para buscar e encarar o mainstream é preciso coragem (e esperteza), sim! Tanto quanto se contentar com a falta de perspectivas do underground. Aliás, pra tudo na vida é preciso coragem.

Mas aí, é a escolha de cada um. Uma hora, é preciso encarar essa encruzilhada.

Ficar eternamente no meio do caminho é que não rola.

teclas pretas disse...

"as citei como modelo de estratégia empresarial"

pois é, chicovsky, meu comentário foi nesse sentido mesmo. acho que são grandes bandas. mas nem todos os artistas devem ir por aí, como você mesmo disse. e acho um desserviço lobão dizer isso pra garotos de 15, 20 anos. querem tirar da moçada o que eles têm de melhor?? essa não é idade pra se pensar tão corporativamente.

aah, o exemplo de dylan está incorreto. o folk limitava dylan ARTISTICAMENTE, era uma prisão pra ele. a mudança em seu som [junto com beatles, stones e the band] gerou toda a música pop/rock, folk rock, country rock, indie rock, tudo que veio depois. é justamente o contrário.

GLAUBEROVSKY

osvaldo disse...

Glauber,
O empresario de Dylan chamava-se Albert Grosman, um das maiores lendas do show-biz ever. E você ta vendo as coisas de modo maniqueista, o bem versus o mal, voce obviamente do lado do bem. Acho que ninguem ta colocando desta maneira. E cada um toca a carreira da forma que achar apropriada. So que, nosotros pobre publico, constatamos a falta de artistas com pegada pop mais "classica" no mainstream e afins. Conheço varios artistas , desconheço até agora, alguem que renegue querer fazer sucesso. E aí, como Chicào falou muito bem, é que esta a arte, de conseguir fazer sucesso negociando de forma digna e inteligente com o tal do mercado, como fez, por exemplo Dylan.So que Dylan é para poucos.

teclas pretas disse...

certo, osvaldão, mas nos 60s, nos eua e uk, isso era muito mais possível que hoje no brasil. contexto. hoje, neste país o sujeito tem que fazer algo medíocre pra chegar onde você, lobão e chicão querem que se chegue.

não há maniqueísmo no que estou dizendo, de maneira alguma.

defina "sucesso".

GLAUBEROVSKY

cebola disse...

Bom, glauber, discordo de sua discordância ;). Lhe digo por que: Dylan, quer voce queira ou não aceitar isto, QUERIA sim o sucesso comercial. Não abdicou nunca de sua dignidade, é claro, e sua mudança foi artisticamente, até mais que comercialmente, explosiva. Sobre essa estorinha de "se vender"!!? Que diabo ainda é isso?! Me cita aí uma banda que fez sucesso sem uma boa e grande estrutura a apoiá-la. Ou, pelo menos, uma visão empresarial esperta (no bom sentido), inteligente e agressiva?! Integridade artística não precisa de isolamento ou aversão ao mercado para se sustentar. Ela se sustenta pela sua própria força. Ou então fracassa. Por sua própria força. Continuo insistindo nos fenômenos Marvin e Beatles como exemplos. Você não entendeu o foco da questão da piscina. Não falei em ter a capacidade ou não de compor Yesterday. Falei sobre o reconhecimento de que compô-la pode estabelecer um patamar artístico E comercial, JUNTOS! Não há nada de errado nisto. E querer preservar esta tal desta gurizada de 20 anos disto é querer cuidar de nossas crianças dentro de uma redoma ass[eptica. Não cria anti-cortpos. Até para combater!

cebola disse...

Não adianta. Beatles, Stones, Dylan, seja quem for, só servem de modelo para aqueles que enxergam o mercado musical como algo a ser conquistado, e não ser evitado. Suas biografias são esclarecedoras neste sentido. E já li umas 4 dos beatles um de Dylan, e umas trocentas dos Stones, sá pra ficar nestes exemplos.

cebola disse...

Não serve para o brasil neste contexto atual? Já estamos sob um regime comunitário onde o escambo e o comércio de idéias e arte sejam feitos entre organizações sociais de busca da excelência artística e cultural?
Thank god...não!

teclas pretas disse...

cebolão,
cê não me entendeu. ou eu não fui suficientemente claro. não se trata de NÃO querer o sucesso. trata-se de não contaminar a criação artística com o desejo de obter esse "sucessinho"-ouro-de-tolo. cada um dos artistas citados manteve suas opiniões e opções estéticas sempre que foi preciso.

veja os titãs: depois do doc, era pra fazer um disco ducacete [como tudo ao mesmo tempo agora, cabeça dinossauro ou televisão] e aí quê que eles fazem? chamam o bonadio e cometem aquele erro de disco ruim. o pior da carreira deles. o disco não é só ruim na produção, mas nas composições também. escolheram o caminho babaca e escolheram errado, poderiam ter entrado pra história mais uma vez, com um disco de rock realmente bom, como fez o tremendão, no mesmo ano.

pra mim, sucesso é o que beck tem. lenine, gogol bordello, rush...e no fim, o que fica depois do túmulo é a qualidade do que se faz. daí vem lobão e diz pra garotada botar água no ketchup pra tocar no faustão. século xx demais, pra minha cabeça...

GLAUBEROVSKY

Anônimo disse...

glauber tocou no eixo central da questão...disse tudo...
e eu completo...por que recentemente apresentei a um pesquisador de música o argus do wishbone ash e o cara ficou extasiado...lamentou não ter conhecido o álbum nos anos 70 porque ó disco apesar de ter elementos típicos dos anos 70 tem marca autoral atemporal que resiste ao tempo...isso o rock pode ser mais do que simplesmente sucesso de consumo por si só...e olha que esse disco foi um sucesso...mas tem valor estético para além das engrenagens do mercado...o deus de muita gente aí que perdeu a capacidade de fazer do sonho argamassa para a realidade a ser construída...
cláudio moreira

cebola disse...

Bom, mantenho o que eu disse láaaa em cima , no texto sobre Mavin Gaye e Beatles. O maniqueísmo está imperando aqui sim. Mercado é palavrão, e sonho é argamassa. Nunca disse que neguinho tem que se vender como puta na montanha. Tem que vender, isso sim, o seu trabalho, visando também um retorno financeiro. Perguntem a qualquer um de seus ídolos. pergunte a qualquer um do Wishbone ash. Equivoco está em fazer de uma visão de mercado a causa do desastre artístico, ou da condenação da alma. Titão fizeram uma opção. Erraram. Ok. E daí? Beatles botaram uns ternos, seguiram o mapa do empresário, optaram por uma postura menos, digamos, rebelde, couro preto e quetais, e se deram bem. E foram quem foram. Não é preto nem branco, senhores. Já disse lá em cima. E sonho, só presta pra alguma coisa se é traduzido para a realidade, se não, só serve pr sonhador, que nunca passará sisso, sonhador.

cebola disse...

Complementando. Isso que Glauber falou neste último comentário já se aproxima mais até do meu ponto de vista. Em termos. Nunca falei que se deve "contaminar" a criação pra fazer "sucessinho" barato. Disse sim, e a história da música está repleta de exemplos, sendo quase uma constante, que a banda ou o artista pode, de forma digna, e visando uma realização artística mesmo (concretizando um sonho artístico ou seja o que for), levar em conta determinadas possibilidades de tornar o seu trabalho um tanto quanto acessível em algum momento, seja na composição ou na atitude, ou nos badulaques, o que seja. Veja só, você pode ser mesmo até genial neste contexto. Vejam só. De onde veio o rock n roll? Onde se desenvolveu brilhantemente? De que lado da cortina de ferro? Dentro de que sistema econômico? Sob que condições sociais? Bom. de qualquer forma, termino aqui minha colaboração à esta discussão. A partir de agora só ao vivo e em cores...e 3D! ;)

Ilhados Aqui disse...

Desculpe, mas acho que continua a confusão entre o "criar" e o "divulgar"... Perguntas: obras-primas da música pop utilizaram meios "sujos" de divulgação? Como seria o esquema nas rádios sem o jabá? Ao gosto do dono da rádio? Acompanho a carreira do Humberto Gessinger desde mto tempo e mesmo nos tempos de mainstream, ele sempre pareceu guardar uma distância dos métodos de divulgação. Aquilo era parte da gravadora, não dele artista. Essa postura sempre me pareceu mais sincera e íntegra do que hipócrita. E sempre me pareceu bastante autêntico em relação à música que faz; acho que o acaso é muito mais importante para uma música fazer sucesso do que se pensa.

osvaldo disse...

faço minhas as palavras de cebola. ninguem defendeu a prostituiçào artistica (??) e a mediocridade. pelo contrario, a queixa é que faltam artistas de "qualidade"( vcs entenderam, se não, não adianta explicar) tocando em radio, lotando shows e afins. estamos falando de artistas de musica pop que QUEREM ser do mainstream, mas que não querem ou não conseguem transpor as barreiras impostas pelo mercado.o que não faz sentido é o artista que QUER fazer sucesso (algo indefinivel, com varios significados), não se dispor a dialogar com o tal do mercado, logico que mantendo sua integridade artistica.

Ernesto Ribeiro disse...

Francis, depois de ler todos os comentários sobre essa celeuma que é a situação vergonhosa do não-mercado para o rock baiano, eu só posso registrar 3 constatações mais do que óbvias (para quem não teme ver as coisas como elas SÃO):


1 - Chico Castro Jr. é o único cara na mídia que apresenta a pílula vermelha e enfia o dedo na ferida. Podem berrar de dor, músicos, amadores, aspirantes, etc. Bem-Vindos ao Deserto do Real. Com ênfase na situação desértica que domina Soterópolis.


2 - NÃO EXISTE solução á vista enquanto os roqueiróides baianos não descerem do salto e reconhecerem que precisam mesmo ir á guerra e lutar na lama. Ou seja: toda mudança real começa pela mudança das mentalidades. E nada é mais difícil do que convencer toda uma sub-cultura de fracassados perdedores arrogantes, alienados e orgulhosos que eles SÃO fracassados e perdedores PORQUE SÃO arrogantes, alienados e orgulhosos.


3 - Sabe o que é mais deprimente? Seu opositor nesse debate, que vestiu a carapuça. Nosso grande exemplo de TALENTO DESPERDIÇADO AUTO-SABOTADO, Glauber Guimarães, ex-Moska, ex-bluesman --- há 10 anos atrás, ELE PENSAVA BEM AO CONTRÁRIO: assumia que gostava mesmo é dos clichês da música pop internacional dos anos 80 e queria mesmo fazer sucesso vendendo a música dele por qualquer meio, mesmo que fosse o pior (que os Billies tentaram e não deu certo, é claro.)


Somente AGORA é que ele vem com essa pose de artista cult que não quer sujar as mãos fazendo a mesma coisa que os ídolos dele já fizeram sem nenhuma crise de consciência.


Glauberovski, quem te viu, quem te vê...


Ernesto Ribeiro disse...

Quanto ao meu velho amigo Cláudio Moreira, apenas lembro o nome daquela banda gaúcha despretenciosa até no nome, de pura molecagem punk: Quem Odeia Rush Odeia Primus.


Sabem o que é "descarga de privada" en inglês, né? "flush".


abra esse peito roqueiro em tempos de happy rock, emo rock e post rock e gritem: FLUSH!!!!!!!!!!!!!