quarta-feira, agosto 10, 2016

ENTERPRISE SEGUE EM VELOCIDADE DE DOBRA

Já nas telas dos Estados Unidos, Star Trek: Sem Fronteiras, teve sessão para jornalistas em São Paulo. A TARDE esteve lá e conta o que viu. A estreia no Brasil é dia 1º de setembro

Scotty, a aliada de ocasião Jailah e Kirk: constrangimento na cadeira do capitão
Em uma friorenta manhã de quarta-feira em São Paulo, o multiplex do Shopping Iguatemi JK foi invadido por uma verdadeira horda de jornalistas, blogueiros, trekkies (fãs novatos) e trekkers (fãs veteranos) vestidos a caráter.

Era a pré-estreia do novo filme da série Star Trek: Sem Fronteiras, que teve uma exibição especial, com direito a pipoca e refrigerante grátis para os convidados.

A exibição (ou screening, no jargão do meio) foi mesmo de gala, no telão IMAX e em 3D, tudo para aumentar a sensação de imersão no filme.

Na saída, ação promocional da Editora Aleph, especializada em ficção científica, distribuiu exemplares do livro Star Trek: Portal do Tempo, de A. C. Crispin, o primeiro da franquia que a Aleph publica.

Rumo à estação espacial

Krall (Idris Elba) levanta o Dr. McCoy pelo pescoço
Já nas telas dos Estados Unidos, Star Trek: Sem Fronteiras, que só chega aos cinemas brasileiros no dia 1º de setembro, tem angariado ótimas críticas na imprensa internacional.

Este é o terceiro filme desde o bem-sucedido reboot da franquia pelas mãos de JJ Abrams, em 2009.

Com a debandada de Abrams para comandar a badalada nova sequência de Star Wars, a direção ficou a cargo do taiwanês Justin Lin, famoso por ter comandado quatro filmes da série Velozes & Furiosos.

Quando Sem Fronteiras começa, vemos o Capitão Kirk (Chris Pine) em missão diplomática junto a um povo alienígena, representando uma outra raça com a qual este povo tem diferenças.

A missão não dá muito certo e Kirk retorna a nave com um certo presente que a raça que pedia paz oferecia ao povo beligerante.

A Enterprise segue então para Yorktown, uma gigantesca estação espacial da Federação dos Planetas Unidos, onde a tripulação deve descansar e Kirk, se reportar à sua oficial superior.

Os problemas começam quando a estação recebe um pedido de socorro de um módulo de fuga e a Enterprise é despachada para interceptá-lo.

Encurtando a história: a Enterprise é ferozmente atacada por um enxame de naves minúsculas e a tripulação é obrigada a abandona-la nos seus próprios módulos, caindo em um planeta selvático.

Com o desenvolvimento da trama, o espectador fica sabendo quem está por trás do ataque, por que ataca e qual sua relação com o presente mencionado anteriormente.

McCoy, Spock e Scott

O Doutor McCoy de Karl Urban é um destaque do filme, com ótimos momentos
Apesar de cumprir com louvor a missão de manter a franquia em alta – especialmente com os fãs –, Star Trek: Sem Fronteiras tem algo em seu cerne que lembra o filme anterior, Além da Escuridão (2013) – e também o mundo hoje: o inimigo é um terrorista, disposto a matar o maior número possível de inocentes.

O tom, felizmente, é um pouco mais leve do que em Além da Escuridão, chegando a lembrar, em alguns momentos, a série original dos anos 1960, com muita interação e tiradas humorísticas entre os carismáticos personagens.

Três deles merecem destaque. O Dr. Leonard McCoy (Karl Urban) tem seus melhores momentos de heroísmo nesta série, fazendo uma boa dupla com Spock no planeta em que caem juntos.

A dupla vira trio quando eles encontram a invocada Jailah (Sofia Boutella), uma guerreira local com a qual se aliam.

Spock, cada vez melhor na pele de Zachary Quinto, não brilha tanto quanto em filmes anteriores, mas também tem ótimos momentos em relação à sua pretendente, Nyota Uhura (Zoë Saldaña) e os sentimentos que tem por ela, mas com os quais não consegue lidar, dada a sua natureza vulcana.

Já o comediante e co-roteirista inglês Simon Pegg parece ter reservado alguns dos momentos mais divertidos do filme para si mesmo, na pele do engenheiro Montgomery Scott.

Idris Elba, irreconhecível na pele de Krall, o vilão da vez, surpreende e convence.

Entre cenas de ação grandiosas, alucinantes e muita correria, há ainda espaço para uma tocante homenagem ao elenco original. Mesmo quem não é trekkie corre o risco de se emocionar.

Star Trek: Sem Fronteiras estreia no Brasil em  1º de setembro

O repórter viajou a São paulo a convite da Paramount Pictures



Novo filme é senha para Aleph lançar seu primeiro livro da franquia no País

Assim como faz com Star Wars, os livros ambientados no universo de Star Trek passam a ser publicados no Brasil pela Aleph, que aproveita o burburinho entre os fãs com a chegada do novo filme para lançar Portal do Tempo, seu primeiro lançamento da franquia.

Originalmente publicado nos EUA em 1983, Portal não foi escolhido por acaso: trata-se de um dos romances mais bem avaliados  desde a início da publicação de romances da franquia, lá em 1968.

Assinado pela escritora norte-americana A.C. Crispin (1950-2013), Portal tira partido do personagem mais querido da franquia, Spock, ao confronta-lo com uma das mais básicas emoções humanas: a paternidade.

Como os fãs sabem, Spock é um vulcano, raça que aboliu as emoções em favor da lógica.

Há ainda uma questão de viagens no tempo e eventos que fazem referência direta a um episódio  da série clássica dos anos 1960, Todos os Nossos Ontens (All Our Yesterdays), da 3ª temporada  – daí o título original do livro, Yesterday's Son (O Filho de Ontem).

Com este belo romance inaugural, espera-se que a Aleph dê aos livros de Star Trek os mesmo tratamento que tem  dado aos de Star Wars, inundando prateleiras e esvaziando os bolsos dos felizes fãs.

Star Trek: Portal do Tempo / A. C. Crispin / Tradução: Norberto de Paula Lima/ Aleph / 256 p. / R$ 39,90

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