terça-feira, novembro 11, 2008

MICRO-RESENHAS EM DOSES HOMEOPÁTICAS

Manics voltam em forma

Uma das bandas mais importantes (e subestimadas) surgidas nos anos 90 no Reino Unido, a Manic Street Preachers tem sua história marcada pelo sumiço do guitarrista Richey Edwards em 1995. Essa tragédia – ainda não explicada pela polícia – inspirou o (agora) trio a cometer um álbum grandioso, dois anos depois: Everything Must Go (1997). Após alguns altos e baixos, a banda retornou à velha forma com Send Away The Tigers, lançado lá fora em 2007, e que só agora chega ao Brasil. Nele, a banda galesa recupera o som widescreen e o peso que caracterizam seus melhores trabalhos. E ainda tem a ótima participação da maravilhosa Nina Pesson (Cardigans), na faixa Your Love Alone Is Not Enough. CD para ouvir direto, sem pular uma faixa sequer.
Send Away The Tigers
Manic Street Preachers
Sony BMG
R$ 13,90
www.manicstreetpreachers.com


Sherlock & Watson à americana

Nero Wolfe e Archie Goodwin formam a contraparte ianque à dupla de detetives Sherlock Holmes e Doutor Watson. O primeiro é o cérebro analítico, capaz de desvendar crimes complexos sem sequer se levantar da poltrona, enquanto o segundo é um misto de braço direito e biógrafo, já que é ele que narra os casos. Serpente, publicado pela primeira vez em 1934, é exatamente a estréia de Wolfe e Goodwin. Com humor refinado, Stout conquista o leitor logo de cara ao apresentar o obeso detetive como um bebedor inveterado de cerveja. No primeiro caso, a dupla investiga os assassinatos do reitor de uma universidade em um campo de golfe e um imigrante italiano na época da recessão.
Serpente
Rex Stout
Companhia das Letras
328 p. | R$ 42,50
companhiadasletras.com.br


O hard rock dos seres pensantes

Conhecida como “a banda de heavy metal do homem pensante“, a Blue Öyster Cult nunca figurou entre os mais vendidos ou lotou estádios. Graças à sua associação com escritores como Michael Moorcock e Stephen King, ganhou fama de fazer um hard rock elaborado, com letras narrativas entre a ficção científica e a fantasia, o que lhe valeu a admiração de ícones do metal, como Bruce Dickinson (do Iron Maiden), responsável pela seleção das músicas. No CD, curiosos e fãs poderão curtir alguns pontos altos de sua obscura carreira, como Astronomy, (regravada pelo Metallica), Don‘t Fear The Reaper (título deste Best Of) e as pops Joan Crawford e Burnin‘ For You (seu maior hit).
The Best Of
Blue Öyster Cult
Sony BMG
R$ 11,90
www.blueoystercult.com


As origens de Preacher e amigos

Preacher, de Garth Ennis (roteiros) e Steve Dillon (desenhos) é uma das melhores séries do Vertigo, selo da DC especializado em quadrinhos adultos e de terror. Composta de 65 números, luta há uns dez anos para chegar ao final no Brasil. Além da série principal, Ennis lançou quatro edições especiais que explorava com mais profundidade o passado de alguns personagens da série. Memórias reúne essas quatro edições em um encadernado caprichado: O Cavaleiro Altivo enfoca a juventude de Jesse Custer, personagem principal. Guerra de Um Homem Só mostra o passado de Herr Starr, o hilário e azarado vilão de monóculo e cicatriz no rosto. Cassidy: Sangue & Uísque é uma avenyura do vampiro irlandês beberrão, amigo de Jesse, envolvido numa comunidade de ridículos vampiros góticos de Nova Orleans (uma clara tiração de sarro de Garth Ennis com os romances de vampiro para dona de casa de Anne Rice). E A História de Você-Sabe-Quem (a melhor das quatro) mostra a origem do patético personagem Cara de Cú, um jovem loser reprimido pelo pai, um policial white trash durão. Quando Kurt Cobain aparece morto em 1994, o rapaz resolve meter um tiro na ventas para seguir o ídolo. Só que ele não morre, nascendo daí o Caaaaaara de Cúúúú!!!! Genial. O bom dessa edição que o leitor não precisa ser familiarizado com a série para entender as histórias. Dá para ~lê-las isoladamente, e se, gostar, ir atrás da série Preacher principal.
Preacher: Memórias
Ennis / Vários
Pixel Media
244 p. | R$ 22,90
www.pixelquadrinhos.com.br


Guitarra baiana à frente

Instrumentista de mão cheia, Fred Menendez é um fiel seguidor da tradição da família Macedo, tocando guitarra baiana com muita habilidade. Neste trabalho, o músico busca criar temas específicos para a guitarrinha, na tentativa de resgatar sua relevância dentro do cenário musical baiano. Apesar da intenção louvável e de tocar incrivelmente bem, Menendez peca nos arranjos para algumas músicas, um tanto esquemáticos demais, pois calcados nos vícios do hard rock instrumental de nomes como Joe Satriani e congêneres. Depõe contra seu trabalho também a opção de gravar acompanhado de bateria eletrônica e um teclado de timbre artificial (em faixas como Via Contrari e Zanzara), o que tira muito do caráter orgânico que caracteriza a guitarra baiana. Não à toa, tem seus melhores momentos em faixas menos convencionais, como nos blues The Fox Man e Canguru.
Metamorfose
Fred Menendez
Independente
Preço não divulgado
www.fredmenendez.com

44 comentários:

teclas pretas disse...

frenchico,
conserta o título, rolou um erro de digitação em homeopáticas.

gosto pacas do manic street preachers. tem uma música deles do "know your enemy" que eh PHoda: "so why so sad". o video eh talvez o melhor que eu já vi na vida. saca só:

http://www.youtube.com/watch?v=hSMklt5i614

abraço procês, amigos velhos.

osvaldo disse...

o radiohead confirmou o brasil em março de 2009 em sua turnê mundial, perna latino( mexico,chile, argentina e brasil). vi o show desta tour em julho, e certamente, se vier com toda estrutura, sera um daqueles shows inesqueciveis que vc lembra toda a vida. detalhe, a tour mundial do radiohead tem datas (muitas) confirmadas, e seus respectivos locais de realização até outubro de 2009 no Japão. Os unicos lugares que não tem lugares definidos, apesar da proximidade dos shows, são Argentina, Mexico, e , advinhou, Brasil. Nestas horas que vemos como estamos atrasados em tudo.confiram : http://www.radiohead.com/tourdates/

Franchico disse...

Valeu a dica, Glauber. Gosto pacas do MSP. Esse disco, Know Your Enemy é um dos melhores deles. Mas o mais fodão ainda é mesmo o Everything Must Go. Obra-prima que foi ofuscada pelo OK Computer do Radiohead, que saiu no mesmo ano (ou um ano depois, no máximo).

Sobre o show, confesso que já foi um sonho assistir um show deles, mas hj, sinceramente, não perco mais meu sono por isso, não. Se rolar, ótimo, tenho certeza que será lindo. Mas se não rolar, tudo bem também.......

teclas pretas disse...

franchico,
concordo com vc com relação ao "everything must go", mas minha música preferida deles eh "so why so sad" mesmo. quería ter feito essa...dammit!

GLAUBER

Franchico disse...

Momentiu históriquiu do roqui:

http://www.keithemerson.com/Gallery/2006Appearances/200603-KEandJR.html

Essi eu agarântiu!

teclas pretas disse...

franchiiiiico,
que sensacional esse link, velho! tasquiupariu, resume tudo em que acredito. quantas vezes na vida não ouvi pistols e ELP no mesmo dia. ou cramps e elomar. difuder! difuder!

mas entre os dois, sou mais o keith emerson...

GLAUBER

Franchico disse...

Já imaginaram David Lynch dirigindo um desenho do Pateta?

http://www.youtube.com/watch?v=z7baCckh-XE

Franchico disse...

Quem, afinal, foi Eleanor Rigby? Um documento a ser leiloado em Londres pode fornecer algumas pistas.

http://br.noticias.yahoo.com/s/reuters/cultura_musica_beatles_eleanor_rigby

Nei Bahia disse...

Keith emerson, nunca te perdoarei por perder essa oportunidade de dar uma muqueta nesse idota!!!

Nei Bahia disse...

Atenção stoneanos de plantão, saindo em edição nacional o livro que relata a fase mais "lama" na Banda. Confira no link abaixo nota de ajmari França sobre o dito cujo, com direito a papo com o autor. Esse livro já foi matéria na Rolling Stone barsileira a uns 2 anos, com a tradução de um pequeno trecho, que deixou muita gente "ensacizada". Agora dá pra matar a vontade!!!

http://oglobo.globo.com/blogs/jamari/post.asp?t=uma_temporada_no_inferno_com_os_rolling_stones&cod_Post=139333&a=39

osvaldo disse...

esse momento emerson/rotten faz parte da reconciliação que o punk vem fazendo com os dinosauros que ele(o punk) tinha pensado que tinha abatido.sobre o assunto vale muito a pena , mendigar, tomar emprestado ou roubar o sensacional documentario "the future is unwritten" sobre a vida de joe strummer feito por julien temple. nele vemos a trajetoria de john mellor a.k.a joe strummer, e sua transformação de artista de rua, com clara inspiração hippie, no punk radical stalinista. no doc. os amigos de longa data de strummer falam da decepção que strummer causou quando, ja um punk militante, negava as amizades antigas. nos momentos mais pungentes, strummer, pouco antes de morrer, e de novo convertido a ideais world/hippie/whatever, fala de seu arrependimento e da dor causada pela negação das amizades no punk heyday.e o cara morreu prematuramente, apesar da sua boemia, strummer nunca foi um cara lidado a drogas pesadas. apesar de lydon (rotten) ter sido o cara que começou a insultar as megabandas( depois alcunhadas de dinosauros pelo proprio), strummer era o cara que dava seriedade e um sentido a toda aquela anarquia punk. e o clash foi muito mais banda que os pistols(não tô falando em importancia, neste quesito os pistols so perdem pra elvis, beatles e dylan).

Nei Bahia disse...

"...neste quesito os pistols so perdem pra elvis, beatles e dylan)."


Oswaldão, cuidado com o poder da palavra, mesmo escrita!!
Keith Moon vai puxar seu pé de noite!!!

Zé Oliboni disse...

Rex Stout é um vício pessoal. Sou colecionador e sempre recomendo o maior detetive de todos os tempos!

osvaldo disse...

nei, nao falei em gosto pessoal, falo da importancia historica.talvez hendrix seja um assunto a se discutir, mas a importacia historica dos pistols, e especialmente de johnny rotten, é maior que a do who(banda favorita da casa) e dos.... stones (ai ai ai)

osvaldo disse...

na folha: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u467033.shtml
A cantora norte-americana Cat Power vai lançar um novo álbum no final do ano. Será um EP de covers de artistas como Aretha Franklin, Creedence Clearwater Revival e The Pogues.Batizado de "Dark End of the Street", o material traz as faixas que não foram incluídas em seu último disco, "Jukebox", lançado em janeiro deste ano. Antes que o galo cante tres vezes o Creedence ainda vai ser considerada banda cult.Chan Marshall é atualmente uma das favoritas da casa.

teclas pretas disse...

"mas a importancia historica dos pistols, e especialmente de johnny rotten, é maior que a do who"

rapaaaaz, faz isso cumigo, nao, rapaz...

desde adolescente, sempre que ouvia esse papo de "o punk salvou o rock que estava imerso entre toneladas de teclado bla bla", achava um disparate. SPIN mesmo.
pra começar, bandas como bad company, zz top e free faziam rockenrolzão, sem teclado, nem nada. o bom e velho huff n'puff.
e as bandas prog são sensacionais, mas tem que ter educação pra ouvir.
sempre fui um fan incondicional do passion play do tull, do yes album, ELP, etc.

enfim, mais cedo ou mais tarde, a verdade sempre vem. heheeeeiiii...

GLAUBER

teclas pretas disse...

osvaldo,
explico melhor minha opinião sobre valor historico, o que c falou:
se os pistols tiveram liberdade suficiente para fazer sua revolução nos 70s, eh prq bandas como the who lutaram por ela. promoveram mesmo, a ruptura com a geração dos 50s.
artistas como who, doors, dylan, beatles, stones, floyd, zappa, criaram esse mundo em que o johnny rotten pode existir. eles inventaram o mundo a partir deles.
abraço, compadressss...

GLAUBER

osvaldo disse...

glauber, uma das grandes ironias do punk, e por extenção de todo rock e "cultura jovem" em geral, é que, todos envelhecem e acabam se contradizendo. o punk, naquele momento, salvou o rock sob quase todos os aspectos. quando johnny rotten usou na king´s road uma camiseta dizendo "i hate pink floyd", mais do que o insulto e sacrilegio para a epoca, o incipiente punk assumia uma posição politica, e inconcientemente captura o tal do zeitgeist. hoje ele se encontra com keith emerson, apesar do elp ser mala.o mal é que mais e mais rock é concebido apenas como atitude.naquele momento era, num segundo momento lydon, faz sua intervenção artistica mais importante com o pil.mas quem arromba a porta, na hora certa , no momento certo, mesmo que com varios equivocos no seu discurso, foi o punk. como elvis, beatles e dylan tinham feito antes. como o nirvana fez depois. estas bandas, apenas simbolizam o espirito da epoca, não eram as unicas,as nem mesmo as melhores, mas foram eleitas pelas circunstancia. mas, rotten, ao lado de lennon e dylan, são meus frasistas favoritos ever.

teclas pretas disse...

osvaldo,
beleza, concordo com o q c falou. em parte. o lance do zeitgeist e tal, ok. mas acho q o rock nunca precisou ser salvo. acho q o yes tmb chutou a porta. nao acho ELP mala.
lembro da resposta do ian anderson ao movimento punk, "too old to rock n'roll, too young to die."
essa tmb eh uma grande frase.
abraço meu velho. eh difuder conversar com vcs, prq sabem analisar, argumentar. mas eh o que eu sempre digo: nem 8, nem 800, hehe.

dentro de uns 10 dias, tem musica nova no myspace do TECLAS PRETAS. aviso.

êee, vidão!

GLAUBER

teclas pretas disse...

aah, o que c falou do PIL, corretissimo.

o verdadeiro tadeu [mascarenhas] eh o rei das criancinhas! hahahaa

GLAUBER

Franchico disse...

Erik Larsen não perdeu tempo e já colocou Barack Obama como presidente eleito nas páginas do seu gibi Savage Dragon.

http://www.omelete.com.br/quad/100016406/Obama_faz_sua_primeira_aparicao_nos_quadrinhos_como_presidente_eleito.aspx

A propósito, Savage Dragon foi, de longe, o melhor gibi da primeira onda da Image Comics. Pena que não durou muito no Brasil.

Franchico disse...

Alegrai-vos, chincheiros da minha Bahia! Cheech & Chong vão aparecer juntos novamente em um novo filme!

Turnê de reunião de Cheech & Chong vai render filme

Weinstein Company produzirá musical da dupla ícone do cinema-maconheiro

http://www.omelete.com.br/cine/100016394/Turne_de_reuniao_de_Cheech___Chong_vai_render_filme.aspx

teclas pretas disse...

osvaldo,
uma coisa interessante:
pouca gente, fans da dead billies, pessoal das bandas sabe, mas durante toda a existencia dos billies [1993-2001] continuei ouvindo discos como "a passion play" do jethro tull. rex ate fazia piada ["fica aí ouvindo esse zé da flauta!". hahaha].
comprei o vinyl aos 13 anos, muito antes da banda existir, muito antes de conhecer morotó e joe. pode perguntar pra ele.
outra coisa que nunca parei de ouvir foi MPB. sou vidrado no ivan lins "nos dias de hoje" de 78. tenho em vinyl e CD. letras de vitor martins, disco PHoda.
as unicas coisas em que eu mudei de ideia totalmente, foram nirvana e legião urbana, que hoje admiro muito e nos 90s falei muita bobagem. inclusive lí a biografia de cobain. mea maxima culpa.
fui-me. abraço aê, cheechs & chongs pra todos,

GLAUBER

Franchico disse...

Várias coisas.

1. Pistols ter importância histórica maior que a dos Stones e Who é bastante discutível. Entendo o ponto de vista historicista (ou historiográfico, sei lá) de Brama, mas ainda assim, resisto a aceitar isso como fato.

2. O Creedence Clearwater Revival teve todos os seus álbuns relançados com extras, em comemoração aos seus 40 anos de fundação. Em breve, Vanguart, Mallu Magalhães e outros guris abusados descobrirão a pólvora (mais uma vez) e anunciarão que esta é a sua maior influência.

3. "bad company, zz top e free faziam rockenrolzão, sem teclado, nem nada". De fato, só que com o pé enfiado até as coxas no blues, dogma que o punk mandou pro espaço, abrindo caminho pra um rock branco, urbanóide, de suíngue duro e, na minha opinião, não menos interessante e muito mais sintonizado lá com o tal do zeitgeist.

4. Glauber, vc está enganado quando diz que os punks romperam com o rock ds anos 50. Pelo contrário. Se, ironicamente, o punk negava sua raiz negra (a do blues), ele resgatou uma de suas características primevas mais importantes: a urgência dos três acordes, a duração encurtada das músicas (quem precisa de solos de teclados de dez minutos, pelo amor de deus?) e o senso de perigo e transgressão, coisas que o rock progressivo e seu clima de conservatório de música na Terra Média haviam criminosamente enterrado.

5. Zé Oliboni, vc é um cara de muito bom gosto.

6. I don't hate Pink Floyd (au contraire, I love it), mas ELP é malinha, vai! Tirando umas duas ou três músicas (as curtíssimas Benny The Bouncer e Jerusalem - que nem é deles, é um cântico raligioso tradicional inglês - em primeiro lugar, claro).

7. Nei Bahia, cadê vc, meu filho?

Franchico disse...

No Equador, povo que vive até 120 anos fuma, bebe álcool e usa droga

http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u467282.shtml

Reserve sua passagem para Quito aqui:

http://plane.lan.com/promociones/index-pt-br.html?s_cid=72372_bm_br

Franchico disse...

RIP Mitch Mitchell.

http://www.estadao.com.br/arteelazer/not_art277178,0.htm

Baterista extraordinaire.

Franchico disse...

A propósito do CD do Blue Öyster Cult resenhado neste post: por coincidência, estava assistindo um episódio de My Name Is Earl (terceira temporada) onde o personagem título (Jason Lee, brilhante) está em coma no hospital e os amigos dele tentam acordá-lo fazendo-o ouvir canções de classic rock no ipod. Adivinha qual a preferida dele? Burnin' For You. Quando eu comprei uma fita com esse disco (Fire of Unknown Origin, 1981) no Paes Mendonça - que ouvi até partir - em 1985, eu tava totalmente por fora. Nem imaginava que tinha um clássico em mãos. Agradeço a qualquer boa alma que me arrume uma cópia do dito cujo, aliás. Pode ser mp3 e as porra. Só queria ouvir de novo ele inteirinho.

osvaldo disse...

eu só parei de escutar progressivo nos anos punk.muita gente que viveu aquele periodo aponsentou os tull, os genesis, e yes.eu fiquei uns dois anos tentando não escutar, mas sou floyd maniaco, s, alem de red do king crimson ser top ten pessoal desde sempre, e eu que nunca fui ortodoxo logo tava escutando animals( chamado na epoca de punk floyd). estou mergulhado no van der graaf( ja falei de tri-sector aqui no rock loco), e escutando muito kraut rock.engraçado como anos depois, uma uma serie de bandas, radiohead a frente, fazem uma especie de prog revisitado e atualizado com referencias do prog e do pos-punk.mas yes e elp eu aposentei de vez.

teclas pretas disse...

franchico,
c não entendeu. eu disse que o who, a geração dos anos 60 rompeu com os 50s. será que isso não ficou claro? se não me expliquei direito, foi mals, mas eh isso. ELP não eh mala. ao menos pra mim.

abração,
GLAUBER

teclas pretas disse...

franchico,
conservatório de música tmb eh legal, cara. num tenho nada contra solos de teclado de 10 minutos. eh preciso entender que a terminologia eh rock PROGRESSIVO. os periodos longos são importantes [nei bahia, kd vc, meu filho? help!]. além disso, o prog não se resume a solos de teclado de 10 minutos. se os temas a la terra media lhe incomodam, recomendo ouvir as bandas de early-prog, como "spring", que tem letras mais down to earth.

valeu o papo, vou dormir que hj foi punk!

Franchico disse...

Valeu as dicas, Glauberovski!

Então aqui vai mais uma para vc, Brama, Nei Bahia e toda a renca de sacanas que acompanham esse blog na Bahia, uma banda de Sergipe e 17,5% de Alagoas (copyright Francis Elvis):

não percam neste domingo (16), matéria de capa no Cad 2 sobre os 40 anos do rock progressivo, cortesia do meu colega e mestre Edu Bastos.

ELP, Yes, King Crimson, The Nice, Floyd e o escambau.

Domingo (16), na página 1 do Caderno 2 do periódico da Tankred Snows Avenue....

teclas pretas disse...

legal! valeu, chicoboy. nei bahia foi abduzido???

GLAUBERACY DE ALMEIDA

teclas pretas disse...

ói, sairei da toca! estarei no stanley jordan, em praia do forte, com esse chapéu que to usando aqui na foto. heheeeiiii...

GLAUBEROVSKY

M. R. disse...

> o clash foi muito mais banda que os pistols(não tô falando em importancia, neste quesito os pistols so perdem pra elvis, beatles e dylan).

Sabe tudo, esse Osvaldo. Os Pistols apenas dividiram a historia do rock em duas partes: a.P e d.P. Isso é inconteste. Nenhuma outra banda fez isso. E independe, de fato, de preferências pessoais.

Agora, pessoalmente, eu prefiro a segunda metade :) Bendita tournée "Anarchy in the Uk" que passou por Manchester. Esse sim, um dia pra acender velas.

M. R. disse...

Ah, sim. Estou falando daqueles dias que moldaram a face contemporânea e moderna do rock.

O resto tem seu lugar na historia e tal, todos amamos Beatles e Stones e The Who e... mas tudo isso, como diz Baudrillard, so' pode ser (re)vivido como simulacro ou pastiche.

http://www.youtube.com/watch?v=08_2eTj3wsA

M. R. disse...

http://www.youtube.com/watch?v=LtmS2ePSSdU

Sorry... :)

teclas pretas disse...

simulacro ou pastiche????????????????????????

jeeezzziissss...

GLAUBEROVSKY
www.myspace.com/teclaspretas

Nei Bahia disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Nei Bahia disse...

Atendendo a pedidos, vou botar meu bedelho na discussão!!

1- nunca vão me convencer que uma banda formada numa botique por um marqueteiro dividiu a história do rock em duas partes. Lavem suas bocas fariseus!!!! Quantas pessoas realmente viram ele vestindo tal camiseta? Poucas, só que varias delas eram jornalistas hypeiros desde sempre, que devem ter sido barrados por Peter Grant em algum coquetel do Led Zeppelin. Se o rock não necessita tanto de técnica musical, não quer dizer que tocar bem passasse a ser pecado. além disso, sempre é bom lembrar que quase uma década antes Detroit já mandava para o mundo uma leva de bandas que faziam rock na contra mão realmente, mais era uma cidade sem poder na mídia cultural, por isso o MC-5, os Stooges, Amboy dukes e outros ficaram pra ser resgatados para o grande público anos depois.

2-Quanto aos solos de 1000 minutos: solos são como discursos, monólogos teatrais; serão longos quando o vocabulário do orador for pobre, ninguém agüenta nem 30 segundos, ou serão suaves jornadas quando que os profere tem o devido conteúdo, fundamentado tanto pode ser na técnica ou na emoção.

M. R. disse...

:) Apimentamos isso aqui...

E' exatamente isso, Nei. Uma banda formada por um marketeiro e uma fashion design. Não se esqueça de madame Westwood, que inventou todo o teatro punk... Sign of the times. Me desculpem os puristas, mas publicidade e moda são as melhores traduções dos nosso tempos hipermodernos.

Ali mesmo, no fundo da loja Sex, o rock foi morto e depois reinventado. McLaren e os Pistols so' estavam na cidade certa e na hora certa. Quase tudo o que vem depois é muito melhor e mais excitante. Post punk 1978-1984 Rip it up and start again, Simon Reynolds (thanx, Brama).

M. R. disse...

errata: fashion designer ;)

Ernesto Ribeiro disse...

ASNEIRA DO DIA por NEI BAHIA:

Resposta adequada aos relinchos:

1 - Assista o videoclipe oficial de "Anarchy in the UK" e vocÊ verá a tal camiseta "I Hate Pink Floyd".

2 - Lamento informar, mas Malkie Talkie e Vivi Dama do Imperio jamais foram integrantes de banda alguma.

3 - Pelo contrário: os Sex Pistols demitiram os (des)serviços de MM e fizeram uma turnê triunfal de mais de uma década entre 1996-2010.

4 - Não adianta espernear e negar a História: até os proprios dinossauros seus ídolo RECONHECEM O FATO de que o Punk partiu ao meio a História do Rock, da Música, da Cultura Pop e da própria Civilização Ocidental.

5 - Vá destilar sua magoazinha anti-punk num site de axé ou pagode. Aqui você só leva cusparada.

Ernesto Ribeiro disse...

ASNEIRA DO DIA por NEI BAHIA:

Resposta adequada aos relinchos:

1 - Assista o videoclipe oficial de "Anarchy in the UK" e vocÊ verá a tal camiseta "I Hate Pink Floyd".

2 - Lamento informar, mas Malkie Talkie e Vivi Dama do Imperio jamais foram integrantes de banda alguma.

3 - Pelo contrário: os Sex Pistols demitiram os (des)serviços de MM e fizeram uma turnê triunfal de mais de uma década entre 1996-2010.

4 - Não adianta espernear e negar a História: até os proprios dinossauros seus ídolo RECONHECEM O FATO de que o Punk partiu ao meio a História do Rock, da Música, da Cultura Pop e da própria Civilização Ocidental.

5 - Vá destilar sua magoazinha anti-punk num site de axé ou pagode. Aqui você só leva cusparada.

Ernesto Ribeiro disse...

Ótima lembrança, Francis:

O "padrinho" do Blue Öyster Cult, o genial produtor Sandy Pearlman, também produziu o segundo album do The Clash, Give'em Enough Rope (1978) um dos MELHORES albuns de todos os tempos!