segunda-feira, janeiro 09, 2006

BRINCADEIRA TEM (METE)ORA

Tudo começou com uma nota enigmática de Hagamenon Brito, publicada em sua última coluna Discomania, de quarta-feira passada (4 de janeiro). Peço licença ao seu autor e reproduzo-a, na íntegra, a seguir:

"RECEITA para uma banda baiana iniciante de rock tentar decolar como "produto" de mercado: apague o passado comprometedor do vocalista (se for o caso, claro, vai que o cara foi dançarino de axé music!), inspire-se num estilo em evidência, faça um clipe com clichês de atitude (cenas de manicômio caem bem), coloque-o na MTV, use o apoio logístico de alguma namorada-estrela-axé e pegue carona no efeito Pitty. Pode até conseguir sucesso, mas credibilidade nem que a vaca tussa."

Li, não entendi, fiquei com a pulga atrás da orelha. Mas que banda seria essa? No mesmo dia, leio no fotolog de Fábio Cascadura que haveria um show do Casca domingo, ao ar livre no Jardim dos Namorados, com as bandas Meteora e Scambo, de graça. Pô, bacana, Cascadura nunca é demais, de graça, então... Nos dias seguintes, leio no Bahia Rock que esse show, intitulado Arena 1, rolaria todos os próximos domingos de janeiro, tendo a tal da Meteora como anfitriã e bandas convidadas diferentes todos os domingos. Nos próximos, vai ter Lampirônicos, Lacme etc. A pulga atrás da orelha coçou com mais força. No domingo, ontem, dia do show, abro o jornal e me deparo com uma foto da Meteora (nome aliás, tirado do título do segundo álbum do Linkin Park). Super produzidos, os meninos muito bem vestidos - provavelmente por uma assessora de moda profissional - parecem prontos para conquistar todas as garotinhas de quinze anos fãs de Linkin Park e aparecer com tudo na telinha da MTV. Minha mão automaticamente dá um tapa na minha testa. Que mico: alguma produtora do axé criou uma banda de rock como se cria um novo sabonete para colocar na prateleira do supermercado. Como se o rock baiano precisasse de mais essa. Conversando com meus contatos, descubro que rumores dão conta que o tal dançarino de axé, que seria um dos integrantes da banda, seria namorado de Ivete Sangalo. Vamos ao show e uma super estrutura está montada na areninha dos skatistas do Jardim dos Namorados. Bom som, um palco altão, grande, uma torre defronte ao palco com a mesa de som. Tudo muito profissional. A pulga atrás da orelha grita em meu ouvido: "armação, armação". Então essa banda, saída do nada, chega e monta uma super estrutura na orla para fazer shows ao ar livre e de graça para a moçada com várias outras bandas. Pô, legal, mas na boa, quem está botando essa grana na jogada, e com que interesse? Abro uma lata de cerveja e relaxo. Ameaçava chover, mas as nuvens foram embora e é um belo entardecer ao ar livre. A Cascadura começa a tocar seis da tarde, com a volta do filho pródigo Paulinho Oliveira na guitarra e seu baixista, que não sei o nome, dando aquela força à Fábio e Thiago Trad (batera). É muito bom ver Paulinho tocar com Fábio depois de tanto tempo, ele é um grande guitarrista. A banda manda muito bem, com algumas faixas do Vivendo em grande estilo e algumas novas (bem legais). Daqui a pouco, surpresa: Fábio chama Luís Carlini ao palco. Sim, o próprio, o guitarrista da lendária Tutti Frutti, de Rita Lee. Carlini chama sua parceira, uma loura de shortinho chamada Helena, e juntos, eles levam (I can't get no) Satisfaction, com a banda acompanhando. O grande público que já se agitava, se agita de vez, vira uma festa. Carlini dá seu show. Tocam ainda Honky-tonky women. Carlini e Helena agradecem, se retiram e Fábio anuncia a próxima atração: uma música do trabalho solo de Paulinho. Meio surpreso, Paulinho se aproxima do centro do palco e leva sua música, que segundo soube depois, seria de autoria de Glauber Guimarães (o ex-Moskabilly). A música é bem Beatles, jovem guarda, uma balada melodiosa de letra romântica. OK, legal. A Cascadura toca mais algumas músicas e sai consagrada, o público grita bastante. Na seqüência, vem a tal da Meteora. Quatro jovens bem apessoados, de cabelos muito bem cortados e vestidos na última moda para rockeiros elegantes entram no palco. Iniciam o show com uma música do Linkin Park. Não me pergunte o nome, é uma dessas que rolam direto na MTV. Dou-lhe uma. A molecada mais nova e os playboys no recinto se agitam. Segunda música: mais um cover, Show me how to live, do Audioslave. A banda é insegura, o inglês do vocalista é sofrível. Não há sombra de pegada. Dou-lhe duas. A terceira música é o tema de Missão: Impossível, na versão do Limp Bizkit (para a trilha do filme M:I 2). OK, dou-lhe três, vendido: junto meu pessoal e damos no pé dali. Não preciso ver mais nada. Quando eu quero ver uma banda cover, eu assisto o Covernation, que pelo menos, é mais engraçado. Não gosto de bater em cachorro morto (natimorto, nesse caso), mas cabe o aviso: senhores e senhoras da produção, ponham uma coisa nas suas cabecinhas: não se monta uma banda de rock como se monta banda de axé, não. O público do rock não é passivo como o público do axé. Outra coisa: esse esquema "banda de baile" também não funciona no rock. Isso, é obviamente, coisa de gente sem talento para criar as próprias músicas, fato recorrente na cena axé, onde todo mundo toca músicas de todo mundo e todas as bandas acabam se tornando um amontoado só, sem identidade. Caso vocês não tenham notado, o público do rock pensa, e detesta ser enganado. Se bem que a armação nesse caso está tão óbvia que nem de enganação dá para acusá-los. Está tudo muito claro. A pergunta que fica é: a lição não foi aprendida nem depois do retumbante naufrágio do Superfly (de melancólica lembrança)?


SEMANA ROCK (LOCO)

  • Lançamento do cd de Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta Participações especialíssimas de Luiz Brasil (que produziu o disco) e Jussara Silveira Dia: 10/01 (Terça-feira) Horário: 21:00 Local: Teatro ACBEU (Corredor da Vitória) Ingresso: R$14,00 (inteira) R$7,00 (meia) Mais informações no site: www.roneijorgeeosladroes.com.br/hotsite

  • Show com Wander Wildner y su guitar soloDia: 11/01 (Quarta-feira) Horário: 22:00Local: Miss Modular Ingresso: R$ 10,00 até a 0h e R$ 15,00 após as 0h Informações: bigbross@terra.com.br

  • Eu não gosto de rock! Atrações: Autoramas (RJ), Los Canos, Parafusa (PE), Abertura: Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta DJs: Boris (Frangote Records), Ramon Prates (Bahia Rock), Sid.14.01.2006 22h R$15 Miss Modular.

  • LOU e CONVIDADOS - Todos os domingos do mês de janeiro, a partir das 18h, a banda LOU estará no Bar Calypso recebendo convidados super especiais.Para dar início à essa temporada de sucesso, o convidado será a banda MINERVA. Em 2005, a LOU foi destaque no cenário nacional comprovando a competência do Rock baiano feito por mulheres. Horário: 18:00 horasIngresso: R$ 5,00.

96 comentários:

miwky disse...

caralho, chico. ainda bem que eu não fui.

tive a mesma sensação que tu ao ler sobre esta banda que surgiu do nada.

lembra que eu falei lá no blog que esta galera tá investindo noutras áreas?? minha irmã me contou que daniela mercury agora vai ser atriz. eu só me mato de rir aqui.

o lamentável é que não vai demorar pra triplicarem coisas assim como essa meteora. o momento é propício pro rock e agurizada não foi devidamente catequizada ainda.
do que é que eu tô falando mesmo??

isso me dá um sentimento de cortar o mal pela raiz.

que tal, se domingo que vem a gente chegar lá com uma plaquinha: meteora de c* é rol*!??
vou não, a não ser que uma banda boa vá tocar e saio de lá logo que termine o show.

porra, pior que eu disse lá no blog: tragam a casacadura de volta, seu produtores de merda! parece que seguiram à risca as minhas recomendações. ok, me sinto culpada agora. hehehe!

Nei Bahia disse...

CALMA CHIÇÃO!!!

Entendo sua indignação, mais acho que ela acabou diminuindo pra seus leitores o que foi a o show da Dr. Cascadura.
Posso dizer que esse fim de tarde de domingo entra pra história da banda, um doa melhores shows que eu vi (e vc sabe que não vi poucos). A participação de Carllini, o publico grande e alto astral, o participação de Paulinho cantando uma música do caralho ( parceria dele com Glauber).
Quanto as outras bandas, sinceramente o Meteora foi mais legal que a Scambo, pois o mundo não precisa de uma versão praieira do Los Hermanos.
Os caras vão ter que corrigir muitas coisas pra irem pra frente sim, pois ninguêm leva um trabalho vazendo 2000 covers e tocando 3 músicas suas, principalmente quando já gravou o seu disco. Torço pra que com ou sem madrinha eles possam ter seu público de rock de verdade,mais pra isso a primeira coisa a fazer e deixar de ser uma versão Geração Saúde do King Kobra. Mais não há como negar os vícios do tipo:
"sai do chão"
"baixinho pra galera cantar", que o vocalista deixou escapar ontem.
Espero sinceramente que domingo o trânsito fique engarrafado na área, vai rolar Lampironicos, tomara que seja bom como foi nesse domingo.

Franchico disse...

Nei, não conheço a Scambo, vc sabe que não é meu estilo. Mas vamos lá, esses caras ralam já faz tempo, formaram um público próprio (Apú me disse que boa parte do povo que tava lá era público da Scambo) fazem show direto. Não faço juízo de valor, nunca vi nem ouvi, mas aposto que deve ter muito mais valor que essa tal Meteora, claramente uma banda de laboratório, banda que tem "dono", como as de axé e pagode. Isso é inadmissível. Hj de manhã descobri que o namorado de Ivete é o vocalista mesmo, conhecido no meio axé como "Fábio Molejo". Pfff...! Nem vou dizer mais nada. Os fatos falam por si.

Qto ao show do Casca, foi realmente maravilhoso, alto astral, ao ar livre, grande público etc. E a música de Paulinho e Glauber tb é muito legal, espero ouvir esse trabalho depois em CD. Assim como as novas do Casca.

Luciano disse...

Eu escrevi sobre a Meteora em minha coluna do A Tarde quando falava justamente de uma tal fórmula do rock baiano que parece q queriam encontrar para faturar muito. A banda é fraca e de 14 músicas senão me engano foram 11 covers, as próprias não fazem muita diferença, porque é como se fossem covers. Scambo é ruim, sem criatividade, mas ouvi algumas músicas mais novas e é até melhor do que todo resto que já fizeram. E sem dúvida eles têm público e ralam há tempos, mas daí a ser bom....

Anônimo disse...

diga-me com quem andas (ou toca)q direi quem és. afinal qual a formação do cascadura atual? fabio já tem condição de ter carreira solo.>>> flavio

Anônimo disse...

diga-me com quem andas (ou toca)q direi quem és. afinal qual a formação do cascadura atual? fabio já tem condição de ter carreira solo.>>> flavio

Franciel disse...

Chicoteora,
seguinte é este. O show desta tua banda favorita aí já está classificado como um dos melhores que não vi em 2006.
Eu sabia que meu pé quebrado e engessado ia ter alguma utilidade.

Anônimo disse...

Scambo = Parafusa = Mombojó
no fundo é tudo igual só é diferente por causa dos criticos e do pessoal q escreve em jornal. mas é tudo igualzinho

miwky disse...

8 de abril, supergrass no brasil.

Sid Vicious disse...

Rapaz, quando eu vi o nome da banda, já pressenti a desgraça. Ainda bem que Cascadura tocou primeiro, aí não tive que aturar essa "Merdeora", dei o fora de lá.

E valeu pela divulgação, quem quiser ver o DJ Sid (eu) discotecando no show dos Autoramas, chegue cedo no Miss Modular no sábado. Vai ser rock pra caralho. Valeu.

Cury disse...

podiam botar ivete dançando com eles...

Franchico disse...

Só se fosse de minissaia bem curta, para valer a pena, Cury.

Eu me esqueci, Fábio Cascadura anunciou no show de domingo e Luciano já botou no Dez de hoje que o próximo CD do Casca está programado para sair numa das próximas edições da revista Outra Coisa, ainda no primeiro semestre. Hurra!

O menino El Cabong revelou tb que uma das bandas internacionais cotadas para vir à Bahia esse ano seria o Kasabian, banda inglesa cujo primeiro disco eu gosto muintcho. A banda viria na edição 2006 das etapas regionais do Claro q é rock, que ainda nem foi anunciado. Eu cá vou enchendo uma bacia com bastante água para pôr minha barba de molho...

A história de Fábio Molejo e sua banda tb estão no Caderno 2 d'A Tarde de hj, que informa que esse verão a banda já vai tocar no Festival de Verão do Rio de Janeiro e no tradicional festival Planeta Atlântida, no sul. Nada como ser bem relacionado...

Franchico disse...

A propósito, BRINCADEIRA TEM (METE)ORA é, certamente, o título mais cretino para um post desde o início das atividades deste blog. Depois eu faço um top ten de posts mais cretinos do RL. (mas só dos meus posts, que'u num vou incluir o pobre do Braminha nas minhas merdas, né?).

Davi & Iris disse...

suspeitei desde o princípio!!
espaço legal esse aqui.

Nei Bahia disse...

Já no ar para deleite de alguns e desespero de muito a primeira parte da série sobre Frank Zappa no:
www.meusom.blogspot.com

Fiz meu comercial, sorry!!

Franchico disse...

A casa é sua, Nei Bahia.

boca preta disse...

Zezâo diz. Perdi este encontro lendário. por outro lado...

pau no cu de meteora

eu vi uma bandinha
cantando inda agora
sentada em dois cocos
mamando na tora
sai do chão é minha casseta
brincadeira tem hora
quer brincar de boneca?
vá no show do meteora
não sente em meu ovo
se não ele gora
lugar de axezeiro

do espírito Bocais#

Annie disse...

"Então essa banda, saída do nada, chega e monta uma super estrutura na orla"

CALA SUA BOCA SEU OTARIO QUE VC NAO SABE DE PORRA NENHUMA.
Antes de publicar alguma coisa seja no minimo profissional e conheca a merda da banda para não falar merda e passar de OTARIO e de um puta INVEJOSO.

Essa banda não veio do nada... tem anos que eles estao ai, pararam um tempo pois cada um seguiu um rumo diferente - ESTUDANDO e outros TRABALHANDO PARA VIVER... nao importa qual fosse o trabalho, pelo menos ele nao estava roubando... e de quebra ainda tava "prgando" a IVETE SANGALO. PQ acho q vc nao queria isso ne?!?!?!?!

aiai viu... papinho de HOMEM E PROFISSIONAL FRUSTADO.

Quando eu soube dessa noticia eu ri, e ate gostei pq FALEM MAL, MAS FALEM DE MIM... pq assim chama mais atenção =D
MAS N RESISITI QUANDO LI VC DIZENDO QUE ELES SAIRAM DO NADA.

CALA TUA BOCA E VA PROCURAR OUTRO EMPREGO!

Anônimo disse...

chegou a inteligência e o talento


sora

Anônimo disse...

o que interessa ser dito é que chico está corretíssimo...quem milita no rock na bahia sabe da sua integridade existencial e profissional...rock para nós é coisa de gente apaixonada de verdade por música...rejeitamos bandas de mauricinhos, posers e modistas...todo mundo que tem o rock nas veias saiu fora depois do show do cascadura e ponto final...
* esse comentário respalda a idéia de todos que não são aventureiros no rock

Franchico disse...

Obrigado pelo crédito, Cláudio Esc.

Esse assunto pra mim está encerrado, já que, a rigor, essa banda nem existe de verdade. Pelo menos, eu assim o considero. O que eu me propunha fazer, já fiz. O resto é problema de quem se doeu.

Annie, se divirta bastante no Bonfim Light amanhã, viu?

Franchico disse...

Engraçado, essa menina diz que "tem anos que eles tão aí"... Aí, onde? No ensaio da Timbalada, né? Por que no rock de Salvador, ninguém viu esse povo mais gordo na vida. Ó, deixa pra lá, viu... Eu tenho coisa mais importante pra fazer.

miwky disse...

annie, a palavra "groupie" te sugere algo??
hehehe!
aproveita, fica passeando por aqui e vê se aprende um pouco.
volte e traga seus amigos pra ler também.

ah, galera novidades no blog-irmão www.burnbahiaburn.blogspot.com

dêem uma passadinha, pode ser que machuque, mas vc supera...

Eduardo Luedy disse...

Caro Franchico,

Parabéns pela qualidade de sempre de seus textos. Parabéns pela perspicácia e rapidez com que vc nos brinda com tanta frequencia. É sempre um prazer dar umas voltas por aqui e ler o que vcs escrevem.
Bem, rasgadas as sedas (sinceras), vamos ao que importa: as minhas provocações ao seu texto.

Deixe-me dizer logo que armação é mesmo e sempre uma merda, revolta a gente que milita, que trabalha em prol do que acreditamos etc etc. mas daí a generalizar e dizer que:

"não se monta uma banda de rock como se monta banda de axé, não."

Ué, herman hermits era o quê? Os próprios Beatles deram uma repaginada, seguindo orientação do Brian Epstein, para poderem ser embalados para "consumo". E até o sex pistols também foi uma banda "criada", não?

Continuo:

"O público do rock não é passivo como o público do axé."

Não gosto destas "verdades essenciais" acerca do que quer que seja. Há rock ruim, como a axé ruim. E vice-versa. Há, claro, modos diversos de agir e, como sabemos, costumamos defender noções tais como "autenticidade", "espontaneidade", "originalidade" como valores no rock. Tudo bem, mas precisamos relativizar as coisas um pouquinho para perceber que estes valores não fazem muito sentido para outras manifestações musicais. E, pô, Franchico, rock já foi(?) tão produto para consumo quanto a axé. Com tudo o que isto implica.

Continuando:

"esse esquema 'banda de baile' também não funciona no rock. Isso, é obviamente, coisa de gente sem talento para criar as próprias músicas, fato recorrente na cena axé, onde todo mundo toca músicas de todo mundo e todas as bandas acabam se tornando um amontoado só, sem identidade."

Isso não é verdade. Ou só é parte da verdade. O que, aliás, vale tanto para o nosso querido rock. O que me incomoda é afirmar, sem pestanejar, que é tudo uma coisa só na axé music. O que, na outra ponta da equação, significa dizer que a "verdadeira" arte, no caso, o rock, é assim ou assado. Ou seja, acaba-se precisando da axé (como um negativo) para se definir o que é rock (como um valor de sinal positivo).

Olha, esta banda meteora é uma merda. Ponto. Os empresários do mundo da música costumam ser uns capitalistas escrotos. Mas daí a embrulhar tudo e pôr na conta da axé music ou de qualquer outro gênero do qual não gostamos, eu acho injusto.

Estive conversando outro dia com Gerônimo e, putz, o cara é tão importante para a música baiana, o cara fez coisas tão bacanas. Um clássico. Assim como Luiz Caldas, Armandinho, Virgílio, Carlinhos Brown, Ivete (por que não? Ela pode ser uma empresária gananciosa, mas é um talento)... Tudo bem, sei que esse papo meu soa como uma espécie de ecumenismo que não combina com a "atitude" roqueira de muitos por aqui, mas ainda insisto na possibilidade de diálogo.

Grande abraço a todos e todas,
Luedy

Eduardo Luedy disse...

Ah, já ia me esquecendo: não obstante o bom texto de sempre, é preciso lembrar que hagamenor já trabalhou como divulgador de artistas de axé music.

Franchico disse...

Poxa, Luedy, vc me pegou de jeito, hein, sacana?!? Tem umas duas horas pra gente debater? ;-) Vamos ao tatame.

Bom. Vc está correto em praticamente todas as suas colocações, Luedy, o lance é o seguinte, 1, 2, 3.

1: Sim, claro que existiram, existem e sempre existirão bandas fabricadas, seja de rock ou qualquer outro estilo. No axé, o problema é que, fora os pioneiros (imagino eu), TODAS AS BANDAS SÃO FABRICADAS e têm dono. No rock, nem sempre isso é verdade. Na Bahia então, nem se fala. Vc sabe disso. Quem faz rock na Bahia, o faz por gosto, paixão, sensibilidade, saco cheio dessa merda que nos cerca. Eu dou um braço se alguém do rock (os de verdade), entrou nessa achando que vai ganhar dinheiro. Isso é um sonho, que porventura, uma vez em um milhão, vira realidade (Pitty).

2: Longe de mim defender alguma "verdade essencial" e se algum dia o fizer, conto com meus amigos para me aplicarem uma surra de cansanção, à moda Franciel Cruz. Sim, o rock é produto para consumo rápido, vide aí o Charlie Brown Jr, o Detonautas etc. E não só no Brasil, em qualquer grande mercado mundial, EUA e UK liderando o bilionário mercado rock pop mundial. Contudo, sendo nascido e criado em Salvador, como imagino que vc tb o seja, me concedo o direito de repudiar veementemente a forma completamente passiva com que o grande público baiano acolhe QUALQUER MERDA que as produtoras do axé candidamente cagam em nossas cabeças. Criam-se "sucessos do verão" do dia para a noite, sem qualquer pudor. Essa Meteora mesmo, nas notinhas que têm (insistentemente) saído na Tarde, já tem músicas sendo executadas nas rádios de todo o Brasil e clip na MTV. Mentira. Barro na parede pra ver se pega. E outra: da mesma forma que nego tem o direito de criar quantas bandas armação (de rock, axé, ou seja lá o que for) quiserem, eu tb tenho o direito de achar uma merda e escrever no meu blog repudiando essa prática. Ação, reação. Não fui eu que escrevi essa lei.

3: Luedy, eu não tô botando nada na "conta da axé music". Eu tô dizendo que uma produtora de axé criou uma banda de rock, achando que vai funcionar da mesma forma que as armações do axé que eles tão bem conhecem. Eu tô dizendo que não é bem assim. Não vai funcionar dessa forma. Por que não investir nas boas bandas que já estão aí e já provaram seu valor infinitas vezes, em vez de pegar quatro mauricinhos, dar um banho de loja, ensaiar todas as músicas do Top 20 da MTV e largar no mercado de qualquer jeito? Isso é uma barbárie artística, um pega pra capar musical, não tem NENHUM VALOR. É desprezível.

4: Gerônimo é um grande músico e tal, eu o respeito. Armandinho nem se fala. Mas tá todo mundo no esquema, vc sabe disso. Nego só falta se jogar no chão em reverência quando passa com o trio pelo camarote do senador. Desculpe, mas isso me causa ânsias de vômito. Esse estado de coisas não invalida o que eles fizeram de bom no passado, mas no meu modo de ver, torna-os culturalmente irrelevantes no presente.

Tá bom, ou teremos um segundo round? E vc é sempre bem vindo, Luedy, questionamentos embasados só enriquecem o debate. Aquele abraço.

Franciel disse...

Sobre o Meteora eu posso falar com autoridade, pois nunca escutei a referida nenhuma vez. É uma merda.
Porém, ai, porém. Coisas muito piores virão.
Um exemplo?
Daqui a uns dias começarão umas matérias asqueirosas na imprensa do Sudeste falando da magia da Bahia. Chamada no Jornal Hoje. "Mais uma vez, a Bahia inova. Uma estrela da axé convive em harmonia com um roqueiro da pesada".
Não, não. Engov, por favor.

P.S Chicória, lembra que há um tempo quando eu lhe disse para não vibrar com as cobranças dos débitos às empresas de axé? Pois é. Eles prometeram pagar 10%, repetindo, 10%, e já vão poder desfilar no Carnaval. É por esta e outras que há muito pratico o anarquismo fiscal.

Franchico disse...

Pode crer, Francis. Imposto é o caralho! Se eles, que são milionários, não precisam pagar, por que eu, um trabalhador campado, tenho que faze-lo? Porra nenhuma! Anarquia, minha porra! E quem é o "rockeiro da pesada"? Entrega logo!

Franciel disse...

É apenas uma profecia.
"O roqueiro da pesada" será o tal do namorado de Ivete no dizer do Jornal Hoje daqui a uns dias.
Entendeu?
Prestatenção. Vou repetir.
É apenas uma profecia.
"O roqueiro da pesada" será o tal do namorado de Ivete no dizer do Jornal Hoje daqui a uns dias.

Franchico disse...

Ah, desculpe. Agora eu entendi. Ufa, que alívio. (duh!...)

Anônimo disse...

franchico é um fenomeno. ele escreve os textos e ele mesmo é que faz mais comments. mas q coisa

Eduardo Luedy disse...

mas franchico, vc tá pegando o pior exemplo para qualificar, de maneira geral, a axé. Esses exemplos podres existem em todo canto - não são exclusivamente oriundos ou inventados pelo mundo axé.
E eu afirmo: a axé music e o samba reggae - fenômenos sociais e culturais importantíssimos, seja pela criação de um pólo produtor musical independente do eixo rio-sp, seja por suas qualidades estéticas (sim, eu acredito que há muita coisa boa vinda daí), não são invenções de empresários gananciosos.
Bem, mas essa conversa vai longe (e já foi longe em outras situações). O que eu queria mesmo era tentar fazer com que a gente descesse um pouco do pedestal e relativisasse um pouquinho. Para que pudessemos questionar essas "verdades" que se depreendem de tantos textos que eu costumo ler - rock é isso, é aquilo, sempre uma manifestação superior, engajada, rebelde, contestadora, inovadora.
Assim como há um "rock de verdade" (que normalmente coincide com os nossos gostos pessoais). Pois eu queria que a gente relativisasse isso, que a gente questionasse nosso gosto musical como a medida de afirmação de nossas verdades sobre estética, qualidade musical etc.
Pra começar, que tal considerar que há um monte de gente que curte tanto Ivete quanto Los Hermanos? Que curte tanto Pitty quanto Harmonia do Samba?

Anônimo disse...

caramba o q isso aqui tá virando...ivete, meteora, geronimo, luis caldas, virgilio. acorda!!! vão abrindo a guarda pra discutir com essa galera q daqui a poquinho cês tb vão tá achando xandinho lindo. nooossa!!!

ah o meteora é uma merda e claro q não sairam do nada é armação das braba e num é a única. canto dos malditos vem ai...q meda!

annie, fecha as pernas.

Anônimo disse...

q q eh isso ai em cima

"E eu afirmo: a axé music e o samba reggae - fenômenos sociais e culturais importantíssimos"

vixe! sai dai rápido z..ops, chico!

Anônimo disse...

release do meteora no bahia rock

"Release:

Nome de uma das mais belas cidades da Grécia, patrimônio histórico e cultural da humanidade tombado pela Unesco, Meteora também serve para designar o grupo formado por Fabio Duarte (Vocal), Lucas (Guitarra), Marquinhos (Baixo) e Leandro (Bateria).
Formada em 1998, no Colégio São Paulo, Salvador-BA, a banda manteve-se inativa entre 2000 até meados de 2003, quando seus integrantes resolveram retomar as atividades. Nesse período, eles não ficaram parados, tocando em várias bandas dos mais diversos estilos.

No segundo semestre de 2003, o grupo resolveu voltar a tocar e produzir, agora com novas idéias e inegável amadurecimento, tanto técnico quanto artístico. Adota o nome Meteora (depois de se inspirarem no cd do Linkin Park que tem este nome como título), designação forte, que condensa em uma palavra a proposta musical da banda. Um som forte, pesado, moderno e melódico na medida exata, mesclando elementos do Hardcore Melódico e New Metal somadas às letras inteligentes e subjetivas, além da vasta gama de influências que cada músico traz consigo, fazem com que a banda trilhe o seu caminho, provando que ainda há muito pra se mostrar no rock.

A Meteora toca em seus shows, músicas de bandas que influenciam o grupo como Linkin Park, Foo Figthers, Pitty, Detonautas, Audioslave, Green Day, somando músicas do rock nacional e internacional.

A música de trabalho ?Tá pra nascer? é uma das mais baixadas do site.

A qualidade do som em equipamentos e nos shows tem sido uma grande preocupação da Meteora, que conta com o endorsee da ?Meteoro Amplificadores?, melhor marca nacional de equipamentos, usada por vários artistas como Capital Inicial, Sepultura, O Rappa entre outros.

Agora é só conferir o som da banda e se divertir na nova vertente do rock baiano."

onde é o banheiro?
detalhe: a logo destaca o *ete* no nome - mETEora. é uma referencia a ivetão? cartas p a redação

Anônimo disse...

UMA DAS COISAS MAIS RIDICULAS Q EXISTE É UMA BANDA DIZER Q FAZ PARTE DO "ROCK BAIANO". Q PORRA É ROCK BAIANO ???

Anônimo disse...

UMA DAS COISAS MAIS RIDICULAS Q EXISTE É UMA BANDA DIZER Q FAZ PARTE DO "ROCK BAIANO". Q PORRA É ROCK BAIANO ???

Anônimo disse...

Caralho!
Esse realese foi a pior coisa que eu jah li na vida!
Me deu vontade de me suicidar ao ver que ponto chegamos...
Fodam-se os playboys que querem tirar onda de bicho-solto!
Foda-se a Ivete
Foda-se aAnnie
Foda-se a Bahiatursa
Foda-se tudo!
Bola

Anônimo disse...

calma bola. guarde seu ódio porque coisas muito piores ainda virão. a bahia virou uma latrina sem fundo

miwky disse...

luedy, pardon moi, mas qual a importância que a axé-music trouxe pra cultura popular??

foi um fenômeno de massificação, mas foi que nem criar gado, tudo pro abate.

e a axé-music teve poucos donos, o mais famoso não é o cal adam??

pra mim, a única referência que legou foi a de "não faça isso em casa!"

e na verdade, temo que façam isso com o rock na bahia, pois nacionalmente já é feito.

Eduardo Luedy disse...

miwky, eu sei que estou falando coisas que soam heréticas pra muitos de vcs. Vc me pergunta acerca da contribuição da axé music. Bem, depende do que vc considera sob esse rótulo-guarda-chuva, né? KLB é rock? Não? Por que não? Detonautas, CPM 22, O surto, Paulo Ricardo (com ou sem RPM)... tudo isso também é rock e é uma m... (pelo menos na minha opinião).
Agora, pegar uma bandinha de merda e dizer: o axé (ou a axé music) é isso. Eu acho injusto. Quando penso no movimento que foi batizado (de maneira pejorativa) pelo nosso querido hagamenor, eu lembro de muita coisa bacana que surgiu desde o marco fundamental em meados dos anos oitenta - Luiz Caldas e sua "nega do cabelo duro". Mas eu não acho que seja mesmo necessário ficar listando coisas interessantes aqui, procurando mostrar o valor que estas coisas têm para mim - já fiz isso inúmeras vezes, e o critério de escolha é sempre subjetivo - tanto quanto o de qualquer um!
Podemos afirmar a qualidade de coisas tão díspares como o Abba (que eu adoro), Hermam Hermits, ou engenheiros do havaí (que eu detesto).
Ou seja, o que quero dizer é que não é o meu ou o seu gosto pessoal que importa, pois, para que possamos reconhecer a importância da axé music. E àqueles motivos que eu citei mais acima podemos acrescentar a enorme popularidade de muitos dos artistas que se abrigam sob este rótulo. Isso não é suficiente?
Um abraço
luedy

miwky disse...

cara, luiz caldas eu encaro como pré-axé music que sofreu um golpe.

luiz caldas não é popular. o povo não sai de casa pra ver armandinho no carnaval, tampouco gerônimo.

tb curto o abba e detesto engenheiros do hawaii.

o que estamos discursando aqui e que vc não entendeu (ou eu) é o fato de que o axé (ou seus donos) convalescido, está arpando os seus tentáculos pra o rock, na tentativa de prolongar os lucros que a axé-music não dá mais.

isso é lamentável, porque o rock é pra ser consumido, mas a tentativa de só enxergá-lo como produto apenas.


tenho um texto sobre isso no bbb, intitulado: mega sena acumulada.

Anônimo disse...

Miguel Cordeiro
de qualquer forma muitas musicas do RPM - louras geladas, radio pirata (façam a revolução...) e outras dos engenheiros do havaí - infinita highway, "fidel e pinochet tiram sarro"... são MUITO MUITO MUITO MUITO MUITO MUITO superiores a qualquer obra prima da musica baiana. mesmo sendo o rpm e o engenheiros duas bandas muito das fuleiras.
outra: hagamenon brito NÃO criou o termo axé music. essa palavra era largamente usada pela turma do rock no iniciozinho dos anos 80 para designar o que morais moreira, cor do som e até caetano e gil faziam na época. hagamenon pongou no termo e disse q foi o pai da criança.
já jeronimo é um caso a parte. faz salsa, musica caribenha, tudo bem mas sua poética é axé sim. isto sem juizo de valor. sem falar da sua habilidade em se equilibrar em dois extremos políticos. fazer propaganda pro partido verde e cantar na missa de aniversário de acm. não é a toa q ele ganhou a posse da escadaria do carmo...
luis caldas é, sem duvida, um grande musico mas em termos de idéias e letras....um horror.
e outra: as pessoas têm de aceitar o território do rock mesmo com seus equívocos e radicalismos bobos afinal isto faz parte do universo roqueiro. cadê a democracia?? isto tudo não passa de preferencias e gostos pessoais e musicais. isso não é uma guerra. assim como o pessoal do axé não pode ver um politico seja acm, seja Lulla, seja joão henrique e já quer logo se balançar no saco escrotal para tirar algum proveito.
a diversidade e antagonismo cultural é q enriquece o ambiente. chato é todo mundo ser obrigado a gostar de todo mundo, vaselinar todo mundo.
mas em salvador o rock tem um grande inimigo q é ele mesmo e o excesso de valor q é dado a coisas alternativas, indie, underground mesmo q elas sejam fraquinhas de idéias.

osvaldo disse...

Porra Chico, eu viajo e quando volto vc tá tocando fogo no circo.E Luedy, francamente, se vc não entendeu ainda que o publico do rock TENDE a ser mais critico que o publico do axé, acho que não dá para discutir.Isso não significa que o publico de rock seja genial e seja dono da verdade,e que todo mundo que seja fã do axé seja debil mental. mental.Mas de uma maneira geral o publico rock é mais critico, e isso não dá pra relativizar.Ah, e quanto a vc citar Beatles como exemplo de armação, acho que vc é um cara inteligente, não fica nem bem vc ficar falando uma bobagem destas.

Anônimo disse...

alguem mostra a escola de frankfurt pra Luedy?

Industria Cultural "fora do eixo rio-sao paulo" de Cú é Rola. se arte é pra ganhar dinheiro monta uma barraquinha..

Marcos

Anônimo disse...

volto a colocar de forma clara...todo mundo aqui sabe que dentro do universo do rock existe muita, mas muita, coisa ridícula ("o rock errou"...já diria o próprio lobão), mas somos pessoas abertas à qualidade...mas, rejeitamos arte guiada por modismo dentro ou fora do estilo...ok?! luedy, aqui todo mundo sabe o valor da boa música, independente do gênero musical, mas engoli meteora...francamente, é um desrespeito à trajetória de qualquer um que tem espírito crítico aceso e bom gosto musical...vc e paquito vivem com esse papo pós-tudo tropicalista...somos baianos, mas não somos caetano...
* esse comentário respalda aqueles que são verdadeiramente apaixonados pelo rock, sem nenhum contexto de imperalismo cultural ou de ingenuidade adolescente

Eduardo Luedy disse...

Olha, eu gostaria muito de saber o que é a tal da escola de frankfurt. Explica aí, Marcos. Para ser mais didático, sugiro que vc tome o rock como exemplo: o que ela diria de Elvis ou de Cramps? Ou de Punk rock ou de Heavy ou Trash metal? O que diria do Massacration?

Eduardo Luedy disse...

é curioso como as coisas podem ir se desenrolando nos comentários. eu não defendi a meteora - muito ao contrário, reclamei que se usasse a tal banda-armação para desqualificar tudo o que se abriga sob o rótulo "axé".
e foi só provocar um pouquinho para que alguns aqui começassem a divisar qualidades onde antes era tudo um lodaçal cultural.
De todo modo, continuo desconfiando dessas "verdades", tipo, "nós do rock pensamos assim", "nós temos mais senso crítico", "nós não aceitamos armações", "nós, verdadeiramente apaixonados, sabemos isso ou aquilo".
Mas tudo bem, se é para que a gente possa dormir mais tranquilos, vamos acreditar que só a axé quer ganhar dinheiro, esse povo capitalista irresponsável!

Anônimo disse...

massacration, para mim, que sei de onde vem o heavy metal, como expressão dos filhos da classe trabalhadora inglesa da virada dos 60 para 70, numa resposta visceral aos excessos do flower power, é uma piada de mau gosto que só pode ser curtida por aqueles que não amam o gênero, por aqueles que tem seu gosto monitorado e estimulado por uma certa tevê...o heavy metal, quando ainda representava uma arte criativa, excitante e perigosa ao senso comum era um grande segmento artístico... arte amada por pessoas ligados na música pesada e sem fronteiras...o heavy metal que eu aprendi a amar não existe mais...hoje, fico triste em perceber que ele representa mais, do que outra coisa, apenas mais um segmento dentro do supermercado da música, um gênero que perdeu sua essência rebelde, independente dos que ainda vibram e fazem um bom heavy pelas garagens do mundo (sei que existem) e dos atuais amantes do gênero que continuam fidelíssimos...
*esse comentário respalda aqueles que amam black sabbath, tygers of pant tang, bang, judas priest, satan, raven e tantas, tantas outras, bandas maravilhosas que deixaram sua marca na história do heavy metal mundial

Anônimo disse...

Na verdade issso foi mais um desabafo!

Fiquei pra ver só o Cascadura, e depois TIVE que cair fora, mas minha vontade era assistir todas as bandas...
Nunca tinha ouvido flar nessa Meteora, mas no outro dia soube o que foi o show, e realmente fiquei meio arrasado, pq até onde eu assiti o evento foi muito legal, (bom espaço, som legal).
Mas é foda acho que existem outras bandas, até de outros estilos, que mereciam tocar lá do que a Bendita Meteora...
Mas faze que???
Ae Annie não te conheço, foi mal pela empolgação!
Bola

chacal disse...

Não sou muito de meter a colher nessas discussões de blogs, mas sempre que vejo a participação de Luedy fico com a impressão que deve ser uma pessoa muito inocente, incapaz de ver o que a axé fez com a cultura local. Não falo da música em si, afinal música de carnaval existe desde que Brasil é Brasil, e nunca se exigu muito dela mesmo, é só lembrar das antigas marchinhas. O problema é a indústria criada ao redor do axé, de produtores, rádios, tv, rede bahia, do uso político da música, da criação de uma monocultura e de uma imagem escrota de baianidade para uso oficial. A bahia se tornou uma terra árida para qualquer gênero, não só o rock, e pode ter certeza que todos estão entrincheirados, é só conversar com algum sambista da velha guarda, pois foi a úncia opção que essa indústria deixou. Ficar discutindo méritos de Luiz Caldas, gerônimo e ivete é pura perda de tempo. A axé não vai acabar, nem o carnaval da Bahia, mas vai ser muito bom quando verem que precisam largar o osso e abrir os espaços para os outros gêneros, se não quiserem que a Bahia se torne o maior deserto de idéias do Brasil. Monocultura e utilização da arte para fins eleitoreiros/políticos, isso é muito ruim, e é o maior legado da indústria do axé para a cultura baiana.

Chacal

Anônimo disse...

Concordo plenamente
Bola

Eduardo Luedy disse...

Chacal,
Concordo com parte de suas observações (a parte que discordo é aquela que diz que eu sou ingênuo :-).
Bem, quanto aos usos políticos de que vc faz alusão, queria dizer que este é o nó da questão, difícil de desatar, em todas as conversas que tenho com gente que respeito, que acho que vale a pena conversar, acerca da chamada "música baiana", ou "axé", ou música de carnaval da bahia.
1. o fato de muitos dos artistas da axé (tome-a como rótulo guarda-chuva) serem carlistas (ou situacionistas) é algo que também me incomoda. Mas já que vc falou em sambistas da velha-guarda, deixa eu te dizer que Riachão e Batatinha, dois nomes que admiro, são (eram no caso de Batatinha) carlistas. Assim como em relação aos sambistas, digo que o fato de Gerônimo ser carlista não diminui meu reconhecimento de seu talento e de sua importância.
Em outros termos, Batatinha continua o mestre que é apesar de ter sido carlista. [Aliás, o meio do samba e do choro costuma ser conservador, machista, direitista etc.] Enfim, a música de batatinha não tem essa conotação política contestatória, ele nunca se propôs a fazer canção de protesto (apesar de terem, na década de 60, tomado "diplomacia" como tal). E Riachão, por diversas razões que não cabem listar e discutir aqui, sempre se posicionou à direita. O que tb nunca diminuiu a importância e o talento dele.
[Eu já falei em outra ocasião que Ray Charles era republicano, eleitor de Reagan?]
2. a indústria que se criou por causa da axé music é escrota - como toda a indústria capitalista selvagem é. Alguém mais acima falou do canto dos malditos. Ora, as armações independem dos gêneros. Na mtv tem armação, tem jabá, tudo igualzinho ao que vcs condenam (com razão), só que é com o rock-pop de matriz anglo-saxônica.
Mas, retomando, não acho que os artistas da axé sejam responsáveis pela monocultura. Eles se valem da indústria, mas não acho mesmo que a eles se possa inputar esta "culpa". Na década de oitenta, muita gente percebia que a onda era o rock nacional. Pô, quem é que não queria (ou não quer) viver tocando, viajando, ganhando dinheiro com shows, gravando, aparecendo na tv? Assim como eles, do axé, quem é aqui que não quer viver de sua música?
Claro, eu também gostaria que Salvador fosse mais plural, que houvessem mais espaços alternativos, mas culpar única e exclusivamente a indústria do axé por isso (e, pior, culpar os músicos por isso), eu acho injusto.
No mais, para não perder o bonde, eu queria registrar aqui minha surpresa ao ver o radical do rock, Marcelo Nova, todo de branco, assim como sua banda, tocando numa praia, animando o casamento de um ator global com uma modelo internacional. Eu não comprei a Caras, mas a revista deve ter registrado esse momento com detalhes. Traidor, traidor! Vcs deveriam dizer. Que nada, deixa o cara ganhar a graninha dele.

Anônimo disse...

ninguém aqui está bancando radical, não, luedy...somos pessoas apaixonadas pela música num sentido maior do termo...agora, respeitar sua opinião, não signifa concordar com a mesma...sua visão de arte é bem abrangente. ótimo, mas vc está "passando a mão na cabeça" dessa lógica pervesa da indústria cultural alicerçada a partir de meados dos anos 80 na capital baiana...uma realidade cultural, que vai custar muito caro...um prejuízo para gerações...a indústria do axé criou uma infra, ok, mas atua em lógica excludente pervesa em termos de diversidade...lixo por lixo (nem os de fora, como rolava tanto antes dos 90, mas também jamais os daqui da Bahia ou de outros estados)
esse comentário vamos dedicar aos fãs de itamar assunção e do samba da geração do mercado modelo dos anos 70

chacal disse...

Luedy,

Olha só, a via é outra. Não importa pra mim a orientação política dos artistas, me incomoda a utilização que o grupo Carlista faz em relação a indústria do axé. Troca de favores, favorecimento, manipulação de cotas de patrocínio. Dois exemplos recentes: a PM proteger Bel do chiclete para ele se locomover até a festa de reveillon onde ia tocar, capitaneada por Licia Fabio e Carlinhos Brown participando da organização da festa do Bonfim. O samba, como a MPB, como o jazz, o blues e o rock, vivem em guetos na Bahia, pouco importando se os artistas sao carlista, ou a favor da pena de morte, e isso é prejudicial. Se você for correr atrás de cota de patrocínio para fazer um evento vai esbarrar na toda poderosa Rede Bahia. Lembro de um verão na Bahia que rolava tres eventos, Festival de Verao, radio bazar e solaris, todos da rede bahia, e só. É disso que eu to falando, pouco importa se Batatinha era Carlista, se Riachão era da direita, se Jack Kerouac era reaça, me importa a falta de uma política cultural de verdade, de um calendário de eventos que abrace a diversidade, da possibilidade de produtores independentes poderem trabalhar com reais chances de viabilizarem bons eventos.
O outro ponto pra mim, como já disse, não é importante. Se te satisfaz, acho sim Geronimo um grande artista e compositor, a criacao do samba reggae relevante, da importancia dos blocos afros enquanto resistencia e tal, mas isso nao faz com que a INDUSTRIA do axe seja menos perniciosa.
Ja que vc falou de Marcelo Nova, sempre cito uma parte de uma entrevista que há muito li com ele. Ele dizia que o reggae era relevante pra musica do mundo e que bob marley tinha coragem de aparecer na capa de um disco fumando um morrao, que aquela era a sua verdade e tal. Aqui na Bahia os negoes sao sacaneados o tempo inteiro mas preferem descer na boquinha da garrafa e abrir os dentes em outdoor de propaganda oficial. Realmente é algo a se pensar, não?

osvaldo disse...

Pelo visto Luedy, vc gosta de se utilizar do mesmo argumento que condena nos outros.Pinça frases e situações especificas para "relativizar" as coisas, e como não existem verdades absolutas, tenta colocar tudo no SEU lodaçal cultural.Voce não vai encontrar aqui pensamento unico,e muito menos, para usar o termo em voga na sua turma, centralismo. Varias pessoas foram claras em afirmar que aqui é um espaço que nos concordamos em não concordar em tudo,mas sempre se posicionando com referencias inspiradas na "ideia" do rock e suas multiplas interpretações.Não sou xiita do rock, sou aberto a discussões( seu band mate Paquito pode atestar), acho que tenho uma cultura musical bastante razoavel em todos os generos( sou quase um estudioso), o que só faz reforçar para mim mesmo minha preferencia pela tal musica rock, mas estas suas "provocações" estão parecendo mais "confusão" da sua parte.Falando em confusão, pergunta a Paquito quanto ele teve que pagar de jabá na MTV para ter o clipe( no qual vc toca) veiculado, e vc teve que pagar algo? Alias pergunte a qualquer banda da Bahia(Roney, Sangria,Stancia, Retrofoguetes, Rafael Pondé, Diamba, ect..) se tiveram que pagar algo para ter clipe veiculado na MTV, eu lhe desafio.Como tinha afirmado antes, para de falar bobagem.

Anônimo disse...

é não somos xiitas do rock, osvaldo...gostei pra caramba do que escreveu...taí velho, definiu o conceito que temos pela idéia do rock...aliás essa idéia que luedy tenta passar de que somos pessoas dogmáticas em prol do rock não é verdadeira e é pura provocação dele...vc definiu bem, muito bem, osvaldo...fechou a tampa dessa discussão
comentário dedicado aos amantes de raul seixas, sérgio sampaio, mutantes e tuti frutti

Eduardo Luedy disse...

osvaldo. vc trabalha na mtv, né? não te conheço pessoalmente. sei que vc e paquito se falam e tal. bem, deixa eu te atualizar: não tenho mais tocado com paquito ou com quem quer que seja. fique à vontade para responder, portanto, sem qualquer prurido por temos um amigo/colega em comum. do mesmo modo, ainda que estivesse tocando em alguma banda, jamais deixaria de me manifestar acerca de qualquer possível polêmica envolvendo a mtv por aqui.
o que tá me preocupando é que sinto um certo nervosismo, uma certa tensão, perceptível na urgência com que vc tem escrito.
provocações? sim, mas não desrespeito e nem leviandade.
quanto ao jabá, se vc me fala que não rola, eu tenho que te dar crédito, vc tá lá dentro. mas eu já ouvi falar em jabá na mtv.
assim como desconfio que o top vinte não seja assim tão democrático. ou é fantasia afirmar que existe um interesse de se veicular clipes bacanas, bem produzidos, tanto da parte da mtv quanto das gravadoras? mas vc tá certo, eu não posso provar a existência de jabá na mtv. nem esse interesse compartilhado entre mtv e gravadoras configura em si jabá. por mais que saiba que não se investem em certas bandas apenas pela qualidade musical destas.
retiro o que disse, ok? se um dia minhas suspeitas puderem ser sustentadas com evidências concretas, eu volto a bater neste assunto.

Anônimo disse...

oi luedy
dá para ver q vc escreve bem e é inteligente mas vc é meio velho ranzinza, viu. não pegue o seu ecletismo mal humorado e serioso e tente generalizar querendo q todos aceitem o q vc diz. vc fala do valor da axé music como se ela fosse uma coisa própria e autosustentável. então diga prá gente quais são os artistas de ponta do axé q se produzem sozinhos e sem a coleira de um cal adam, de um nery da vida, de um windsor do cheiro, de licia fábio/michele magalhães, da rede bahia?

Luciano disse...

Olha, acho que uma coisa tem que ser assumida por boa parte da geração mais velha do rock na Bahia. Quer estejam certos ou não, é outra discussão, há uma generalização. Todo mundo é ruim porque está do lado "mau" da força, mas não é bem assim. Muita gente boa sim, se aproveitou do jabá, de amizades politicas para se dar bem. Ok, isso é um ponto, discutir esses posicionamentos. O que meincomoda, é querer colcoar tudo no mesmo barco quando vai se falar do resultado, da música. Eu pelo menos costumo separar. Não vou deixar de gostar de James Brown porque ele é um filha da puta. Não vou avaliar a música de fulano e achar ela ruim porque ele é amigo de um filha da puta, porque fala besteira, porque vota errado., Não dá para botar botar Carlinhos Brown no mesmo barco de um Durval Lélis, quer queira quer não, quer goste quer não, há uma diferença brutal entre a produção deles e de tantos outros. Avaliar tudo que fazem pela postura politica eu considero preconceito e nãotô dizendo em aceitar as posturas, mas se formos desrespeitar otrabalhode quemé Carlista, é bom todo mundo pedir demissão e sair dessa cidade. O que quero dizer é que a defesa que tivemos que fazer do rock contra o monopólio cultural do Axé, se transformou em algo maior, extrapolou e ganhou uma dimensão quase incontrolável. Há vida fora do rock, vida de qualidade. Para muita gente, colcoar percussão é sinônimo de ser axé e já é taxcado de ruim. E por ai vai. Pensar assim é pensar como as pessoas que taxam o rock como coisa de marginal...

Anônimo disse...

luciano vc é muito fraquinho. pelo menos luedy é bem mais inteligente. carlinhos brown e durval lelis são iguaiszinhos em tudo. a diferença é q durval lelis é branco, bon vivant e vive (ou vivia) as voltas com garotas gostosonas de programa e brown é negão, veio de baixo e casou com a filha do Homem, chico buarque o petista silencioso perante o mensalão não se iluda garotinho isso encanta os sulistas intelectuais q dão a brown uma valorização diferente e vc sem saber compra a pilha.
adalberto

miwky disse...

olha, muito boa a discussão e para mim se faz necessário a titulação dos comentaristas. anonimato é foda.

vejam só, subiu o preço do ingresso do show do u2 e a banda não confirma segundo dia de show no brasil. já vão tarde:
http://musica.uol.com.br/ultnot/2006/01/12/ult89u6209.jhtm

Marcos disse...

Alguns comentários:

1. Luedy, pare de usar argumentação desonesta. é feio. falar coisas do tipo "o que vou falar soa herético pra muitos de voces" ou "o que me incomoda é qeu voce esta nervoso" tenta menosprezar o Outro e não ajuda no debate, atrapalha. Mas no geral tá legal a discussao.

2. A Escola de Frankfurt é um movimento filosofico que trata do processo de industrialização da arte/cultura. Antes que voce cite beatles e stones, nao to falando de cultura de massa - mas de tornar a producao cultural um processo industrial. Devem ter alguns exemplos no rock sim, mas no axé é mais facil de ilustrar:

- todo janeiro aparecem uns 700 outdoors na cidade com "o novo sucesso do verão" ou "a revelação do naoseioque" com menina de cabelo vermelho de que ninguem NUNCA OUVIU FALAR. Fabricar arte é industria cultural e é isso que considero nocivo.

3. A monocultura é o que mata. Fazendo relacao novamente com o pessoal de frankfurt, isso seria um monopolio (proibido por lei) na industria da cultura. Por isso que polo de industria musical fora do eixo rio-sp de cú é rola. quem quer uma porra dessa?

4. Tambem acho que no samba-reggae, anos 80, essas coisas aí o movimento era massa, beleza. só não é o que eu gosto..

abraços,

Marcos

miwky disse...

cara, precisa-se de visão.

não há diferença entre uma banda de armação do rock e outra de armação do axé music.

qual a minha postura, não consumir porra nenhuma e delatar ambos.

assim eu gosto mais. se eu não gosto, terei cá os motivos. não pego carona na ideologia de seu ninguém.

Eduardo Luedy disse...

é curioso que vcs se incomodem quando eu trato "vocês" como um bloco monolítico (apesar de eu sempre indicar de onde estou partindo para tecer minhas críticas). de fato, não é correto considerar que há um "vocês do rock", como bloco monolitico. até porque eu sou, eu me considero do rock! :-) tanto quanto aquelas bandas que eu desanquei (cpm, detonautas rpm etc).
agora, "vocês" tratam da axé como se ela também fosse um bloco fechado, monolítico, igualmente ruim em todos os aspectos, sejam éticos ou estéticos - e aqui eu generalizo mesmo, porque, tirando eu e luciano, todos os que postam aqui afirmam basicamente a mesma coisa sobre a axé. E é isso, basicamente, que constitui o centro de meus questionamentos aqui.
No mais, sem muito mais. vou parando por aqui.
um abraço a todos/as

chacal disse...

Luedy,

ou você não leu meus comments com atenção ou não quis entendê-los. Acho sinceramente desnecessário ficar discutindo aqui se Carlinhos Brown é melhor que Durval Lelis, ou que Gerônimo é um compositor acima da média, ou que a axé music é uma merda e o rock maravilhoso. Isso tudo pra mim é uma grande bobagem, perda de tempo mesmo. Devem existir mil outros blogs ou páginas no orkut pra debater isso. A discussão aqui, acho eu, é sobre as consequências na cultura local desses 20 anos de indústria do axé, monocultura, monopolio cultural, falta de espaço e diversidade, falta de política cultural inclusiva, armações e bandas pré-fabricadas e por aí vai. Repito novamente. Música de carnaval sempre vai existir, como sempre vai existir carnaval, não quero aqui discutir suas qualidades estéticas ou o posicionamento político de músicos, quero discutir consequências e saídas possíveis para esse mato sem cachorro que se tornou a cultura baiana. Pense só Luedy, quantos artistas talentosos, quantos compositores e músicos competentes essa fabricação escrota de baianidade afastou do que existe de legal e verdadeiro na cultura do recôncavo? Essa é uma discussão que me interessa, o resto é polêmica inútil.

Marcos disse...

putaquepariu. (como diria Cury).

depois dessa última... eu desisto.

chacal disse...

Marcos,

quis dizer apenas que a influência dessa indústria do axé foi tão nefasta pra cidade que afastou um bocado de gente de um bocado de coisa legal que já foi produzida na Bahia, só isso. Mais ou menos como o preconceito a que Luciano se refere quando fala a respeito do uso de percussão nas bandas de rock.
Sei, pelo que vc escreve, que vc não gosta, é um direito seu, claro, mas o exemplo mais próximo do que estou tentando falar é Recife. Sei que muitos não consideram nem rock, mas é inegável que por lá, a proximidade do rock e da música eletrônica com a cultura regional produziu várias coisas legais, várias bombas também, mas muita coisa boa. Sei que essa também é outra discussão, e não quero me alongar, mas foi só isso que quis dizer. A axé afastou toda uma geração de um bocado de coisa boa que já foi produzida por aqui. E essa é apenas uma das inúmeras consequências negativas dessa indústria. Não precisa ficar nervoso por conta disso.

Abraços,

Chacal

Anônimo disse...

rock ser coisa de marginal é genial. sensacional. porra luciano vc é muito evangélico
adalberto

osvaldo disse...

Muito bem colocado Chacal.Esta é a discussão que interessa.Se Caetano e Gil(por exemplo) estivessem começando sua carreira nos dias de hoje na Bahia eles não teriam o menor espaço, e teriam que ir embora.Cadê a politica cultural?E tambem encerrando minha participação nesta discussão(poderia começar com o indefectivel "o que acho curioso ") um toque aos desinformados de plantão: alguns de nós(integrante da turma dos vocês) somos bem mais informados e menos maniqueistas do que pelo visto voces(da turma do eles) entenderam, ou não querem entender.E bem mais abertos tanto para debates como para convivencia com contrarios que muitos da turma dos eles.E Luciano depois podemos conversar sobre os primordios do axé( estive presente em muitos momentos, inclusive porque trabalhava na epoca numa empresa que participava em milhões de eventos do genero ).Só não ache que todo mundo nesta discussão é tão simplorio intelectualmente( o bem contra o mal). Mas no meu caso (da turma do eu mesmo) o que eu não tenho é mais saco.

Anônimo disse...

da cena de recife a melhor coisa foi a figura individual de chico science. o resto é uma bomba mesmo. existe coisa mais chata q mundo livre? comadre fulozinha? mestre ambrósio? cordel do fogo?
mariano suassuja

Marcos disse...

Chacal,

a "última" não foi pra voce nao, foi pro Luedy só que vc postou antes...

to concordando com vc em 100%, só ler meus posts.

abracao

chacal disse...

Marcos,

tranquilo, velho. Internet tem dessas coisas mesmo. Valeu.

Chacal

Eduardo Luedy disse...

chacal, li sim o seu comentário. se não destaquei o seu posicionamento em relação à axé (vc parece relativizar as coisas, apesar de não estar muito interessado nas supostas qualidades estéticas da axé) foi porque vc, igual a tantos aqui, confunde a indústria (com seus produtores e empresários gananciosos) com a música em si, como se os músicos de axé fossem responsáveis pelos mecanismos escrotos desta indústria.
repito: eu não acho que a situação que vivemos aqui em salvador se deva exclusivamente a esta indústria e muito menos aos músicos e bandas que fazem axé.
falando de rock, acho que a gente tá vivendo um momento muito bacana, como talvez não tenhamos jamais vivido.
enfim, não vejo um inimgo à espreita, querendo sufocar o rock...
Bem, mas aí vc diz:
"quantos artistas talentosos, quantos compositores e músicos competentes essa fabricação escrota de baianidade afastou do que existe de legal e verdadeiro na cultura do recôncavo? Essa é uma discussão que me interessa, o resto é polêmica inútil."
Há um pressuposto aí que tem de ser problematizado: o de que não há talento dentre aqueles que estão do "lado de lá". Além do que, há também um outro pressuposto questionável: o que há uma "verdadeira música do recôncavo" e, portanto, uma "falsa" música, que obviamente é o axé.
Eu não vejo as coisas assim. Acho o axé tão legítimo quanto o rock (e aqui eu tô pensandop igualmente nas coisas boas que encontro num e noutro gênero). tão "comercial" e tão "produto" quanto - não esqueça que estamos falando de músicas que existem em função de uma cultura de massa.
Bem, tem muita coisa aí para a gente discutir (se vc quiser, claro), mas para resumir: não me convence o argumento de que nós não temos espaço por causa da axé music.
um abraço

chacal disse...

Marcos,
foi mal, velho, internet tem dessas coisas. tranquilo.

Luedy,
infelizmente não vou poder me estender na discussão, mas insisto no que digo e acho que vc tá levando tudo, como eu diria, muito ao pé da letra. Olha só, quis dizer que existe (e é óbvio que existe, não é mesmo?) uma música do recôncavo anterior ao axé (não acredito que estou tendo que explicar isso). Isso não quer dizer que a axé não o seja, ou seja de mentira, mas essa música anterior a que me refiro (samba duro, samba de roda, capoeira, caboclos, música de terreiro e várias outras manifestações culturais) não estava, como está a axé, impregnada de interesses mera e puramente mercadológicos (não precisa lembrar o desfile de bundas e as letras deprimentes, precisa? Não vale também argumentar que o samba duro também tem letras pobres e tal. Uma coisa é ser simples, outra é baixar o nível). E, por fim, não vale ficar citando exceção, certo. Elas só vão confirmar a regra.
Depois, claro que existe talento dentro do universo axé, seria burrice de minha parte negar isso, inclusive por que o axé tem grana pra contratar bons músicos e arranjadores, pagar compositores etc. Disse apenas que muita gente boa se afastou do que foi produzido na bahia pre-axé por conta do axé. Em Recife aconteceu o contrário. Apesar do forró, do brega e do próprio axé, a moçada foi buscar referência na cultura popular também. E todo mundo dividiu os espaços numa boa. Isso se chama democracia cultural, coisa que a indústria do axé acabou por aqui, quer você queira, quer não. É isso.

Fui

Chacal

Luciano disse...

Chacal, concordo com você. A indústria do axé afastou gente boa. Acho que todos concordamos do mal que o Axé fez, até Luedy. Eu sempre defendi a teoria que no dia que o axé deixasse de ser soberano as coisas melhorariam, está acontecendo. O que me incomoda e incomoda a muita gente é as generalizações, é a esse ódio ao que não é "Rock puro". É muito tolo. Não precisa gostar, mas tratar tudo que não é esse rock puro, tudo que é feito no Brasil que não seja isso é lixo. Posts nessa própria discussao mostram isso. Comadre Fulozinha, Mundo Livre, são ruins porque? Isso é ranço,saca? Alguém que toque no Carnaval já é ruim por isso? Eu acho inacreditável neguinho pensar assim em pleno 2006. É querer posar de malvadinho, de contestador, sem consistência. Isso é demodé demais. Não cabe mais. O mundo é outro e já estamos atrasados demais por aqui para pensar assim ainda. Esse papo merecia ser ao vivo, todo mundo conversando, tentando argumentar, sem se perder em interpretações errôneas. Para mim não há um lado bom e outro ruim, Não existe essa besteira de vocês e eles. Isso é reduzir, é meio Bush, ou vocês estão comigo ou estão contra mim. Estamos tentando entender. O que há na minha parte e acho na de Luedy é tentar fazer entender que essa generalização é tola. Isso só dá força ao "rock" se distanciar do resto. E ai está o dilema. O rock quer usufruir do sistema ou criticar quem usufrui? Se as bandas de rock tocam em determinados espaços são criticsdas, se aparece um público diferente em espaço do rock há críticas. O que se quer?

Anônimo disse...

oi lu. o q é comadre fulozinha? é um grupo de mulheres q faz tricô?

Cury disse...

entendo o que luedy diz sobre o axé,mas acho que existem dois axés, é só uma questão de nomenclatura: o antes da massificação, que é um movimento autoral e legítimo em que artistas se apresentavam e gravavam suas músicas. Como se chamava a música do araketu, Luiz caldas, reflexus? Não se chamava axé, o nome axé veio pós Daniela que a partir daí empresários começaram a montar bandas e lançar no mercado, como é até hoje, porém, o termo axé e a música estão esgotados e os mesmos empresários estão canalizando as mesmas produções pra outro tipo de música e qual é a do momento? O bom e velho rock.
Cada dia a MTV passa 10 bandas de rock inéditas, todas idênticas. Meteora é apenas mais uma.
imagino que seja algo assim:
-O que está dando certo no mercado?- perguntou o megaprodutor.
-Um som tipo Audioslave, Linkin Bizkit...
-Monta uma então.

e assim vai o rock, o axé, o arrocha, sertanejo e qualquer outro segmento.
Latino é mais autentico.

Franchico disse...

O que eu acho inegável (e não acredito que Luedy tente nega-lo, seria muita teimosia) é que o grande esquema multimídia axé X produtoras X Rede BA x PFL X turma do Caê avabou criando um imenso vácuo cultural e intelectual na Bahia que prejudicou e continuará prejudicando o estado - como um todo mesmo - por gerações, como disse Cláudio. Se Gerônimo é isso ou aquilo, e Carlinhos, Ivete e coisa e tal são bons ou ruins, não interessa mais. O que interessa é que o mal já foi feito. E cito o "traidor" (de quem, mesmo?) Marcelo Nova: se há uns vinte anos atrás, ainda havia um debate lá e cá, gente dos dois lados para debater, hj, quem haveria? Vc vai debater com Durval? Com Carlinhos? Bell? Gilmelândia? Estamos soltos no espaço, em pleno vácuo. Daí tanta desorientação, por que vale tudo na Bahia.

Anônimo disse...

luciano, considero estranho vc nos colocar como pessoas que estão analisando música de forma maniqueísta...meu velho, por exemplo, considero muitas coisas da produção de recife como sensacionais, como mundo livre, mestre ambrósio, nação zumbi e outros...deixe de jogo de cena: aqui não existe ninguém atrás de pureza no rock, aqui só tem puta velha...agora, gosto de bandas que fizeram arte e estão até fora de moda...não tenho culpa (meu envolvemento com música remete à infância, pois conheci através de meu pai o bom samba e chorinho) se alguns, não sei se é o seu caso, começaram a curtir rock com rpm...eu comecei com os bons nomes da old school
comentário dedicado a luiz gonzaga e jackson do pandeiro

Eduardo Luedy disse...

eu quero trabalhar mas vcs não deixam... :-)

Vou me utilizar do meu expediente favorito: citar vcs para embasar minhas críticas.
Chacal disse:

"mas essa música anterior a que me refiro (samba duro, samba de roda, capoeira, caboclos, música de terreiro e várias outras manifestações culturais) não estava, como está a axé, impregnada de interesses mera e puramente mercadológicos (não precisa lembrar o desfile de bundas e as letras deprimentes, precisa?)"

Bem, eu não consigo perceber a axé nem mais nem menos impregnada de interesse mercadológicos do que Pitty, por exemplo. Nem acho que ela, a axé, exista "mera e puramente" por conta de interesses mercadológicos. Vejam que a gente lida com um problema aqui: lidar com rótulos muito inclusivos. Tanto é que toda vez que me refiro a coisas interessantes dentro do universo axé, alguém me diz, "ah, mas isso não é axé, isso é pré-axé", algo que tem como sub-texto algo como "ah, mas antes é que era bom", ou, como disse Cury, "havia um antes da massificação, que é um movimento autoral e legítimo em que artistas se apresentavam e gravavam suas músicas".
Eu queria discordar de vcs. Luiz Caldas era lixo. As pessoas torciam o nariz praquele lance de "nega do cabelo duro" (eu inclusive). Lá na escola de música da ufba onde eu estudava, as pessoas tinham ânsias de vômito ao escutarem "aquela música tosca, de letra deprimente". Hoje, aqui para alguns de vcs, Luiz é "pré-axé". Ou seja, ele se diferencia do lamaçal da axé contemporânea.

Mas retomando Chacal e a "verdadeira música do recôncavo", talvez situada num lugar "puro", retrato de uma ancestralidade fundacional baiana, que a axé music se apropriou indevidamente e corrompeu.

Pôxa, isso só aconteceu com a axé? A palavra rock and roll não faz vocês pensarem em nada parecido não? Ou vcs já se esqueceram que Elvis era tão "lixo" quanto a axé? Tão "produto" de massa quanto? Tão apropriadora e "desvirtuadora" de tradições quanto a axé? Aliás, o coronel tom parker era tão escroto quanto cal adam. [e elvis tão reaça quanto bel. tudo bem, eu também prefiro elvis, mas como disse antes, me recuso a afirmar que a medida de qualidade das coisas coincide sempre com o meu gosto pessoal.]

E quanto às bundas. Eu quero é mais. Não tenho problema nenhum quanto a elas. Vcs revelam um conservadorismo da porra quando falam da obscenidade, do "baixo nível" das letras da axé. Ué, e o Cramps? E o Camisa? E os Red Hot Chili Peppers? E Prince? E James Brown? Quando o rock fala abertamente de sexo, é transgressor. Mas a axé, não. É baixo nível.

E, não, Luciano, não acho que a axé nos fez algum mal. O mal que nos acomete tem muito mais a ver com a nossa elite econômica, com a falta de políticas sociais inclusivas, com a precária distribuição de renda, com a miséria que campeia, com a saúde e a educação públicas do jeito que estão. A axé não é responsável por isso. Ela pode ser até usada (e se deixar usar) por políticos escrotos, mas ela, repito, não é responsável por isso. E eu acho mesmo que as pessoas precisam da catarse coletiva do carnaval tanto quanto precisam se esbaldar num show de rock.

Franchico: eu não vejo esse imenso vácuo cultural. Acho que estamos até melhores do que estávamos nos últimos 20 anos. Mesmo porque é fácil olhar para trás e reconhecer a importância do que passou. O distanciamento nos permite isso, nos dá essa vantagem. Daí que a nossa miopia momentânea nos faz afirmar que está tudo sempre ruim presentemente. Daqui a uns dez anos a gente olha para trás e vê, puxa, não é que Carlinhos Brown compunha umas músicas interessantes? Não é que a Timbalada tinha umas coisas massa?

Bem, deixa eu ir trabalhar...

abraços,
luedy

ps. paquito me disse ontem que eu costumo ser muito condescendente com a axé (gênero que, segundo ele, nem faz parte de minha discoteca - mais ou menos, viu paco, a axé que eu gosto está na minha memória afetiva, apesar de eu não ter os discos). Vejam que ele se alinha muito mais com vcs do que comigo. Ele costuma afirmar coisas muito parecidas: que é ruim, que é precária. E mais, que eu superestimo a aceitação popular.
Eu repito: me recuso a estabelecer como medida para atestar a qualidade estética do que quer que seja unicamente meu gosto pessoal. O que não tem a ver necessariamente com "condescendência".

Anônimo disse...

tudo isso não elimina os argumentos pra lá de equivocados de luciano por nos classificar quase que como monolíticos do rock....amarei um som indiano ou a moderna música africana se bater forte no coração e na mente...achei o comentário dele bem desonesto
comentário dedicado a taj mahal

Anônimo disse...

imagine só...nos colocar do mesmo lado do pensamento hegemônico da direita republicana ianque...como diria lobão: "o rock errou", mas sou daqueles com veia libertária, que jamais compactuou com isso...
comentário dedicado clash, cólera, inocentes e rage against machine

Cury disse...

resumindo: todo mundo ta errado e todo mundo tem razão.

Franciel disse...

Descrente, duvidei da evangélica que me disse que Senhor do Bonfim era um demônio enganador. Agora, penitencio-me. A referida tem razão.
Por causa do santanás da colina sagrada, tomei sol na moleira e cerveja quente o dia todo, quando podia estar participando desta dança de rato aqui. Caralho.

Comentário dedicado a Inês, que agora é morta.

Franchico disse...

Luedy, na Facom eles têm uma definição para vc: integrado. Considere-me da turma contrária, denominada "apocalípticos". Mas acho que vc já sabe disso... Aquele abç.

Eduardo Luedy disse...

não sabia, não (pô, mas é apocalíptico um cara que curte roquenrol, quadrinhos e tanta coisa que existe por conta da tal indústria cultural?). de todo modo, se a qualificação for pretexto para pararmos por aqui, eu respeito, mas lamento.

Franchico disse...

Putz! Me pegou de novo, eu todo pimpão, desenterrando os velhos conceitos faconianos, e vc me pegou pelo pé direitinho. É, realmente é COMPLETAMENTE CONTRADITÓRIO um cara que curte rock, quadrinhos e filmes de George Romero se dizer "apocalíptico", mas quando se trata de Bahia, é assim que eu me classifico. Vc dá licença de'u ser contraditório, né? E, velho, eu não tô dispensando vc, não, faça o favor de continuar (sempre que o quiser fazer), provocando os véios rockers com seus raciocínios. A gente pode não concordar, mas respeito sua inteligência e muito me agrada sua "audiência", digamos assim, lida e qualificada. Falou, brother.

Eduardo Luedy disse...

falô, franchico. legal saber que, apesar das discordâncias (e de minha ranhetice) podemos continuar conversando.
abraço
luedy

Anônimo disse...

po galera so conheci esse blog agora e gostaria de comentar um pouco sobre o assunto q parou. Sera q vcs se importam? é a tal da METEORA. assim velho eu fui os dois domingos vi todos os shows. o q tenho a dizer é o seguinte: Cascadura show monotono; scambo um reagge misturado com rock; agora vcs falarem mal da meteora. Pelo amor de deus, foi o melhor show ate agora. Outra coisa, eu li mais em cima q na hora do show dos caras foram embora... quem falou isso ta doido! a galera foi pra frente e lotou muito mais do q o Cascadura ( td bem q foi mais tarde). Procurei saber sobre a estoria deles e vi que tao ai ah um bom tempo sim, mas com outro nm de banda... alias varios ( n sei agora). Um deles ja tocou com diana Marinho outro com o tributo ao KORN. Quem n gostaria de ter um padrinho? vcs rolutam d+ qnd dizem q rock tem q tocar no underground? quer dizer q se o cascadura arranjar um DURVAL LELIS da vida, ai vcs n vao gostar mais? ou tem q se fuder mesmo, tocar 10 e nada ai sim é banda de rock. Outra coisa, li uma reportagem de HAgamenon ( um cara q ganha a vida falando mal) dizendo q "meninos com cabelo arrumado com roupas boas" ah ta agora tem q andar bagunçado e depentiar o cabelo cuspido no chao o tempoo todo. Li tambem a cima assim" o namorado de ivete... e dai brother? q viagem! o comentario sobre a banda dos caras ta o muito bom se vcs querem saber. Outra coisa, vou deixar um coisa bem clara. N ESTOu AQUI COM PENINHA DE NINGUEM NAO, TO DEFENDENDO PQ GOSTEI SO ISSO

Anônimo disse...

po galera so conheci esse blog agora e gostaria de comentar um pouco sobre o assunto q parou. Sera q vcs se importam? é a tal da METEORA. assim velho eu fui os dois domingos vi todos os shows. o q tenho a dizer é o seguinte: Cascadura show monotono; scambo um reagge misturado com rock; agora vcs falarem mal da meteora. Pelo amor de deus, foi o melhor show ate agora. Outra coisa, eu li mais em cima q na hora do show dos caras foram embora... quem falou isso ta doido! a galera foi pra frente e lotou muito mais do q o Cascadura ( td bem q foi mais tarde). Procurei saber sobre a estoria deles e vi que tao ai ah um bom tempo sim, mas com outro nm de banda... alias varios ( n sei agora). Um deles ja tocou com diana Marinho outro com o tributo ao KORN. Quem n gostaria de ter um padrinho? vcs rolutam d+ qnd dizem q rock tem q tocar no underground? quer dizer q se o cascadura arranjar um DURVAL LELIS da vida, ai vcs n vao gostar mais? ou tem q se fuder mesmo, tocar 10 e nada ai sim é banda de rock. Outra coisa, li uma reportagem de HAgamenon ( um cara q ganha a vida falando mal) dizendo q "meninos com cabelo arrumado com roupas boas" ah ta agora tem q andar bagunçado e depentiar o cabelo cuspido no chao o tempoo todo. Li tambem a cima assim" o namorado de ivete... e dai brother? q viagem! o comentario sobre a banda dos caras ta o muito bom se vcs querem saber. Outra coisa, vou deixar um coisa bem clara. N ESTOu AQUI COM PENINHA DE NINGUEM NAO, TO DEFENDENDO PQ GOSTEI SO ISSO

Anônimo disse...

po galera so conheci esse blog agora e gostaria de comentar um pouco sobre o assunto q parou. Sera q vcs se importam? é a tal da METEORA. assim velho eu fui os dois domingos vi todos os shows. o q tenho a dizer é o seguinte: Cascadura show monotono; scambo um reagge misturado com rock; agora vcs falarem mal da meteora. Pelo amor de deus, foi o melhor show ate agora. Outra coisa, eu li mais em cima q na hora do show dos caras foram embora... quem falou isso ta doido! a galera foi pra frente e lotou muito mais do q o Cascadura ( td bem q foi mais tarde). Procurei saber sobre a estoria deles e vi que tao ai ah um bom tempo sim, mas com outro nm de banda... alias varios ( n sei agora). Um deles ja tocou com diana Marinho outro com o tributo ao KORN. Quem n gostaria de ter um padrinho? vcs rolutam d+ qnd dizem q rock tem q tocar no underground? quer dizer q se o cascadura arranjar um DURVAL LELIS da vida, ai vcs n vao gostar mais? ou tem q se fuder mesmo, tocar 10 e nada ai sim é banda de rock. Outra coisa, li uma reportagem de HAgamenon ( um cara q ganha a vida falando mal) dizendo q "meninos com cabelo arrumado com roupas boas" ah ta agora tem q andar bagunçado e depentiar o cabelo cuspido no chao o tempoo todo. Li tambem a cima assim" o namorado de ivete... e dai brother? q viagem! o comentario sobre a banda dos caras ta o muito bom se vcs querem saber. Outra coisa, vou deixar um coisa bem clara. N ESTOu AQUI COM PENINHA DE NINGUEM NAO, TO DEFENDENDO PQ GOSTEI SO ISSO

Anônimo disse...

so eu de nvo... apertei sem querer.. " ROTULAM eu quis dizer". sim mas gostei do blog e gostaria de trocar mais ideias.. blz abraço galera. assim ja ia me esquecendo, meu nm é Andrade tenho 24 anos ( relevem os erros de portugues, ja quem comenta aqui, na maioria das vezes sao jornalistas).

Fernando disse...

Meteora ta de fuder! Melhor do q essas merdas todas q tem aqui.. q n saem do mesmo lugar, esse underground fudido... vcs falam tanto q o povo do rock é unido... unido porra nenhuma, seus jornalistas frustados... Nunca vi... um Cara tao bom em comentarios, n da certo em um simples programa de radio... 34 anos com bloguinho franchico! quer uma mamadeira?

Frank disse...

porra é foda!!!!

Frank disse...

o mais interesante de tudo isso é que ta todo mundo vendo que o rock na bahia ta estagnado.as bandas de rock que sao considerads as representantes da cena e do estilo nao tem expressao nem veia comercial pra que o movimento tenha força e etc... eu nem queria participar dessa merda mas nao aguentei nao...o que eu mais me deixa irritado é que por mais que se faça algo pra que a imprensa de grande porte note o nosso talento sempre tem os criticos de plantao que se nao me falhe a memoria( e olha que tenho uns 22 anos curtindo essa porra)nunca fizeram nada de concreto pra cena rock da bahia como um todo.sempre aquelas mesmas panelas que sao mais velhas que a minha vó! po vei deixem os outros viverem!!! o rock aki na bahia ta um cu só ninguem da valor a a ninguem a imprensa n ta nem ai, as bandas nao se profissionalizam os musicos continuam mediocres e porai vai.deixa os caras viverem que eles tem os meritos necessarios pra um projeto dar certo. coisa que a maioria nem sonha em ter. antes de fazer alguma critica deve-se pensar : po sera'que eu to fazendo realmente algo de bom pra cena rock da bahia? vamo refletir sobre isso!!!!