quinta-feira, fevereiro 09, 2012

ADEUS AO CEARENSE QUE GANHOU A AMÉRICA

O desenhista cearense Álvaro Araújo Lourenço do Rio, conhecido como Al Rio, foi encontrado morto na sua casa em Fortaleza, no último dia 31.

As circunstâncias da morte não foram divulgadas pela Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops), de Fortaleza. Especula-se, porém, que ele tenha cometido suicídio.

Em seu site pessoal (alrioart.com), seu agente norte-americano, Terry Maltos, deu uma pista na sua mensagem de despedida para o artista.

“Depressão e pensamentos suicidas não devem ser ignorados. Sinto que posso ter negligenciado meu amigo, não reconhecendo que ele precisava de ajuda profissional”, escreveu.

Já o site do estúdio Glasshouse Graphics, para o qual Rio trabalhou, diz que foi um “aparente suicídio por enforcamento”.


Pouco conhecido do grande público no Brasil, Al Rio era famoso mesmo nos Estados Unidos, já que  desenhou vários títulos para a Marvel, DC e Image, como Gen13, Hulk, X-Men, Homem-Aranha, Capitão América,  Lady Death,  Vampirella e WildCATS, entre outros.

 Ídolo da good girl art

Versátil, tinha bom domínio de narrativa sequencial e variava bem o estilo, indo do cartunesco ao realista. Mas sua praia era mesmo retratar pin ups em trajes mínimos e poses provocantes.

Nos Estados Unidos, era conhecido como artista de good girl art, de tradução óbvia.

Lá, há tanta demanda por esse tipo de arte que a editora SQP chegou a publicar dois livros em capa dura (os chamados coffee table books) só com seus desenhos, The Art of Al Rio Vol. 1 (2005) e Volume 2 (2007).

No seu site, era possível adquirir não apenas artes originais com suas pin ups, mas também canecas, camisetas, ímãs de geladeira, adesivos e chaveiros, entre outros produtos.

Seu último trabalho ficou inconcluso: a graphic novel Exposure, para a editora Random House.

Poucos dias antes de morrer, ele concedeu sua última entrevista para Rodrigo Monteiro, do Glasshouse Graphics, durante o Sana Fest 2012 (evento anual de quadrinhos de Fortaleza).

Rodrigo perguntou o que o fazia seguir em frente.

Al respondeu: “Sou apaixonado pelo desenho. Tá no sangue. No meu DNA tem lápis e nanquim. Isto me define, desenhar é a coisa mais importante da minha vida. É meu superpoder. Graças a Deus, minha missão na Terra é desenhar”.

Al Rio deixou três filhos: René, Adrielle e Isabel, além da esposa, Zilda. Ele foi enterrado no dia 1º de fevereiro, no Cemitério São João Batista, em Fortaleza. Ele tinha 49 anos.

Conheça: www.alrioart.com

Um comentário:

agung disse...

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