quarta-feira, novembro 24, 2010

NEIL JOVEM

Série de relançamentos que recupera toda a obra do genial Neil Young começa a ser lançada no Brasil pela Warner. Primeiro pacote contém os seus quatro primeiros álbuns

Um compositor de mão cheia. Um cantor de estilo próprio. Um instrumentista versátil, de extrema personalidade e habilidade – tanto no violão, quanto na guitarra elétrica. Um homem romântico, sensível, melancólico. Um sujeito politizado. Um pesquisador incansável da música popular norte-americana. Um deus do rock. Pode-se preencher uma lista telefônica com todas as facetas que compõem Neil Young.

E todas elas podem ser facilmente identificáveis nos seus quatro primeiros álbuns, que acabam de ser relançados no Brasil pela Warner Music, dentro da Neil Young Archives, série que recupera toda a sua (vastíssima) obra. São eles: Neil Young (1968), Everybody Knows This Is Nowhere (1969), After The Goldrush (1970) e Harvest (1972).

Herói multifacetado do classic rock, influente como poucos, Young explorou (e continua explorando hoje, aos 65 anos incompletos) praticamente todas as formas existentes no espectro da música pop.

A diversidade de estilos, climas, temas, suportes, instrumentos e até mesmo de bandas de acompanhamento que ele apresenta na sua carreira simplesmente não encontra paralelo na história do rock.

A verdade – até para que aqueles que ainda ignoram este fato o saibam – é que este canadense de Toronto figura, e não é de hoje, no panteão dos maiores nomes do rock em todos os tempos, ombro a ombro com os Beatles, Rolling Stones, Led Zeppelin, David Bowie, Lou Reed e por aí vai. Não que ainda hajam dúvidas.

Clássicos iniciais transitam entre o esporro elétrico e a melancolia acústica


Filho de um famoso jornalista esportivo, Scott Young (espécie de Juca Kfouri canadense, morto em 2005), Neil Young tem, como únicas constantes em sua carreira, a honestidade a toda prova e a eterna mutação que caracteriza sua obra.

Mas há pelo menos duas faces que meio que predominam e se alternam constantemente em sua trajetória: o folk acústico e o rock elétrico à base de muita distorção, desenvolvido majoritariamente com a banda Crazy Horse. Nas duas instâncias, Young conseguiu ser genial e influente como poucos.

Diagnosticado com diabetes aos seis anos de idade, ele descobriu o rock ‘n’ roll de Little Richard e Chuck Berry ainda criança. Aos 12, já era fissurado em rockabilly, folk, rhythm & blues, doo-wop e country.

Já no início dos anos 1960, integrava a banda The Squires. Esse período foi seguido de uma peregrinação solitária com seu violão pelos clubes de Winnipeg.

Nessa época ele conheceu Joni Mitchell (um dos maiores nomes da música folk) e o pessoal da clássica banda canadense The Guess Who, para a qual ele compôs seu primeiro hit: Flying on the Ground is Wrong.

Em 1967, cruzou a fronteira e se mudou de mala e cuia para os Estados Unidos, se estabelecendo em Los Angeles, aonde morou ilegalmente até 1970. Logo se juntou à sua primeira grande banda: Buffalo Springfield.

A despeito do maior sucesso do grupo, For What It’s Worth, ser uma composição de Stephen Stills (com o qual Young integraria, algum tempo depois, o Crosby, Stills, Nash & Young), sua contribuição, com lindas canções como Burned e o pop sinfônico de Expecting to Fly, foi decisiva para que ele ganhasse segurança e se lançasse solo.

Os quatro primeiros LPs

Depois que a amiga Joni Mitchell, através do seu empresário, Elliott Roberts (que trabalha com Young até hoje) o indicasse para a gravadora Reprise Records, ele lançou seu primeiro LP solo, intitulado apenas Neil Young (1968).

Dos quatro discos relançados agora, este primeiro é o menos impactante – ainda que contenha dois ou três clássicos que até hoje ele executa em shows: The Loner e The Old Laughing Lady.

Young não quis nem saber das críticas pouco entusiasmadas recebidas pelo álbum, pois poucos meses depois, já estava em estúdio gravando mais um disco – desta vez, acompanhado de um trio de músicos que se apresentavam como The Rockets: Danny Whitten (guitarra), Billy Talbot (baixo) e Ralph Molina (bateria). As gravações duraram apenas duas semanas.

Antes disso, a banda trocou de nome para Crazy Horse, em homenagem ao chefe indígena de mesmo nome. O disco, Everybody Knows This Is Nowhere, saiu em maio de 1969 e, ainda hoje, é um ponto altíssimo na carreira de Young – bem como da própria história do rock.

Com apenas sete faixas, o LP já trazia o músico em pleno exercício de sua genialidade, com a veia de compositor de hinos do rock à toda, como atestam faixas como Cinnamon Girl, The Losing End, Cowgirl in The Sand e a faixa-título.

Inquieto, juntou-se logo depois ao Crosby, Stills Nash & Young, a tempo de participar do festival de Woodstock (no qual ameaçou cameramen com guitarradas no crânio, caso fosse filmado) e gravar mais um LP “discoteca básica”: Deja Vu, ainda hoje o melhor LP do CSNY.

De temperamento forte, vivia às turras com Stills pelo controle do grupo. Mesmo assim, e com moral alto pela aclamação crítica de Everybody Knows This Is Nowhere e Deja Vu, recrutou o próprio Stills, o Crazy Horse e músicos conceituados como Nils Lofgren e Jack Nitzsche para gravar seu terceiro LP solo: After The Godrush (1970).

Dele saíram clássicos como Only Love Can Break Your Heart, When You Dance I Can Really Love You e a faixa-título.


Como, a essa altura, já havia tanto saído do CSNY quanto dispensado o Crazy Horse, juntou um grupo de músicos country e os batizou The Stray Gators, que veio a ser sua banda de apoio no quarto álbum, Harvest (1972).

Seu LP mais bem sucedido comercialmente, Harvest traz seu único single a bater no número um da Billboard: Heart of Gold. Mas canções como a ultramelancólica Out on The Weekend, a polêmica Alabama, a sentida Old Man (para seu pai) e a profética (e belíssima) The Needle and The Damage Done tornam Harvest mais um daqueles álbuns indispensáveis para os fãs de rock clássico.

A mitologia em torno deste álbum, aliás, é um capítulo a parte. Em The Needle and The Damage Done, composta por um Young preocupado com o vício em heroína de Danny Whitten, amigo e guitarrista do Crazy Horse, ele cantou: “Cheguei à cidade e perdi minha banda / eu vi a agulha levar mais um homem / (...) / Mas todo junkie é como o Sol poente”.

Mesmo preocupado (ou talvez justamente por isso), Young ainda chamou Whitten para tocar guitarra na turnê do Harvest. Mas, devastado pelo vício, Whitten não deu conta do recado. Young o demitiu. À noite daquele mesmo dia, ele recebeu a notícia de que Whitten havia morrido por overdose.

A culpa consumiu Young por anos a fio, levando-o a compor a Ditch Trilogy (Trilogia da vala), três LPs em que expurgava sua culpa: Time Fades Away (1973), On the Beach (74) e Tonight's the Night (75). Mas isso já é outra história - e outro pacote do Neil Young Archives...

Neil Young (1968)

1º LP solo, passou meio despercebido por público e crítica, mas tem ótimos momentos, como The Loner e The Old Laughing Lady



Everybody Knows This Is Nowhere (1969)

Clássico absoluto, estreia de sua banda mais constante, Crazy Horse, traz os petardos Cinnamon Girl, The Losing End e Down By The River e outros


Harvest (1972)

O best-seller. Melancólico e político, traz pérolas como The Needle and The Damage Done, Out on the Weekend, Alabama e Heart of Gold


After the Goldrush (1970)

Não tão genial quanto os discos que o antecedem e o sucedem, tem dois belos hits: Only Love Can Break Your Heart e When You Dance I Can Really Love You



Fãs baianos relembram da emoção de assistir ao único show de Young no Brasil


Faz quase dez anos – foi no dia 20 de janeiro de 2001 –, mas quem viu, guarda com carinho a memória daquele que pode ter sido o melhor show de todas as edições do Rock in Rio – seja no Rio, em Lisboa ou Madri: Neil Young & Crazy Horse, na terceira edição do festival.

Antes, foi preciso suportar a xaroposa Dave Matthews Band e a anódina Sheryl Crow, mas quando o homem subiu no palco, foi um espanto só: “O cara sentou a mão na guitarra. E aí foi um mar de distorção”, lembra o guitarrista Candido Soto Jr. (ex-Cascadura, atual Banda de Rock e Theatro de Seraphin), que assistiu ao show do gargarejo com um grupo de baianos fanáticos pelo canadense.

“Foi o dia de menor público do festival. Então você chegava ali na frente bem fácil”, lembra.

O empresário Cláudio Sarno Brochado era outro que estava no grupo. “Lembro da energia do cara no show. Foi uma emoção. Até então, eu nunca tinha visto alguém com tanta vontade de tocar. E ele já estava coroa, mas com um tesão absurdo. Me arrepio só de lembrar”, relata.

Anos depois, na Galeria do Rock (Centro de São Paulo), encontrou numa loja o show imortalizado em um bootleg (álbum pirata) duplo e DVD. “Coleciono tudo dele. Acabei de comprar uma caixa com dez blu-rays”, gaba-se o fã, orgulhoso.

Já René Nobre, cantor da Banda de Rock – que sempre inclui Young no repertório – não foi ao show, mas atesta: “Ele é o tipo do compositor que vem de uma linha melódica tradicional, folk e country, para um som pesado, visceral e ainda assim, melancólico, dolorido. Algo que nem Bob Dylan conseguiu fazer, com o perdão da possível blasfêmia”, observa.

30 comentários:

cebola disse...

E como a besta aqui ainda compra disco (sim, e estou piorando), lá vamos nós outra vez. Tanx, Chico.

Nei Bahia disse...

Cebola, acho que você acabou de batizar nosso fututro encontro etílico musical!!

teclas pretas disse...

1] after the gold rush é genial, sinsinhô, seo chicão! herético hoje, é? rsrs. é o que mais ouço.

2] show de macca inesquecível. sensacional. simplesmente perfeito. i'm in heaven!

3] surpresa total levar o BTR de melhor clipe. achei que a "vivendo" levaria, o clipe deles é muito bom. agradeço à organização, o júri e as pessoas que votaram. quero fazer outro video o mais breve possivel.

GLAUBEROVSKY

Franchico disse...

Menino Glauber,

1] Foi mal! Mas ainda acho que o ATG não bate nem no chulé do Everybody e do Harvest... Sorry a heresia....

2] Ô inveja!

3] Parabéns, prêmio merecido, especialmente qdo se vê o alto nível da concorrência. Mas vou te confessar um negócio: trocaria mil videoclipes premiados por um único show seu. Um dia, quem sabe, talvez....?

Nei, o nome do evento / encontro seria "Bestas Que Ainda Compram Discos"? Apoiado!

teclas pretas disse...

hehehe...é possível que solovera mude pra sampa ano que vem. se acontecer, a gente vai ter que reorganizar o caos um pouco: ele gravando lá a parte dele, eu aqui. algum jeito, a gente vai dar.

GLAUBER

Franchico disse...

Aí eu vi! Aí eu vi!

http://www.omelete.com.br/cinema/wolverine-aronofsky-diz-que-estudio-mal-sabe-o-que-os-espera/

Agora eu levei fé nesse filme. Por que o primeiro é bem fraquinho. Tem algumas boas cenas de ação e tal, mas como filme mesmo.... pfuah!

Franchico disse...

Quem curte o doidão Warren Ellis (o "escrotor" de HQ, não o cantor country), não pode perder Red - Aposentados e Perigosos, que chegou, ao mesmo tempo, nos cinemas e nas bancas.

"Não vi o filme, mas minha filha disse que é muito bom".

Porém, li a HQ, que está baratinha (R$ 7,90) e é uma pauleira divertida dos infernos.

Aqui tem um review:

http://www.universohq.com/quadrinhos/2010/review_Red.cfm

Warren Ellis é quem nem sexo: até quando é ruim, é bom.

Franchico disse...

Barça faz o necessário contraponto ao deslumbre geral (e justificado e muito natural, claro) com o show do Macca.

http://andrebarcinski.folha.blog.uol.com.br/arch2010-11-21_2010-11-27.html#2010_11-24_11_52_37-147808734-0

Franchico disse...

Um repórter - no mínimo, desavisado - caiu na besteira, durante uma entrevista com Quincy Jones, de esboçar uma comparação entre este (um gênio, como qualquer mané minimamente informado sabe) com Kanye West, um bufão ególatra, com qualquer um com dois neurônios sabe.

O resultado?

QJ: How man? No way. Did he write for a symphony orchestra? Does he write for a jazz orchestra? Come on, man. He’s just a rapper. There’s no comparison. I’m not putting him down or making a judgement or anything, but we come from two different sides of the planet. I spent 28 years learning my first skill. I don’t rap. It’s not the same thing. A producer has to have some sort of skills that enable him to be a producer. It’s totally different to know what to do with 16 woodwinds you know from piccolos down to bass clarinet. It’s a whole different mindset. No comparison. None.

Continue lendo:

http://stereogum.com/584551/quincy-jones-rejects-kanye-comparisons/franchises/wheres-the-beef/

Precisa dizer que aodrei isso? E que QJ subiu ainda muito mais no meu conceito?

Who? KAnye West? Pfuah!

Anônimo disse...

Ahahahah! Não é que pegaram o cara certo pra fazer essa comparação esdrúxula? Justamente com Quincy Jones...
O fato é que hoje qualquer um com um computador e um programa de audio se chama de produtor. Aqueles que passaram a vida inteira estudando arranjo, combinação de instrumentos que funcionam melhor numa gravação, psicologia com artista (importantíssimo), audio e acústica, são simplesmente fora de moda! Como diz um amigo meu, vou ali na esquina dar meia hora de...
Abraços a todos,
andré t

marciorocks disse...

BQACD... É, pode ser que funcione...

Parece uma sigla da Roma Antiga ou algo assim. A gente pode até fazer camisas com aquela fonte toda angulosa, sei lá...

Ou um TOTEM?!? uhuuuu...

marciorocks disse...

"Neil Jovem"... Chicaço, essa sacada, o que tem de óbvia, tem de genial!

E cara, After the Gold Rush, dos três, é o disco mais bem conseguido dele, viu?
Harvest é melhor no sentido de ter alavancado a carreira solo dele (como se fosse preciso...), comercialmente falando.
Mas tudo bem, é apenas a velha questão do gosto pessoal, então tá valendo...
Ah, porra, os três são realmente parelhos, genias e pronto!

cebola disse...

Apesar de discordar de muitas coisas que Barcinsky disse, achei um bom contraponto. Principalmente a respeito do acesso ao show. Também acho que ele deveria ir com A day... até o fim. Give peace funciona mais como uma catarse...Manteria as do Fireman. Mas, no geral, foi uma crítica interessante e necessária.
E sim, foi uma celebração. Amei muito cada segundo.

Franchico disse...

Márcio, a César o que é de César. O "Neil Jovem" não foi saque meu, não. Suspeito que foi de nosso chapa Edu Bastos, meu editor no periódico da Av. Tancredo Neves. Qdo estava fazendo essa matéria, um dia de manhã cheguei e o título já estava lá na página, simples e glorioso. Adorei, claro, e o reproduzi aqui, para vosso (e nosso) deleite.

Cebola, vc leu depois o texto do Forastieri que o próprio Barcinski linkou lá no post dele?

andré, abaixo os farsantes!!!

Vão estudar música de verdade, cambada de canalha! Só sabem ostentar, ostentar e ostentar. Música que é bom.... ninguém ouve! Por isso que eu não me canso de repetir: o hip hop mainstream americano (assim como o rock, claro) é um LIXO! Trilha sonora pra festinha de preyboy.

Mas que porra eu tô fazendo, chutando cachorro morto? Merda, tenho mais o que fazer. Té mais!

cebola disse...

Sempre respeitei muito esses caras, Chico (Barcinsky/Forasta). Barcinsky, então, acompanho o blog dele e posso dizer que ele é muito parecido comigo (sem veadagens). Discordo muito de algumas opiniões, mas isso é uma obviedade. Mas você precisa ver o inferno de patrulhamento que o cara sofreu por causa do post. Ele definiu bem: Parece um bando de analfabetos funcionais. Não sabem ler com compreensão e saem atirando...Deprimente saber que esse bando é fã de Paul McCartney. O Macca não merece essa gente burra.

Franchico disse...

Cebola, uma das medidas que tomei para não perder tempo no meu dia a dia e, principalmente, não me irritar, é não ler comentários. Seja em blogs sites etc. Não ler mesmo, simplesmente. Por que 99% não acrescenta nada e é estupidez pura e simples, quando não, obviedades. Claro, nem sempre consigo me segurar, mas minha regra básica é essa: NÃO LEIA COMENTÁRIOS nos blogs alheios. Leio aqui, por que é meu blog, então me diz respeito. E tb por que a maioria das pessoas que comenta são amigos mesmo, como vc.

Anônimo disse...

assisti ao show de neil young no rock in rio 3 ao lado de borel e posso dizer da emoção dele cantando todas, eu disse, todas letras do repertório...
cláudio moreira

Nei Bahia disse...

Paul Mccartney não precisa de contra ponto. AB é um cara talentoso mais ainda guarda aquela aura do jornalismo musical dos anos 80 no Brasil.

Franchico disse...

Caro Nei, permita-me discordar. Se até Deus tem o contraponto dele (chama-se "diabo"), Macca não vai ter o seu?

Franchico disse...

...entendi. O contraponto de Paul era John.

osvaldo disse...

Neil so perde pra Bob,mais eu escuto e gosto mais de Shakey, principalmente com Crazy Horse, e Dylan como todo mundo sabe, não vale.Vi ha dois anos na turne do Chrome Dreams.Chorei varias vezes.Provavelmente meu artista favorito, e olha que eu sou um "escutador" compulsivo e tenho varios artistas favoritos, de epocas bem diferentes. Mas Neil é, para mim, especial, principalmente por causa de Zuma.Destes aí gosto mais de Harvest e Everybody... e se liguem o Le Noise esta entre os melhores do ano. Bela materia Chicao, parabens!

Nei Bahia disse...

Chico , o bom é que você pensa rápido.


Mais pensando bem, contra ponto pra Paul só Stevie Wonder ou coisa parecisa.

cebola disse...

Braméuris e suas mensagens cifradas...tipo: Wha?!!
Nei Baêa, pelo menos LEIA o post de Barcinsky. Ele gostou muito do show. O tal do "contra ponto" foi muito bem colocado. Discordo de alguns pontos, mas, no geral, foi uma crítica excelente. Crítica sem ser pernóstica.

cebola disse...

E sim! Le Noise é O melhor do ano. Vai encabeçar a minha listinha de fim de ano. Perfeito e só cresce à medida que se ouve. Daqui a dez anos vão chamar de clássico. Tenho dito!

Franchico disse...

Brigado, prezado Bramis!

Seus preferidos desta leva são os mesmos dos meus. E tb tenho o Zuma como o meu preferido em todos os tempos!

...Preciso ouvir o Le Noise. Ainda não tive oportunidade.

Franchico disse...

RIP Leslie Nielsen.

http://www.omelete.com.br/cinema/morre-leslie-nielsen/

O mundo fica menos engraçado sem esse cara - com o perdão da frase clichê braba!

Franchico disse...

RIP Irvin Kershner.

http://www.omelete.com.br/cinema/morre-irvin-kershner-o-diretor-de-o-imperio-contra-ataca/

Diretor de O Império Contra-Ataca. Na minha humirde opinião, até hoje, o melhor filme da franquia Guerra Nas Estrelas.

teclas pretas disse...

a musica nova de billy corgan é muito bonita mesmo...meio lennon, psychedelic...

http://videos.bol.uol.com.br/#view/smashing-pumpkins--spangled-0402983562C4B963C6

GLAUBER

Franchico disse...

RIP Casseta & Planeta

http://www.omelete.com.br/televisao/casseta-planeta-vai-acabar/

Era muito bom nos anos 80 (no jornal Planeta Diário e na revista Casseta Popular) e 90 (já na TV), mas já deu o que tinha que dar (ui!) faz tempo.

Depois que Bussunda morreu então... ficou deprê.

Acho que deviam se separar e cada um ir buscar seus próprios projetos "solo". Tenho certeza que sairia coisa boa daí.

Ernesto Ribeiro disse...

Na sua e na opinião de todos nós, Francis: é ÓBVIO que O Império Contra-Ataca é disparado o melhor filme Guerra Nas Estrelas.


E não só pelo roteiro (que contém uma podreirazinha no começo, com a fala inicial de Han Solo sobre a princesa estar apaixonada e esconder, blá blá blá) ou a ação monumental, o ritmo e a fluência.


Mas, principalmente pelos defeitos que NÃO TEM: os bichinhos idiotas.

Só tem o mestre Yoda e o monstro da neve que lascou a cara de Luke Skywalker.


O melhor é mesmo o encontro entre o mocinho e o vilão, que termina com a surpresa da vitória do Mal, com o insuperável Darth Vader se revelando pai do herói. Marcou a alma de todos os que assistiram no cinema (eu, aos 7 anos de idade) e mostrou que Guerra Nas Estrelas era mais do entretenimento: é MITOLOGIA.