quarta-feira, setembro 08, 2010

REVERENDO T. REÚNE ALTO CLERO DA MÚSICA INDEPENDENTE BAIANA PARA ENTOAR SEUS CÂNTICOS SAGRADOS


Ele é o santo padroeiro do underground local. Senhoras e senhores, Tony Lopes, o São Rock em pessoa, está de volta ao circuito – e ele traz boas novas.

Dentro de cerca de dois meses, esse veterano da música independente baiana lança, em CD físico, seu novo trabalho: Reverendo T & Os Descrentes.

Trata-se de um álbum no qual ele reúne composições criadas ao longo dos últimos 25 anos. Mas o projeto em si, tem, pelo menos, duas particularidades.

A primeira é a sonoridade da produção, calcada em piano, baixo e bateria. A segunda é que é um CD com lado A e lado B.

O lado A, ou seja, as dez primeiras faixas, contam com o próprio Tony interpretando suas canções. Já o lado B – as dez faixas seguintes – consiste nas mesmas composições, só que interpretadas por uma abençoada legião de vozes angelicais.

Olha só a escalação: Ronei Jorge, Moisés Santana, Dão, Artur Ribeiro (Theatro de Seraphin), Álvaro Lemos, Nancyta, Dois Em Um, Paquito, Miguel Cordeiro e Cássia Cardoso.

Além de todos esses convidados soltando a voz, o CD contou com a participação de músicos do quilate de Paulinho Oliveira (guitarra), Vandex (piano), Ataualba Meirelles (baixo), Marcão (saxofone), Fernando Cardel (teclados) e outros.

Trajetória de ativismo

Por enquanto, já dá para baixar um single na revista virtual Verbo 21, com as faixas A Culpa (dele e de Luisão Pereira) e Os Bêbados.

“Mas são as gravações com minha voz. As versões com os convidados, só quando o CD sair, lá para novembro“, avisa.

Tony, para quem não sabe, tem uma longa história de ativismo no underground baiano. Nos anos 1980, integrou bandas como Dúvida Externa, Guerra Fria e Moisés Ramsés & Os Hebreus.

Em 1991, lançou, em vinil, seu primeiro disco solo: De Quem é a Culpa?, como Tony & Os Sobreviventes.

“Minha intenção era me lançar como compositor. Só que fui mal interpretado. Quem ouviu, só ficou preocupado em achar minha voz ruim – ninguém prestou atenção as composições“, diz.

Depois, abriu duas lojas: a Na Mosca e depois, a São Rock. Hoje, vende CDs independentes via internet e leva adiante seu projeto Reverendo T.

Em paralelo, toca bateria nas bandas Koyotes (de Miguel Cordeiro) e Tilt (do ex-parceiro de Guerra Fria Evandro Lisboa). Amém.

Conheça / baixe o single: http://discipulosdescrentes.blogspot.com

NUETAS, NUETAS

Shows a granel

Nessa época do ano, parece que todo mundo resolve sair da toca ao mesmo tempo. A lista de bons shows esta semana cresce a cada conferida no email. Abaixo, O Rock Loco recomenda:

Tem pra todo mundo

Na quinta-feira (dia 9), tem Vivendo do Ócio no Pelourinho (21 horas, grátis, no Largo Teresa Batista). No mesmo dia, Hélio Rocha e Nino Moura fazem a primeira de duas datas no Tom do Sabor, as 22 horas. Na sexta (dia 10), a brincando de deus faz o segundo show desde a volta em dezembro, no Groove Bar. 22 horas, R$ 25 (na hora). No sábado tem Você Me Excita, Maglore, Enio & A Maloca e Ministereo Público na Faculdade de Comunicação da Ufba, a partir das 17 horas. Grátis! E no domingão, tem Otto, Do Amor e Ministério Público na Concha Acústica. R$ 30 e R$ 15, as 18 horas. ‘Bora?

4 comentários:

Franchico disse...

Com todo respeito ao Reverendo original Massari e nosso sósia, Reverendo Cebola....

teclas pretas disse...

danny barnes, peoplessss. muito bom!

http://www.dannybarnes.com/

GLAUBEROVSKY

alejandro disse...

Famosos armam barraco no show da Ivete em NY.
E a marofa rolou solta...

http://www.clicrbs.com.br/blog/jsp/default.jsp?source=DYNAMIC,blog.BlogDataServer,getBlog&template=3948.dwt&section=Blogs&post=283197&blog=53&coldir=1&topo=3994.dwt

Ilhados Aqui disse...

Acho que podia rolar um cd chamado de Rock da Bahia, com cerca de 20 músicas, 2 por cada uma das 10 bandas de rock baiano envolvidas o projeto. É fácil, é só pegar músicas que já foram gravadas recentemente e fazer a coletânea. Acho que há produção local para tal, e acho que dá pra uma gravadora dessas aí bancar um projeto desses. Talvez desse mais visibilidade para todos, do que cada um divulgando seus discos independentemente. Lembro que os Engenheiros do Hawaii começaram a aparecer através de um cd chamado Rock Grande do Sul, lá por 1984/85. Já existe algo desse tipo por aqui?