segunda-feira, maio 31, 2010

O PEQUENO LIVRO DO ROCK: BELA HOMENAGEM AO PRIMEIRO SÉCULO DO GÊNERO



Contar a história do rock é fácil. O seminal bluesman Muddy Waters – um dos pioneiros do gênero – a resumiu de maneira definitiva ao cantar, no seu álbum Hard Again (1977): “The blues had a baby and they named it rock and roll“. O blues teve um filho e este se chamou rock and roll.

Tendo o correr das décadas tornado esta história um tanto mais extensa (e controversa) , o quadrinista francês Hervé Bourhis resolveu contá-la a sua maneira, no álbum O pequeno livro do rock (Conrad).

Desenhista de recursos a primeira vista limitados, mas de habilidade inequívoca para retratar seus personagens com fidelidade aos traços que os tornam reconhecíveis, Bourhis revê a trajetória roqueira ano a ano, começando quase 100 anos atrás – em 1915, quando uma fábrica de Chicago lança a primeira máquina jukebox.

A história segue até 2009, com o autor registrando a eleição de Barack Obama e prenunciando o que parece ser o crepúsculo da primeira era roqueira: “A opinião geral é que a banda de fanfarra psicodélica Animal Collective é o melhor grupo atual . Triste época“, escreve, com toda razão.

Por aí, já se vê que a história do rock segundo Bourhis não se resume apenas à música – e nem poderia ser diferente, visto que rock está longe de ser apenas música: é comportamento, moda, visual, design, letras.

Desta forma, além dos astros e LPs “discoteca básica“ do rock, o cartunista também registra cortes de cabelo, fatos, movimentos e até a criação de instrumentos importantes, como o sintetizador Moog, inventado por Bob Moog em 1964.

Outro mérito do livro de Bourhis é que seu autor não é americano. Desta forma, destituído da visão histórica estreita que costuma acometer os conterrâneos menos afortunados de Charlton Heston, Bourhis inclui no seu relato brasileiros importantes, como os Mutantes, Sepultura – e mesmo não tão importantes assim, como o Cansei de Ser Sexy.

Até João Gilberto, com o LP Chega de Saudade (1958) é citado. Quem diria: a bossa-nova faz parte da história do rock?

Os astros franceses, claro, também marcam forte presença, o que é bem legal para quem quer se inteirar mais do pop francófono, com muitas referências a gênios como Serge Gainsbourg, Johnny Hallyday, e mais recentemente, os duos Air, Daft Punk e Justice.

O autor homenageia seus conterrâneos com graça e inteligência, como nesta passagem: “1959: Serge Gainsbourg estala os dedos em frente a um jukebox“.

Projeto híbrido, O pequeno livro do rock não é uma HQ, pois sua narrativa não configura uma sequência gráfica propriamente dita. Tampouco é um livro de texto, já que também há diversas ilustrações “mudas“.

No exterior, o nome que dão para livros do gênero é flipbook, ou seja, livro de folhear. Pode-se abrir em qualquer página e sair lendo. Claro, apocalípticos e chatos de plantão já terão seus argumentos na ponta da língua: ora, se não é um livro de texto, se não é sequer um livro de HQ, isso não é nada.

Alto lá. Pode-se até criticar a forma escolhida por Bourhis, mas, qualquer um que se disponha a ler – não apenas folhear – O pequeno livro do rock poderá constatar que seu mérito como pesquisador é incontestável. E pesquisador em diversas frentes.

Além de desenterrar diversos fatos obscuros (o que confirma uma ampla pesquisa histórica / factual), Bourhis lança mão de um vastíssimo acervo visual do rock e da cultura pop – tudo convertido ao seu próprio traço, incluindo aí reproduções de fotos clássicas, capas icônicas, vestimentas da moda de cada período, logotipos de bandas e por aí vai. Um trabalho visivelmente exaustivo do autor.

E depois, não importa a ordem – ou desordem – de leitura, ao fechar o livro, o leitor médio terá, no mínimo, aumentado bastante seu repertório sobre a história do rock.

Com sua homenagem apaixonada – sim, não há outra explicação para um trabalho tão detalhista – Bourhis concede um alento para quem já perdeu as ilusões quanto ao futuro do rock – hoje, um parquinho cada vez mais infantilizado. Se parece não haver futuro, pelo menos tivemos um lindo passado.

O pequeno livro do Rock / Hervé Bourhis
Conrad / 224 páginas / R$ 44,90

32 comentários:

Franchico disse...

Uma das poucas vozes lúcidas a se levantar no tiroteio generalizado, me parece ser a deste rapaz aqui:

http://dynamite.terra.com.br/blog/jukebox/post.cfm/rock-nacional-busca-alivio-e-rumo#comments

Franchico disse...

Ainda na Dyna, Messias está na coluna do eterno Finatti...

http://dynamite.terra.com.br/blog/zapnroll/post.cfm/se-o-brasil-fosse-um-soldado-colorido-ele-bateria-continencia-para-a-mini-box-lunar-pro-messias-pros-los-porongas-etc#comments

cebola disse...

Tem 3 dias que só rola a edição remaster com bônus do exile on main st. aqui em casa. Putauqepariuputaquepariu....e assim por diante...
Best ever!!!

osvaldo disse...

rolando sem parar o teenage fanclub novo , shadows.para quem anda falando que nao tem nada de bom, eiscutem o novo do black keys, brothers, alem do hgh violet do national. tem una indicaçao foda para quem eh fan, o novo da band of holy joy, paramour. a band of holy joy foi uma das melhores coisas do final dos 80, alem de uma coletanea fantastica dos australianos triffids. de uma era mais distante, tem um ao vivo fudroso do moby grape, live 1966-1969. continuando nos malucos , de novo para quem eh fan feito eu, tem o box set do 13 floor elevators.roky ericksson continua vivo e quase ao mesmo tempo do boxset lancou com o overkill river true love cast all evil. na praia mais americana em o willie nelson novo, o hold steady novo mais springsteen que nunca e a excelente richmond fontaine em live at he dantes. e o messias eh foda mesmo.vcs sabem onde conseguir. como tou ouvindo tudo? os engarafamentos de salvador tao servin para alguma coisa.cada trajeto um disco

cebola disse...

Black Keys é realmente um esporro lindo. The National conheci agora, indicação de master braméuris e achei phodástico tb. Tem uma apresentação deles no david letterman matadora!!
Teenage Novo??? Valeu, man! Baixá-lo-ei agora mesmo!!

teclas pretas disse...

capinha bacana, do teenage fanclub. valeu, osvaldão!

chicão, achei o texto um tanto preconceituoso, parcial e equivocado, mas o cara acertou em algumas coisas. o que eu acho:

os doidões precisam tomar o mainstream novamente. aqui e lá fora. artistas que citam nirvana [nem to falando de semideuses como neil young, dylan ou lennon e salientando que acho que o cobain tinha/tem todas as qualidades em letra, música e comportamento], mas enfim...artistas que citam cobain como influência e são a antítese do que ele foi/é. cobain falava para sua geração [se teenagers ouviam também, isso era um plus] e escrevia com sangue.

vejo gente da minha geração com uma narrativa que só pode interessar a pré-adolescentes. e os menos brilhantes. ta na hora disso acabar, já deu...bandas de rock com um papo de dupla sertaneja...pô, cada macaco no seu galho.

o mainstream do rock nesta década aqui no brasil ta foda, minha gente. é o reinado dos limítrofes totais! de onde vem essa gente??? sinceramente, quero gente como cobain, chico science no horário "nobre".

pra terminar o desabafo: no indie rock americano é que estão as melhores letras e maior criatividade e coragem no mercado. quem tiver um cérebro que se salve. godbless saravá!
GLAUBER

Franchico disse...

Ah, meu deus! Quem não ama Steve Carell não tem salvação.

http://www.omelete.com.br/videos/dinner-schmucks-trailer-2/

"He's friends with Morgan Freeman!"

Esse filme é refilmagem de uma comédia francesa chamada Jantar para Idiotas e é o original quase me fez molhar as calças. Imagina o remake com esse gênio - e o gordinho grego de Se beber não Case? O filme que eu mais quero ver hj, com certeza.

Anônimo disse...

sinceramente
cena alternativa tá boa para os amigos
aqui em salvador nem se fala
sobre o Exterior, melhor ouvi os discos antigos do queen...
cláudio moreira

Franchico disse...

Bramis, tava ouvindo o Teenage novo. Tá lindo, como sempre, mas zei lá, não bate aquela mais aquela onda narcotizante como um Grand Prix ou um Songs From Northern Britain... Bom, só ouvi uma vez, vou ouvir mais antes de falar mais besteira.

Fiquei curioso com os Triffids - Cebola conhece direitinho, né? - ma não achei para baixar. Hold Steady, Okkervil River, esses aí eu já ouvi uma coisa ou outra e não me convenceram. sei lá. Tô muio desiludido com o rock dessa década. O daqui nem se fala, né? - mas com o de lá tb.

Glauber, vc tocou num ponto essencial. O rock não pode se acomodar no underground, ficar satifeito por tocar de graça em festivais meia-boca para meia dúzia de desinformados. Tem que mirar alto, no mainstream, tomar essa porra a força de novo, com rock de verdade, e não música sertaneja travestida de pop rock. O problema é que parece não haver material humano (talento, competência, mesmo) disponível para uma tarefa tão ambiciosa. A impressão que me dá é que meia dúzia de textos elogiosos em blogs descolados já satisfazem a rapaziada do rock underground atual - isso é pouco, muito pouco. Fora que 9 entre dez dessas bandas são simplesmente muito ruins - por mais que queiram nos convencer do contrário. Enfim, minha desilusão talvez esteja me bloqueando para ouvir muitas bandas novas com mais boa vontade, mas o pouco que tenho me disposto a ouvir é, no mais das vezes, decepcionante e derivativo ao extremo, além de pouco ambicioso. Enfim, o momento atual me lembra muito o fim da década de 80, quando a baba dominava o maisntream e o underground tava fervendo - até explodir em 91, com o Nirvana. Não sei se algo assim acontecerá de novo. Torço por isso, mas, não vejo nada muito significativo, "revolucionário" no horizonte, ainda mais nesses detestáveis tempos internéticos, nos quais a novidade do momento só dispõe do tempo equivalente ao que se leva para ler um post num tuíter, essa excrescencia insuportável.

teclas pretas disse...

hehehe...sim, tem razão. a maior parte de qualquer coisa é de qualidade duvidosa, hahaha. a exceção é sempre o que faz o negócio andar pra frente e ser interessante. tomar o mainstream, claro. mas se o sujeito abaixa as calças, joga o jogo do jeito que "the man" quer, já era.

se vc faz algo bacana, já é coopitado, porque a máquina é ardilosa. mastiga e cospe fora. é tudo sabonete pra essa gente babaca. agora, imagina garoto de 15, 20 anos com papinho corporativo de melda. vejo hoje é muita falta de coragem. tocar no faustão? ok, mas fazendo o que eu quero ou ao menos, sendo, minimamente quem eu sou. senão, não faz sentido algum.

dinheiro não compra tudo. tanto dinheiro pra que?? pra entrar pra história pela porta dos fundos?? tô fora, prefiro o ostracismo estóico do espaço sideral.

e essas marisas aos montes [que não chegam aos pés da original] na novíssima mpb?? pessoal mais sem alma...jeeezziisss!

o teenage é bem agradável, bom pra ouvir na estrada, de carro...mas o melhor da década pra mim, ainda é o stephen malkmus último.

GLAUBER

Anônimo disse...

e viva o rock pesado brasileiro!!!!!!!!!!!!!!
cláudio moreira

"Um filme um sonho,uma declaração de amor ao metal brasileiro

Brasil Heavy Metal !


O mais profundo trabalho de pesquisa sobre o nascimento e desenvolvimento da música pesada, jamais realizado no Brasil. Um resgate histórico com o objetivo de apresentar um retrato fiel de todos os caminhos percorridos em âmbito nacional.

O filme, em formato documentário, abordará o momento político, social e cultural do Brasil com ênfase na década de 80. Um panorâma do metal brasileiro em seu início, dificuldades, fatos curiosos, tendo como pano de fundo o fim da ditadura militar e a influência do Rock In Rio I (1985) no comportamento e atitude dos jovens.


Direção: Ricardo “Micka” Michaelis
Produção: IDÉIA HOUSE

www.brasilheavymetal.com/

www.myspace.com/brhmetal

http://twitter.com/brheavymetal

www.ideiahouse.com/"

Ilhados Aqui disse...

Como espectador e compositor amador acho que, no geral, os artistas de rock estão seguindo para dois lados distintos: ou fazem o que acham que agrada o público e acabam por não inovar, não oferecer nada muito interessante, ou fazem algo muito mais criativo e excitante, mas se limitam a ficar no underground, não pensam grande. E pensar grande significa botar um pezinho numa ordem, fincar num projeto, numa linha. Vejo artistas, baianos inclusive, desperdiçando potencial numa confusão artística sem foco. Falta equílibrio, o caminho do meio. Abraços, hugo http://ilhadosaqui.blogspot.com/

cebola disse...

Coisas bem boas na "cena" alternativa tem sim. Basta ainda ter saco de fuçar, de ouvir...Essas bandas de que falei aí em cima, por exemplo, são bem legais. Tem uma outra aí chamada Tame Impala, psicodelia pura, distorção, certo peso calculado, melodias perfeitas...gostei pra caralho. Seu disco novo, Innerspeaker, é uma belezura só...

cebola disse...

Quando os anos 80 estavam uma baba, coisa que concordo, ainda existiam, para quem tivesse paciência e saco pra buscar, coisas como Pixies, Husker Dü, Jason and the Scorchers, Sonic Youth, bla bla bla ...

cebola disse...

O próprio Teenage Fanclub, oras bolas!!

Franchico disse...

Pois é, sabemos que tem coisa boa no underground. Outro dia topei com uma outra chamada The Sky Drops, bem "indie clássica", um som lindão.

Mas é o tipo da coisa, é quase tudo derivativo e sem acrescentar muita coisa ao que já foi feito. Tudo o que está sendo feito hj já foi feito, no mínimo, há 15 anos atrás - e muito melhor. Cadê os Pulps, os Jesus, os Echos, os Pixies e os Teenage Fanclubs desta geração? Não tem. Não apareceu ninguém nesta geração que me fizesse achar a anterior superada, como esses caras fizeram com a geração que precedeu. E isso é triste. É o fim da linha. É a involução. É a morte do rock.

teclas pretas disse...

chicão, nem tudo está perdido, tudo se renova. essa década já foi. que a próxima seja mais livre e interessante, dentro do rock/pop.

hugo, eu aceito o argumento. mas caminho do meio neste país, inexiste! e o que pode parecer "confusão artística sem foco" faz parte do processo criativo. o problema de muitos artistas aí é que t~em preguiça. de pensar. ficam em refrãozinho aqui e ali e música de 2:30. e escrevem sempre sobre a mesma coisa, falta alma mesmo.

confusão mental + logística = estética vanguardista. sem logística é sacerdócio mesmo. amém!

mas antes de pensar em mercado, neguinho tem é que parar e pensar: o que eu tô fazendo, soma ou SUBTRAI?
GLAUBER

Anônimo disse...

acho que a expressão artística vale por si só independete da questão mercadológica...senão as teclas pretas perderiam sentido e gláuber ficaria escravo eterno do passado nos dead billies...aliás, ali no final se perdeu o sentido existencial-artístico para ti,, mas não para os outros três escudeiros?! dois deles hj em banda festejada pelos moderninhos de plantão, mas qdo vão para a rua no carnaval a massa infelizmente não prestigia...já o casca tem hj certo prestígio, mas não consegue estourar a bolha divisória entre o alternativo e o mainstream...fato idêntico acontece com ronei e sua banda neo realista italiano...enfim...para aqueles que são colocados por gente do meio como a santa trindade do rock baiano dos anos 00, em termos de inserção mercadológico, é bom verificar que o caminho ainda é muito longo se eles querem alcançar o povão ou até a moçada de tonalidade nerd+emo de plantão da zona sul paulista e filiais pelo brasil...não troco os três pela tosquidão estética rocker do eterno retorno da estrada perdida...
cláudio moreira

Anônimo disse...

acho que a expressão artística vale por si só independente da questão mercadológica...senão as teclas pretas perderiam sentido e gláuber ficaria escravo eterno do passado nos dead billies...aliás, ali no final se perdeu o sentido existencial-artístico para ti,, mas não para os outros três escudeiros?! dois deles hj em banda festejada pelos moderninhos de plantão, mas qdo vão para a rua no carnaval a massa infelizmente não prestigia...já o casca tem hj certo prestígio, mas não consegue estourar a bolha divisória entre o alternativo e o mainstream...fato idêntico acontece com ronei e sua banda neo realista italiano...enfim...para aqueles que são colocados por gente do meio como a santa trindade do rock baiano dos anos 00, em termos de inserção mercadológico, é bom verificar que o caminho ainda é muito longo se eles querem alcançar o povão ou até a moçada de tonalidade nerd+emo de plantão da zona sul paulista e filiais pelo brasil...não troco os três pela tosquidão estética rocker do eterno retorno da estrada perdida...
cláudio moreira

osvaldo disse...

quem (ainda) esta procurando o mesmo significado que o rock ja teve no passado nas bandas, artistas ect de hoje, esqueça. quem gosta da sonoridade e dos milhares de estilos e sub-culturas gerados pelo rock, principalmente, a partir dos 60, esta tendo dias gloriosos. o rock de hoje ( falo da musica), nas suas infinitas variaveis, esta , como diria joaozinho inverno, alive and (very) well.quem cansou de esperar uma repetição da revolução de costumes nos moldes que o rock liderou no passado, esta tendo muito prazer auditivo.quem não consegue ouvir a musica feita e disponibilizada nos dias de hoje, de willie nelson, leonard cohen e dylan, às novissimas bandas (olhaí nei!), hypadas merecidamente ou não, não sabe o que esta perdendo, ou, nunca gostou da musica de verdade.

Anônimo disse...

prefiro me manter fiel ao sentimento conceitual de música como expressão da alma - por mais pueril que isso possa parecer aos homens da indústria e mesmo que ela seja um produto comerciável na engrenagem industrial - do que me render aos modismos imediatistas ou saudosistas...enfim, de costas aos maneirismos do mercado e mergulhado no mundo interior é possível inventar, desconstruir e reconstruir a fruição artística dando "banana" para o modismo da indústria cultural: esse câncer comportamental do capitalismo...sei que sem ele a música pop não teria sobrevivido mercadologicamente, mas o renego filosoficamente...em qualquer época sempre seria um "lobo da estepe" da fruição musical...
cláudio moreira

teclas pretas disse...

claudio, procuro pensar acima da questão de gosto pessoal e não entendo até hoje, sua birra com os retro. quando faço uma crítica [construtiva] ao que está rolando, não estou falando de bandas como a retrofoguetes, em absoluto.
GLAUBER

cebola disse...

brahma. É isso!

teclas pretas disse...

moçada, olha esse texto de david byrne:

http://www.mudernage.com.br/?p=38

GLAUBER

cebola disse...

Agora, sério. Vejam esse clip. É uma banda de guris, acreditem. neo-psicodelia de alta voltagem. A partir do clip, vejam os outros. Baixei um disco deles chamado Innerspeaker e não paro de ouvir. Não sei se é hype, mas eu gosto. E muito!
http://www.youtube.com/watch?v=vxvf7gR4-2M

cebola disse...

AH! A banda se chama Tame Impala

Nei Bahia disse...

Não sei quem foi que disse aí por cima, mais o que tá faltando, por que, eu não sei, é ambição mesmo!

Acho que é produto desse mercado musical louco, que na verdade só foi bom pra o ouvite, que tem no PC a sua "Perfect station radio", e para o artista ruim. Em outros tempos nossas bandas preferidas já estariam alçando outros vôos.

teclas pretas disse...

ainda bem que a tecnologia propiciou o surgimento dos myspaces e e-radios da vida. imagina se público e artistas estivessem ainda totalmente subjugados ao que toca nas rádios tradicionais?

sem internet, salvador é inviável.

se o sujeito leva uma música pra tocar na rádio "comercial", é dirigido para a o setor financeiro [desde sempre!]. de onde viria o dinheiro para pagar jabá em rádio e tv? das vultosas doações dos fans? dos milhões arrecadados com couvert artístico em casas como a boomerangue no curto período em que elas existem?? só quem tá tentando divulgar sua banda sabe como a banda toca. o buraco é sempre mais embaixo.

mas antes de falar em mercado, talvez seja pertinente verificar o que acontece com a qualidade [em todos os sentidos] das novas e velhas bandas, tanto no mainstream quanto no underground, que já pode mudar de nome para playground. pra começar, as letras precisam melhorar e muito! de nando reis a ludov. e olhe que estou falando do que é considerado pela maioria como algo "sofisticado". falta é criatividade e sobra preguiça de pensar.

quantos sub-los hermanos existem em cada esquina deste país? eles são bons [além de serem, junto com a nação zumbi, os únicos piratas na indústria, a partir do bloco do eu sozinho], mas os subprodutos...pssss.

não sou saudosista, não se trata disso. trata-se de diagnosticar os problemas que existem hoje e procurar resolvê-los, sem se dobrar a um mercado infantil [o do brasil], sem perder o sentido de se fazer o que se possa chamar de arte.

GLAUBER

osvaldo disse...

se ja estava ruim... R.I.P Boomerangue. Reabre como loja de decoração (ou coisa parecida) sexta foi a despedida. Os ex-donos suspiram aliviados e satisfeitos.Mais uma coisa para a serie "Salvador ja teve...". E Cebleuris Tame Impala é bem legal sim, valeu a dica. E esta de Glauber é antologica; Salvador sem internet é inviavel!

Anônimo disse...

não é a internet que vai nos salvar, mas sim a subjetividade revigorada aliada a uma vontade de fazer...senão, glauber e bramis, melhor tomarem o caminho do aeroporto e assumirem o status de cidadãos de segunda no velho mundo...
como dar certo a boomerangue?! uma casa noturna que mantinha um padrão de preços um pouco acima dos padrões de consumo das pessoas que curtem pop/rock na cidade?!
a retrofoguetes, glauber, para mim não é nada acima ou abaixo do que realmente é: um trio instrumental inventivo, mas celebrado excessivamente em detrimento da cegueira para outras coisas boas e até melhores que rolam...ou será que teremos uma reunion tour dos dead billies à vista, é isso?! espero que não...certas coisas são melhores quando ficam na memória mesmo...
cláudio moreira

teclas pretas disse...

concordo, claudio. reunion nem pensar!
GLAUBER

Ernesto Ribeiro disse...

A capa dos anos 70 já diz tudo: o SOUL do Jackson 5 vendido como ROCK junto com a bosta de vaca fumada pelos fãs do Pink não Fode nem sai de cima...


...e NADA de Sex Pistols e The Clash e Runaways.


Mais um livro de merda pra enganar os ignorantes...