terça-feira, setembro 27, 2005

THE BIG MUSIC- CRF 2005

Li em algum lugar, não lembro onde, que o Mercury Rev ocupa hoje na musica popular americana o lugar que um dia foi da Band.Lógico que depois de feitas as devidas resalvas, sendo que a Band era uma banda que trabalhava mais a 'musica de raiz' e o Mercury Rev( 30 anos depois) trabalha com um mosaico de referencias do que se convencionou chamar de rock alternativo. A comparação entre as bandas, que inicialmente pode parecer absurda, faz sentido quando se enxerga que as duas bandas, cada qual na sua época e no seu contexto, reprocessam e sintetizam os elementos disponíveis da musica pop criando e apontando novas direções pro Rock.. Foi assim com 'Music from Big Pink', e , mais uma vez descontados os contextos, foi assim com com 'Deserter`s Songs' .
Curitiba Rock Festival 2005, eu e Messias (responsavel da pilha de ir ver o Rev) saímos de Salvador pela cada vez mais Vaspiana Varig, com um atraso de 2 horas, pegamos uma conexão em Sampa pra Curitiba onde uma frente fria deixava a cidade com uma temperatura de 15° e baixando cada vez mais.O festival este ano foi transferido da pedreira para o Curitiba Master Hall devido a uma menor procura de ingressos, o que acabou sendo melhor devido a chuva que caiu no domingo . O Curitiba Máster Hall, que a principio nos causou uma impressão não muito boa, se revelou adequado para o tamanho do publico que foi, depois que vimos que o local era maior do que pensávamos inicialmente. Mas, o lance de ter um só palco(!!?) e só um local que vendia comida(!!?) realmente depôs contra a fama e a marra do CRF, afinal de contas a cidade que faz o festival só com bandas internacionais exclusivas e que esnobou o Placebo porque o Claro Que é Rock levou a banda pra outras cidades.Isto sem falar na péssima cerveja que era vendida com exclusividade, uma tal de Conti ( segundo Messias conte outra). Mas foram os únicos senões, por que no resto o CRF merece o titulo de festival alternativo mais cool do país.
A europeizada Curitiba, é cool tanto no sentido literal como no sentido figurado, tendo um publico jovem bem informado e ávido por novidades, principalmente na área do rock, uma vez que não existe como no Rio e na Bahia, ritmos locais como samba e axé, pra dividir a atenção da galera e dos patrocinadores.
Chamou atenção a maneira fria como o publico recebia as bandas nacionais, e mesmo o line-up brazuca não sendo dos mais felizes, a frieza do publico era escancarada.Baixas como as de Lobão, Leela e Hurtmold não colaboraram, e o caso do Hurtmold foi emblemático.As bandas brasileiras foram proibidas de passar som, e o Hurtmold se recusou a tocar em protesto.E o som das bandas de abertura estava invariavelmente embolado.Cidadão Instigado e Acabou La Tequila foram as bandas brasileiras que tentamos assistir no primeiro dia de festival, mas o som não tava legal, e depois de 4 musicas íamos tomar um ar. 3500 pessoas lotaram o Máster Hall para ver os über-nerds Weezer.O publico bem jovem e moderninho ovacionou o Weezer, que com o som alto e nítido, desfilou seus hits ganchudos para delírio dos nerds moderninhos de todo o país em foram ver os caras. Não é uma banda que eu sou fã, mas os caras fazem bem o que se propõem a fazer, e ao vivo a banda tem peso e manda ver, enfim, não vacilam e fazem um show bastante legal.
Mas o segundo dia, chovendo e com 10° de temperatura, é que foi o ponto alto do festival. Mais uma vez o som das bandas de abertura tava embolado, mas quando os dinamarqueses dos Raveonettes subiram ao palco, o som já estava legal, e banda mandou um ataque furioso com 3 guitarras, com a sonoridade calcada em cima do Velvet Underground e Jesus & Mary Chain, com uma vantagem, a blond-bombshell Sharin Foo, que alem de tocar guitarra e cantar muito bem, tem um star quality que não deixava ninguém tirar os olhos de cima dela.E a essa altura 2.200 pessoas, publico também moderninho mas um pouco mais velho e variado, já estavam no local e consagraram a explosiva apresentação da banda , que ficou visivelmente emocionada.
Falei pra Messias que o Mercury Rev não ia suplantar aquilo, porque afinal de contas o Rev era uma banda menos 'rock' que os Raveonettes.Qual nada.
O set do Rev, que faz um som viajandão, longe de ser rock triste, alavancado pela qualidade musical absurda de seus integrantes e um impacto visual brutal garantido pela projeção de imagens alucinantes num telão no fundo do palco, foi impactante. Reunindo elementos de prog-rock, com a economia ensinada no punk, e o despojamento do rock alternativo, o afetado vocal Jonathan Donahue, encenava que regia a banda, que com um som grandioso e viajandão, aproximava a musica deles da visão da ' Big Music', que um dia Mike Scott dos Waterboys tentou fazer e não conseguiu.Ao mesmo tempo a musica, sempre em 'high places' continuava casando com a seqüência fantástica de imagens no telão, transformando o show num espetáculo. Fuckin- Tastic.

sexta-feira, setembro 23, 2005

Random Rock Notes

Volta e meia a mpb vira cult em círculos moderninhos britânicos e americanos.Com sua performance em The Life Aquatic, onde cantou versões em português para musicas de David Bowie, Seu Jorge é exotico da vez, despertando a curiosidade de alguns em relação ao nosso distante e estranho( e bota estranho nisso) pais. O novissimo queridinho da novíssima geração indie Andrew Thompson( meio hip-hop, meio pop, cheio de referencias), inspirado por Seu Jorge(epa!) fez uma lista dos melhores covers de artistas brasileiros para canções pop americanas.
Segue a lista:
1- Billie Jean- Caetano Veloso. Segundo Andrew, a versão de Caê, despojado da mega produção original de Michael Jackson, ganha em sutileza e expõe a tragédia de Billie Jean.
2- Its All Over Baby Blue- Gal Costa.Ele provavelmente deve estar se referindo a versão de Caê para o clássico de Dylan, que virou Negro Amor.Andrew adora a voz de Gal.
3- Secrets Life of Plants-Gilberto Gil. Andrew gostou da capa do acustico Mtv de Gil e ficou intrigado do cover de Gil pra musica de Wonder. Andrew achou o disco fantástico.
4- And I Love Her- Rita Lee.Alto lá Andy Boy, esta canção é inglesa, e não uma american pop song.Esses americanos e a mania de se acharem donos de tudo.
5- I`m Wishing-Moreno Veloso. Agora chega Andrew.Acho que deu( lá ele).

Lista de dez dos mais quentes designers gráficos em atividade hoje.Nao saco muito de
design, mas esta lista é dedicada aos amigos ligados em design.
Chuck Anderson -- www.nopattern.com
Rob Chiu -- www.theronin.co.uk
Nigel Dennis -- www.electricheat.org
Andy Dixon -- www.thechemistrydesigns.com
Dustin Amery Hostetler -- www.upso.org
Jemma Hostetler -- www.prate.com
Karen Ingram -- www.kareningram.com
Michael Perry -- www.midwestisbest.com
Jakob Printzlau -- www.plastickid.dk
Eduardo Recife -- www.misprintedtype.com

Pra terminar 3 dicas de zines eletrônicos fuderosos:

- Love, Chicago (Issue 1): http://www.lovechicago.org-pdfs-LC_Ish1.pdf.
Dedicado a cena indie de Chicago
-{ths} Beast Magazine: http://www.ths.nu/beast/magazine.html.
Focado em design ilustração , fotografia e outras coisitas criativas.
-Media Reader (Issue 7): http://www.mediareader.org/PDF/MediaReader7.pdf.
Zine com conteudo politico independente.
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segunda-feira, setembro 19, 2005

NÃO VAI HAVER AMOR NESSA PORRA NUNCA MAIS

MARCELO NOVA, OS KOYOTES E THEATRO DE SERAPHIN NO ROCK IN RIO CAFÉ, 17 DE SETEMBRO DE 2005.

Não poderia deixar de começar esse artigo sobre mais um show no Rock in Rio Café de outra forma, que não reiterando, ou melhor, retificando, poderia dizer até, remixando, minha opinião sobre a citada casa de espetáculos: OK, então o Rock in Rio não é uma espelunca. Mas seus administradores o administram como se fosse tal coisa. Antes dos shows e ao longo dos intervalos, o som da casa nunca variou muito do pior bate estaca de boate de playboy ao hip hop de butique, tipo 50 Cent. Isso numa noite dedicada ao rock, o que irritou a maioria das pessoas com quem falei. Um dos organizadores do show me disse que quase saiu na mão com o DJ da casa, que se recusou terminantemente a tocar qualquer coisa minimamente parecida com rock. "Só pode ser pirraça", disse. Nem ao dono do Rock in Rio, segundo essa pessoa, o bendito DJ obedeceu. Além do repertório de péssima qualidade, a maldita luz estroboscópica continuou torturando meu juízo nos intervalos. (Para não dizerem depois que eu não disse nada de positivo, a uma certa altura da noite, uma área aberta foi disponibilizada para quem quisesse tomar um arzinho, o que, devo acrescentar, foi um dos achados da noite. O outro achado eu digo mais adiante). Mas ninguém tava lá para ouvir banana de DJ nenhum, era noite de Marcelo Nova e seus Menudos From Hell, Koyotes e Theatro de Seraphin. Esta última foi a primeira a se apresentar, causando boa impressão no público, que já começava a lotar a casa. Público aliás, bem eclético. Sua maior parte, com certeza, não freqüenta a cena rock da cidade e compareceu atraída pelo ex-vocalista do Camisa de Vênus e ex-parceiro de Raul Seixas. A Theatro, primeira banda a se apresentar na night, tá redonda, todos os integrantes portam uma segurança sobre o palco que denuncia sua experiência de anos de rock. O baterista Dantas, se não me engano, o mais o novo no ofício do rock, hoje parece mais com o ótimo músico que entusiastas como Cláudio Esc louvavam há um ano atrás, talvez simbolizando a evolução que a banda como um todo experimentou, o que concedeu mais dinamismo no som. Arthur Ribeiro canta bem com sua voz rouca, passando muito sentimento com sua performance algo atormentada (e legítima, diga-se). Fãs que parecem de fora do círculo de amizades dos integrantes também dão as caras e reagem na platéia, pulando, gritando e aplaudindo, resultado do bom trabalho de divulgação boca a boca, via internet e dos muitos shows já feitos na cidade. É bom vê-los crescendo. Depois do show dos Seraphins, após uns 20 minutos - ou mais - de bate estaca no juízo ("Mas aqui não é o Fashion Club?", perguntaria um incauto), os Koyotes de Miguel Cordeiro sobem ao palco. Nunca tinha visto nem ouvido a banda, que conta com Tony da São Rock na bateria mais um guitarrista e um baixista que, perdão, não sei o nome. Miguel canta e toca guitarra com tesão, demonstrando sua nítida verve loureediana, tanto nos acordes quanto no jeito de cantar quase discursando, resultando em um som bastante similar - no bom sentido - com o do bardo novaiorquino. Não me pareceu banda de levantar o público com refrões ganchudos e animados, divertidos. Não parece ser esta a proposta dos Koyotes, que privilegiam muito mais a poética urbana de Miguel Cordeiro com aquela pegada seca de um Velvet Underground. O som estava alto e claro, favorecendo à quem estava interessado, prestar atenção nas letras inteligentes, com certeza uma das atrações da banda do colaborador Clash City Rocker. A conferir com mais atenção. Rolou também um cover bacana de Like a rolling stone com a participação de um saxofonista, mas não sei dizer quem é, nesse momento eu num tava por perto do palco, não deu para eu ver. Acho que foi nessa hora que minha mulher achou R$ 5 no chão. Perguntei para nossos amigos que estavam por perto se era de alguém e olhei a nota contra a luz, em busca de indícios, traços que denunciassem sua procedência, mas nada. Embolsei o dinheiro. Se alguém aí que tá lendo perdeu R$ 5, eu só tenho uma coisa a dizer: perdeu, malandro, perdeu! Mais uns bons 40 minutos (ou pelo menos foi essa a minha impressão) de tum-tsi-tum-tsi-tum-tsi-tum-tsi depois, Marcelo Nova sobe ao palco. O som está mais alto, às vezes fazendo o ouvido zunir. O show começa bem, Marcelo entra em campo com um time jovem e cheio de gás, com toda a torcida a favor, gritando seu velho grito de guerra, "bota pra fuder", coisa e tal. Após uma música de abertura que meus neurônios não registraram, Marcelo emenda Hoje, do Camisa de Vênus. A casa cheia vai abaixo, o público grita o refrão a plenos pulmões: "me diga as horas / eu vou embora / hoje / eu tô atrasado". E foi mais ou menos assim o resto do show. Nas músicas mais conhecidas do Camisa, o público enlouquecia e cantava junto todas as letras. A banda aproveitava e aí cometia uma das coisas mais chatas que alguém pode fazer num show: espichava as músicas, criando espaços para o público cantar junto só com a bateria ou fazendo breques para a turba gritar o refrão. Sinceramente, eu acho que isso cansa mais do que anima, pois as músicas ficam longas demais, o show perde em dinamismo e fica mais burocrático. Suponho que um macaco mais-que-velho como Marcelo Nova deveria saber disso. Para piorar, nas músicas da carreira solo de Marcelo, em pelo umas duas delas, menos conhecidas, a banda executou longas e arrastadas passagens instrumentais. Foi aí que aquela áreazinha aberta de que falei anteriormente foi de grande valia. Ligeiramente entediados, eu mais duas ou três pessoas nos aboletamos a céu aberto e ficamos ouvindo o show de lá de trás. Não me entendam mal, eu ouvi muito Camisa de Vênus na adolescência, sou fã de Marceleza e toda sua poética, inteligência e coragem de sempre dizer o que pensa. Respeito com o homem. Mas assim como ele, eu não teria mais moral de escrever nesse espaço se chegasse aqui e dissesse que o show foi uma maravilha, coisa e tal. Não foi. Pelo menos, não para mim. Mais pro fim, voltei para dentro e assisti o resto do show. Alguns momentos foram mesmo apoteóticos, como O Adventista e Sinca Chambord, quando era possível sentir o lugar todo vibrando com o público enlouquecido, uma energia da porra no ar, coisa que só quem tem uma estrada como a de Marcelo Nova é capaz de causar. Foi isso.

Agradeço ao companheiro Osvaldo Braminha pelos ingressos de cortesia pra mim e minha senhora. Valeu, Bramis!

sexta-feira, setembro 16, 2005

Frase da semana: "A Bahia é um estado de terceira divisão".

Marcelo Nova, n'A Tarde de hj, 16 de setembro de 2005.

Como diria o sábio Franciel Cruz, Palavras de Salvação.

Agora diz que o tal do Bocão, um qualquer aí, radialista que tem um programa numa tv dessas aí, mostrou a página do jornal agora há pouco no ar e esbravejou: "isso é um absurdo, esse senhor Marcelo Nova não tem moral para falar da Bahia, ele nem mora aqui! Diga dois sucessos de Marcelo Nova! Se a Bahia é de terceira divisão, ele é de décima!" entre outras pérolas do tipo.


AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Ai, ai, deix'eu enxugar as lágrimas dos olhos, só um momento.

Pronto. Não vou comentar os comentários desse senhor Bocão, primeiro por que não sou masoquista, portanto, não ouço rádio na Bahia. (Eu só ouvia nosso saudoso Rock Loco, claro). Mas é interessante a sua reação. Me lembrou aquele filme do Luís Buñuel (de quem esse senhor Bocão nunca deve ter ouvido falar), O Anjo Exterminador. Nele, um grupo de burgueses de alta sociedade se reúnem num salão para um jantar chique, mas depois, ninguém consegue ir embora. O jantar já acabou, os restos de comida já apodreceram sobre a mesa, os convivas começam a ter reações bárbaras, mas as madames não perdem a pose nem largam das jóias da família.

Tá tudo acabado, vivemos sobre os restos de uma política de terra arrasada, mas ninguém aqui parece querer abrir os olhos para a realidade. Nosso Katrina já passou e parece que tem gente que até hoje não se deu conta disso.

Enquanto isso, nas recepções de Lícia Fábio......

quarta-feira, setembro 14, 2005

PUT ON YOUR RED SHOES AND DANCE THE BLUES

Dance o blues, o rock, o xaxado e o foxtrot, por que esse fim de semana tá mais agitado que o congresso nacional, malandragem. No sábado tem Marcelo Nova, Theatro de Seraphin e os Koyotes no Rock in Rio Café e no mesmo dia, tem mais uma edição da Festa Nave no Miss Modular. Acho difícil conciliar os dois programas de forma satisfatória na mesma noite, mas você pode tentar, caso tenha o pique (e a grana). No Miss Modular, Luciano Matos destaca a estréia de novos DJs. No Rock In Rio, Mister Nova promete uma noite rock ?n roll de gente grande, como deve ser. Wah-bap-lula-wah-bop-beim-boom. Escolha sua night e se jogue. Ou arrisque ir nos dois. Quem sabe?

Serviço: MARCELO NOVA E BANDA, THEATRO DE SÉRAPHIN E KOYOTES17 DE SETEMBRO (SÁBADO), 22H R$15 (PISTA) E R$30 (CAMAROTE)ROCK IN RIO CAFÉ - AEROCLUBE.

Serviço Festa Nave:
PRÓXIMO VÔO: 17/09. Discotecagem até amanhecer em 2 pistas simultâneas, com os Djs: Pista 1: Gabi Perdicta/ Boris/ Lucas Albarn/ Batata/ Pista 2: Ramon Prates/ Janocide (especial Beatles)/ el Cabong 17.09.2005 23h R$10 (R$8 até meia-noite) Miss Modular Morro da Paciência, 3810, Rio Vermelho Salvador-BA Contato: festanave@gmail.com Blog: http://festanave.blogspot.com Fotolog: http://www.fotolog.net/nave_

SANGRIA TOUR 2005 - A banda Sangria partiu ontem rumo à Belo Horizonte, onde toca hoje, quarta-feira, na tradicional clube de rock A Obra. Amigo meu mineiro, com quem trabalho no momento, vaticinou: "Ih, se vão tocar n'A Obra, boa coisa não deve ser". E não é mesmo, malandro. Os caras são maus, muito maus. Na seqüência, eles partem para São Paulo, onde devem gravar o Banda Antes e a aparecer também no Pulso, na MTV, Lá mesmo, tocam também uma data (acho que domingo) no Outs, inferninho freqüentado pela nata do underground paulista. Boa sorte aos chapas da Sangria e que voltem com novas cartas na manga. (Né por que os caras são meus brothers não, mas ouvi umas músicas novas, recentemente gravadas, e é bastante sensível a evolução nas composições da banda, desde aquele primeiro EP com 4 músicas, lançado há um ano atrás. Sério, porra.)

BOA MERDA - Latrina onde Ozzy Osbourne cagou durante anos vai à leilão no eBay. Aqui.

WILCONSOLO - Quem, assim como eu, não vai pra banana de Tim Festival nenhum e gosta da banda americana Wilco, uma das melhores atrações do Festival, já tem um consolo. A banda vai lançar um CD duplo ao vivo, chamado Kicking Television. O disco trará hits (para os fãs da banda, claro), como Jesus etc, A shot in the arm, I'm the man who loves you e Heavy metal drummer, entre outros. Beleuza, tomara que saia por aqui. Leiam a notícia completa no portal Dynamite , aqui.

Ô CRIDÊ! FALA PRA MÃE! - Ronald Golias, ídolo de Didi Mocó, um dos gigantes do humor brasileiro e uma das criaturas mais feias do mundo, tá mal no UTI de um hospital em São Paulo. Aos 76, anos, o humorista sofre de infecção generalizada. Vez em quando eu até vejo ele naquele seriado Meu Cunhado, trash total que passa não sei o dia no SBT. Ainda dá tempo de fazer uma fezinha no Bolão Pé na Cova do site Cocadaboa. Leiam a notícia na Folha, clicando aqui. Junto com Costinha e Ary Toledo, Golias forma uma espécie de santíssima trindade do melhor humor politicamente incorreto brasileiro. Gênios como não se fazem mais.

O RETORNO DA ORQUÍDEA - Orquídea Negra, obra prima de Neil Gaiman e Dave MacKean, publicada pela DC Comics no final da década de 80 (aqui, pela Globo), será republicada em edição de luxo com capa dura pela Ópera Graphica pelo tiro de R$49. Altamente recomendada. A notícia está aqui. Aliás, vocês já leram a belíssima edição especial Criaturas da Noite, do mesmo Neil Gaiman e Michael Zulli? A linda edição da Ediouro traz dois contos publicados no livro Fumaça e Espelhos, quadrinizados pelo traço rebuscado de Zulli. Tá nas bancas, me'rmão, se liga. E nem tá tão cara assim: R$14,90. Vale cada centavo. Saiba mais.

CRISE? QUE CRISE? - Crise de Identidade, minissérie que abalou as estruturas do Universo DC (envolvendo o estupro e assassinato da esposa de um super herói de segunda linha) e foi fartamente saudada pela crítica especializada, está chegando esse mês ainda (espero), pela Panini. Olho na banca.

BREVE - Resenhas sobre os álbuns The Authority e Planetary (facilmente encontráveis na Siciliano), do fantástico escritor Warren Ellis, maníaco insano dos infernos.

quinta-feira, setembro 08, 2005

CAVALHEIROS FORA DE SÉRIE

Segundo volume da Liga de heróis vitorianos de Alan Moore é mais um petardo extraordinário.

Vivemos em um mundo em constante mutação. As mudanças são muitas e vão se atropelando. Pretos viram brancos, brancos querem ser negros, aliados se tornam inimigos, velhos se travestem de jovens, crianças se disfarçam de adultos, valores até ontem importantes, hoje não valem sequer um peido num elevador. Em um mundo tão inconstante, é um conforto saber que, faça chuva ou furacão, ler uma obra escrita pelo senhor Alan Moore será sempre - sempre - um enorme prazer. O amigo e a amiga leitora devem guardar um conselho deste redator, ainda que tal ato - dar conselhos - tenha se tornado uma prática absolutamente desaconselhável nos dias que correm: ao se deparar com uma obra assinada pelo senhor Moore, seja em uma banca de revista, livraria ou sebo, não a deixe passar impune: tome-a em mãos, investigue-a. Melhor mesmo compra-la logo, se puder. Mas eu tô me perdendo. Voltando à Terra. Ou melhor: voltando à Marte. Em A Liga Extraordinária Volume II, Moore e o desenhista Kevin O'Neill retornam à ação com a equipe formada por personagens extraordinários de clássicos da literatura de aventura do século XIX. Mais especificamente, (anti)-heróis surgidos na Era Vitoriana, como Alan Quartermain (de As Minas do Rei Salomão, de H. Rider Haggard), Hawley Griffin (O Homem Invisível, de H. G. Wells), Dr. Jekyll/Mr. Hyde (O Médico e o Monstro, de Robert Louis Stevenson), Mina Harker (Drácula, de Bram Stoker) e Capitão Nemo (20 Mil Léguas Submarinas, de Júlio Verne). Eles foram reunidos no primeiro volume por um gordinho enviado pelo serviço secreto britânico chamado Campion Bond, cujo sobrenome é só uma amostra do tipo de referência que o autor de Watchmen usa para temperar sua fantástica sopa à base de literatura, pulps e Era Vitoriana. Ajuda na leitura ser meio rato de cultura inútil e ter passado a infância assistindo Disneylândia, Sítio do Pica Pau Amarelo e coisas do tipo na TV, além de gostar de ler desde guri. Logo no primeiro capítulo (de seis), somos levados ao planeta Marte, onde John Carter (aventureiro espacial criado por Edgar Rice Burroughs, mais conhecido por ter criado Tarzan), surge combatendo, ao lado de um outro terráqueo chamado Gullivar (desconheço a referência exata, mas deve ser mesmo o Gulliver de Jonathan Swift), uma raça de alienígenas malignos similares à moluscos. Ao se aproximar das naves dos bichos, elas decolam, claro, direto para invadir a (Ingla)Terra. Dispostos a detonar. Moore conduz seu conto de invasão extraterrestre usando de todo o seu habitual domínio absoluto das atenções do leitor, sempre focando sua narrativa nos personagens da Liga, explorando suas características e criando conflitos entre eles em diversas subtramas paralelas que convergem para um desenlace em comum de forma brilhantemente arquitetada. Como de costume, aliás, nas obras do senhor Moore. Destaque para a genial e escrotíssima seqüência do acerto de contas entre o inescrupuloso Homem Invisível e o instável monstro psycho Mr. Hyde, quase uma espécie de Hulk do século XIX, muito mais refinado, claro. As coisas não terminam bem no confronto com os E.T.s, a Liga sofre baixas no fim, rola uma traição entre eles, um caso de amor e um estupro, além da participação especial do Dr. Moreau e suas criaturas híbridas, direto do livro de H. G. Wells, numa das melhores e mais arrepiantes passagens de mais esta obra extraordinária do mago de Northampton. A caprichada edição da Devir pode não ser barata (R$ 49), mas compensa pela qualidade editorial. Encadernação e papel de primeiras e extras preciosos, como a reprodução de todas as capas das seis edições originais americanas, portraits de página inteira dos personagens principais, uma página em preto e branco para colorir, passatempos, um cartão de natal, biografias fictícias dos autores, um jogo destacável de tabuleiro do tipo ludo (para jogar com um dado) e mais apêndice de 50 e tantas páginas intitulado Almanaque do Novo Viajante, que narra em capítulos divididos com os nomes dos Sete Continentes, as impressionantes anotações e descobertas dos integrantes da Liga Extraordinária em suas expedições, desde sua primeira formação, no século XVI, até a que conhecemos, do século XIX. Tudo naquele texto tremendamente elegante - dentro dos intencionais estilo e tom exacerbadamente britânicos - do autor de A Piada Mortal. Aí o leitor mais ranheta fica naquela eterna dúvida: "sim, mas é melhor que Watchmen e V de Vingança?". Ah, meu amigo, pare de olhar para o passado e veja o futuro dos quadrinhos aqui e agora, pois seu nome continua sendo Alan Moore. Desculpem o comentário estúpido, mas nada no Volume II da Liga é menos que extraordinário e não merece mesmo outra nota, que não um redondo DEZ. Na falta de notação mais elevada. (Mas quem sou eu para dar 10 pra Alan Moore? Ah que banana, vão ler essa bagaça, vão.)

A LIGA EXTRAORDINÁRIA VOLUME II, DE ALAN MOORE E KEVIN O'NEIL.
America's Best Comics / Ed. Devir. 222 páginas em cores. R$ 49,00. Nas livrarias.

AINDA MOORE - Quem sabe o que é bom nunca se satisfaz e com Alan Moore é assim mesmo. Deu no Omelete que a editora americana Airwave vai publicar um livrinho de 80 páginas que consistem unicamente de um puta entrevistão com o autor de Tom Strong feita pelo jornalista Bill Baker, onde Moore aborda sua relação com a magia, cultura e como produzir quadrinhos de qualidade, entre outras cositas. Essencial. Será que sai no Brasil? Leiam aqui.

PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DE ROCK - Recebi pelo correio, do meu amigo Dino Ribeiro, que reside em Londres há uma cara, uma matéria de capa dos Pixies publicada na revista dominical do jornal The Guardian. Assinada pela jornalista Laura Barton, a matéria flagra os Pixies em estado de graça, com os pingos nos is da complicada relação entre Frank Black e Kim Deal devidamente pingados em seus lugares. O gordinho careca admite que agiu mal na primeira encarnação da banda em relação à baixista, reconhecendo nela hoje uma certa star quality que ele não admitia quando mais jovem: "A verdade é que, na época, eu não admitia o quão carismática é a Kim Deal. E quão atraídas as pessoas ficam por ela. No palco, ele pode nem estar fazendo nada, não está nem tocando, apenas fumando um cigarro e nego fica maluco lá embaixo. Na época, aquilo simplesmente parecia uma coisa que estava lá só para me irritar. Agora eu reconheço isso como um bem. Estou mais velho e é tipo: OK, já entendi. Tem um tipo de star quality rolando ali". Em outra passagem ótima, a estrela Kim Deal desmistifica sua imagem de produtora ligada à bandas como Guided by Voices e Brainiac, entre várias outras do underground ianque: "Eu ia ao estúdio comprar maconha e a banda me creditava como produtora no CD". É interessante notar também que, mesmo conhecidos no mundo inteiro, tendo feito shows em tudo que é país da Europa e por toda a América do Norte, nenhum integrante da banda parece ter ficado rico. Tirando o líder Frank Black (o único que construiu uma sólida carreira solo), todos passavam por dificuldades financeiras antes de voltarem com a banda. Kim Deal chega a brincar durante a entrevista, ao contar como soube da reunião: "Eu estava visitando Kelley (irmã gêmea e parceira na banda Breeders). Ela mora tipo uma milha da"... Aí ela encosta a boca no gravador e fala pausadamente: "Eu moro com meus pais, OK? Eu moro com papai e mamãe, eu sou uma perdedora". O baterista David Lovering também passava maus bocados com sua carreira de mágico, não muito bem sucedida. Já o guitarrista Joey Santiago morava em Los Angeles, onde sobrevivia criando trilhas sonoras para desenhos animados e seriados vagabundos de TV. Agora eles estão de volta e felizes da vida. Para Frank Black nem parece que onze anos se passaram entre 1993 e 2004. "Na verdade, parece que foram apenas 2 anos", diz.

FORA DE ÓRBITA - Texto recebido por email de uma moça chamada Elisabete:

Dando continuidade ao Rock'n San Cation, teremos nesta Sexta, 09/09/2005, o DJ Cristiano comandando mais uma vez as pickups fazendo as obras de JC Barreto e o publico vibrarem. Gostaríamos de agradecer de antemão à banda Meteora que fez um belíssimo show em 26/08 e prometeu voltar pra lançar seu CD e Vídeoclip até o final do ano(Vocês serão sempre bem vindos!!!). Semana passada contamos com a apresentação da Roots Nyabinghi (que apresentou seu novo CD e distribuiu muitos autógrafos após o show), tivemos também exposição das obras dos artistas Joas Melo e Solange Cruz e as já tradicionais canjas dos artistas presentes nos eventos. E para quem ainda não sabe, a primeira remessa dos alimentos arrecadados junto ao público já foram entregues(fotos em breve),no sábado dia 27/08/2005, ao Sr. Evandro, representante oficial da Igreja Batista de São Caetano. Lembrando que essa doação faz parte da campanha Rock em Ação Social, numa parceria firmada em julho de 2005 entre a Banda Órbita Zero e o artista plástico JC Barreto. Nossos sinceros agradecimentos aos colaboradores, amigos, público e bandas que tem nos apoiado e contribuído para que o evento e a campanha aconteçam de forma tão grandiosa. É o Rock em Ação Social, PARTICIPE!!!!
ATENÇÃO!!! Ainda não fechamos a grade de setembro, se você tem banda e deseja participar entre em contato (71) 9915-0888 David/ 99366792 Bete.
Serviço:
Rock'n San Cation com Órbita Zero e convidados Dias: 09,16, 23 e 30/09(Sextas-feiras)Horário: 22:00Local: Café Ateliê JC. Barreto, Rua Direta do São Caetano, 491-A. (Galeria Céu Aberto, Fim de linha)Ingresso: 1 kg de alimento não-perecível (não vale sal) ou R$ 2,00 por pessoa
A VOTAÇÃO continua... A banda Órbita Zero, foi, pelo segundo ano consecutivo, selecionada para o Palco Nativo do Ceará Music. Somos a única banda de Salvador concorrendo a uma vaga no Festival. Quer ajudar? VOTE JÁ!!!
http://www.cearamusic.com.br/votacao/votar.asp?palco=nativo Nosso CD está à venda nos seguintes locais: Ajuda 39: 71 33211938, Berinjela: 71 33220247, São Rock: 7133352974, Andarilho Urbano: 71 34504533, Banca de Revista largo da Geral em São Caetano e nos shows. Entre na Comunidade Órbita Zero no Orkut: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=973800
Elisabete
Visite o site do Nordeste Independente:
http://www.nordesteindependente.com.br

terça-feira, agosto 30, 2005

PREVEJO UM TUMULTO

ROCK BAHIA BUZZ - Depois de meses de dúvidas, especulações e informações truncadas, a brincando de deus joga a toalha e anuncia uma parada nos shows por algum tempo, já que o guitarrista César Murray Vieira e Thiago Nego Play Aziz estão de mudança para São Paulo. Antes disso, sexta agora, 2 de setembro, tem show na Zauber com os sequelados da Sangria. Mas não ligue agora, pois no domingo (4), a brincando de deus gravará um disco ao vivo no bar que é o lar de (no mínimo) uma geração do rock baiano. Sim, segundo post do baterista Ricardo Cury em seu blog, o disco será gravado no Pós Tudo. Cury também garantiu que, "enquanto estivermos vivos, a banda não acaba". Mais não sei. A banda e Big Brother prometem divulgar maiores detalhes (tão pequenos etc) mais adiante essa semana. Por enquanto, a agenda é a seguinte:
Show Sexta Super com brincando de deus e SangriaDia: 02/09 (Sexta-feira) Horário: 22:00Local: Zauber (Ladeira da Misericódia - atrás da prefeitura - Centro)Ingresso: R$ 10,00 Informações: bigbross@terra.com.br / (71) 8116-5322
Clique aqui e concorra a ingresso pro show

ROCK BAHIA BUZZ 2 - Marcelo Nova, sua língua bifurcada e seu rock n' roll de entortar o cangote aportam em Salvador para show no Rock In Rio Café. Antes de Marceleza e sua gangue comemorarem os 60 anos de Raulzito, a bandas Theatro de Séraphin e Koyotes prometem esquentar o público. A Theatro já é velha conhecida dos palcos alternativos da cidade e faz rock de gente grande, recheado de simbolismos e referências à alta cultura, embalados em arranjos luxuosos e luxuriantes solos de guitarra (cortesia Cândido Nariga Soto Jr.). Já os Koyotes, confesso, nunca tive a oportunidade de ver ao vivo, falha que pretendo sanar neste dia, mas as referências são as melhores e eu estou animado. E tu?
MARCELO NOVA E BANDA, THEATRO DE SÉRAPHIN E KOYOTES
17 DE SETEMBRO (SÁBADO), 22H R$15 (PISTA) E R$30 (CAMAROTE)
ROCK IN RIO CAFÉ - AEROCLUBE.

ROCK BAHIA BUZZ 3 - Ninguém (que eu saiba) pediu, mas eles voltaram. A Maria Bacana, banda que só lançou um disco no fim da década de 90 pelo selo Rock It! de Dado Vila Lobos (e pouco depois implodiu) se reuniu e toca no Miss Modular com a sergipana Snooze, boa e respeitável guitar band, velha conhecida de palcos baianos e a Flauer, que não conheço. Arrisque, quem sabe? O sabadão no Miss Modular quase sempre vale a pena, mesmo.
BIG BEATS COM MARIA BACANA, SNOOZE E FLAUER - 10 DE SETEMBRO (SÁBADO), NO MISS MODULAR, 22H. R$10.

KERRANG TE VIU, KERRANG TE VÊ - Quando eu tinha 14 anos e não passava de um metaleiro punheteiro (que aberração das aberrações, também gostava de Smiths e Cure), a revista símbolo do movimento New Wave of British Heavy Metal, a Kerrang, era um verdadeiro bastião do som pesado. Iron Maiden, Metallica, Ozzy e cia dominavam suas páginas e se revezavam nas eleições de melhores do ano. Falou heavy metal, falou Kerrang. Pelo menos, assim o era naqueles verdes anos. Hoje em dia, a revista elege o Green Day a "melhor banda do planeta". Mudou o planeta ou a Kerrang? Leiam a notícia aqui: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u53012.shtml
(Na moral: GreenDay, Melhor banda do planeta? Parem o mundo que eu quero descer!)

40 YEAR OLD VIRGIN - Quem viu a comédia O Âncora, com Will Ferrel e diversos comediantes do programa Saturday Night Live, com certeza reparou no personagem do homem do tempo, um mané de óculos totalmente nerd, manipulado como um garoto de recados por quase todos os outros personagens do filme e responsável por quase me fazer urinar no pijama com cenas de fazer até monge budista perder a elegância e cair na gargalhada. Pois então, Steve Carell, o ator que faz o tal personagem, está liderando as bilheterias americanas há duas semanas com o filme The 40 year old virgin, onde faz um balconista colecionador de gibis e bonequinhos, que ainda é virgem aos 40 anos, como entrega o título do filme. Promete. Enquanto isso, se vc curte comédias de riso frouxo, compareça à locadora mais próxima, alugue O Ãncora, vista sua fralda geriátrica, acenda um cigarro e se prepare para se borrar todo.

OS SUPREMOS ANIMADOS - A versão ultimate dos Vingadores, Os Supremos, está virando um desenho animado longa metragem que será lançado direto em DVD no ano que vem. Em notícia no Omelete, os produtores prometem toda a violência (cortesia do insano Mark Millar e do mega desenhista Bryan Hitch) que notabilizou a obra original e mais. Será que eles vão mostrar o Hulk versão canibal que chocou o público americano em pleno jantar? Pam pam pammmm (como diriam Os Melhores do Mundo)! A conferir. Leia mais: http://www.omelete.com.br/cinema/news/base_para_news.asp?artigo=14357

FICO DEVENDO - Breves resenhas sobre A Liga Extraordinária Volume 2 (Alan Moore) e Wanted (Mark Millar), que terminou em grande estilo. O número 3, o último, ainda tá nas bancas. Breve, breves resenhas sobre elas e mais. Return to see.

segunda-feira, agosto 22, 2005

BABE EU NÃO SEI POR QUE TODA SEXTA-FEIRA EU TENHO QUE BEBER

AINDA BEM QUE ELES SE MANDARAM DAQUI - Cascadura no Rock In Rio Café. Primeiro de tudo, vamos combinar um negócio: O Rock In Rio Café Salvador é uma espelunca. Só uma espelunca como aquela força o cidadão a comprar duas cervejas quando ele só quer uma, mesmo que ele reclame. É, eles chamam isso de oferta: "Duas Nova Schin por R$4,00", como se lê no cartaz afixado no caixa. Pô, pensei, legal, a cerveja até que está barata. Ledo engano, a não ser que você seja alcoólatra o bastante para virar duas cervejas ao mesmo tempo, já que você não pode simplesmente pegar uma e depois a outra: você é obrigado a pegar as duas cervejas de uma vez só. E daí que você não tem duas bocas? Foda-se! Eles tem é que empurrar as duas PRIMUS na sua mão de qualquer jeito. Isso sem contar que Primus é uma cerveja de péssima qualidade. Até a Glacial que eu bebia com Mário na época do programa é melhor que aquela bomba. Enfim: muito me desagradou ter de ir ao Rock In Rio assistir ao show da Cascadura, Sangria e Lou, por que não sou dado a freqüentar espeluncas (e não quero ouvir nem um pio sobre o Calypso, por favor: aí já é sacanagem). Isso, para não mencionar (mas já mencionando) que aquela casa exala suor de pagodeiro e perfume barato de periguete, mas aí, paciência. Aí, você pensa: pelo menos o som da casa deve ser bom. Mais um ledo engano: o som está uma bomba, o agudo está alto demais e dói no ouvido, embolando tudo diversas vezes. Aí você pensa: a iluminação da casa é legal, vai. Sorry, babe, mas de novo você se enganou: tem um diabo de uma luz estroboscópica instalada sobre o palco que fica virada para o público e piscando na nossa cara 80% do tempo em que lá estive. Não, 90%. Agora, para quê? Eu não sei vocês, mas eu acho que luz estroboscópica é um negócio que tem que ser usado com um certo cuidado, de forma pensada, não simplesmente meter aquela porra piscando o tempo todo na sua cara, te deixando mais tonto que peru de véspera. A mim, pelo menos, causa até mal estar. Se for verdade mesmo que a casa está pensando em mudar o perfil do seu público, é bom começar a pensar também em se profissionalizar de verdade, por que por enquanto... Só uma dica: o público do rock, caso os responsáveis pela casa não tenham percebido, é um tantinho mais exigente que o do pagode. Se liguem. Sabe o que foi bom? O show da Cascadura. Aaah, esse menino, isso, nem o Rock In Rio Café Salvador, apesar de todos os seus esforços, consegue estragar. Depois de mais de seis meses sem fazer show por aqui (salvo engano de minha parte), os Cascas deram ao seu público, que encheu o lugar, tudo o que eles queriam: Queda livre, Wendy, Gigante, Retribuição, Jóia da Princesa, Nicarágua e Sexta-feira (em final apoteótico ou estava muito bebum e alucinado), entre diversos outros hits. Teve até cover do Teenage Fanclub, se não me engano, What you do to me, que levantou a galerinha indie que estava meio encostada num canto, sensacional. A melhor coisa que o Cascadura fez foi se picar daqui, sabe? Esses caras (ou pelo menos o persistente guerreiro Fábio Cascadura) ainda tem uma gloriosa carreira pela frente, mesmo que nunca atinja o sucesso no mainstream, e se mantendo no tal do sul maravilha, ele pode dar continuidade à essa carreira. Aqui que é foda. Mas vamos que vamos. Devo acrescentar ainda que, ladeado por Luís Aquático Fernando no baixo e Cândido Amarelo na guitarra, Fábio não tem nada a temer, por que esses meninos botam pra ver tálba lascar bonito, tanto em execução quanto em astral em cima do palco. Tiago Trad, a bem da verdade, se podia pesar um poquito más la mano, também não deixa a peteca cair em momento algum na bateria. Abrindo a noite, a Sangria e seu rock psicótico chocaram parte do público que ainda não os conhecia. O tempo todo tocando sob uma luz vermelho sangue, Mauro (principalmente) assumia ares demoníacos. Nada recomendado à criancinhas. Gosto muito da Sangria, mas temo que eles ainda não encontraram (ou formaram) seu público aqui em Salvador. Vamos dar tempo aos rapazes, tem muito show ainda pela frente. Som, que é o mais importante, eles têm. A cozinha Pedro Bó (baixo) e Emanuel Venâncio (bateria) é animalesca, solta até faísca. Apú também está com se saindo muito bem com riffs e solos cada vez mais sinistros. Acho que ele tem ouvido bastante Tom Morello (guitarrista do Audioslave). Em seguida, vieram as meninas e o rapaz da Lou, que já tem um bom público de fãs, como foi possível notar. Nunca tinha visto um show da Lou, nem tampouco ouvi seu CD de estréia pela Big Bross Records, de forma que me falta uma certa familiaridade com seu repertório para avaliar corretamente o show, mas posso adiantar que me soou meio nu-metal, o que não é muito a minha praia. Se estiver enganado na referência, peço perdão. De todo modo, as meninas na linha de frente demonstram inequívoca intimidade com seus instrumentos e pesam bastante no som. A única música que identifiquei foi aquela da (gostosa da) Melissa Auf der Maur que rolava um clipe na MTV. Legal. Conclusão da night? LONGA VIDA AO MISS MODULAR. ADENDO IMPORTANTE: Agradeço à Sangria, nas pessoas de Mauro e Apú, por terem cedido convites para mim e minha senhora.

STEELY DAN AO VIVO: MARCIANOS FAZENDO MÚSICA - Porra, essa é para quem ainda não jogou pela janela o bom e velho aparelho de videocassete. Sabe aquela lojinha que tem no Hipermercado do lado do Iguatemi que vende revistas, jornais, livros, chocolates, incensos e uns bonecos medonhos de borracha para grudar na parede e que brilham no escuro? Pois é, aquela mesmo. Eles colocaram um balaio no meio da lojinha com alguns vídeos baratinhos à venda e no meio deles, eis que encontro um intitulado Steely Dan's Two Against Nature. Mais embaixo, o subtítulo em português mesmo: "Uma festa de jazz-rock suave com um sensual som surround". A tarja de preço diz R$12,90, mas um cartaz afixado no balaio desmente: "Tudo com 50% de desconto". Sim, meus caros, essa maravilhosa pechincha trata-se de um vídeo em VHS do show de retorno do Steely Dan, genial dupla (Donald Fagen & Walter Becker) dos anos 70 que voltou à ativa no ano 2000, após quase duas décadas de separação. Conhecidos pelo som sofisticado em concepção e execução e muitíssimo bem trabalhado, a dupla, claro, trouxe para o show diante uma minúscula platéia no Sony Sound Stage de Nova Iorque uma banda absolutamente fenomenal com naipe de sopros e um trio de backing vocals (gostosas), além das tradicionais guitarras, baixo, bateria, piano e teclado (tocado por um Fagen em grande forma, que também canta todas as músicas). Becker, numa das guitarras, se limita a enfiar os riffs de introdução de algumas músicas e a solar em outras, além de fazer cara de tiozão esquisito. Aliás, tanto Becker quanto Fagen são dois coroas muito esquisitos. Nos vídeos de depoimentos entre uma música e outra, eles mesmos e seus músicos admitem esse fato. Uma das vocalistas (gostosas) diz que "se marcianos viessem à terra e não quisessem ser identificados, aparecerem como músicos seria um disfarce perfeito", referindo-se à música sobrenaturalmente inspirada que flui da dupla. "Não dá para rotular. É rock, mas também é jazz, é funk, é blues", diz uma outra pessoa em dado momento. Não deixo de concordar. Ao longo do show desfilam aos meus olhos incrédulos clássicos da fase áurea como Green earrings, Bad sneakers, Babylon sisters, Black friday, Pretzel logic e FM. Além dessas, muitas faixas do CD de retorno, Two against nature, como Cousin Dupree, Gaslighting Abbie (a melhor entre as novas) e Jack of speed, entre outras. E tudo isso, por meros R$6,50. Na banca de revistas do Hipermercado. Lesgal. Ah. Tem um outro vídeo com um show do James Brown no mesmo balaio, mas esse eu nem peguei. Me xinga, que eu mereço, vai.

ROGERMAN IS THE MAN - Tava assistindo ontem à noite ao Acústico MTV Ultraje a Rigor, e porra, Inútil continua para mim um dos 10 maiores clássicos do rock nacional de todos os tempos. Além da letra genial, trata-se de um puta rock n' roll rasgado, com um solo de guitarra que é eletricidade pura, até em sua versão acústica. Mas tudo isso é um mero chover no molhado. Até uma múmia paralítica como Ulisses bote fé no velhinho que o velhinho é demais Guimarães sabia disso. E, ei! A versão de "Can't explain" do Who, transformada em "Eu não sei" até que não ficou mal, apesar do arrepio que sentimos só de ouvir falar em versões em português de clássicos do rock. Se encontrar o piratão na rua eu compro e a porra, apesar de que esse negócio de acústico é uma puta embromação, um formato que, como todo mundo está Marcos Valério de saber, não acrescenta nada à carreira do músico, salvo alguns cifrões mais em sua conta bancária. Show busine$$, babe.

sexta-feira, agosto 19, 2005

SEGURA A CHAPÉUZINHO VERMELHO

...que Lobão soltou o verbo na sua entrevista a revista Bravo do mês de junho (Marília Pêra na capa). Com a licença da Editora Abril, reproduzo aqui trecho referente à minha, à sua, à nossa tão amada axé music:

"Se a música baiana tivesse odor, ela cheiraria mal. (...) O que você acha daquele ritmo baiano, daquele frenesi de trio elétrico? Aquilo é muito feio, esteticamente inadmissível. Ivete Sangalo é muito ruim. Repito: a música baiana exala a Antônio Carlos Magalhães, Caetano e outros. O carnaval baiano também é excludente. O abada custa de R$600 a R$1.000, enquanto o povo fica levando porrada de segurança. O brasileiro é um triste antes de mais nada. E vendemos a imagem de alegres."

Tá lá o corpo estendido no chão.

BAHIA PULADA NA DISTRIBUIÇÃO DE HOMEM ARANHA - Desde que o senhor Mark Millar, conhecido escritor escocês de quadrinhos e maluco de carteirinha começou a ser publicado na revista do Homem Aranha (Panini), a partir da edição de número 41, voltei a acompanhar a revista, já que, além de sua moral como escritor de obras absolutamente repugnantes e absurdas (no bom sentido) como Os Supremos (versão Ultimate dos Vingadores), Wanted e The Authority, a crítica saudou sua fase no título Marvel Knights: Spider Man como a melhor história do Cabeça de Teia em mais de uma década. Pois bem. Comprei a edição 41, gostei, e esperei ansiosamente a edição 42. E esperei. Esperei. E esperei mais um pouquinho. Um mês se passou e nada. Mais alguns dias se passaram e nada. Qual não foi a minha surpresa, ao chegar na banca de minha preferência um dia e me deparar com a edição de número 43 na prateleira. Ô?!? E a edição 42? Escrevi para o email marvel@panini.com.br por duas vezes e em ambas, meu email voltou, undelivered. Pensei. Que merda, mas mês eu vem, eles devem corrigir o erro e distribuir o número 42 no lugar do 44. Nada, o número 44 está nas bancas (com a estréia da sensacional série The Pulse, continuação de Alias, do careca que eles ? a Marvel ? gostam mais, Brian Michael Bendis: recomendo), e até agora, nada de Homem Aranha 42 nas bancas. Ô dona Panini, que distribuição vagabunda é essa, hein?!? Quando teremos o prazer de completar nossas coleções? Fica a pergunta, que certamente, não terá resposta.

MADELEYNE, MINHA FILHA CADÊ VOCÊ? - A cantora de jazz americana Madeleyne Peiroux sumiu. É, a mulher simplesmente sumiu. A sua gravadora Universal, contratou até detetive pra ver se acha a doidona. Diz que não é a primeira vez. Leiam a notícia publicada no site da BBC em português aqui.

EFERVESCÊNCIA - Strokes, Kings of Leon e Wilco no TIM Festival no Rio e em São Paulo, Weezer, Mercury Rev e Raveonettes em Curitiba... É, o negócio tá bom para quem mora no Brasil. Mas na Bahia, não podemos reclamar. Sempre tem um Emersom Nogueira na área verde do Othon. Ou então o moderníssimo Festival de Inverno de Lençóis, com os fantásticos Biquíni Cavadão, Nando Reis, Chico César e Márcio Melo. É, a gente tá reclamando de barriga cheia. (De merda, claro.)

terça-feira, agosto 16, 2005

INÚ, INÚ, INÚ....

ELES SÓ SABEM VIVER EM QUEDA LIVRE - O grande show da semana é no Rock in Rio Café com os miolos moles da Cascadura, grande banda local que agora é chique e só aparece na terrinha de passagem. Demais, né? "Não, só viemos fazer um showzinho e depois voltamos pra São Paulo"... Ai, ai. Aliás, tem uma galera daqui se bandeando pros lados de lá. O que está acontecendo? Os ratos estão abandonando o navio? Cês tão parecendo que são petistas! Fiquem aqui, porra! Vamo afundar todo mundo junto. Brincadeiras a parte, Cascadura, Sangria e Lou tocam sexta no Rock in Rio Café. Puta noitada legal. Selvício: Show com Cascadura, Sangria e LouDia: 19/08 (Sexta-feira) Horário: 22:00 Local: Rock´n Rio Café (Aeroclube Plaza Show - Boca do Rio) Ingressos: antecipados: R$ 12,00 (pista) e R$ 20,00 (camarote) no local: R$ 15,00 (pista) e R$ 25,00 (camarote)Informações: 3461-0300 / 8132-9573

MANTENHA-SE BÊBADO - Não vá para casa depois do Cascadura. Passe o dia seguinte enchendo a cara pela rua assustando velhinhas indefesas e chegue turbinado no Miss Modular para curtir a Festa Nave abre sua Caixa Preta, produção que leva a chancela Luciano El Cabong Matos. Uma pá de DJ, muita animação, garotinhas doidonas circulando pelo pedaço. Aquela coisa toda. Só o que não bate é o preço daquela cerveja. Mas a festa vai bater um bolão. Se jogue, de qualquer jeito. Discotecagem: Pista 1 ? [Indie - Glam - Punk - Garage - Electro - Rock & Roll] el Cabong / Janocide / Batata / BigBross. Pista 2 - [Funk ? Soul ? Samba ? Black music ? Hip Hop ? Samba rock] Roger´n Roll / Bandido / Mauro Telefunksoul / intervenções sonoras de André Becker (sax), Dão (voz) e Farofa (percussão).20.08.2005 23h R$10 e R$ 8 (até meia-noite) Miss Modular.Contato: festanave@gmail.com.

ESTRELAS ASCENDENTES - O melhor quadrinho nas bancas atualmente (a essa altura talvez nem esteja mais) é Rising Stars - Estrelas Ascendentes, do escritor J. Michael Straczynski, que saiu agora no Brasil em uma caprichada edição encadernada trazendo os primeiros oito números da série publicada nos EUA pela editora independente Top Cow (ligada à Image) e aqui n Brasil, pela Mythos Editora. Straczynski (ô nome desgraçado), que até começar a escrever Rising Stars nunca tinha escrito quadrinhos, só era conhecido por trekkers e trekkies (fãs de Star Trek), por ter criado e escrito a série derivada Babylon 5, se deu muito bem nesta sua primeira incursão à nona arte. A trama, cuidadosamente conduzida, conta a história dos chamados Especiais de Pederson (cidade do estado de Illinois), um grupo de 113 pessoas afetadas por um fenômeno cósmico que conferiu a cada uma delas poderes especiais. O governo americano, claro, dá um jeito de controlar e monitorar cada um deles. Cada pessoa tem uma mutação diferente e cada pessoa reagiu de forma igualmente diferente a sua transformação. Quase todas as histórias são tristes e trágicas. Alguns se amarraram em ter super poderes e criaram trajes de super heróis. Outros se isolaram em suas casas, com medo do que poderiam causar a si mesmos e à outras pessoas. O personagem principal, por assim dizer, John Simon, codinome Poeta, é o mais poderoso de todos e foi mantido isolado dos outros, com seus poderes em segredo, para o caso de algum dia ter de elimina-los. E claro, esse dia está cada vez mais perto. Terminei de ler esse primeiro volume de uma sentada e já estou ansioso para ler o próximo. Tomara que saia logo. Na contracapa, tem uma texto dizendo que se trata da "série mais aclamada dos quadrinhos desde Watchmen". Menos, né? Mas é material de primeira qualidade mesmo e vale cada centavo do preço não muito amigável: R$29,90. Straczynski atualmente está na Marvel, produzindo Poder Supremo, ótima série - ainda que seja um tanto similar em temática e narrativa a Rising Stars - que está saindo todo mês na revista Marvel Max (Panini) e Amazing Spider Man, um dos zilhões de títulos mensais do Cabeça de Teia nos EUA, publicado por aqui todo mês na revista de linha do Homem Aranha, também da Panini. O pessoal anda reclamando do que ele tá fazendo no Homem Aranha, já que inventou que Gwen Stacy, falecida namoradinha de Peter, teve um caso com Norman Osborn, o Duende Verde, maior inimigo do Teioso e que, eventualmente, veio a assassiná-la. Sempre desconfiei que esse Peter Parker não passava de um corno mesmo. CORNO! CORNO! Saiba mais sobre Rising Stars nesse review do Universo HQ: http://www.universohq.com/quadrinhos/2005/review_risingstars01.cfm

QUE DESPERDÍCIO! - ...diria Paulo Ricardo. Russos vão alimentar vacas com maconha
16/08/2005 MOSCOU (Reuters) - O longo inverno da Rússia vai passar voando para um rebanho de vacas na Rússia que, segundo um jornal, será alimentado com maconha nos meses de frio. Profissionais do setor de drogas disseram que adotaram a forma incomum de criação de gado após terem sido forçados a destruir girassóis e colheitas de milho que cresciam em meio a 40 toneladas de maconha, informou o "Novye Izvestia" nesta terça-feira. "Simplesmente não há outra saída. Você vê, os campos são plantados com pastagem e se removermos tudo as vacas não terão nada para comer", afirmou um porta-voz do Serviço Federal de Controle de Drogas. "Não sei como o leite ficará após isso", acrescentou.
(Por Oliver Bullough)

Ah, que demais. Isso é que é Nescau Power! (Valeu pela dica, Franciel.)

sexta-feira, agosto 12, 2005

MESSAGES IN A BOTTLE

Finalmente Terra dos Mortos estreou nesta Terra de Ninguém. O filme tá passando nos Multiplexes do Iguatemi e Aeroclube e eu devo assisti-lo neste fim de semana mesmo. Se eu gostar (o que é quase certo), coloco um comentário por aqui na sequência. Se não, nem esquentem.

Lance seguinte: meu computador no trabalho deu vírus e eu tô ocupando a máquina de um colega que já tá me olhando feio aqui do lado. Então, vou passar rapidamente dois recados que me chegaram por email e depois vou nessa.

ATENÇÃO BANDAS DA MINHA BAHIA - Se liguem nesse recado que Rodrigo Lariú (o homem do selo carioca Midsummer Madness) pediu pra passar procês aqui. Vou passar a palavra para o próprio: "seguinte, estou fazendo um freela de assessoria de imprensa para o festival OI TEM PEIXE NA REDE. Vai ser o primeiro festival de artistas novos que vai rolar pela internet no Brasil. Qualquer artista de qualquer lugar do país, com uma música em MP3 de qualquer gênero musical poderá se cadastrar a partir de quarta feira que vem, dia 10 de agosto, usando o site do festival - www.oitempeixenarede.com.br

Quem está organizando este festival é o Bruno Levinson, do Humaitá Pra Peixe. A banda vencedora, entre outras coisas, ganha um contrato com a Sony/BMG.

o site entra no ar dia 10 de agosto. Rola de dar uma nota no Rock Loko? Em anexo segue o release. abs Rodrigo Lariú"


Já rolou, mano.

Vamos à próxima, essa veio via email blogrockloco@yahoo.com.br. Quem quiser a mesma mamata, é só mandar material para esse endereço.

LA SANTA MADRE - É isso ai! Agora a chapa começa a esquentar! Somos uma banda de Santos (SP) que estamos tocando praticamente a 4 meses e agora procurando divulgar nosso trabalho e conseguir espaços na mídia. Assim...O nosso Site Oficial da La Santa Madre acabou de entrar no ar, nele você pode ver todas as coisas de uma banda, como, fotos, release, agenda, contatos e também as 4 musicas da demo estão disponibilizadas para dowloading.Aos amigos que tenham meios de divulgação como blogs, site, fotologs e afins gostaria de pedir que nos ajudem a divulgar e caso venham a resenhar sobre a banda nos envie o link para que possamos incluir na seção de RESENHAS.Cabe aqui o agradecimento: - PlayRec (Ciaglia e Caveira) - Por toda dedicação e paciência.- Nando Basseto (Drive V) ? Por nos mostrar muitas coisas que não sabíamos e que o rock é feito de amizade.- Neto (Mágico das Cores na Internet) - Pessoalmente por todos esses anos de amizade e pelo site www.lasantamadre.com.br. Espero que gostem.

Abraços, Rogério (13) 81189170

Franchico falando de novo: Quero deixar claro que nunca ouvi essa banda, mas se vc mandar seu materialzinho bonitinho como eles fizeram pro email do RL, eu posto ele aqui da mesma forma. Caguei se seu som é hardcore melódico, rock triste ou polca polonesa. Quer divulgar o nome da sua banda no Rock Loco? Mande release RESUMIDO e endereços de contato (email, site e telefones).

8 E 80 POR HORA - E amanhã tem a segunda edição da festa 8 e 80 no Miss Modular. Capitaneada pelo cacique (digaí) Chefe Big Brother, a festa terá duas pistas com três djs cada. Estarei lá discotecando, para absoluto desgosto da audiência, com (esses, sim), Mário Jorge, Sora Maia, Marcos Rodrigues, Don Jorge e Batata, que é o dono da casa aos sábados e manda naquela budega (com todo o respeito). Então é isso: Festa É 8 e 80, sábado 13 de agosto, a partir das 22h, no Miss Modular. Dez conto. Prometo não tocar Eu sou boy, do Magazine de novo. (A não ser que alguém peça.)

Té mais, prometo voltar com um post mais gordo na próxima. Dificuldades logísticas, sabe?

quarta-feira, agosto 10, 2005

O MONSTRO MONTROSE

O Montrose é uma das bandas dos 70 que melhor representaram o momento de transformação do hard-rock pro heavy-metal.Uma das primeiras bandas americanas a desafiar o dominio inglês do hard/heavy no inicio dos 70, a banda foi nomeada a partir de Ronnie Montrose, guitarrista extraordinaire, experimentado musico de estúdio, com passagens no Edgar Winter Group e com o grande Van Morrison. Ronnie, cansado de levantar a bola pros outros chamou os colegas de estúdio Bill Church e Denny Carmasi e recrutou um promissor vocalista iniciante da Califórnia, Sammy Hagar e gravaram a toque de caixa o auto-intitulado álbum de estréia em 1973, um dos mais influentes do hard-rock, uma vez que participaram o engenheiro Don Landee e o produtor Ted Templeman, cruciais para a formação e na criação anos depois do Van Halen, alem de Hagar , que substituiria Dave Lee Roth.
O álbum Montrose no inicio não estorou em vendas, mas aos poucos se tornou fenômeno, alcançando o disco de platina, puxado por duas faixas perfeitas, Space Station #5 e Bad Motor Scooter, alem do disco como o todo, até hoje é um dos melhores discos de Hard/Heavy que ouvi.
O álbum seguinte, Paper Money, de 1974, já é um disco mais irregular, mas com clássicos como a faixa-titulo, o hard ?rock I Got The Fire, Space-Age Sacrifice, e a belíssima balada I´m Going Home, cantada por Ronnie Montrose, o disco ainda assim é superior a boa parte da produção da época, alem do guitarrista estar em forma suberba, sem duvida o grande axe man americano da era.Riffs poderosos e precisos, solos bem resolvidos sem serem muito extensos, Montrose era a resposta pré Van Halen a Page, Beck e Blackmore.
Depois da tour de Paper Money, Hagar sai da banda para uma bem sucedida carreira solo que desembocaria no Van Halen, sendo substituído por Bob James no Montrose.Para o terceiro disco o estranhamente intitulado Warner Bros. Presents Montrose, de 1975 , Ronnie acrescenta o tecladista Jim Alcivar, e modifica o som da banda.Alem do timbre mais agudo de voz de James, a presença de teclados dão tinturas neo-progressivas ao som do Montrose, causando um repudio da critica e um afastamento dos fão de rock mais ortodoxos.Eu pessoalmente adoro o disco, alem dos hard-rockers Matriarch, e Twenty Flight Rock, eu acho sensacional a faixa Whailer, com todo o simbolismo progressivoide contido nela, com direito a solo viajandão de violino, e mesmo as baladas são legais, um dos meus discos de cabeceira durante a minha adolescência. Em 1976 com o lançamento de Jump On It, com uma das capas mais hororrosas da historia, a nova formula pretendida por Montrose mostra-se sem futuro e a banda acaba Em 1987 o Montrose lança Mean com uma banda toda reformulada, mas era apenas um projeto de estudio.Apenas em 2002 Ronnie Montrose, após a mediana aceitação do seu projeto Gamma, lança Open Fire e no ano passado Inertia, aproveitando o interesse gerado pelo lançamento de uma caixa da Rhino com o Best Of Montrose.Não ouvi nem Inertia nem Open Fire, se alguém aí tiver ouvido dê sua opinião.Mas posso afirmar que o Montrose é uma banda que tem um status menor do que a qualidade dos seus primeiros três discos merecem, e Ronnie Montrose é um monstro( he he) na guitarra.