quarta-feira, janeiro 15, 2014

ENCONTRO DE TITÃS DO BLUES.BR

O carioca Flávio Guimarães (gaita) e o baiano Álvaro Assmar se reúnem quinta

Ausente dos palcos baianos há pelo menos dois anos, o gaitista carioca Flávio Guimarães (revelado na pioneira Blues Etílicos) vai quebrar o jejum quinta-feira em ocasião  adequada: dividindo o palco com seu contemporâneo local, o patrono do blues baiano Álvaro Assmar.

A sonzeira será no Portela Café e bota os dois titãs do blues brasuca juntos no palco durante um show inteiro, desfiando músicas autorais de ambos – mais alguns standards do gênero.

“O último show que fiz aí foi há  dois anos, um  acústico com (o violonista) Álamo Leal, acho que o local nem existe mais (Balthazar Grill, outubro de 2011)”, lembra Flávio, por telefone.

“Gostaria de ir à Bahia com mais frequência, mas é difícil, o patrocínio é escasso. Mesmo assim, já fizemos alguns shows bem legais aí”, afirma.

Neste show, ele reencontra o velho amigo Álvaro, com quem já conta algumas colaborações. “O show vai ser um encontro musical muito bacana”, diz.

“Somos amigos há uns 20 anos e já trabalhos juntos não só em Salvador, mas também em outros projetos, como o show Blues no País do Samba, realizado pelo Sesc de São Paulo e que virou um especial da TV Cultura”, conta o músico.

“Álvaro é um idealista do blues, sempre trabalhou para levantar o estilo. Tinha o projeto Wednesday Blues (série de shows realizados no Teatro ACBEU). Acho que foi o último show do Blues Etílicos por aí. O patrocínio é raro, mas Álvaro segue na luta de manter o blues vivo e com saúde”, elogia.

A Bahia no circuito do blues

Virtuoso e extremamente talentoso, Flávio é, muito provavelmente, o maior nome do instrumento no Brasil – tanto pela assombrosa habilidade, quanto pelo pioneirismo, já que começou a tocar na banda Blues Etílicos em 1985, quando músicos dedicados ao gênero eram muito raros no país do samba.

“Hoje, o Brasil é o segundo maior mercado de blues do mundo, depois dos Estados Unidos”, afirma Flávio.

“Recebemos muitos artistas de peso e temos um circuito com cerca de 30 festivais, alguns  deles grandes, como o Rio das Ostras Jazz & Blues Festival (RJ) e o Mississippi Delta Blues Festival (Caxias do Sul, RS), mas tem também no Espírito Santo, em Minas Gerais e outros estados“, detalha o gaitista.

Ele espera que a Bahia integre em breve esse circuito: “Álvaro Assmar já tem o projeto e  acreditamos que tem público. Ele quer botar um festival de peso em Salvador e tem todo o gabarito e experiência para um evento desses. Torço para entrar uma produção aí”, vende.

Diante do mestre

Macaco velho de gaita na boca, Flávio já tocou seu instrumento não apenas para grande parte da nata da MPB, mas também com vários dos mestres originais do blues norte-americano, como Buddy Guy, Taj Mahal e Charlie Musselwhite, além de ter aberto shows de BB King e Robert Cray, entre outros.

“A vez que meus joelhos deram uma tremedeira foi a primeira vez, em 1989, quando era mais novo, no primeiro festival de blues do Brasil, em Ribeirão Preto”, conta Flávio.

“O Blues Etílicos abriu o show do Buddy Guy. Depois que tocamos, o empresário dele disse que ele tinha gostado de mim e pediu para  ‘ficar por perto’. Aí eu fiquei bem nervoso. Mas ele curtiu minha participação e depois me convidou para mais dois shows com ele. Foi emocionante”, relata Flávio.

Nesta quinta, temos Flávio sem nervosismo.

Cheio de planos, Álvaro grava CD e anuncia pianista para fevereiro

Animado para o show de depois de amanhã, o guitarrista Álvaro Assmar está cheio de planos para sua carreira: “Já comecei as gravações do meu próximo CD autoral, que vai se chamar The Old Road”, conta.

“Sai ainda este ano no segundo semestre e deve ter alguma música do Eric (Assmar, filho). Em março vou à São Paulo as gravar partes de bateria e baixo”, acrescenta.

Aproveitando a passagem, Alvaro já marcou um show no dia 21 de março em Londrina (PR) – e tem mais dois por confirmar na capital paulista. “já que vou estar por lá, não há por que não fazer”, diz.

Além deste show com Flávio, ele conta que tem mais um engatilhado para fevereiro em Salvador, com o pianista e cantor Adriano Grineberg.

“Esse cara  é maravilhoso, lançou CD chamado Blues For Africa e tá doido para via à Bahia”, revela.

Além de Álvaro e Flávio, o show da quinta terá a participação de Eric Assmar. “Na quinta música ele sobe no palco e não desce mais”, diz o paizão.

Álvaro Assmar & Flávio Guimarães / Amanhã, 22 horas / Portela Café / R$ 30 (antecipado), R$ 40 / Vendas: Portela Café e Companhia da Pizza



NUETAS:

Lo Han & Camarones

Com Get High, seu primeiro álbum, prestes a sair do forno do produtor Álvaro Assmar, a Lo Han faz show sábado para lançar o single / prévia Sex Drugs and Music. Hard rock ortodoxo de boa cepa. Na mesma noite, a simpática (e competente) banda potiguar de rock instrumental Camarones Orquestra Guitarrística (à esquerda, foto: do Sol) volta à city com o show de lançamento do seu novo CD, O Curioso Caso da Música Invisível (baixe grátis no site oficial da banda). Sábado, Dubliner’s Irish Pub, 22 horas,  R$ 10 (moças), R$ 15 (rapazes).



Maglore X 4 bandas

A Maglore faz temporada de verão no Portela Café em quatro datas: 17 e 24 (sextas-feiras), 8 (sábado) e 14 (sexta de novo) de fevereiro. A cada data, uma atração convidada. A primeira, nesta sexta, é a Suinga (e discotecagem da Carol Morena). Nas seguintes, Pirigulino Babilake, Cascadura e Ronei Jorge batem ponto no Portela. 22 horas, R$ 20 (antecipado), R$ 25 (após a zero hora).

Dead Fish em fevereiro

Banda referência do hardcore brasuca atual, a ótima Dead Fish (de Vitória, ES) faz show dia 16 de fevereiro, no Coliseu do Forró (Patamares). Abertura das locais City in Flames e Central Watts. Se liga no horário decente: 16 horas. R$ 25 (antecipado no Ticketmix).

Água Suja na quarta

A incansável banda Água Suja (blues) segue agitando todas as quartas no Dubliner’s - agora com o apoio precioso do DJ Big Bross. 22 horas, free.

10 comentários:

Mirdad disse...

Esse vai ser um showzaço!!! Uma pena que tô lascado em casa de gripe.

Ó, pra quem quiser curtir um som psicodélico ou pra quem quiser conferir o caro Glauber Guimarães cantando em inglês pós-Dead Billies (SEM ser o esquema lo-fi) confira o EP Ground, da Orange Poem: https://soundcloud.com/theorangepoem/sets/ep-ground-2014

Anônimo disse...

Esta Noite eu Cantei no Palco com o Camisa de Venus


Elas Cantam Camisa --- e os fãs lavam a alma no maior evento histórico dos últimos anos em Salvador com um final absolutamente inesperado


11 de janeiro de 2014

Já que a cada vez mais desprezível grande mídia brasileira não cumpre nenhum de seus deveres e BOICOTA os melhores talentos nacionais; já que não há nenhum jornalista de verdade que seja homem de entrar num show da Melhor Banda do Rock n Roll brasileiro ou emissora de TV que preste para filmar aquele evento histórico; então, como sempre, a responsabilidade cai sobre os ombros do próprio público presente. Portanto, cabe apenas ao ROCK LOCO cumprir a missão de informar a comunidade rocker soteropolitana sobre essa noite histórica. Eis a minha resenha:

Eduardo Scott é extraordinariamente simpático — e sabe usar essa diferença como vantagem ao conquistar as platéias, cumprindo o papel do band leader de fazer a comunicação direta com o público também pela empatia. Ele mantém no máximo o nível de energia nas performances, sendo igualmente agressivo e carismático, sem querer aparecer acima de ninguém, sem parecer arrogante ou intimidador. Em vez de agir como um ídolo, ele nos fala como um velho amigo. Isso sim é espírito de equipe. Scott joga “para o time” e atua para servir á platéia: menos auto-centrado, ele nos deixa mais á vontade.

Resumindo: somente Eduardo Scott consegue realizar esse milagre de tornar o Camisa de Venus ainda mais acessível ao público. A atitude de Marcelo Nova foi se tornar cada vez mais distante e egocêntrica. E são os próprios fãs dele quem dizem isso.

E, sim, ele se consagra a cada show como a escolha mais lógica e natural para o posto de crooner do Camisa. Além de ser da mesma geração de 1982, de pertencer á mesma galera do círculo de amigos e conhecidos, de ter liderado uma banda irmã-gêmea na mesma época, o Gonorréia — ele tem o mesmíssimo espírito de Marcelo Nova de fazer as letras dialogarem com a realidade cotidiana. Ele introduz cada canção com um breve discurso explicando o seu contexto atual, com a mesma atitude “moleque-debochado-fazendo-troça / adulto-furioso-falando-sério” que as torna tão reais , inquietantes, urgentes, vitais. Scott entende perfeitamente todo o escopo social das letras de Nova e domina com segurança absoluta a arena musical. Esse domínio de palco, essa empatia com os fãs e essa intimidade com a alma do Camisa de Venus fazem de Eduardo Scott o legítimo cantor do novo Camisa, dando continuidade na mesma guerra.

E eis que surgem elas: na noite de estréia da temporada Elas Cantam Camisa, as duas primeiras vozes femininas são um show á parte. Danny Nascimento esbanjou classe e finesse ao cantar divinamente. Mas a primeira delas a subir ao palco foi um espetáculo de “woman rock”:

Thathi arrebentou em versões matadoras de “Eu Não Matei Joana D’arc”, “Bete Morreu” e “Só o Fim” deixando claro porque é a melhor cantora do rock baiano atual. Linda e maravilhosa, com uma voz intensa, atitude rocker despojada e presença de palco energética, ela adrenalizou ainda mais um show que já estava a milhão. Cantando com paixão a plenos pulmões, tocando com maestria sua guitarra Fender dourada e encerrando com uma nuvem de fumaça subindo aos seus pés, Thati chamou atenção também por sua semelhança na aparência física e no estilo vigoroso de guitarra com a grande lenda fundadora das bandas de rock de garotas. De volta á platéia, ela sorriu francamente quando eu lhe falei: “Parabéns, já temos a nossa Joan Jett!” --- “Ha ha, obrigada! ADORO Joan Jett! Tem várias pessoas me dizendo que eu pareço com ela.”

http://www.thathi.com/

Anônimo disse...

E então veio a surpresa da noite: como convidado de honra, eis que surge no palco outra figura histórica do Rock n Roll brasileiro: Loro Jones do Capital Inicial. Repetindo a dose tripla de guitarras, o veterano de Brasília detonou com uma canção porradônica inédita, puro punk rock brasiliense anos 80. A galera foi á loucura.

Quando tudo parecia ter acabado e os heróis já iam desplugar os instrumentos, a platéia exigiu aos berros: “Mais uma! Mais uma!” Ao que Mister Eduardo Scott nos brindou com sua generosidade mais nobre:

“Quem de vocês quiser realizar o sonho de um fã de vir aqui no palco e souber cantar a letra, pode vir aqui e escolher uma canção, que a gente toca!”

YEEAHHHHH!!!!

“Quem se habilita?”

“EU!” e me adiantei.

Eu estava todo de preto, com minha camiseta do Hard Rock Café. Não havia medo ou ansiedade. Nem houve tempo pra isso. De repente, tudo se encaixou.

O público delirou. Não por mim, mas por todos nós. Afinal, a grande força a impulsionar o Camisa de Venus a vencer todo o Sistema de forças contrárias sempre fomos nós, o próprio público do Camisa. E agora um de nós estava realizando o sonho de compartilhar a glória de se unir á banda e se apresentar junto á Gustavo Mullem e Karl Franz Hummel. Cabia a mim não decepcionar nenhum de nós, representando esse público heróico de 32 anos de resistência. A pressão era tanta que eu estava explodindo de emoção.

O que já era bom demais ficou surreal de tão maravilhoso. Enquanto me agachei para ler no chão o set list, Scott me acompanhava: “É essa? ‘Crime Perfeito?’ ‘Metástase?’ ‘Controle Total’?”

Foi aí que eu me lembrei de algo que Marcelo Nova cantou na versão mais recente de “O Adventista”. Me levantei, peguei o microfone e mandei:

“Eu acredito / Que agora fudeu / Eu acredito / Em Lula e Zé Dirceu!”

O povo vibrou! Scott gostou tanto que decidiu: “Então é essa!” Karl Hummel deu a partida: “Se é assim, deixa que eu já mando a primeira nota com um lá!”

E o Camisa de Venus abriu fogo.

Senti o chão chacoalhar enquanto a vibração subia pelos meus pés. Os amplificadores e o retorno faziam o palco parecer um foguete decolando a mil por segundo. Olhei para a borda esquerda, e vi Gustavo Mullem incendiar o riff retumbante, deixando claro que aquilo não era nenhuma brincadeira. Na bateria, Robinson Cunha parecia comandar um bombardeio! No meio de todo aquele furacão sonoro, ainda pude ouvir distintamente os fraseados sólidos de Ricardo Cadinho no contrabaixo. Me incendiei só de saber que, á distância de um metro, Karl Hummel rasgava o ar com uma torrente de fogo ultra sônico, enquanto ao meu lado Eduardo Scott levantava a primeira frase pra eu rebater:

“Eu acredito no Bem e no Mal...”

“...Eu acredito no Imposto Predial!”

“Eu acredito em toda essa cascata...”

“...Eu acredito no beijo do papa!”

Eu: “O Papa Chico...”

Scott: “...Ele gosta da gente... é argentino!”


E com a multidão de fãs na platéia em uníssono, todos nós juntos botamos tudo pra fora:

“Não vai haver amor nesse mundo nunca mais!

Anônimo disse...

E daí foi só eletricidade percorrendo cada átomo de cada pessoa sacudindo o Dubliner’s Irish Pub. Fui particularmente irônico ao lembrar de cada pessoa que se apresentou a mim (nós) com um sorriso falso prometendo ajudar: “Eu acredito nas boas intenções / Mas esse papo já encheu os meus culhões!”

Daí veio a saraivada final de golpes nas caixas de som. No último segundo, pulei decolando em vertical a dois metros do chão com as pernas estiradas no centro do palco. Aterrissei estirando o microfone para a multidão.

Ao final, abracei Karl Hummel e em seguida Eduardo Scott. “Obrigado por realizar o melhor momento da minha vida.” Foi como cantar com os Rolling Stones. Gustavo Mullem é o nosso Keith Richards. Karl Hummel é o nosso Pete Towshend. Acho que nunca antes se compartilhou uma glória tão triunfal com tanta cumplicidade entre ídolos e fãs.

Depois disso, foi só comemoração. Eu havia acabado de entrar na história do rock baiano (ainda que como apenas uma pequena nota de rodapé) como o primeiro fã de uma grande banda nacional a se juntar ao grupo por uma canção, sem nunca ter sido músico. Mas o importante é: eu estava representando todo o contingente de fãs presentes. Foi uma vitória de todos nós. E graças ao gesto generoso de Eduardo Scott, o líder de banda que compreendeu perfeitamente a química da interação entre banda e público.

Qualquer banda com Karl Hummel e Gustavo Mulem é uma superbanda de qualidade internacional. Esses caras são duas rochas que o tempo não desgastou e estão de pé há 32 anos desafiando e vencendo todas as intempéries.

E pra quem pensa que isso é cansativo: após o espetáculo de 2 horas, no auge de seus 50 e tantos anos, Karl ainda saiu carregando sozinho mais de 10 quilos de equipamento em três viagens, percorrendo sem pausa os 200 metros na rua até subir a infame ladeira semivertical para descarregar tudo no carro de Scott. Não teve van, nem roadie, nem nada. E sem se cansar. O homem é um dínamo.

Tomara que essa temporada aumente e que também se junte ao show do Camisa de Venus a diva Lygia Cabus, ex-Treblinka, Blue Velvet e THC: a maior voz do Rock n Roll feminino. Aí o espetáculo ficará uma reunião de lendas históricas.

Karl Franz Hummel é mesmo um Multi-Homem: enquanto outros teriam reduzido a marcha, o homem se multiplica com o tempo. Esse trabalho paralelo é mesmo uma empreitada corajosa, digna de um Ícone Pilar do Rock n Roll. BOTA PRA FUDER!

COMBAT ROCK (The Clash Cover) --- banda paralela de Karl Franz Hummel

https://www.youtube.com/results?search_query=COMBAT+ROCK+%28The+Clash+Cover%29&sm=12

PS: o Dr. Chico Castro Jr. fez um bom diagnóstico, e pode ter sido bem diplomático e até benevolente comigo ao acalmar os ânimos em discussões, explicando que eu tenho um ‘ego descontrol’. Verdade ou não, procurei controlar isso me abstendo de comentários. Mas se Franchico estivesse no meu lugar esta noite, com o Camisa de Venus tocando com você no palco, eu garanto com 100% de certeza que até tu, Francis, ficaria com o ego lançado á estratosfera.

Não pretendia retornar ao Rock Loco. Mas o Rock n Roll não sai de mim.

Anônimo disse...

Assinado: Ernesto Ribeiro


Frank, não sei se isso é o Internet Explorer fajuto no meu computador ou se eu fui deletado na rede de seguidores do Rock Loco --- porque o painel nem aparece mais na minha tela. De qualquer maneira, os comentários tão aí.

Franchico disse...

Deu pra perceber que era vc escrevendo desde o primeiro post, Ernesto. Seu estilo peremptório e coalhado de negritos é inconfundível

Não sei por que sua id não apareceu. Não tenho como deletar ninguém dos seguidores - nem o faria, com quem quer que seja. Deve ser algum problema aí, algum login que vc deixou de fazer no gmail ou algo assim.

A propósito, belo relato.

rodrigo sputter disse...

https://fbcdn-sphotos-h-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash3/t1/1555422_590230041049032_80016510_n.jpg

Matéria de Campos dos goytacazes.

Franchico disse...

Acho que já disse isso aqui antes, mas realmente, aquele pagode baiano foi profético:

http://www.bleedingcool.com/2014/01/15/when-a-security-guard-told-lex-luthor-that-superman-and-wonder-woman-were-doing-it/

"Foge Superman / com a Mulher-Maravilha"...

Franchico disse...

Johnny Depp pode estar prestes a conseguir o papel da vida dele:

http://omelete.uol.com.br/doutor-estranho/cinema/doutor-estranho-johnny-depp-teria-se-encontrado-com-marvel-para-o-papel/

O mais "strange" dos atores, me parece uma escolha perfeita para o Dr. Strange....

rodrigo sputter disse...

Tudo bem que James Brown é o Mestre...que Charles Bradley é bom, foi "descoberto" há alguns anos...

Mas o meu Soulman favorito é Nathaniel Mayer!!!

Fez um certo sucesso nos anos 60, com vários singles de sucesso, depois sumiu, dizem que virou mendigo, até no começo dos 2000 a galera do garage rock de Detroit "resgatá-lo" e lançar vários discos FODAS dele...

Nunca tinha visto ele ao vivo, nos anos 2000, cantando seu maior hit...fiquei IMPRESSIONADO, INCRÍVEL a energia do cara, que já passava dos 60 anos, olha isso, é IMPRESSIONANTE:

http://www.youtube.com/watch?v=C_4shonE1-4

Ele tinha voltado com tudo, fazendo tour, mas o corpo não resistiu, e morreu há 6 anos, lembro bem do dia...esse ano levou 2 dos meus cantores favoritos, ele e Alton Ellis...mas a música fica...e esse video acima me arrepiou...VIVA NATHANIEL MAYER!!

Que voz CAVERNOSA ele ficou...deixa Tom Waits como coirinha de igreja!!

A versão original dos 60´s de Nathaniel Mayer:

http://www.youtube.com/watch?v=ZpA5Ljxuxl4

Eu penso que deve ser um show introdutório no doo wop hall of fame...e o Nathaniel Mayer ainda comanda a platéia...foda!