segunda-feira, abril 11, 2011

E MARCELO, LOBÃO?

Osvaldo Braminha, decano fundador deste Rock Loco, deixa o retiro blogúistico de lado e traz, em sua resenha sobre a autobiografia de Lobão, um questionamento: então, quer dizer que ele era o único rebelde dos dos anos 1980?

Depois do lançamento de sua autobiografia no final do ano passado, 50 anos a mil, Lobão se posicionou de vez como o agent provocateur do rock nacional.

Digo mais, ele é o único artista do meio rocker a ter espaço na grande mídia com uma postura contestadora. Que bom um artista de relevância questionando o atual estado da musica no Brasil e tendo espaço na grande mídia, não é mesmo?

No entanto, do jeito que as coisas estão sendo colocadas pode se ter a impressão que ele é o único que pensa assim, o que não traduz a realidade, coisa que Lobão não parece fazer a menor questão de desmistificar.

Antes de entrar no assunto que me interessa mais, que é a questão que envolve a musica, gostaria de recomendar o livro.

O autor tem uma historia de vida intrigante, infelizmente permeada com algumas tragédias familiares , alem de um significativo e importante trabalho artístico, o que faz do livro uma excelente leitura, mesmo para não roqueiros. Destaque para o ghost writer dele, Claudio Tognolli.

Mas, depois de terminar o livro, fiquei com a sensação que Lobão é aquele cara integrante de uma turma super-conectada que sempre causa polêmica, mas que nunca deixou a própria turma que tanto critica.Tipo um outsider dos insiders.

A situação contada por ele no inicio do livro não foi escolhida por acaso, e marca o território que ele pretende delimitar.

Durante o velório de Julio Barroso (Gang 90), Lobão e Cazuza cheiram cocaína em cima do caixão do defunto, enquanto o primeiro filosofa com o segundo que aquela morte significa o inicio de desarticulação da incipiente "cena" do rock Brasil, do qual o núcleo duro, composto pelos três obviamente.

Era o que havia de autônomo, de inteligente, ect: enfim, a tchurma que "sabia das coisas", os reis da cocada preta e da branca também (hehe, não resisti).

A partir daí, segundo ele, a cena ficava desprotegida e fácil de ser apropriada por artistas oportunistas, com uma versão diluida da contestadora proposta inicial
desta dita cena. Cazuza viria a morrer de Aids alguns anos depois.

Então se pode deduzir que só ele sobrou desta santíssima trindade, é só fazer a matemática.

Desde da década de 70, quando integrou o mítico Vímana, ao estouro do Rock Brasil com a Blitz nos 80,sua bem-sucedida carreira solo ainda nos 80,chegando na importante iniciativa da revista Outra Coisa nos 00, Lobão quase sempre esteve nos lugares certos, com a turma certa, na hora certa.

Nesta trajetória, Lobão fez, na minha opinião, algumas das melhores músicas já
produzidas pelo pop/rock no Brasil, sem dúvida um dos caras mais talentosos da sua geração.

Inquieto, o Grande Lobo se coloca como um artista que sempre questionou a postura corporativista e adesista da classe artística , mesmo num ambiente artístico supostamente mais contestador - como, em tese, seria o do rock.

As conseqüências da sua oposição a esta cooptação resultou em todo tipo de retaliação, postura que o relegou a um estado de quase-ostracismo.

Enfim, a julgar por Lobão, ele foi o único com balls para enfrentar o establishment.

Então, desanca sem tréguas o "apropriador" Herbert Vianna, o cooptador-mor Caetano, vários medalhões como Chico Buarque, Gil e Caetano (olha ele aí de novo), no lamentável caso da numeração dos discos e, o tal "rock de bermudas".

E aí vem algumas questões que realmente incomodam no livro.

Como assim o rock de bermudas? Não me lembro de Lobao ter comprado esta briga na época publicamente.

O cara que criou o termo, e que comprou a briga com a tchurma foi Marcelo Nova, até porque era considerado um intruso na "cena", e tinha uma postura de radical contestação ao establishment musical.

E aí vem o resto do que incomoda no livro. Lobão meio que minimiza o que estava acontecendo fora da cena da sua turma, leia-se Rio de Janeiro, cena e cidade que atualmente Lobão rejeita.

Lobão trata as outras cenas geradas no país nos 80, principalmente São Paulo e Brasila, um tratamento lightweight.É óbvio que o Rock Brasil estourou de forma impactante em torno da cena do Rio, que no anos 80 ainda não tinha perdido para São Paulo sua hegemonia como o grande pólo cultural do país, e ditava as tendência culturais no país.

Porém, o fato destas cenas não terem destaque na mídia e relevância comercial, não significava que não existia vida inteligente, com articulação e capacidade de questionamento.

Enfim, a tchurma que Lobão sempre fez parte, não detinha o monopólio das coisas. Logico que o sucesso comercial da cena do Circo Voador abriu os caminhos para que bandas de Brasilia, Porto Alegre, São Paulo e a intrusa baiana Camisa de Vênus pudessem viabilizar suas carreiras.

Mas como o próprio Lobão sentiu na pele, a proposta mais cosmopolita de São Paulo para a cultura em geral se mostrou mais relevante para os anos futuros.

Prova disto é que Lobão mora em Sampa, fazendo musiquinha (Song for Sampa), declaracões de amor ect - e desancando sua cidade natal e sua tchurma de origem.

Impossivel não fazer um paralelo com Sampa de Caetano com a Song For Sampa de Lobão.

Lobão desanca sem dó nem piedade Caetano, algumas vezes com boas doses de razão, mas como foram notórias suas idas e vindas com o santo-amarense, algumas das reconciliações foram até com direito a "poesia", não será surpresa se uma nova poesia vier por aí.

Por ultimo chama a atenção este lance dele se colocar como o único que contesta, que
bate de frente, ect.

E chama particular atenção a total ausência de qualquer menção dele a Marcelo Nova e ao Camisa de Venus, apenas citados por Maria Juçá nas entrevistas que estão no final do livro, como um apêndice, no livro mesmo nem uma menção.

Qualé, Lobão?

Marcelo e o Camisa não foram tão irrelevantes assim, pelo contrario, eram bem conhecidos nos 80, e Marcelo Nova Lobão conhece e muito bem.

Qual foi? Não quis dar brecha para um polemista muito mais forte, com um a historia de confronto muito mais forte? Inclusive devido a "apropriação" dos termo "rock de bermudas", termo notoriamente criado por Marcelo, Lobão, no mínimo, deveria reconhecer que existem outros que tem postura parecida, ou até mais combativa que a dele.

Depois não se queixe de Herbert Viana.

Texto de Osvaldo Braminha Silveira, exclusivo para o Rock Loco.

Foto Lobão: Rui Mendes / Ilustração Marcelo Nova: Batistão.

44 comentários:

Anônimo disse...

entendo brama...correto em sua análise, mas é que musicalmente lobão dá um banho no camisa...agora, marcelo foi a mente lúcida ácida no rock BR anos 80...mais do que lobão...e posso dizer que pelos idos de 83/84/85/85/87 não era pouca coisa a moral que o camisa tinha no rio no meio rocker...sem falar que se antes era uma coisa de entendidos depois de 85 eu vi no prédio onde morava "eu não matei joana dárc" tocando em festa de criança no playground...um fenômeno....quem sabe marcelo não faz a biografia dele...duvida que tenha saco para isso...duvido...
cláudio moreira

teclas pretas disse...

osvaldão, é isso mesmo. lobão deu uma minimizada não só em marcelo, mas nos titãs, por exemplo.

seria muito bom se marcelo escrevesse suas memórias. tenho certeza que seria uma bio excelente. e acho que venderia muito bem.

GLAUBEROVSKY

Nei Bahia disse...

Esse assunto vai dar pano pra manga...ou comentários mil com queiram, por isso se prepare Chicão!

Apesar de minha abordagem conservadora da música, vou começar a dar a minha humilde opinião sobre o assunto do texto em questão, pelo comentário do Sr. Moreira; não vejo essa distancia entre Camisa de Vênus e o Lobinho, pelo contrário, se sobrou sucesso comercial, falta a ele a verdade da obra de Marcelo, Karl, Gustavo, Robério e Aldo!!

eles nunca tocaram "...papai noel é inadiplente...não interessa eu quero meu presente"
para o fim de ano da Globo!

Franchico disse...

Nada como um texto de Braminha, o Eddie Trunk do rock baiano, para dar uma refrescada no seu, no meu, no nosso bom e velho Rock Loco....

(Na verdade, Eddie Trunk, do That Metal Show, é que está mais para o Braminha americano do que a afirmativa anterior...)

Aliás, ia ser do caralho se a gente fizesse um Rock Loco em vídeo, naquele formato do TMS, com Braminha no centro, como nosso Eddie Trunk...

Sobre a questão Lobão / Marcelo, acho que a coisa se explica bem com uma palavra: egocentrismo. Simples assim...

Franchico disse...

Aí, "meu amigo Glauber Guimarães"! Só deu vc na coluna de Caetano ontem, hein? MO-RAL!

Adelvan Kenobi disse...

Eu sou "roqueiro" por causa do Camisa de Vênus. "Viva", ao Vivo, foi o primeiro disco de rock que comprei, é a "moeda numero 1" de minha hoje imensa coleção.

Franchico disse...

Em tempo: RIP Sidney Lumet.

http://andrebarcinski.folha.blog.uol.com.br/arch2011-04-03_2011-04-09.html#2011_04-09_16_55_25-147808734-0

Anônimo disse...

apesar do camisa ter sido a primeira banda nacional que curti, considero a obra de lobão muito mais legal musicalmente falando...se ele coloca a lente de aumento na turma dele é uma questão de identificação existencial dele e um erro jornalístico dele e do cláudio tognolli (aliás fantástico profissional!)...enfim...o assunto marcelo nova parece que cega o bom senso de braminha...todo mundo sabe que marcelo nunca foi músico, e sim um agitador cultural digno de todo nosso respeito...aliás gosto mais dele cantando na carreira solo do que no camisa.... dia 01 parece que tem show do novo camisa no parque da cidade...e nei?! queria que vc tivese o mesmo apuro com os excessos pop de fábio cascadura...e gláuber fazer amizade com caetano é o sonho dessa geração rock da bahia de cascadura a retroescavadeiras, passando por ronei e quetais....
cláudio moreira

Franchico disse...

Sim, dia 1º, 11 da manhã, tem show do Camisa no Parque da Cidade. Eles vão lançar um disco ao vivo, gravado durante os shows com Eduardo Scott no ano passado. O disco estará a venda no evento e vai custar só R$ 5.

De nada.

E o fato de Glauber gostar de Caetano não o desabona em nada, nem diminui sua obra, da qual gosto muito e recomendo.

Posso até achar que ser elogiado publicamente pelo santo-amarense não é bom no sentido de que algumas pessoas de opinião forte consideram isso "queimação".

Mas tb dane-se a opinião alheia.

Fora que Glauber (e os outros citados) tem uma obra sólida o bastante para serem completamente independentes de Caetano. A verdade é que ninguém precisa dele p/ nada. Mas ser elogiado nacional e publicamente pelo cara em sua coluna n'O Globo tb não dói, certo? Muita gente daria um braço por isso.

E tenho certeza de que Glauber ficou feliz. Então, fico feliz por ele.

Agora, só falta fazer show ao vivo, né, querido?

;-)

Anônimo disse...

o problema não é ser elogiado pelo caetano, e sim a celebração que se faz em cima disso...na verdade, todos os artistas da cena rock daqui adorariam ter o selo "caetano" de qualidade...é a eterna bajulação, só que de forma enviesada...é tudo música, eu sei, dane-se os rótulos, mas nesse ponto observe historicamente a posição de marcelo e veja a dos outros...
cláudio moreira

Franchico disse...

Sua análise procede, Cláudio.

É perfeitamente razoável e eu concordo em termos.

teclas pretas disse...

bom, eu converso com caetano frequentemente, me considero amigo dele sim, apesar da distância, mas não deixo de criticá-lo [e ele a mim, diga-se]. muitas vezes, minhas críticas são feitas com muita veemência, como foi no caso do projeto de bethânia. aliás, essa amizade com ele começou discordando e muito! fico muito feliz que ele goste a ponto de falar ali, mas não é que isso mude minha vida, if ya know what i mean...

GLAUBEROVSKY

Anônimo disse...

imagine chico, vc assumir sem culpa que concorda comigo. Só se eu dexar de ser fanático pelo thin lizzy e vc por neil young...e glauber, deixe de meia volta, vc hj faz parte do círculo de amigos do santamarense mais famoso do mundo...sem problemas...na arte sou mais mais raimundo sodré e ednardo do que vcs dois juntos...
cláudio moreira

teclas pretas disse...

beleza, claudio. tá limpo.
GLAUBER

Franchico disse...

Valeu, Glauber. O médico mandou não contrariar, sabe como é...

Anônimo disse...

chico, expresse o que não concorda nas minhas colocações...é melhor do que se esconder nessa figura de retórica covarde...
cláudio moreira

Anônimo disse...

Atirando para todos os lados.
O cego com a pistola na mão e a reputação no chão.
Sob a alcunha de Escória ele tece seu juízo sem juízo,
e assim segue a disparar.

Poetinha

Nei Bahia disse...

Voltando ao assunto;

Quem estava vivo lembra bem..ou nem lembra; mais Julio Barroso nunca foi relevante, só teve destaque por uma participação num Festival promovido pela Tv Globo ( MPB Shell) evirou mais lenda que algo real. cazuza é defunto-estrela, pois sua carreira solo era sacaneada aos 4 ventos por 100% da crítica e seus ddiscos eram dados de brinde nas lojas americanas( não me contaram, eu estava comprando uns discos, e quem levasse 2 levava junto o "Burguesia". Eu comprei um só, pra não ter que levar a bomba!).
Aí que está o problema maior de seu Lobinho: o horizonte dele era muito restrito ao próprio umbigo.

Anônimo disse...

é nei...julio barroso nunca foi relevante...francamente...possivelmente na época vc estava brincando com seu falcon ou estava ouvindo muito kiss...talvez se ele tivesse escrito "nicarágua" com fábio cascadura entrasse para a história...ou desse uns gritos de "ativar retroescavadeiras!!!!"
cláudio moreira

Franchico disse...

O tiroteio nunca termina, né, Cláudio? Chato, isso.

Anônimo disse...

Encerro por aqui minha participação: chico, vc sabe que somos amigos, mas se não houver discordância de argumentos esse blog aqui fica parecendo um "chá das cinco" de velhas senhoras e amizade tem de ser algo dialético...sinceramente, tenha coragem de discordar dos amigos e afins...a impressão que eu tenho é que em estética musical sou outsider aqui...
cláudio moreira

Franchico disse...

Fique a vontade, Claudio. Vá e volte qdo quiser.

Márcio A Martinez disse...

Pô, Cráudo, se manda não... Tô gostando de ler o que só você parece enxergar...
Viva as diferenças, não é mesmo?!?

osvaldo disse...

tive que viajar a trabalho e so agora vi o post.thanx chico pelos elogios, mas para eddie trunk eu falto muito.a intençào do post foi por em questão a forma como Lobão se posicinou depois do lançamento do livro.de forma muito inteligente e fazendo um contraponto contundente ao estabelecido, ele ocupou praticamente sozinho o imenso vazio na vida cultural brazuca provocado pela quase que total acomodação da classe artistica em todos os sentidos.nao me venham com rebeldia de playground, com a tal da "atitude"rocker.qualé mané "ätitude" . Quero criticas inteligentes, mesmo que muitas vezes contraditorias.A ideia é suscitar essa discussão mesmo.Sacudir a pasmaceira, mas com inteligencia e verve, sem burrice, please.Este merito Lobão tem de sobra.Fico frustrado que Marcelo não tenha a mesma iniciativa de Lobão. Com o ghost adequado (Lobão deve muito a Tognolli), Marcelo talvez pudesse finalmente fazer uma coisa mais a altura da sua impagavel e impiedosa verve.

Anônimo disse...

não pude resistir: brama roda, roda, roda feito enceradeira nos argumentos, mas não consegue se libertar da visão quase idealizada de marcelo...impossível não distinguir marcelo agitador cultural e marcelo músico...
cláudio moreira

osvaldo disse...

não tem visão idealizada nenhuma de marcelo não claudio. minha amizade com marcelo vem de familia, muito, mas muito tempo antes dele sonhar em ser cantor, artista,ect. e o lado de marcelo que admiro mais é justamente é de rock'n'roll coinneusser, certamente um dos maiores do brasil sem medo de errar, enquanto sua carreira artistica tem altos e baixos, não é o lado dele que mais admiro, portanto não cometa esse erro de avaliação comigo. gostaria de ver uma discussão mais ampla, mais sobre questões levantadas por Lobão no seu livro, e não uma discussão se a musica de A é melhor do que a de B, é mais sobre a ja longuissima fase de falta de relevancia do rock no Brasil.so não me venham com excessões que so fazem confirmar a regra.

Anônimo disse...

brama, o lance é que o camisa tem mais valor para mim sociologicamente do que musicalmente e lobão tem altos e baixos também, mas conseguiu a partir do terceiro disco impor uma marca estética/lírica muito própria...sei da sua amizade com marcelo e minha colocação é sobre sua análise e não sobre vc, de quem gosto muito...hehehehehe...me sinto à vontade vontade para falar de marcelo, pois é um artista que prezo mesmo...só que relativizo...devo a ele, ao rock special especificamente, ter conhecido o thin lizzy...
cláudio moreira

Franchico disse...

Brama, sobre a atual irrelevância do rock no Brasil hoje em dia, até Pitty deu seu "pytaco" em entrevista para a Billboard deste mês (U2 na capa).

Segundo ela, uma música como Máscara, que estourou em 2003, tornando-a conhecida Brasil afora, não tocaria nas rádios de jeito nenhum mais, hoje em dia.

O pior é que ela tem razão. Ou seja, chegamos ao fundo do poço - ou quase, já que sempre dá para cavar um pouquinho mais....

Mas tb acredito que essas coisas são muito cíclicas. Daqui um tempo, o rock volta novamente à baila - embora, muito provavelmente, não será mais nada que nos fascine / interesse... É coisa de geração, mesmo.

Franchico disse...

Baixe no site da Spin um disco com 10 artistas "must-hear" do Coachella 2011.

http://www.spin.com/articles/free-album-spins-soundtrack-coachella

osvaldo disse...

não acho que seja uma questão de geraçào nào chico.este ciclo ja dura ha mais de 15 anos, quando Raimundos, Planet Hemp, Skank,Chico Science, se tornaram a ultima geraçào do pop brasil a aliar relevancia artistica e comercial. o prblema, diriam os antigos, é estrutural. O fosso que separa artistas com viabilidade comercial e a relevancia artistica se tornou um canyon.

Anônimo disse...

o problema é que a cena alternativa ainda não tem força econômica para se impor como segmento e a lógica de quem trabalha com música nesse país sempre foi de uma mentalidade mercantilista atrasada e ficamos entre o esquemão e o mambembe...então viva o cordel ácido de meu amigo zezão e o velho bakunin!!!!!!!!!!!
cláudio moreira

Franchico disse...

'68, uma nova HQ de zumbis, que parece bastante promissora, ambientada em... 1968. No link tem vários pin-ups e previews. Se liguem no último, um Hendrix zumbi absolutamente cool.

http://www.bleedingcool.com/2011/04/13/will-68-be-the-next-walking-dead/

Franchico disse...

Pois é Brama, é a velha questão do mercado alternativo, intermediário entre o esquemão e o amadorismo, que parece que nunca se estabelece... Um beco sem saída.

Mirdad disse...

Eu topo dirigir o That Metal Show baiano com Chicão, Brama, Nei e Cláudio.

Se arrumarem quem edite, tô colado! E free!

Anônimo disse...

Mas amigo, aí seria eu, quixotescamente, esgrimando com a guarda pretoriana do atual rock baiano e rock alternativo americano...teria que acrescentar miguel cordeiro, cebola e márcio martinez para equilibrar as possibilidades argumentativas...
cláudio moreira

Franchico disse...

Mirdad, muito obrigado pela oferta, meu velho, mas acho que não ia dar certo. Na verdade, acho que ia acabar ficando muito chato! Ninguém ia aguentar assistir tanto velho rabugento reclamando ao mesmo tempo (eu, obviamente, seria o pior, o mais rabugento e irascível de todos)! Deixa quieto...

Claro, Claudinho! Cê tá certíssimo! O que seria do livre pensar na sociedade ocidental se não fosse vc e sua mente prodigiosa, livre das camisas de força ideológicas, mercadológicas e demais "lógicas", correto?

osvaldo disse...

Eu topo Mirdad! E Claudio, pode preparar seu repertorio hard rocker. cresci ouvindo muito, mas muito mesmo, hard, heavy e prog, e bandas com estas sonoridades não me ofendem nem um pouco, pelo contrario.Apenas aprendi a gostar de outras vertentes do rock, aumentei meu leque de bons sons. Viva Robert Christgau!

Anônimo disse...

brama, vc é da minha linhagem...só não me venha com a encilopédia pop na mão...colocamos o espírito crítico e o coração na mesa que o papo rola numa boa com humor ácido...o importante é ser fiel ao que se pensa...
cláudio moreira

Reno9 disse...

Essa coisa do Lobão falar que só sobrou ele depois que o Júlio Barroso e o Cazuza se foram, dá não... menos Lobão...
Sou do Rio de Janeiro, nascido na década de 70. A cena por aqui ficou muito colorida devido à Blitz e essa coisa eteeeerna de Cidade Maravilhosa...
Mas, o Barão (com o Cazuza) era uma banda do caraio, tínhamos também o Blues Boy e o Sangue da Cidade.
Mas, o Marcelo Nova e o Camisa,estão anos-luz na frente da tal contestação Lobiana... E eu gosto do Lobão...
Marleceza pegou o Raul praticamente esquecido e o colocou de novo no palco. Isso não tem preço.
E que quem, de verdade, curte Rock'n'Roll, agradece essa atitude do Marcelo.
Abs,

Franchico disse...

Valeu, Reno9! Volte sempre!

Reno9 disse...

Beleza Franchico.

Longa Vida ao Rock'n'Roll!

Claudio Z disse...

Curiosas opiniôes sobre Marcelo Nova. Achei mais esdrúxula a definição do mesmo como"agitador cultural".Só se for na Bahia, terra de guetos e rótulos igualmente pequenos(passei três mêses por lá em 2009)e a partir daí, penso ter entendido o porque do seu auto exílio em São Paulo.Ora meninos, as canções e principalmente os textos de Marcelo ( sim, o homem é cantor e compositor)são muito superiores a qualquer coisa escrita por Lobão.

claudio z disse...

Só pra encerrar. Não foi por estar em busca de um "agitador cultural" que Raul Seixas fez questão de conhecer Marcelo no Circo Voador e nem tão pouco Eric Burdon quando gravou três de suas canções

Ernesto Ribeiro disse...

Quem nasce para Bobão, digo, Lobão (ô apeliodo de leso...)


enfim: Quem nasce para Lobão nunca chega a Marcelo Nova.


Lobão é uma piada, Sempre foi e esempre será. O destino dele é ser motivo de risos gerais. Nem os falsos amigos dele o respeitam.


O burguesóide perdido que nem sabe o que quer da vida: que namorou a modelo Monique Evans só para compor uma música-fofoca; que foi baterista da Blitz; que puxou o saco do governo Lula...


Teve uma época (depois de ser submetido a uma chuva de cusparadas e garrafadas do público headbanger num festival, acho que o Hollywood Rock ou Rock in Rio II) quando ele renunciou ao rock e foi fazer Bossa Nova... quá quá... e só queria ser chamado de João; mais patético impossível.


Ou daquela patética "tentativa de suicídio" num canal raso onde a água mal chegava aos joelhos, convenientemente perto de um bar freqüentado por jornalistas... Mais poser impossível.


Depois de tantas idas e vindas, o horror ambulante retorna num livro com uma capa tétrica, exibindo seu visual repugnante de barba podre com cara de mendigo e olhar vazio. Mais inexpressivo impossível.