quarta-feira, junho 10, 2009

RÉQUIEM PARA UM DELIRIUM TREMENS

Movidos a Álcool anuncia interrupção nas atividades e Eduardo Cachaça se lança solo, com show já nessa sexta-feira



O Dia dos Namorados promete ser mais divertido em Villas do Atlântico. O responsável por isso é a figuraça Eduardo Cachaça, vocalista da banda Movidos à Álcool.

O rapaz faz show especial de Dia dos Namorados, em clima intimista, às 18 horas de amanhã, no Boteco de Villas, desfiando seu repertório de clássicos dos cancioneiros brega, rock e jovem guarda, incluindo canções de sua ex-banda.

Sim, infelizmente, a Movidos à Álcool, uma das bandas mais divertidas do cenário alternativo baiano, resolveu “dar um tempo”, como quase toda relação que se preze hoje em dia.

“Paramos, mas não teve briga não, foi uma coisa numa boa mesmo. A banda tem um público cativo legal, mas, ainda assim, a coisa não andava. O chamado ‘grande público’ ainda não tem uma reação positiva em relação ao rock na Bahia”, lamenta.

Como já vinha desenvolvendo um trabalho solo de caráter mais “suave”, Eduardo resolveu continuar nessa linha. Daí lançou o show O Ébrio Romântico, que pode ser feito com sua nova banda, Os Longnecks (que conta com dois músicos da Movidos) ou na versão intimista, só na voz e no violão.

“São canções românticas, mas de temática cafona, brega. A gente fala de chifre, bebedeira e mulheres malvadas, mas sempre embalando os casais apaixonados”, esclarece.

No repertório, além de canções de Raul Seixas (com a genial Tu És o MDC da Minha Vida), Waldick Soriano, Amado Batista, Zé Ramalho e Reginaldo Rossi, Eduardo apresenta alguns hits da Movidos a Álcool e canções novas.

“Da Movidos eu toco Sônia Louca, Litrão de Pinga e O Meu Querer Por Dinalva. E de novas eu lanço duas: Dormi no Cabaré e Lúcia, que é uma versão brega, descarada mesmo, de Learn To Fly, da banda Foo Fighters”, enumera.

“O som é uma coisa meio iê iê iê com Amado Batista, jovem guarda com brega”, conclui.

Eduardo Cachaça
Show O Ébrio Romântico
Sexta-feira, 18 horas
Boteco de Villas
Av. Praia de Itapuã, s/n (Defronte ao Shopping Boulevard)
Couvert: R$ 3 por pessoa.

16 comentários:

Franchico disse...

Repetindo, para quem não viu no post anterior:

Retrofoguetes dia 5 de julho no TCA

O projeto Domingo no TCA terá uma atração muito especial no próximo dia 5: trata-se do aguardado show de lançamento do CD Cha Cha Chá, da banda Retrofoguetes. No palco principal do Teatro Castro Alves, além do trio, os convidados que aparecem no disco, como a Orkestra Rumpillez, Saulo Gama (acordeom), andré t. (teclados) e outros deverão participar também. “Estamos ainda confirmando algumas pessoas, mas a ideia é contar com todos que tocaram no CD”, adianta o baterista Rex. Os ingressos custam R$ 1 e o show será as 11 horas.

Anônimo disse...

NÉ SO DA PANELA DA SECULT. TAMBEN CONFIRMADO PRA 14 DE NOVEMBRO NO TCA:

SEX PISTOLS

cebola disse...

?

cebola disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
cebola disse...

A MELHOR banda dos ´70 e uma des minhas top 5 ever vai ter um box set!!: http://www.rhino.com/store/ProductDetail.lasso?Number=519760
já encomendei em pre-order na cduniverse, claro.
E ainda da pra ouvir uma inédita nesse link aí. Divirtam-se!
De nada!

cebola disse...

Pra quem quiser conhecer um pouco da historia da banda estrelão, aqui um resumo bem decente:
http://polimorfismoperverso.blogspot.com/2009/01/i-never-travel-far-without-little-big.html

teclas pretas disse...

alex chilton 1970. sensacional!

http://home.att.net/~rarebird9/chilton.gif

http://www.megaupload.com/?d=UKWQNY3Z

obrigado cebolão!
GLAUBER

teclas pretas disse...

gostei de "jumpin' jack flash" com alex chilton. o disco é jóia.
GLAUBER

Franchico disse...

Mas linda mesmo desse disco É Free Again. Até já pensei em sugerir essa música pra Banda de Rock. Acho que ia ficar super legal na voz de Renè e tem tudo a ver com a proposta deles. TOCA FREE AGAIN, BANDA DE ROCK!

Franchico disse...

Agora vou fazer um desabafo aqui.

Se já não tenho ido muito, vou evitar cada vez mais ir a Boomerangue. Simplesmente não dá mais para aguentar essa falta de respeito que é a hora da saída. Todo mundo bêbado, impaciente e de comanda na mão, querendo adiantar seu lado, caixas pouco velozes e fura-filas (sem nomes, por favor) são a receita para um fim de night brochante e irritante pra caralho. Nessa do show de Wander, perdi a paciência e me vi quase liderando uma revolução, quando vi gente de respeito furando fila e outros passando suas comandas para quem já estava no caixa para pagar. Comecei a gritar - mas gritar mesmo: CADA UM QUE PAGUE SUA PORRA!!!! Nego que tava mais atrás na fila começou a gritar tb... Houve ameaças de brigas de garotas, ranger de dentes e muita irritação. Ontem até acordei dando risada, mas tá na hora de questionar esse esquema da Boomerangue. Por que não pode ser como na Zauber, onde vc compra suas fichas de cerveja, bebe e vai embora depois, sem stress? Fica a pergunta. E o negócio é o seguinte: vou levar esse debate adiante no periódico da Av. tancredo neves. Aquele mangue na saída da Boomerangue é que não dá mais para aceitar numa boa.

Franchico disse...

Talvez certo mesmo esteja é o meu guru do NE de Amaralina, que declarou que não vai lá por que quer botar no currículo a seguinte frase: "Nunca foi à Boomerangue".

Obs.: antes que me acusem de estar declarando guerra ao local, advirto: sou amigo de Alex Góes e gosto da casa, que é a que mais abre espaço e apóia o rock local. Só acho que esse esquema de pagar a comanda na hora da saída já se provou péssimo para quem a frequenta, ou seja: nós, o público.

osvaldo disse...

pois é chicão.este problema não é apenas do boomerangue, outras casas (o groove me vem a mente) tem o mesmo problema. ja comentei com os donos dos estabelecimentos e todos dizeram que ficha no caixa torna o controle financeiro e fiscal das casas virtualmente impossivel. um brother amigo nosso diz que isto acontece em todo o brasil em casas do mesmo tipo. concordo em parte,conheço algumas casas brasil afora, e em todo lugar tem fila, mas aqui na bahia infelizmente batemos o recorde. principalmente pela falta de civilidade de nós baianos, especialmente pela modalidade citada por você de neguinho ficar na fila de agá, e na hora de pagar a conta aparecem cem brothers para "furar a fila", naquela de tome aqui o cartão ou a grana e pague a minha.e depois na maior cara de pau o brother que ta na fila grita" fulano venham digitar a senha!". e vc que ta esperando na fila que se exploda. talvez seja o caso das casas limitarem o numero de contas a serem pagas pelas pessoas. tb alguma forma de serem pagas de forma antecipada as contas, uma forma de "pacote" ja pago na entrada, com direito a algumas bebidas, e ja dando o fechamento do caixa e o contabil, criando uma alternativa, ja que ficha no caixa parece ser inviavel.em todo caso a solução não é facil, mas sem o principio basico de respeito a fila, nada vai funcionar.

Anônimo disse...

tô atrás de franciel nesta. eu tb é q não piso o pé naquela porra. o som da casa é ruim, um cheiro de fumaça q gruda na roupa e no cabelo e tudo é caro pra caralho lá

osvaldo disse...

the last transmission( de verdade):
nesta sexta nos u.s. of a transmissão analogica de tvs foi encerrada.a partir de agora so sinal digital.fim de uma era, inicio de outra.

Stations Turn Off Analog Signals as Digital TV Deadline Arrives

http://mediadecoder.blogs.nytimes.com/2009/06/12/stations-turn-off-analog-signals-as-digital-tv-deadline-arrives/?hp

Franchico disse...

Pois é, Brama, compreendo que para o empresário é ruim o esquema de fichas. Mas para o público, que é quem, no fim das contas, mantém esses lugares funcionando, também é ruim pra caralho o esquema de comandas. É preciso chegar num meio-termo, que não seja ruim (demais) para nenhum dos dois lados.

E mais uma vez: eu não vou deixar de ir lá, mas vou pensar trinta vezes antes de ir, para só me aborrecer quando for estritamente necessário.

Anônimo disse...

Anônimo, nero ar. Atrás de lá ele, pai véi.

P.S Chicão, não é no currículo, não. Falei com Sora que quero esta frase em minha lápide: "Morreu e não foi ao bumerangue".

Franciel.