sexta-feira, fevereiro 20, 2009

BANDA SUÍÇA PODE SER BOA SURPRESA NO PdR 2009


Polêmico por natureza, o Palco do Rock de Piatã, organizado há 15 anos pela Associação Cultural Clube do Rock (ACCBR), sempre foi visto como uma espécie de "patinho feio" – tanto no âmbito do Carnaval em si, quanto pela própria cena rock local, francamente dividida entre apoiar ou ignorar solenemente o evento.

O fato é que, em 2009, o PdR parece ter dado o primeiro passo numa caminhada rumo a dias melhores. Pelo menos, é o que se espera, agora que os organizadores contam com apoio da Secult, via edital.

A escalação deste ano também está bem mais interessante do que a dos últimos dez anos – no mínimo. Os destaques são as bandas Plebe Rude e Inocentes, duas representações fundamentais do punk rock (ou pós-punk) brasileiro, e o quinteto suíço Underschool Element.

Se as duas primeiras praticamente dispensam apresentações, esses rapazes de Zurique deverão surpreender o público.
De estilo indecifrável, o grupo é capaz de flanar do indie-folk em francês (como em Les Tournesols) ao hard rock em espanhol (El Dragon Negro) ao funk metal em inglês (Real Stinky).

Destaque para o vocalista Greg, que além de ter uma voz de alcance inequívoco (indo do falsete ao gutural sem esforço aparente), canta de forma desenvolta nas três línguas.
Estas três faixas citadas acima (e outras) estão disponíveis para audição no MySpace da banda (ww.myspace.com/underschool), parada recomendável para se familiarizar com o som da USE antes do show de manhã.

Boas bandas das cenas local e nacional também pintam por lá, como Zefirina Bomba (PB), Maldita (RJ), Pastel de Miolos, The Honkers, Movidos a Álcool, Almas Mortas, Minus Blindness e Irmãos da Bailarina, entre outras.

Programação completa e mais informações: www.palcodorock.accrba.com.br

12 comentários:

Anônimo disse...

LUIZ CALDAS ACUSA MÁRCIO MEIRELLES DE BOICOTE

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00:00:40


O cantor e compositor Luiz Caldas, destacado como criador da Axé Music, acusa o secretário estadual da Cultura, Márcio Meireles, de ter boicotado o trio independente do qual o multiinstrumentista seria a estrela maior. Pelo projeto, Luiz Caldas tocaria por três dias (quinta, sexta e domingo) nas ruas de Salvador para o folião pipoca. Mas, segundo Caldas, mesmo com a orientação da primeira-dama Fátima Mendonça e com o aval do governador do Estado, Márcio Meireles engavetou o projeto. Pelo que se sabe, até o secretário Domingos Leonelli (Turismo) tentou intervir, mas não teve sucesso. Indignado com o descaso e a falta de respeito por parte do gestor da pasta da Cultura, Luiz Caldas escreveu um manifesto contra o secretário. O texto será lido em pleno carnaval de Salvador, mostrando o que Caldas classificou como “política anti-cultural”. Clique aqui e leia o documento na íntegra!

osvaldo disse...

um dia triste para a musica. a noticia de que a influente gravadora independente touch&go esta diminuindo drasticamente suas operações caiu feito uma bomba nos meios alternativos.como a touch & go é um dos pilares das gravadoras independentes devido ao fato de produzir e distribuir varios selos alem do seu, a medida de redução radical das atividades atinge tambem as independentes: Drag City, All Natural, Overcoat, Flameshovel , Atavistic Records; D Jade Tree; e a Kill Rock Stars, alem da sua subsidiaria propria, a Quarterstick.Pode parecer uma noticia distante, que nao afeta ninguem por aqui, mas as repercussoes disso serão sentidas de forma indireta por muita gente, inclusive por selos brasileiros.É uma indicação que vem coisa braba por aí.

http://leisureblogs.chicagotribune.com/turn_it_up/2009/02/touch-go-celebrated-its-25th-anniversary-in-2006-it-had-grown-from-a-bedroom-operation-designed-expressly-to-put-out-a-7-i.html

M.R. disse...

Quarta-feira de cinzas...

"From: Miguel Cordeiro migfcordeiro@hotmail.com
Subject: no BLOG: Sonhos de uma madrugada de carnaval

Sonhos de uma madrugada de carnaval.

o insólito da burocratização da cultura através dos editais e como isso se manifesta no subconsciente do cidadão.

http://www.miguelcordeiroarquivos.blogger.com.br/ "

M.R. disse...

E então? Os que ficaram em Gotham City não querem fazer um pequenno parecer sobre a participação das bandas de rock no tão propalado carnaval da diversidade musical. Vi um video com um pequeno trecho da participação do Retrofoguetes no trio e, pelo menos naqueles minutos, o "povão" parecia um tanto fora de sintonia: http://contigo.abril.com.br/hotsites/camarote2009/tv/149616_camarote2009_tv_comentarios.shtml

M.R. disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
cebola disse...

fora de sintonia...pelo q ouvi dizer de quem esteve lá, não eram trio-elétricos( hífen??!!) eram ovnis de outra dimensão indo onde nenhum et jamais esteve...vida longa e próspera...

teclas pretas disse...

moçada,
num vi o convite pro churrasco a tempo. agradeço, anyway.

soube que os retrofoguetes impressionaram muito o pessoal dos camarotes e principalmente outros músicos. claro. morotó is god! e tá fazendo um trabalho muito importante com os irmão macedo e suas guitarrinhas.

GLAUBER

osvaldo disse...

Marcos e Miguel,minha opinião sobre participação do” rock” no carnaval é antiga.não vi nenhum trio de rock mas acho que rock não tem nada para fazer ali.ele se dilui no gigantismo da festa e entra apenas pra neguinho dizer que aqui é uma terra onde tudo tem vez. é uma mentira deslavada, e isto vem desde o descobrimento.Vc so é bem visto se aceitar a mistura o tempo todo. A transformação da bahia em carnaval o ano inteiro, gestada na política cultural do carlismo, que de forma politica competente, mas criminosa do ponto de vista cultural, transformou quase todos os aspectos populares da festa em uma espécie de propaganda política eterna, o o ano inteiro e sem tregua, com a complacência de todos os artistas. Como efeito colateral toda manifestação artística fora deste padrão se tornou coisa de guetho. Sinceramente não vejo a política cultural atual como pior que a passada, alias vejo até como menos maléfica.e olha que não tenho afinidade ideológica nenhuma. E estou longe de ser um menino ingênuo.obvio que esta gestão esta beneficiando algumas pessoas( algumas conhecidas nossas) que ficarm de fora da farra dos 90.mas são migalhas de junto do que aconteceu na gestão passada, e não vejo nenhum mal nisso, alguem ia ser agraciado com verba. E se alguém esta achando que o setor privado vai suprir alguma carência de cultura na bahia, esta redondamente enganado.sempre fui do setor privado, nunca fui do setor publico. E falo de cadeira: a visão que a iniciativa privada tem da bahia, cultura baiana e baianos é a pior possível. E vejo com desalento que os parceiros que a iniciativa privada elegeu para parceiro em projetos culturais, foram pessoas que se criaram com verbas publicas, principalmente nos anos 90. não vejo esta gestão cultural como boazinha nem nada, apenas acho menos maléfica que a anterior. No mais a bahia continua sendo a terra da mistura, mas não da diversidade.

Franchico disse...

Dito isto, constatado aquilo, o que resta para o rock local no Carnaval?

Se recolher a sua insignificância perante ao gigantismo da parada?

PdR?

Aquele modelo do ano passado, com um palco alternativo no Rio Vermelho? (Minha alternativa de preferência).

Ou se mandar pra Arembepe e só voltar na quarta-feira de cinzas?

Franchico disse...

Mike Patton & Cia resolvem ganhar um trocado.

http://www.omelete.com.br/musi/100018268/Faith_No_More_esta_de_volta.aspx

Se todo mundo pode, por que eles tb não, ora essa?

osvaldo disse...

chicão,a saida é voltar na quarta de cinzas para a ressaca do carnaval que se estende de fevereiro deste ano até o inicio da temporada de ensaios do prox. carná. veja bem, quem quizer participar do carnaval, bandas e foliões, que participem.sou contra ficar patrulhando as pessoas.ainda mais para matar o cachê para pagar, trabalhando honestamente, o leite das crianças.só não digam que é rock.fui pra rua 2 dias com meus amigos para me divertir.não sou contra as pessoas, gosto de festa.apenas não sou fã de carnaval e da horrenda trilha sonora da maioria esmagadora do axé. o rock quando participa do carna, participa apenas como um elemento a mais , e não raro como elemento estranho(epa!), tipo nas reportagens de tv locais falando " a tribo do rock tb esteve presente", e focalizam as pessoas que personificam os piores esteriotipos do"roqueiro".alias vejam as declarações de beto tripodi, dos novos barbaros, bradando contra a liberaçõa de verbas para o trio do "rock", preterindo o trio dele e de sua filha que fazem axé music. e o palco do rock, na minha opinião, deveria usar sua força para fazer o evento fora da epoca do carnaval.atrairia mais midia , atenção e publico. não adianta, no carnaval da bahia, dos 90 pra cá, o rock é um intruso.

Anônimo disse...

Está no endereço: http://www.politicalivre.com.br


O enigma da secretaria de Cultura
É fato: a presunção, mais do que a eventual incompetência, de Márcio Meirelles está concorrendo para colocá-lo no panteão dos piores secretários do governo Jaques Wagner, cuja imagem tem sido constantemente golpeada pelos flancos que o representante oficial da pasta da Cultura se encarrega de abrir.
Agora, se não vier a público explicar devidamente o motivo porque resolveu patrocinar na festa de maior visibilidade do Estado, com dinheiro público, atrações completamente estrangeiras à folia, inclusive por seu caráter elitista, Meirelles vai acabar tendo que engolir as acusações de que fez uma “ação entre amigos” neste Carnaval.
Afinal, qual é o propósito de colocar na avenida gente como Otto, Arto Lindsay, Galerinha e um punhado de artistas cujo valor estético e conceitual pode até não se discutir, mas que tiveram, em alguns casos, desempenho melancólico sobre o palco andante dos trios pagos pelo ‘governo de todos nós’?
Quer o secretário, que ganhou o apelido de Macbeth da Província, proporcionar ideologicamente uma reinvenção do Carnaval baiano através de “lições” ao folião ou aos artistas locais de uma forma grotescamente inorgânica? Ou projeta simplesmente “universalizar” com a festa seu gostinho particular com dinheiro coletivo?
Nem pelos poderes de Grace-Skol!

Ajudaria muito a Meirelles se ele compreendesse que, como gestor, tem a obrigação de atuar com transparência e respeito ao que é público, participando adequadamente à sociedade os fundamentos de como deseja servi-la. Não se fala aqui dos interesses que sua administração contrariou, em alguns casos, de forma justificável.
Mas da necessidade de explicitar seu projeto para a cultura baiana, cujo conteúdo ninguém conhece, ninguém viu nem vê, mas sobre o qual se ouve a conversa fiada de que planeja interiorizar as ações públicas no setor. Exatamente. Convenhamos que, em sendo este seu projeto, é muito pouco para ficar onde está.
Pelo visto, se deixarem o secretário assim solto, tentando travestir de popular propostas que estão longe de agradar os excluídos dos camarotes, dos blocos e até da avenida, daqui a pouco Meirelles vai inventar de encenar uma peça de William Shakespeare no próximo domingo de Carnaval em pleno Campo Grande.
Pensando bem, seria até bom para ver se tem talento suficiente para incorporar o Macbeth da Província com que pichou-lhe, pelo visto, até o fim dos tempos, a boca do inferno de Aninha Franco. O problema é que, pelo que já se percebeu há muito, o secretário parece não gostar muito de atuar. Quando muito, dirige!