sábado, março 24, 2007

+ MICRO-RESENHAS

Aulinha de rock
DVD: The 60's Rock Experience Live
Vários
EMI
Um paradoxo meio chato marca este DVD. The 60's Rock Experience Live foi uma série de programas exibidos nos EUA pelo canal PBS, a TVE dos ianques. Alternando números ao vivo no estúdio (diante de uma platéia de tiozinhos apáticos), clipes dos anos 60 e didáticas explicações dos apresentadores do programa (entre eles, um dos cantores do Three Dog Night, brega como a porra!), o DVD como um todo acaba ficando com um desagradável gostinho de empoeirado. Como se todos os músicos, bandas, passeatas, drogas, lutas e loucura daqueles anos incríveis fossem agora peças de museu, páginas dos livros de História que deve ser ensinados às novas gerações em aulas no curso primário. Como ensinar, de forma tão careta, tudo o que se passou numa época tão louca? Apesar disso, salvam-se uma ou outra performance ao vivo, com destaque para as apresentações do Steppenwolf (e seu clássicos eternos Born to be wild, The Pusherman e Magic Carpet Ride), Eric Burdon (The Animals) e Roger McGuinn (The Byrds). O resto parece que só foi lá receber um trocado.

Rock vigoroso em dois tempos
DVD: Final Fling
Big Country
EMI
A banda escocesa Big Country surgiu em 1981 e fez um grande sucesso nas ilhas britânicas no início da carreira, com seu rock vigoroso, baseado em guitarras, engajado e influenciado pelas raízes celtas dos seus integrantes. Praticamente uma desconhecida no Brasil, nunca desfrutou da fama de contemporâneos como U2, Echo and The Bunnymen e The Smiths - até por que não é, nem de longe, tão brilhante quanto estes últimos. Este DVD duplo, que pode ser uma boa introdução para neófitos, contém dois shows completos: um de 1988, nos últimos momentos da então Berlim Oriental e outro em 2000, na sua Glasgow natal. No ano seguinte, o líder Stuart Adamson foi encontrado morto em um quarto de hotel no Havaí, dando fim à carreira da banda. Se a primeira vista, o BC não passa de um grupo da segunda divisão do rock britânico, uma audição mais atenta do material mais antigo pode revelar uma banda bastante afiada em discurso e execução. Não é o U2 (aquele dos tempos áureos), mas dá um caldo.

Micro-resenhas publicadas na coluna Tentações do jornal A Tarde, em datas que não lembro agora. Textos sem a edição do jornal.

5 comentários:

Franchico disse...

Neil Young de volta ao Top Ten americano, quem diria.

http://br.noticias.yahoo.com/s/reuters/cultura_musica_neilyoung_paradas_pol

Ajoelhai-vos rappers de merda e cantoras vadias! O Pai está no recinto.

cebola disse...

Só una cosita: Big Country pode ser de segundo escalão em termos de popularidade, mas só isso. Em termos de composições, na minha modesta opinião, suas "guitarras de foles" não devem um teco ou u2 dos tempos áureos. Eu tenho este dvd, e recomendo, e muito.

Franchico disse...

Massa, Cebola. Até ouvir (e ver) este DVD eu nunca tinha ouvido essa banda (só de "ouvir falar" nas Bizz da época) e achei bem legal.

Tem música nova dos canadenses do Cowboy Junkies no MySpace. My little Basquiat, linda e fantasmagórica. Incrível como essa banda perdura, e bem.

http://www.myspace.com/cowboyjunkies

osvaldo disse...

stuart adamson fazia parte de uma banda da leva inicial do punk, o skids, que tnha um single sensacional, into the valley "into the valley", que dizia no refrão ahoy!ahoy!into the valley, no brasil virou; arroz!arroz!com feijão!

Cláudio Moreira disse...

big country estava na seara do pós-punk inglês dos anos 80, mas aquelas guitarras gaitas de fole era uma influência assumida do universo sonoro do álbum black rose do thin lizzy...vamos separar valor artístico de inserção mercadológica...concordo com cebola