terça-feira, abril 25, 2006

"YOU MAY FIND YOURSELF LIVING IN A SHOTGUN SHACK /

YOU MAY FIND YOURSELF IN ANOTHER PART OF THE WORLD / YOU MAY FIND YOURSELF BEHIND THE WHEEL OF A LARGE AUTOMOBILE / YOU MAY FIND YOURSELF IN A BEAUTIFUL HOUSE / WITH A BEAUTIFUL WIFE / AND YOU MAY ASK YOURSELF / WELL, HOW DID I GET HERE? / LETTING THE DAYS GO BY / LETTING THE WATER HOLD ME DOWN"...
Once in a lifetime, Talking Heads.

O PUNK ROCK PERFUMADO DA FLAUER
Direto ao assunto. Em seu primeiro disco, E se for dessa vez..., a Flauer me cheira muito à punk rock feminino, com ecos de P.J. Harvey, The Breeders, Sleater-Kinney (bandas do movimento riot grrrrls, enfim) e bossa nova. Elas provavelmente negariam, mas senti a influência maligna de Alanis Morrissete e suas mãozinhas suadas avançando sobre os vocais de No need for a friend (faixa 6, que depois fica bem pesada, mas paciência). Bandas punk de meninas costumam ser aquela coisa meio tosca e divertida, puxada pro bubble gum, mas não é o que acontece aqui. Digo, a tosquidão instrumental está presente, mas senti falta de uma certa leveza (e não é no som), um sentido de diversão, mesmo (refrões do tipo cante junto, talvez), substituída por uma inegável pretensão em criar uma obra mais personal. Ei, essas meninas tem pretensão. Aleluia, irmão! Falando sério agora, não é ruim ter pretensão, mas é chato quando a obra em questão fica aquém dela. E infelizmente, é o que acontece aqui. As letras trazem essa pretensão bem patente em versos como "perdida na infinda distância, a liberdade que morreu em mim e não venço nem luto, subsisto em memórias patéticas, sem histórias inéditas, não fujo desse encanto que me amaldiçoou". Ok, eu vou dizer só uma vez, então, se liguem: simplicidade é a chave, meninas. Não compliquem! (Ih, olha só: eu tô falando - pra um bando de mulher - não complicar. O maluco aqui sou eu, óbvio). Contudo, isso não significa que esse primeiro disco da Flauer seja ruim, não, longe disso. Fernanda Veiga tem uma bela voz, muito adequada à sua seara do punk rock, e a banda como um todo passa sinceridade no seu som. Claro que isso não é razão para ninguém gostar, mas o som está bem maneiro. Se não chega a causar uma forte impressão de primeira no ouvinte, também não irrita. A faixa 3, Samba para meu bem, faz aquela improvável mistura de punk com... samba e soa bem. Essa mesma fórmula é usada em outras faixas desse disco, que só tem oito. É o estilo, vá. Já em Come (faixa 5), um canto a capella em inglês faz a introdução para uma bossa bem bonitinha (agora em português) acompanhada de teclado (não creditado no disco), guitarra e bateria, para depois se transmutar em um indie rock quase safado. Já na faixa 6 (a já citada No need for a friend), conhecemos o lado mais feroz da Flauer em sua música mais pesada do disco. A última faixa, Você só mente, é do poeta do morro Noel Rosa, irreconhecível no indie punk das meninas. Desnecessário, ao meu ver, já que não acrescentou muito nem ao Noel, nem ao disco. No geral, trata-se de uma boa banda punk, de sabor indie rock, com alguma influência de música brasileira - o que é muito natural, já que estamos no Brasil, ora essa. Não chega a causar uma impressão muito forte à primeira orelhada, até por que talvez ainda careça de uma identidade mais definida. A indecisão entre cantar em inglês ou português (são três músicas no idioma pátrio, quatro em inglês e uma em ambas) é um forte sinal dessa proposta ainda em aberto - o que é muito normal também, não é toda banda que surge pronta, plenamente conceituada logo de cara. Esse disco foi mixado e masterizado entre janeiro e março do ano passado (não há créditos para estúdio de gravação e produtor). Imagino que à essa altura, elas já estejam mais amadurecidas, em outro nível. Para conferir, é só comparecer no Miss Modular essa quinta, no lançamento do disco. A festinha promete, então confira o serviço logo abaixo. A Flauer é Fernanda Veiga: Vocal, Emília Núñez: Guitarra e backing vocals, Carol Petersen: Guitarra, Fernanda Félix: Baixo e Mariana Drummond: Bateria. Flauer no MySpace / Flauer na Trama Virtual / flauer@walla.com

FLAUER - E SE FOR DESSA VEZ... (Big Bross Records / MuvDiscos / Up Records)
Lançamento do cd, com as bandas: Flauer, Brinde e Maria Bacana.
DJs: Jubaleo e SG Grooveio - Dia: 27/04 (Quinta-feira) - Horário: 22:00 - Local: Miss Modular (Morro da Paciência - Rio Vermelho) - Ingresso: R$ 8,00 (até 0:00) - R$ 10,00 (depois de 0:00) - R$ 15,00 (cd + ingresso até 0:00) Informações: www.bbrecords.com.br / http://ubbibr.fotolog.net/bigbrossrecs.

SABADÃO NO WARM UP BOOM BAHIA
Confesso que não estava no pique da grobo sábado passado. Maresia, sei lá. Já cheguei meio atrasado, no finzinho do show de Ronei Jorge e seus Ladrões de Bicicleta, que faziam seu set com a competência de sempre. Logo deram lugar para a Automata, banda que já vi umas duas vezes antes e realmente, não faz meu estilo, mas que demonstra competência na execução do seu rock pesado a la Deftones e congêneres. Esperava que desse mais gente - tava razoável de público, longe de estar vazio. Eu é que esperava que estivesse lotadão, mesmo. Deve ter sido a chuva, por que a atração principal, o Big Dog dos Pampas, está bombado, até onde eu sei. Mas quem tava no pique pôde se divertir adoidado com o clima tranqüilo reinante e o ambiente coalhado de muitos amigos e conhecidos conversando, rindo e bebendo. Além, claro, de uma quantidade bastante razoável de cocotas a florir o evento. Findo o show da Automata, Cury sobe no palco e anuncia: "Para os fãs do Belle and Sebastian: Sangria!". Uma galera chega junto do palco para conferir o esporro monumental - e enxuto na concepção, coisa de verme que sabe o que está fazendo - dos meninos sangrentos. "Sangra, Sangria!", berravam da platéia alguns amigos, ensaiando um grito de guerra original para a banda. Entre uma música e outra, Pedro Bó (baixo) - apesar de elegância de sempre - balançava e assoprava a mão direita, provavelmente um resultado do esforço exigido para acompanhar o monstruoso baterista Emanuel, que deixa todo mundo de boca aberta com sua técnica, inventividade e garra - definitivamente, um achado, não canso de dizer. A rodinha de pogo é de lei e a galera se choca e se acotovela, feliz da vida. Um careteiro Apú (guitarra) comanda a avalanche de riffs com a competência de sempre, apoiado por Bola (gtr base), que também esbanja presença de palco. E Mauro Pithon (vocal), ah, esse dispensa comentários - mas eu vou comentar assim mesmo. Discutivelmente o melhor frontman de sua geração (afinal, Fábio Cascadura e Moskabilly são páreos duríssimos), Mauro, que fora do proscênio é um rapaz simpático, carinhoso e acessível, à frente da Sangria transforma-se em um magnético sacerdote do caos, o invocador da besta fera sobre a terra, com seus berros, cusparadas para o alto e versos satânicos. Haja garganta. Com os ouvidos zunindo, saio para buscar uma cerveja. Olho pro alto e vejo nos camarotes alguns integrantes do Cachorro Grande e do Matanza, todos visivelmente de queixo caído. O Cachorro Grande demora os vinte minutos-meia hora regulamentares para subir no palco, mas quando o faz, já entra arrebentando com o hit Você não sabe o que perdeu, botando a casa - cheia à essa altura - para cantar junto à plenos pulmões e dançar. Dançar, aliás, é o que mais dá vontade de fazer num show do Big Dog. E na primeira metade do show, era o que mais você via as pessoas fazendo, praticamente o Rock in Rio inteiro estava dançando ao som dos hits da banda gaúcha, especialmente os mais novos, do último disco - aqueles de riffs econômicos que guardam uma certa semelhança com o som dos Strokes. Meninas enlouquecidas cantavam junto todas as letras e Beto Bruno (vocal) se esgoelava como sempre. Uma das coisas que mais gosto no som do Cachorro, especialmente nos shows, é o acompanhamento constante do piano elétrico daquele gordinho que esqueci o nome, o que confere uma classe e um estilo muito pouco em uso hoje em dia - só mesmo uma banda francamente retrô como eles para lançar mão de tal recurso. Outra característica tipicamente retrô deles é a recorrência de jams (felizmente, não muito longas) costurando os espaços entre uma música e outra. Coisa fina, muito bem feita, o que, diga-se de passagem, não é para qualquer um. Eu mesmo não sou fã desse tipo de coisa, mas devo admitir que com eles, funciona maravilhosamente bem, agradando - e não irritando - os ouvidos. Ali pelo fim do show, Beto Bruno chama, nas suas palavras, "o melhor de todos": e Fábio Cascadura sobe ao palco para cantar Jumpin' Jack Flash (Rolling Stones), que começa bem e acaba num concurso pra ver quem grita mais alto - o que é bastante comum nessas ocasiões e nesse horário (quase 4 da matina). O show acaba, o pessoal vai saindo. Encontro Morotó Slim, que me abraça e de repente se vira comigo para os camarotes. Acena para Jimmy do Matanza, levanta meu braço, pega minha mão e a vira para baixo, como se eu estivesse desmunhecando, apontando para ele. Desconfio que ele tava chamando o Gigante Irlandês de viado e me usando para isso, vejam vocês. Eu não sei em quem ele tava se fiando para tamanha ousadia, mas, felizmente, Jimmy sorriu e gesticulou, tipo "Vai te catar, Morotó!". Chegando em casa, o zumbido no meu ouvido era mais alto que meus pensamentos. Incapaz de articular um único pensamento coerente, deitei e dormi instantaneamente.

ESCONDAM SUAS BIKES - Esses dias Ronei Jorge e Os Ladrões de Bicicleta tocam no Rio e em São Paulo, levando seu som esquizo-mpb-rock às exigentes platéias sulistas. As datas são as seguintes: 30.04. no Projeto 2 em 1 (Coppola Music - São Paulo) com Hurtmold e 01.05 no Festival Amplitude (Melt - Rio de Janeiro) com Móveis Coloniais de Acaju.

Aguardem (ou não) atualizações e mais agenda nesse mesmo post, ao longo da semana.

HORA DO ROCK 27.04 - Vai rolar Nick Drake, Nick Cave, Isobel Campbell & Mark Lanegan, Neil Young, Tom Waits, Leonard Cohen, Stooges, MC5, Heartbreakers, Dictators, Sex Pistols, Siouxie and The Banshees e The Clash. Para ouvir: toda quinta, às 21h, na Globo FM (90,1), ou www.gfm.com.br para quem não mora em Salvador.

JAZZ ROCK QUARTET - DATAS: 26/04 - MISS MODULAR - (PRAIA DA PACIÊNCIA, RIO VERMELHO) R$ 5 27/04 - BORR ACHARIA (RUA CONSELHEIRO PEDRO LUIS - RIO VERMELHO) R$ 10.

Nave versão Retrô - Classic Rock - Jovem Guarda - Rockabilly - Mod - Soul - Swing - Nuggets - British Invasion - Revival - Iê Iê Iê - DJs: Janocide - el Cabong - Ramon Prates - Moskabilly Cover - Sputter - Dan Carlos - 29.04.2006 23h R$10 (R$8 até meia-noite) - Miss Modular (Morro da Paciência, 3810, Rio Vermelho) - Salvador-BA Contato: festanave@gmail.comFotolog: http://www.fotolog.com/nave_

Nem Camisa de Vênus, Nem Raul Seixas: PERSONA S.A & ARAPUKA - Nesta noite vai rolar rok'n'roll de verdadeHORÁRIO: A Partir Das 22 Horas. Ingresso:R$ 5,00 Entrada + R$ 5,00 De Consumo. INFORMAÇÕES: Fone: +55 71 9957-4653Ps: O Rock é o mesmo, a banda é a mesma, mas, a Persona agora é S.A (Persona Non Grata) Obs.: A casa só aceita pagamentos em espécie.

Los Canos, Verbase (MG), The Honkers, Vendo 147, Cissa Guimarães e Johnny Marceleza & Os Costeletas - dia 30, domingo, no Miss Modular.

31 comentários:

Alm. Nelson disse...

Post novo no blog do almirante, agora aberto a comentários.


http://almirantenelson.blogspot.com/

Gabriela R. Almeida disse...

Não pude ir sábado, mas estava lá no domingo. Bom público (segundo algumas pessoas que foram nos dois dias, maior até que o de sábado) e atraso de duas horas para o início dos shows.
Gostei muito do Retro, pra variar, e a participação de Nancyta sempre levanta a festa, mesmo que seja com a versão animadíssima de These Boots que todo mundo já conhece.
Sobre o Forgotten Boys, gostei mais do show que rolou no Calypso há uns 2 anos do que do de domingo, mas tenho um problema pessoal com o Forgotten Boys que é achar tudo muito massa só até a quarta música.
Não tinha visto show do Cascadura com a nova formação e achei foda. O show foi ótimo e Fábio tava empolgadão.
Não ficaria lá para ver Matanza pq não consigo levar a banda à sério (nem sei se deveria...), e não é, assim, um Cachoro Grande - o tipo de party rock que me diverte. Acabei assistindo todo o show, provavelmente mais animado da noite. Só não tenho muito como emitir opinião pq realmente o tipo de som dos caras não faz minha cabeça. No máximo posso dizer que parece que 99,99% das pessoas gostaram, menos eu e Batata. Rsrsrs

Ah, Replicantes no Warm Up seria liiiiiiiindo.

Nei Bahia disse...

Domingo foi quase covardia em relação a sábado.
Uma seleção brasileira de rock barulhento, ensurdecedor e malvado, daqueles que a gente adora.
Matanza é a trilha do inferno, Mothorhead brasileiro, a melhor experiência brasileira de heavy metal.
Cascadura...não necessita comentários.

Obs: querida Gabi, Replicantes seria uma boa, mais com repertório dos REPLICANTES.Se aquele chato pegar o violão eu juro que dou uma sapatada nele.(...eu calço 45!!!)

Iris disse...

Paguei carinho e confesso que não gostei muito ( pra variar). Como você mesmo falou, um encontro de amigos regado a cerveja ( 3 por 6). teve clip tortura ( repetição de "alguns" legais, mas que realmente deram nu saco). As cocotas citadas estávam mais para chatonildas desfilando suas botas, maquiagens, fumaças de cigarro mal fumados, câmeras digitais ( TEM QUE BOTAR NO FOTOLOG). Gostei do show de ronei, sangria, retro e cachorro grande . O FODA É VER A GALERA PAGANDO PAU PRA BANDA DE FORA ( exagero, eu sei) . Achei o público frio para as bandas locais. O atraso tmb foi um negócio negativo. Acho que não tenho mais idade para essas coisas ( cof, cof de gente véia). Espero pelo festival em setembro ou outubro pra ver se vai ser mais legal. senti falta de um monte de coisa... vcs sabe, aquela coisinha...essa mesmo...

Franchico disse...

Eu queria que o Boom Bahia fosse na Concha, como as edições de 98 e 99... O Rock in Rio é meio broxante...

As cocotas citadas são assim mesmo, Íris. Tem que botar no fotolog, tem que ostentar as botinhas e camerazinhas... Tem gente que não vai nem na padaria da esquina sem levar a maldita camerazinha, um narcisismo sem fim. Tb acho um puta saco e ridículo pra caralho, ainda bem que minha senhora passa longe dessa babaquice.

Nei, Matanza é legal, mas não consigo levar muito à sério. E pra mim, o som deles tá mais pra hardcore do que pra metal - sim, tem muito de Motorhead, mas no show (o que eu vi, no Festival de Verão do ano passado), todas as músicas parecem iguais. Bateria paco-paco-paco-paco, tudo acelerado, tudo igual. Sem graça. Prefiro em disco, acompanhando as letras, que aliás, são a melhor coisa do Matanza, cada uma vale por um daqueles livrinhos vagabundos de bang bang que vendia em banca de revista, saca?

Ah, e no show dos Replicantes só rola o repertório da banda, até onde eu sei... E se rolar, vai ser lindo mesmo, com certeza.

Gabriela R. Almeida disse...

Como assim, Nei Bahia?? Como você ousa penar em falar mal de WW? RSrsrsrsrsrsrs. Obviamente com repertório dos Replicantes seria bem melhor. É só pq eu acho WW foda anyway e vou ficar com ciúmes se vc falar mal dele!!!

Franchico disse...

Pra quem pode baixar mp3, esse blog aqui embaixo está oferecendo clássicos imorredouros da soul music inteirinhos, como o Let's get it on de Marvin Gaye, Sam Cooke - Live at the Harlem Square Club 1963, Curtis Mayfield - Superfly e The Otis Redding Dictionary of Soul, entre outros. Vão lá e divirtam-se, que eu não tô podendo. Damn...

http://violaovelho.blogspot.com/

Nei Bahia disse...

Chicão, esses são pra baixar de joelho...se segundas intenções nem trocadilhos...

Nei Bahia disse...

Em tempo...
"...pagar pau pra banda de fora"?!?!

O público vai lá pra se divertir e não pra defender as fronteiras do rock da Bahia. O nome disso é XENOFOBIA, mesmo que travestida de atitude.

Deixa disso e curta o som!!

Franchico disse...

Let's get it on é só sexo, sacanagem pura, pelo menos na minha cabecinha suja...

E eu só pago pau pra BUNDA de fora. (e que minha respectiva não leia isso...) ;-)

Nei Bahia disse...

Chico, vc está muito danadinho!!!

Franchico disse...

Pô, é mesmo, eu preciso me plantar. Cláudio Esc mode on: a partir de hj eu vou mudar de postura, vcs vão ver. Vou tomar jeito, ser um rapaz sério. Aaah, eu se divirto com isso aqui...

Franchico disse...

Falando sério agora, no Scream and Yell tem um texto excelente do Marcelo Costa, "Da Crítica da Música Pop", sobre como as recentes críticas a propósito do último disco do Morrissey e do show do Spergrass no Brasil expôs o despreparo de 90% dos críticos que os escreveram. Segundo o autor, o "faça vc mesmo" vigente na internet em blogs e afins diminuiu muito a qualidade do texto crítico de música pop. Concordo, mas acrescento: o amadorismo não está só na internet, não... Tá assim de "achista" por aí...

http://www.screamyell.com.br/

Franchico disse...

BUEMBA! Tarantino dirigirá biografia de Jimi Hendrix. Uia!... Na Dynamite:

http://www.dynamite.com.br/2003a/lernews.cfm?cd_noticia=16138

Bola disse...

Porra!
Cara, de todas as bandas que tocaram, o Matanza era a que eu menos queria ver, mas pra minha surpresa foi DE LONGE o melhor show do festival!!!!
Quem viu , sabe do que eu to falando, publico mais animando de todos ( a galera berrava os refrões ), muscicas coladas, guitarras fodonas, e uma presença de palco que...Putz!
Muito massa!

osvaldo disse...

sabado: cheguei quando ronei e os ladroes estavam acabando o set, sou suspeito pra falar dos caras:ronei é rei.na sequencia o automata fez um show que surprendeu a muitos, apesar de nao ser o estilo favorito de alguns(inclusive eu), mas, gosto pessoal aparte, a presença do automata foi uma das coisas mais significativas do warm up(calma, explico mais adiante).o sangria fez um show bruto, pesado e agoniado.esporro e honestidade, e aquele vocal de serrra eletrica que nao deixa duvida, sangria é rock, destaque para o batera emanuel(rex agora tem concorrencia).falta apenas a cançao que faça a banda explodir.o cachorro grande entrou depois de um looongo intervalo, vi as 5 primeiras musicas, rock'n'roll. energitico e bem tocado incendiou o local, o povo se divertindo. domingo: os retro ja tinham começado e como sempre fizeram um show contagiante, moroto um show a parte e destaque para o trumpete de pochat. forgotten boys começou com os andamentos meio embolados.flavio bate forte mas tava errando o tempo.depois a banda ajustou os tempos e o show fluiu lesgal, com direito a cover de gimme shelter.alias os forgotten sao da escola richards de riffs(alem de townsend,mais comments mais adiante). cascadura fez um show quase emocionante(como disse cury no sabado"boa noite calypso) e fabio é um dos maiores vocais desta porra.coro em queda livre da plateia foi arrepiante e solovera e tiago se encaixaram bem.cascadura got the tunes, man, alias THE best tunes.nao vi matanza, mas soube que foi legal, mas sem surpresas. conclusoes: foi feito um puta line-up, so tinha craque, com exceçao do automata.mas é justamente bandas como o automata que indicam o futuro, se o boom bahia quiser renovar e ampliar o publico do festival.Tem que ter dia metal e afins( nu,emo, hardcore, ect.) porra.a galera mais nova ta cagando pra dylan,stones, joy dision e a essa altura pro red hot. digo isto porque, apesar de nao ter sido um fracasso de publico, um evento desses tem que atrqir mais publico. o som estava alto e claro, mas os vocais estavam embolados.no mais quase todas as bandas se "inspiram" nos riffs de Keith Richards ou da inflencia-mor ds bandas:Pete Townsend. thank god for richards and townsend.parabens a organizaçao do evento, no final o saldo foi positivo.

Iris disse...

"Deixa disso e curta o som!!"

nei é fofo!
:)

Franchico disse...

Eu tô por fora, mesmo. Rolando o maior quebra pau no site da Trama Virtual por causa de um texto do Alexandre Matias sobre o FMI (Festival de Música Independente) em Maceió e nem me chamaram pra porrada tb! Sacanagem!

Falando sério, só soube por que Luciano Matos publicou um texto de desagravo ao Matias no seu blog (http://www.nemo.com.br/elcabong/).

O rebu em casa de noca foi tão bombástico que a Trama retirou o texto original do ar e fez o A.L. publicar uma retratação. Diz que o cara (de cujos textos gosto muito, admito) foi muito preconceituoso sobre Maceió, tipo disse que a cidade é uma grande periferia (não com essas palavras) ou coisa parecida.

Tem uma parte engraçada, conservada na nova versão, que diz assim, abre aspas: "A chegada tardia de Maceió ao cenário pop brasileiro, no entanto, não deformou os ares locais, como aconteceu em cidades como Curitiba (coesa mas esquizofrênica, segura de si mas sem rumo), Salvador (onde a axé music transformou roqueiros em xiitas), Florianópolis (que só faz quando tá com vontade, os verdadeiros novos baianos) e Belo Horizonte (cuja síndrome de inferioridade sob Rio e SP a faz esquecer que alguns dos nomes-chave do pop Brasil dos 90 [Sepultura, Pato Fu, Skank e, sem julgamento de valor, Jota Quest] vieram de lá)."

Pô, até aí, o cara tá certo, né não, é? (Mas venha morar aqui, Matias, procê ver se tu num virava xiita também!)

Mesmo assim, na retratação, o cara continua sendo linchado nos comments. O link é esse aqui:
http://www.tramavirtual.com.br/noticia.jsp?noticia=6596

Franchico disse...

Mondo Bizarro: fotos do The Sun mostram Pete Doherty injetando herô numa fã desacordada, no chão da cozinha da casa do doidão.

http://ultimosegundo.ig.com.br/materias/cultura/2355501-2356000/2355875/2355875_1.xml

Gabriela R. Almeida disse...
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Gabriela R. Almeida disse...

Haja complexo de inferioridade pra esse povo de Maceió que está esculhambando Alexandre Matias, Chico. Putz... Inacreditáveis os comments do post.

Sinta o drama das pérolas: "Alexandre, a sua atitude de apagar o texto pra tentar abafar a cagada só confirma o quanto você é incopetente e incapaz profissionalmente, meu conselho pra você é que procure algo de útil pra fazer pois jornalismo definitivamente não é sua praia, quem sabe algo que você possa ficar de boca fechada e não tenha que escrever nada."

"Você não conseguirá as desculpas de nós, alagoanos, com um corte da introdução do texto inicial, uma vez que não representa sua opinião verdadeira. Até porque esse eu, e creio a maioria das pessoas que leram, não esperava nem queria suas desculpas. Desejávamos mais que você fosse malhado em praça pública, devorado numa espécie de ritual caeté, ou melhor, morresse. Assistiríamos com prazer em nosso imenso bar de terra batida com anúncio pintado na fachada."

Fiquei me perguntando o tamanho da hemorróida com a qual esse último cara acordou no dia em que escreveu isso.

Franchico disse...

É linchamento em praça pública, mesmo, Gabriela. A última vez que vi algo parecido foi qdo o Alan Sieber publicou um cartum com sua versão da Santa Ceia, o que apareceu de carola no blog do cara querendo excomunga-lo foi brincadeira. Mas "complexo de inferioridade" é a definição correta. Pelo visto, o pessoal lá se acha mesmo o mosquito que pousou no cocô do cavalo do bandido... Bem que eles podiam emprestar um tantinho desse complexo de inferioridade pra alguns paulistas e cariocas. Ia equilibrar um pouco essa balança.

Nei Bahia disse...

Iris, 110 Kg de pura travessura!!!

Nei Bahia disse...

em tempo...Bola, concordo contigo, Matanza foi PHODA!!

Nei Bahia disse...

música nova de Neil Young.
Tirada do blog "jam sessions" de jamri França.

?Let?s impeach the president?:

Let?s impeach the president for lying
(Vamos derrubar o presidente por mentir)

And leading our country into war
(E por levar o país à guerra)

Abusing all the power that we gave him
(Abusando do poder que lhe demos)

And shipping all our money out the door
(E mandando todo nosso dinheiro porta fora)

He?s the man who hired all the criminals
(Ele é o homem que contratou todos os criminosos)

The White House shadows who hide behind closed doors
(As sombras que se escondem por trás das portas fechadas daCasa Branca)

And bend the facts to fit with their new stories
(E distorcem os fatos para justificar suas novas histórias)

Of why we have to send our men to war
(Sobre por que temos que mandar nossos homens para a guerra)

Let?s impeach the president for spying
(Vamos derrubar o presidente por espionar)

On citizens inside their own homes
(Os cidadãos dentro de suas casas)

Breaking every law in the country
(Quebrando todas as leis do país)

By tapping our computers and telephones
(Grampeando nossos computadores e telephones)

What if Al Qaeda blew up the levees
(E se a Al Qaeda explodisse as represas)

Would New Orleans have been safer that way
(Será que Nova Orleans ficaria mais segura)

Sheltered by our government?s protection
(Abrigada pela proteção do governo)

Or was someone just not home that day?
(Ou alguém não estava em casa naquele dia?)

Let?s impeach the president
(Vamos derrubar o presidente)

For hijacking our religion and using it to get elected
(Por seqüestrar nossa religião e usa-la para se eleger)

Dividing our country into colors
(Dividindo o país em cores)

And still leaving black people neglected
(E ainda negligenciando os negros)

Thank god he?s racking down on steroids
(Graças a Deus ele está se enchendo de esteróides)

Since he sold his old baseball team
(Desde que vendeu seu velho time de beisebol)

There?s lot of people looking at big trouble
(Há muita gente vendo grandes problemas

But of course the president is clean
(mas é claro que o presidente está limpo)

Thank God
(Graças a Deus)

osvaldo disse...

lamentavel este episodio com matias.continuo achando o cara o melhor jornalista pop atual.o pessoal de maceio descarregou no cara errado seus recalques.pelo contrario, poucos caras tem a cabeça tão aberta feito matias. ele ta pagando, pelo simples fato de ser "gringo", o que outros realmente retrogados fizeram.o engraçado é que as criticas a ele estão eivadas de preconceitos.

miwky disse...

outra entrevista lá no blog: o vestido preto de Valentina - http://burnbahiaburn.blogspot.com

Franchico disse...

Fala, Creizipípou. Hj é terça (2 de maio) e pra variar (mesmo), não estou com meu post semanal pronto à tempo. Mas prometo que entra no ar, no máximo amanhã.

Enquanto isso, fiquem com o recado enviado pelo Reverendo Cláudio Esc. Fala, Craudão!

"Alô rockers e amantes da boa música em geral...o programa "Rock in Geral" comandado pelo nosso querido amigo Eduardo Bastos na Rádio Educadora FM (104.7) vai levar ao ar nesta terça-feira, 02/05, às 21h, o material em inglês da banda carioca Mustang, do ex-Dorsal Atlântica Carlos Lopes...é rock direto e dos bons para quem gosta de fortes emoções...Sintam-se todos convocados! É a hora e a vez do rock de verdade. Vamos em frente macacada e não esqueçam: 'rock até a morte!' (pela internet www.educadora.ba.gov.br clicando no link do programa no horário do mesmo)
Cláudio Moreira"

Bruno Antena disse...

Imagine um jornalista convidado para cobrir um festival de música em Maceió, que passa só dois dias na cidade e resolve fazer um verdadeiro tratado sociológico, sem nenhum respaldo para isso e da seguinte forma: fala mal do aeroporto, das ruas e avenidas, das pessoas, da falta de neons e arranha-céus, erra ao falar sobre a cena local, e, ainda por cima, INVENTA coisas do tipo "os locais costumam chamar quem vem do Rio ou de São Paulo de GRINGOS, como se quisessem dizer: ESSES CARAS QUE TÊM MAIS DINHEIRO QUE A GENTE..." e, ainda, "Maceió é um grande amontoado de barzinhos sobre terra batida"; "a cidade toda é uma grande periferia"; "não existe neons ou letreiros luminosos, os comerciantes anunciam os seus produtos com tinta nas paredes"; "as praias são sujas"...Meu irmão, Maceió é o fim do mundo...Viva Alexandre Matias e a sua desinformação!!!

amanda disse...

oi estava ouvindo o jornal das sete

amanda disse...

interessante a entrevista......
eu mesmo tou querendo vencer medo....... de dirigir. e realmente não devemos deixar aleio da palpites.........
tenho vivenciado essa situação......
visinhos preocupados e curiosos com minha vida..................
foi otimo aprendizado pra mim......