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| Jadsa Castro, que não é parente do blogueiro. Foto Izabella Valverde |
Seu canto visceral e composições sensíveis podem ser testemunhados em show gratuito neste sábado, no Festival Lado BA, com os também locais Caian e MC Cdoze.
Soteropolitana, com “o maior orgulho de morar aqui”, Jadsa só lançou um EP de três faixas, Godê, uma bela promessa de artista nova e música fresquinha, tinindo.
“Comecei na música com 10 anos, tomando aulas de bateria e cavaquinho. Tive uma fase na pré-adolescência em que me senti isolada e precisava de algo que me tirasse desse foco e me levasse a pensar em ‘algo’ além de notas e regras. Assim, comecei a tocar violão. Aos 13 anos tive as minhas primeiras bandas como guitarrista”, relata.
"Tenho uma influencia enorme dos meus pais. Minha mãe sempre cantava pelos cantos da casa num tom tão envolvente que era impossível não amar essa coisa de 'cantar' e gostava de escutar discos de chorinho/instrumentais (faz isso até hoje). Meu pai, quando era mais jovem, tinha um contato muito forte com a música, se reunia com os amigos para tocar na praça do ACM (Cabula) e pelos cantos da casa sempre tinha um pandeiro aqui, um 105 acolá...", acrescenta.
Apoiada pelo trio Tropical Selvagem na produção, Jadsa ainda se impressiona com o resultado de Godê.
“Pelo fato de ser um disco independente gravado em cômodos ‘pingados’ da cidade. Foram três composições minhas num processo de gravação / finalização de seis meses, pelo tempo apertado dos colaboradores”, diz.
“Contei com o total apoio da Tropical Selvagem que é formado por Ronei Jorge (direção / produção musical), João Milet Meirelles (produção, gravação, captação, mix e master) e Lia Cunha (produção visual, física e impressão serigráfica da capa, encarte e cd) e de quatro músicos parceiros: Filipe Mimoso (guitarra), Caio terra (baixo), João Paulo Rangel (bateria) e Robson Santos (percussão)”, conta.
Reaproveitamento musical
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| Gostaram? Última moda em Guantánamo! Foto Izabella Valverde |
“A gente tocou Jabuticabeira, composição minha que cantei a convite da Tropical Selvagem no LáLá em 2015. Espero mais mil ‘coisas’ em breve”, conta.
Inserida nesta nova cena independente, a cantora tem uma visão até pragmática de sua geração.
“Vejo muito ‘reaproveitamento’ musical nos últimos tempos. Refazer, reproduzir, reunir, relembrar. Nossa geração está dando ré pra pescar a nata do bom e isso também fora da Bahia”, diz.
“Sinto que há interação entre os músicos daqui, também há prestigio, agradecimento e reconhecimento, mas cada um no seu barco, velejando até onde der. As parcerias acontecem, mas nada premeditado. Aqui todo mundo se conhece, e se for de apoiar um ao outro, sei que não é necessário muito chororô pra que isso aconteça”, afirma.
Para o ano que vem, Jadsa diz não ter muitos planos ainda. "2017 é um ano bom né? Não tenho planos, tenho desejos e espero que eles possam ser realizados. Desejo o lançamento do EP Godê físico, muitos shows, talvez um primeiro disco gravado e bastante sorvete", conclui.
Jadsa Castro, MC Cdoze e Caian / Festival Lado BA / Sábado, 19 horas / Largo Quincas Berro D´Água / Grátis
NUETAS
Simples Rap show
Veterana do rap local, a Simples Rap’ortagem faz show para lançar o clipe Bocada, faixa do álbum Vinho de 20. Sábado, 19 horas, no Espaço Cultural da Barroquinha, R$ 10.
Cury crowdfunding
Em 2008, o baterista Ricardo Cury fez a crônica de sua vivência no rock local no livro Para Colorir. Agora, ele busca publicar, via crowdfunding, seu primeiro romance, Tchau. Conheça, leia o primeiro capítulo já disponível e colabore se puder: www.catarse.me/tchau.














































