terça-feira, julho 22, 2014

BARRUNFO DO SAMBA É A FAVOR DA LEGALIZAÇÃO, DA DIVERSÃO E DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO

Barrunfo do Samba, foto Flora Rodriguez
Opa, que cheiro é esse? Ih, pintou sujeira na Coletânea no Rock Loco!

É o pessoal da banda Barrunfo do Samba? Ah, tranquilo, deixa os meninos chegarem.

Não se assuste, eles não mordem.

O Barrunfo do Samba é, basicamente, um grupo de samba formado por ex-membros de bandas de rock locais que tem as letras mais hilárias do gênero desde Os Virgulóides.

Vê só a letra de Fui no Inferno e Voltei: “Fui no Inferno e voltei (ah, voltei) / Só tava esperando o começo de mês (outra vez) / Bebendo schin só pra ter caganeira / Prefiro água da torneira”.



O resto, infelizmente, é impublicável, mas já deu pra ter uma ideia da crasse dos meninos.

“Bicho, essas letras é o que a gente vive. Quando sai pro reggae é isso mesmo, é loucura”, afirma Lucas LP (baixo e bandolim).

“Falamos do que vemos, dos amigos, coisas que acontecem. Aí, vamos escrevendo e... tamos aí. É muito natural”, acrescenta.

Lucas é o mais novo membro da Barrunfo. Antes, era da banda Teenage Buzz (vista neste espaço há algum tempo). “Saí por que deixou de ser diversão”, diz.

“Conheci o pessoal no baba, Paulo (voz e cavaco) e Mira (pandeiro). Resenhando e tal, comia água, saía junto, Mira me chamou pra entrar no grupo”.

Ele conta que a banda foi formada no verão entre 2012 e 2013.

“Paulo tinha um cavaquinho em casa, aí começou a tocar com Mira: Bezerra e Moreira da Silva. Aí chegou Tripa 77 (bateria, agogô e caixa), Golias (cuíca), Frota, (tamborim) e Terk (surdão). O último que entrou na banda fui eu”, relata.

Na Escadaria do Paço

Lucas está satisfeito por ter trocado o rock em inglês da Teenage Buzz (que o colunista ainda acha ótima banda, diga-se de passagem) pelo sambão old style emaconhado do Barrunfo.

“Cara, foi muito bom. Expandiu, sabe? Meu pai e meu tio tocam, tinham uma banda, a Sambrasil, tocaram cm Ederaldo Gentil, Gerônimo. Então foi fácil, tá no sangue”, conta.

A conexão com Gerônimo os colocou no palco semanal do homem, na Escadaria do Paço. Parece que ele achou... diferente.



“Começamos com (a música) O Bloco da Prensada, aí já  subiu uma névoa. A galera mais jovem curtiu, os coroas disfarçaram, outros caíram no samba. O Gerônimo eu acho que não gostou tanto.  Ele ficou meio intrigado, prestando atenção. Foi engraçado”, diverte-se.

Só para deixar claro, Lucas garante que, apesar de, enquanto banda, a Barrunfo ser totalmente a favor da legalização da maconha, eles não fazem apologia.

“Aí é uma questão de liberdade individual, né”? Ô!

Veja mais: Barrunfo do Samba.


NUETAS

Callangazoo, bigode

O colunista O blogueiro sempre teve como regra de ouro nunca confiar em pessoas de bigode (seja homem ou mulher). Quando a odiosa taturana subnasal se tornou modinha hispter, aí sim, a antipatia pelo acessório só piorou. Portanto, vá – mas não me convide – para a Festa do Bigode, com a banda Callangazoo. Brincadeira: a banda é ótima e a festa vai bombar. Além do som e do agito, ainda rola um bazar cultural. Quinta-feira, na Casa Preta. 20 horas, R$ 12 e R$ 6.

Help Toinho now

Na quinta-feira o Portela Café recebe a segunda edição da festa beneficente Help Toinho, com renda revertida ao tratamento de saúde do músico Toinho Senna (Beatles in Senna), acometido por um AVC. Com Lo Han, Garotas de Liverpool, Chilli Band, Beatles In Senna, Cavern Beatles, Álvaro Assmar e Valdir Andrade. 21 horas, R$ 20.

sexta-feira, julho 18, 2014

O NEOXILOGRAVURISTA, A COLORISTA E O EDITOR DO MAURÍCIO

No projeto Narrativas Gráficas, a comic shop / galeria RV traz à cidade grandes nomes dos quadrinhos e da ilustração brasileira

Além de abrigar exposições de arte descolada e esvaziar os bolsos dos incautos (e encantados) nerds que ousam adentrar suas instalações, a comic shop / galeria RV Cultura & Arte vem promovendo uma série de eventos em torno da HQ e ilustração, sempre com convidados de alto nível, da Bahia e de fora.

É o projeto Narrativas Gráficas, viabilizado pelo edital de  Dinamização de Espaços Culturais da SecultBA.

Desde março, já ocorreram diversos eventos, como o Bate-papo de fã para fã: A moda das ruas para os mangás, com o grupo Ba Love Juku e a Oficina infantil de HQ, com o quadrinista Sávio Roz.

A programação continua neste mês e em agosto com três convidados muito representativos do atual momento da HQ e da ilustração no Brasil.

São eles: o múltiplas vezes premiado ilustrador e xilogravurista gaúcho Samuel Casal, o editor Sidney Gusman (da Maurício de Sousa Produções e do site Universo HQ) e a colorista Cris Peter, que tem vários trabalhos publicados pela Marvel e DC, além de ter sido indicada ao prêmio Eisner por  Casanova, de Matt Fraction, Fábio Moon e Gabriel Bá.

Samuel ministra workshop de xilogravura no dia 26, Sidney vem bater papo e avaliar portfolios (atenção, desenhistas) no dia 16 de agosto  e Cris vem lançar o livro O Uso das Cores no dia 30 de agosto, além de também conversar com a galera.

Xilogravura, cores, portfolios

A neoxilogravura pop de Samuel Casal
Basicamente um carimbo, a xilogravura é uma técnica ancestral que ganha ares pop e modernos nas mãos de Samuel Casal.

Seu workshop, ele garante, não é só para quem já é artista: “Não é necessário o domínio de técnicas de desenho. Já tive alunos artistas e pessoas sem nenhuma experiência que tiveram bons resultados”, conta.

“As vezes o conhecimento muito evoluído de  técnicas de desenho dificulta a assimilação do novo. O aluno mais aberto, sem um método já dominado, consegue desenvolver de forma igual o trabalho na gravura”, diz Samuel. “Claro que uma noção de desenho facilita, mas não é determinante”, ressalva.

Em 2012, Casal esteve em Salvador com a mostra Gravado no Osso, na mesma RV. “Parece que a região Nordeste assimila de forma um pouco dividida a xilogravura contemporânea do restante do país, talvez justamente por estar mais próxima da cultura popular, do Cordel. Tenho a impressão que não alcança o mesmo impacto que no Centro do país”, percebe.

“É uma técnica primitiva,  que se sobressai mais em ambientes de desenvolvimento tecnológico e urbano mais agressivos. Posso estar enganado, mas  Salvador  passou uma sensação de raízes, algo mais naïf  talvez, que é onde surge o entalhe, a arte manual. Isso é ótimo, é um desafio para o artista, já que só dominar a técnica não determina o efeito que seu trabalho terá sobre o público”, diz.

Com seu livro O Uso das Cores saindo do prelo, a colorista Cris Peter reflete um pouco sobre este trabalho: “O objetivo do livro é tentar unir o raciocínio do uso das cores em várias plataformas. Percebi, ao longo dos meus estudos, que existem várias informações de teorias cromática pelas livrarias, porém todos muito restritos em determinado contexto”, afirma.

“O uso das cores nos quadrinhos não é diferente de seu uso em fotos, ou no design gráfico, ou no ramo audiovisual. A área na qual trabalhamos é simplesmente o que determina nossas ferramentas, e a teoria cromática vai muito além das ferramentas”, observa.

Já o editor Sidney Gusman, que vem avaliar portfolios, aconselha os jovens artistas: “O importante é sempre a pessoa escolher o que acha que produziu de melhor até agora. Não dá pra levar 300 páginas, mas é legal se tiver artes de diferentes etapas de sua carreira, que evidenciem sua evolução”.

“Mas o encontro não tem este fim específico (buscar novos talentos). E sim, trocar ideias e, quem sabe, poder orientar novos talentos”, conclui.

Veja  a programação completa do projeto Narrativas Gráficas no www.rvculturaearte.com

EXTRAS: ENTREVISTAS COMPLETAS

Sidney Gusman, o "Sidão" do UHQ. Foto: Valentiino Melo
SIDNEY GUSMAN

Como vai ser o encontro com os baianos? Vejo que tem bate-papo e leitura de portfolios. A MSP está em busca de novos talentos pelo Brasil?

SG: Eu acompanho autores de todo o Brasil, para possíveis parcerias nas Graphics MSP. Mas esse encontro não tem este fim específico, mas sim trocar ideias e experiências e, quem sabe, poder orientar novos talentos.

Que dica vc pode dar para o jovem que quer te mostrar o portfolio? Selecione poucos trabalhos, mantenha a calma...?

SG: O importante é sempre a pessoa escolher o que acha que produziu de melhor até agora. Claro que não dá pra levar 300 páginas, mas é legal se tiver artes de diferentes etapas de sua carreira, que evidenciem sua evolução.

Desde o lançamento e subsequente estouro da versão mangá da Turma da Mônica, a MSP parece ter entrado em uma nova era de ouro, diversificando bastante a linha de HQs, incluindo graphics com grandes talentos do quadrinho brasileiro. Agora vem aí uma segunda série de graphics. A expansão da MSP vai até aonde? Filmes live action? A conquista do mercado externo? O que podemos esperar da MSP nos próximos anos?

SG: A ideia de "abrir o leque" funcionou e, penso eu, que continuará a todo vapor por muito tempo, pois os personagens do Mauricio são tão cultura pop, que permitem facilmente essas releituras. Estamos, sim, de olho no mercado do exterior (Astronauta - Magnetar já saiu, pela Panini, na Itália, Espanha, França e Alemanha), mas também em outras mídias. O projeto Graphic MSP não nasceu para ficar restrito ao papel. E vem mais coisas legais por aí. Fiquem de olho!

SAMUEL CASAL

Samuel em seu ateliê, foto Julio Cavalheiro
Como vai ser o workshop? É mais indicado para quem nunca fez uma xilogravura ou para quem já tem alguma noção artística?

SC: A xilogravura basicamente parte de um princípio básico que é a criação de um "carimbo" de madeira. Mas esse princípio, mesmo parecendo simples, requer, além de um domínio de ferramentas e suportes específicos, também a re-educação do método de desenhar, que muda do preto no branco, para o branco no preto, trabalha também a inversão da imagem na composição, por exemplo, e é tudo isso que a oficina demonstra, além da própria técnica básica e macetes aprendidos depois de alguns anos gravando . Portanto, não é necessário o domínio de técnicas de desenho, eu mesmo já tive alunos artistas e pessoas sem nenhuma experiência que tiveram bons resultados. As vezes o conhecimento muito evoluído de outras técnicas de desenho já estabelecidos dificulta a assimilação do novo e o aluno mais aberto, sem um método já dominado, consegue desenvolver se forma igual o trabalho na gravura. Claro que uma noção de desenho pode facilitar um resultado mais rápido, mas não é determinante.

O que te inspira para criar uma xilogravura? Vejo que você cria muitas imagens de animais, mas sempre com alguma ironia, um certo humor.

SC: Eu decidi fazer xilogravuras depois de já ter explorado bastante o ambiente digital e também por estar trabalhando como ilustrador profissional por muitos anos, por isso a gravura é para mim um momento de criação 100% autoral e também de libertação criativa. Além da tecnologia que eu uso diariamente e com mais frequência no meu trabalho como ilustrador, que é o computador, também me liberta dos briefings, formatos, textos pré-estabelecidos, ou seja, do desenho com objetivo. Não tem uma inspiração clara ou motivo estabelecido, gosto de sentar e gravar, tanto que quase nunca faço rascunhos ou projeto as matrizes. Prefiro começar a entalhar desde o início e ir vendo o que acontece. Mas também não é regra. Na verdade a regra é não ter regra. Quanto aos animais, eu estive muito tempo envolvido com causas de proteção, sou vegetariano e tenho muito respeito pelos animais. Talvez seja uma espécie de tributo, ou também uma tentativa de mostrar que não somos tão superiores como imaginamos, que eles também podem nos achar bem irracionais em muitas situações.

A partir de uma matriz pronta, quantas cópias você produz e assina de uma xilogravura? A matriz é reaproveitada de alguma forma depois?

A Girafa do Samuel
SC: Quem determina isso é o próprio artista, e é o que acabará limitando a edição e  muitas vezes valorizando mais ou menos uma gravura. Eu costumo fazer tiragens de no máximo 30 peças, salvo exceções. No começo eu fazia tiragens bem menores, mas percebi que aumentando a tiragem eu poderia ter um preço menor e tornar o trabalho mais acessível as pessoas, o que também é um dos princípios da arte da gravura. Já fiz até tiragens declaradas como infinitas, para ter gravuras com preço que possibilitasse quem nunca comprou uma arte, poder levar uma gravura autêntica para sua casa. Desde o começo de 2012 eu comecei a estudar a transformação das matrizes em peças únicas, e consegui bons resultados, inclusive entalhando relevos com a mesma técnica já com o objetivo de criar uma espécie de escultura. Mas eu acho que o entalhe precisa sofrer uma interferência significante para deixar de ser uma matriz de reprodução, não imagino eu vender uma das minhas matrizes, da forma natural que elas são impressas. Sempre trabalho com tintas em camadas, recortes, betumes e outros elementos para fazer essa transformação.

Há algum tempo, você trouxe a mostra Gravado no Osso para a mesma RV aonde vai fazer o workshop. Foi legal esse contato com o público baiano?

SC: Foi também a primeira vez que estive em Salvador e foi muito legal. É também um pouco diferente, parece que a região Nordeste assimila de forma um pouco dividida a xilogravura contemporânea do restante do país, talvez justamente por estar mais próxima da cultura popular, por conta do Cordel, as vezes tenho a impressão que não alcança o mesmo impacto que no Centro do país. É uma técnica primitiva, e que se sobressai mais em ambientes com desenvolvimento tecnológico e urbano mais agressivos, e, posso estar enganado, mas na minha rápida passagem, Salvador me passou uma sensação mais de raízes, algo mais naifi talvez, que é onde surge o entalhe, a arte manual, o que é ótimo, pois é um desafio para o artista, já que só dominar uma técnica, não determina o efeito que seu trabalho terá sobre o público.

Como se relaciona com os fãs do seu trabalho? O pessoal pede dicas etc?

SC: Hoje em dia, com as redes sociais, todos nós ficamos mais acessíveis, e, apesar de você ter que impor alguns limites, é muito legal ter um feedback, contato, trocar idéias com pessoas que seguem seu trabalho. Com responsabilidade, é muito tranquilo de administrar uma relação saudável pessoal e profissional. Muitos pedem dicas de material, querem mostrar seus primeiros resultados, eu mesmo já fiz isso com artistas de quem sou fã, e é muito legal. Também é muito interessante esse veículo tão moderno de comunicação promovendo uma técnica tão primitiva, como a xilogravura

CRIS PETER

Cris Peter, colorista
O seu livro é mais indicado para quem quer seguir pelo caminho da colorização profissional ou também para quem se interessa pelas cores de modo geral, seus significados etc.?

CP: O objetivo do meu livro é justamente tentar unir o raciocínio do uso das cores em várias plataformas diferentes. Percebi, ao longo dos meus estudos sobre o tema, que existem várias informações de teorias cromáticas riquíssimas pelas livrarias, porém todos muito restritos em um determinado contexto. De qualquer maneira, eu sempre consegui enxergar conteúdos ricos pra minha carreira dentro dessas leituras. Pra mim o uso das cores nos quadrinhos não é diferente de seu uso em fotos, ou no design gráfico, ou no ramo audiovisual. A área na qual trabalhamos é simplesmente o que determina as nossas ferramentas, e a teoria cromática vai muito além das ferramentas. Muitas vezes um conhecimento sobre tintas realmente pode acrescentar conteúdo para um profissional que trabalha com fotografia, por exemplo. Portanto acredito que meu livro é indicado para qualquer profissional que trabalhe com o uso da imagem.

Quando vc trabalha para uma grande (Marvel DC etc) é possível encontrar espaço para exercer alguma criatividade ou o negócio é mais rígido, tendo que obedecer aos padrões e climas de cada personagem?

CP: As editoras norte-americanas em geral são muito tranquilas de se trabalhar. A maioria dos trabalhos que faço para a DC Comics são para o selo Vertigo (que contém histórias mais adultas e não trabalha muito com super heróis), já quando trabalho com os personagens mais icônicos da editora (Superman, Batman, Robin) o controle do meu trabalho acaba sendo mais rigoroso. Eu acabo por não buscar muitos trabalhos com a parte mais mainstream da DC justamente para não ter muitas limitações. Já a Marvel me dá liberdade total, assim como a Vertigo.

É gratificante para você o contato com os fãs nesses encontros?

CP: Com toda a certeza. Trabalhar como freelancer é bastante solitário. O contato que tenho com o público em convenções, encontros, e até mesmo na internet é muito valioso pra mim, pois consigo trocar idéias e receber um feedback direto do meu trabalho. Eu, pessoalmente, sempre gostei de ensinar, e conversar com o público me ajuda a ter novas idéias e criar novos projetos.

O que vc está colorindo neste momento?

CP: Estou envolvida em três projetos que ainda não posso divulgar, continuo colorindo Hinterkind para a Vertigo (publicação internacional), vou fazer parte do coletivo 3 2 1 onde vou desenhar e colorir uma história de 3 páginas, estou trabalhando no roteiro de uma HQ online com Ana Koehler chamado Patas Sujas que ainda não tem previsão de publicação online, mas que será meu próximo projeto pessoal depois do livro teórico que estou encerrando agora. Também estou trabalhando no segundo volume do álbum Astronauta das Graphic MSP ao lado do Danilo Beyruth e do Sidney Gusman.

quarta-feira, julho 16, 2014

ROCKS OFF: NEW ORLEANS



Bourbon Street, o quarteirão mais musical do planeta
Nei Bahia, Miguel Cordeiro e Osvaldo Braminha Silveira Jr. falam daquele pedaço de terra norte-americano que deu origem ao jazz, ao blues, à porra toda.

Para variar, uma aula.










Bônus: tema de abertura de Treme, espetacular série da HBO sobre New Orleans pós-Katrina.


PERCPAN DE LARGO

Depois de quatro anos sem acontecer, PercPan volta em sua vigésima edição: na praça, de graça e com atrações populares fechando cada noite

Letieres Leite, Beth Cayres e Guilherme Bellintani ontem, na coletiva do PP
O filho pródigo. Foi com essa imagem, da cria que retorna ao lar, que a vigésima edição do PercPan - Panorama Percussivo Mundial foi lançado na tarde de ontem, durante entrevista coletiva no gabinete do prefeito Antonio Carlos Magalhães Neto.

“O PercPan é o filho que foi embora e rodou o mundo, mas é importante que ele esteja de volta”, afirmou Guilherme Bellintani, secretário de Desenvolvimento, Cultura e Turismo de Salvador.

“Ele se alinha perfeitamente na atual política cultural de Salvador, que quer pensar o novo, mas também não quer jogar fora o que deu certo, como o PercPan”, declarou.

Depois de quatro anos sem ser realizado na cidade em que foi criado, o festival volta diferente, com cara de festa de largo soft: três dias de shows no Terreiro de Jesus, abertos ao público, gratuitos e sempre com grandes atrações de apelo popular fechando a noite (veja os destaques da programação mais abaixo).

Leilía, grupo feminino de percussão da Galícia, Espanha, também vem pro PP
“O PercPan ficou quatro anos sem acontecer. Se o poder público o tivesse apoiado, isso não teria acontecido”, disse o prefeito.

 “Agora, estamos reiniciando o festival do zero, oferecendo mais uma data no calendário de eventos com um evento de referência nacional”, disse.

Ele ainda destacou que “Salvador é a capital nacional da percussão. Então, jamais podemos abrir mão de um evento desse porte e com esse caráter universal”.

Concluindo sua fala, o prefeito disse que, no governo anterior, o orçamento municipal para a cultura (em 2012) foi de R$ 500 mil. “Este ano, entre aporte público e privado –  através do poder público – este orçamento será próximo de R$ 40 milhões”.

Volume mais baixo

O alabê Gabi Guedes vai comandar uma pá de convidados no último dia
Estavam lá também a criadora do PercPan, a produtora Elisabeth Cayres e um dos curadores do festival, o músico Letieres Leite, que trabalhou ao lado do músico e escritor José Miguel Wisnik e do produtor Alê Siqueira.

“Agora que fomos para a rua, vamos trabalhar nos moldes dos festivais de rua do resto do mundo, então a primeira preocupação foi abaixar o volume”, disse Leite.

“A segunda foi promover uma troca dinâmica de atrações. Cada artista visita o outro. A última música de cada show já contará com o artista seguinte participando no palco. Então a percussionista da Galícia participa de uma música das Ganhadeiras de Itapoan, por exemplo”, contou.

Já Beth Cayres disse que levar o PercPan do teatro para a rua sempre foi um desejo dela. “Percussão é rua”, notou.

Ela ainda revelou que uma das atrações, o grupo feminino Orquestra Obìrin, formado especialmente para o festival, “já foi convidado para ir à França gravar um disco”, concluiu Beth.

O sempre invocado Mano Brown, ao lado de sua foto preferida de Malcolm X
PercPan 2014 - de 25 a 27 de julho, no Terreiro de Jesus. Cada dia, um tema
25 de julho (sexta-feira):  Percussão - Voz, Corpo e Palavra. Dia dedicado aos artistas que criam e exercem a percussão a partir da voz e dos batuques no próprio corpo

Banda de Boca (BA)
Barbatuques (SP)

Vocal Sampling (Cuba)
Mano Brown (SP)

26 de julho (sábado): Panorama Percussivo Feminino - Dia dedicado às mulheres

As Ganhadeiras de Itapuã (BA)
Leilía (Espanha)
Sayon Bamba (Guiné Conacri)
Orquestra Obìrin (BA)
Banda Didá (BA)
Margareth Menezes (BA)

27 de julho (Domingo): Das Matrizes às Batidas Contemporâneas. A percussão que vai do terreiro à eletrônica, do ancestral ao digital

Aguidavi do Gegê (BA)
Marcio Victor & Samba Chula de São Braz (BA)
Percussivo Mundo Novo (BA)

Gabi Guedes (BA), Dj Cia (SP) e convidados
Marcelo D2 & Banda (RJ)

terça-feira, julho 15, 2014

DESRROCHE, BANDA DE GÓTICO INDUSTRIAL, FAZ OS SHOWS MAIS IMPRESSIONANTES DA CENA LOCAL

Desrroche, foto Fernando Lopes
No último domingo, pouco depois do tetra alemão, sirenes de ataque anti-aéreo soaram no Pelourinho.

As pessoas não entenderam direito o que estava acontecendo, enquanto ouviam o som de aviões e helicópteros que pareciam sobrevoar o local.

Fumaça. Em meio ao público, homens acorrentados, trajados como o elenco de Mad Max, surgiram, e auxiliados por um outro sujeito vestido de forma extravagante, se livraram das correntes e subiram ao palco.

Tudo isso foi só o início do show da banda local de rock gótico industrial Desrroche, que se apresentou no Largo Pedro Archanjo com as bandas Síncope e Os Jonsóns.

Foi uma intervenção”, conta Lexpedra, o vocalista e responsável pelo “resgate” dos outros membros da banda.

Fizemos um ato, como se os caras estivessem em um campo de concentração, encapuzados e acorrentados. Criamos um ambiente de guerra mesmo, eu puxando a corrente no meio do publico, aí rolava o sinal de ataque aéreo, eu mandava todo mundo se agachar, ninguém sabia o que estava rolando. Cara... foi demais”, diverte-se.

"Devemos voltar a nos apresentar no Pelô no Halloween, mas ainda vamos confirmar. Mas daqui pra lá com certeza outras coisas, outros shows devem acontecer", garante.



Rammstein com Kiss

Atualmente contando com Lexpedra, Lucius Dark (sintetizador), Ninovski (baixo), Rada Horus (guitarra), Luca Oliver (violino) e Moka (bateria), a Desrroche é uma daquelas bandas que se esmeram no visual, inspirando-se no sentido de espetáculo do Kiss e no estilo neoexpressionista heavy industrial dos alemães do Rammstein.

"Kiss e Rammstein são nossas bandas preferidas”, afirma Lex.

“Os caras fazem espetáculo. Você  não sabe se bate cabeça ou se presta atenção. É performance, teatro, interação com o público, cinema expressionista, pirotecnia, iluminação – tudo muito organizado. Isso me cativou. Coisa bem feita, a galera assiste e sai impressionada”, diz.

Na atividade desde 2002, a banda já tem dois CDs e alguns EPs gravados – sempre com letras em português.

“O rock é universal, tem que ser cantado em todas línguas”, afirma Lex.

"A Desrroche vem de outra banda. Eu era de uma banda punk nos anos 1990, e o pessoal me chamou para tocar baixo. Mas eles tavam mesmo precisando de um vocalista, só que a minha linha não era exatamente o punk. Na época eu gostava muito de grunge, psicodélico e tal. Enfim eu queria fazer um projeto dentro disso, envolvendo tanto o punk quanto outra música mais peculiar. Sugeri montar outra banda, e a Desrroche saiu disso", relata.

"Aí em meados de 2000, 2001, eu conheci o Rammstein. Já conhecia Marilyn Manson, Rob Zombie etc, que eu gostava muito e procurava aqui em Salvador quem fizesse esse tipo de som. Ninguém fazia isso por aqui. Eu vou ter que fazer. Eu gosto e tenho que encontrar quem goste também. Esse foi um dos motivos para montar esse projeto. Tava cansado de ir para o show e só ouvir a música. Isso pra mim é tedioso. Prefiro pôr o CD e ouvir em casa", afirma.

"Aí nos shows rolam umas pirotecnias, uns fogos indoor quando é possível, tem que ter autorização, claro. Mas sempre que dá, usamos. Tentamos fazer um espetáculo mesmo, é uma coisa totalmente insana", garante Lex.

"Nesse sentido, o Kiss é muito importante pra gente. Foi uma época muito boa do rock, toda aquela fantasia, isso é muito bom, uma influência grande. Nosso baixista é louco por Kiss desde antes de entrar. Ele já gostava da Desrroche, e quando surgiu o convite ele ficou felizão", conta.

"Uma coisa nova legal foi a entrada do violinista Luca Oliver. Ontem (domingo) foi a estreia dele e foi perfeito. Na música Se Eu Morresse Amanhã arrancamos lágrimas do público. Foi muito forte, muito emocionante, uma pegada louca, cara", conta.

"No início desse ano lançamos um single chamado Canção Nova. Agora  estamos batalhando para gravar um outro EP com mais 4 ou cinco músicas”, diz.

Batalha, mesmo. “Por show, a banda gasta uns R$ 2 mil em produção”, garante o cantor.

“Tem bandeiras, cilindros de gás, macacão com faróis, toda uma parafernália que a gente mesmo monta”, conclui.

Ouça: www.facebook.com/BandaDesrroche



NUETAS

Dia do Rock local

Os brasilienses da Madre Negra
Madre Negra (DF), Pâncreas, Overdose Alcóolica e Scream For Maiden se apresentam neste domingo, no Largo Pedro Archanjo, em comemoração atrasada (por conta de Copa etc) ao Dia Municipal do Rock. A partir das 15 horas já tem bate-papo com os músicos. Leve um quilo de alimento ou um agasalho.

Camisa com Lo Han

O Camisa de Vênus segue nova temporada (a terceira) aos sábados no Dubliner’s. Esta semana, o hard rock da  Lo Han abre a night. 22 horas, R$ 30.

Scambo com Oriente

A banda local Scambo recebe a niteroiense Oriente para um show na casa The Hall neste domingo (20), às 16 horas. A formação da Oriente é inusitada, prometendo algo diferente: Nissin (vocal), Chino (vocal), Bruno Silva (Baixo, Violino) e Geninho (beatbox, vocal de apoio). R$ 30 (pista antecipado), nas lojas Midialouca (RV), HC3 (Shopping Iguatemi) e BBZen (Pituba).

segunda-feira, julho 14, 2014

MÚSICA ERUDITA LOCAL, NACIONAL E INTERNACIONAL EM FOCO

Com mais de 100 ações artísticas e acadêmicas, a série de eventos MAB - Música de Agora na Bahia volta com patrocínio da Petrobras e um ano e meio de duração

OCA (Oficina de Composição Agora), organizador do MAB. Ft: Emilio Le Roux
Realizado pela primeira vez em 2012, a série de eventos MAB - Música de Agora na Bahia volta a partir de hoje em edição maior e mais ambiciosa, com uma programação que se estenderá por nada menos que 18 meses, até dezembro de 2015, com patrocínio da Petrobras, via seleção pública de Redes de Música do Programa Petrobras Cultural.

Dedicado a divulgar a produção da música de concerto (ou erudita) contemporânea criada na Bahia, no Brasil e no mundo, o MAB trouxe à cidade, em 2012, nomes significativos deste cenário.

Entre eles, o pianista belga Daan Vandewalle, o compositor português João Pedro Oliveira, a alemã Farnziska Schroeder e os norte-americanos Jon Appleton (um dos criadores do sintetizador) e Paul Botelho.

Para esta edição, ainda não foram divulgados nomes internacionais, mas já há três bons eventos na programação, que está só começando.

Ensemble MAB. Foto: Lia Sfoggia
A abertura do projeto será hoje a noite, no Salão Nobre da Reitoria da Ufba, com o MAB Ensemble, grupo criado especialmente para esta edição do MAB, executando peças de autores contemporâneos baianos, como Paulo Costa Lima, Alexandre Espinheira, Paulo Rios Filho, Guilherme Bertissolo, Túlio Augusto, Alisson Gonçalves, Joélio Santos e Danniel Ferraz.

Os membros do MAB Ensemble foram selecionados entre alguns dos melhores músicos da Orquestra Sinfônica da Bahia (Osba), portanto, a atuação certamente será de alto nível, confira: Lucas Robatto (flauta), Vladimir Bomfim (violão), Pedro Robatto (clarinete) e Fernanda Monteiro (violoncelo)

Depois de amanhã, o segundo evento: uma Projeção Sonora Especial, com a apresentação de obras eletrônicas e interativas, projeção de vídeos e a participação do DJ João Meirelles, ele mesmo compositor de música contemporânea e colaborador do MAB.

Nas projeções sonoras, as peças musicais são reproduzidas em sistema de som quadrifônico, “cercando” o ouvinte com o som, quase sempre acompanhado de projeções visuais e / ou performances.

O outro evento previsto é ainda em setembro, com o lançamento de uma série de concertos em cidades do interior do estado.

O primeiro será no Teatro Cidade do Saber em Camaçari, no dia 3 de setembro, com o MAB Ensemble. Entre os eventos desta semana e este último, outros surgirão. Para acompanhar, vale seguir o MAB nas redes sociais.

Mas nem só de concertos será feito o MAB 2014-15.

Serão mais de mais de cem ações artísticas e acadêmicas, incluindo palestras, recitais em escolas públicas, intervenções performáticas, seminários, workshops, concursos de composição locais e um latino-americano, além da concessão de bolsas para estudantes da rede pública e para compositores de outros estados do Brasil.

O MAB é uma realização do coletivo de músicos baianos OCA (Oficina de Composição Agora).

Concerto de Abertura MAB – Música de Agora na Bahia 2014-15 / Com MAB Ensemble / Hoje, 20 horas / Salão Nobre da Reitoria da UFBA / Gratuito

quinta-feira, julho 10, 2014

O SURF BUDISMO DE ANDRÉ L. R. MENDES: SUBINDO À TONA A PARTIR DO DIA 15

André L. R. Mendes. Foto: Cintia Moreno.
André L. R. Mendes é, possivelmente, o músico baiano que mais saiu nesta coluna (a Coletânea, do Caderno 2+ do jornal A Tarde) desde que ela foi assumida por este jornalista, há seis anos.

Contando com a de  hoje, já  são cinco Coletâneas: quatro aparições solo e uma com Os Culpados.

A razão é simples: ninguém produz com tanta regularidade (mantendo a qualidade) quanto o ex-Maria Bacana – sua histórica banda nos anos 1990.

Depois que desfez a banda Os Culpados, André se lançou na missão de lançar um álbum solo por ano, sempre no dia 15 de julho, sua data de aniversário.

Em 2011, estreou solo com  Bem-Vindo à Navegação. Em 2012, Enfim Terra Firme. Em 2013, Amor Atlântico.

A cada disco, ele contabiliza mais de 40 mil audições e downloads. Parece pouco, mas é um número significativo para quem faz tudo do próprio bolso, sem recorrer a editais.

Semana que vem, ele chega ao quarto capítulo desta saga musical litorânea: Surf Budismo. O colunista já deu uma ouvida e arrisca: é o melhor dos quatro.

Se nos três primeiros André buscava uma linguagem mais acústica meio na linha Jack Johnson, desta vez o cara mergulhou numa estética eletrônica lo fi vintage, remetendo muito à seminal banda indie escocesa Orange Juice (1979-85) e aos gaúchos Os The Darma Lóvers.

Sabe o que é mais louco? Ele jura que não conhece nenhuma das duas bandas.

Sabe o que é mais louco ainda? Ele gravou tudo sozinho, num iPad.

“Eu já tinha trabalhado com produtores: andré t. no Bem-Vindo e Jorge Solovera nos dois últimos. Aí alguém me mostrou um aplicativo chamado Garage Band. Fiquei intrigado, ‘pô, será que consigo fazer um álbum com isso  aqui’”, se perguntou André.

“Comecei a mexer e descobri que dava, sim. Cara, eu vi a luz. Posso gravar a hora que eu         quiser, do jeito que eu quiser. Não deu certo? Descarto ali mesmo. Liberdade total”, comemora.

"Eu pude fazer o disco que eu queria sem a pressão de um estúdio, a hora correndo. Se eu tiver uma ideia de letra, posso mudar as duas horas da manhã, se eu quiser, gravar um trilha de guitarra a qualquer hora. Então botei muita coisa ali", afirma.


Dez guitarras

Há quem cante no banheiro. André grava de madrugada no iPad. Ft: Cintia Moreno
Ele conta que a opção por timbragens e sons mais eletrônicos foi em decorrência da própria ferramenta de gravação.

“Quando você abre o programa, ele te dá algumas opções de bateria. Mas  se você usa uma analógica, soa muito artificial. Aí escancarei logo que é programação. Daí o disco  ficou com esse clima mais eletrônico. Mas comecei as canções como sempre, na voz e violão”.

"Agora, você tem que estudar o programa, para ter uma noção do que você quer. Também aprendi muito com Solovera, vendo ele produzir. Aí você vai montando: joga uma caixa no tempo que você quer e vai montando o resto. Você mesmo toca o baixo, o piano, o teclado. Tudo virtual, mas é você que toca. E ainda tem pedaços de bateria que são tocadas, mesmo. É o futuro, rapaz! Nem tudo que chega de novidade é diluidor", aposta.

“Agora, não tem comparação gravar uma Gibson em  numa mesa JCM. No iPad você grava direto no aparelho. Aí botei dez guitarras para equiparar”, diz.

"E posso dizer que fiquei muito satisfeito com o resultado. Ouço e me admiro: fiz em casa. É libertador. Se eu quiser, posso emendar outro agora mesmo. Eu posso", ameaça.

"Tematicamente, ele fala de algumas coisas. Volto ao velho tema do amor, que eu sempre vou falar. Acho legal - se você faz de uma forma legal, claro", diz André.

"Falo também do clima que rola hoje em dia no Brasil. A música O Medo nos Olhos de Marina fala dessa conspiração do medo batendo em nossa porta. Acho que temos que deixar essa merda para lá, seguir em frente. Senão não saímos nem da cama. Não assisto mais jornal. Acho que vivo melhor assim", afirma.

Surf Budismo (e os outros discos de André) saem de graça no site dele. Quem quiser colaborar pode comprar um postal. Ouve lá e me diz se não é legal pra caramba?

Baixe: www.andremendesmusica.com.br (Surf Budismo só a partir do dia 15)


NUETAS

Síncope, Os Jonsóns, Desrroche

Desrroche. Medo.
O Dia Mundial do Rock no Pelourinho terá as bandas Síncope (heavy metal clássico), Desrroche (gótico industrial) e Os Jonsóns (rock 'n' roll). Domingo, às 18 horas, na Praça Pedro Archanjo. Grátis.

Cavalera Conspiracy

Para anotar na agenda: a banda Cavalera Conspiracy, dos irmãos Max e Iggor (ambos fundadores e ex-membros do Sepultura) fazem seu primeiro show em Salvador no 7 de setembro, às 20 horas, no Bali Beach Club. 1º lote: R$ 80, no www.ticketbrasil.com.br.

Los Tenebrosos@Other Place

Amanhã e na próxima sexta, dia 18, o pessoal da Lo Han ("disfarçados" sob o nome Los Tenebrosos) toca clássicos do rock em versão acústica no happy hour do The Other Place (Rua Ariston Betinho De Carvalho, 247 - Brotas). É como eles dizem: "Motos, chopp artesanal, frango frito, sinuca, telão e muito Rock and Roll". Tá bom, né? 20 horas, 5 pilas.

UPDATE DE ÚLTIMA HORA: Dave Lombardo em Salvador

O lendário e absolutamente devastador baterista original do Slayer, Dave Lombardo, fará uma turnê de workshops pelo Brasil em agosto. Salvador será exatamente a primeira parada do músico no país, no dia 23. Veja mais.

terça-feira, julho 08, 2014

ROCKS OFF NA COPA: KRAUT ROCK, HÜNDIN!*


*Bitch, em alemão.

Isso mesmo que vocês leram. K.R.A.U.T. ROCK, BITCH!

Só mesmo os professores do podcast Rocks Off para nos brindar, no dia do jogo decisivo do Brasil contra a Alemanha, com uma aula sobre a casta do mais puro (ops) rock alemão.

FO-DA.

Com a chefia de sempre: Nei Bahia, Osvaldo Braminha Silveira Jr. e Miguel Cordeiro.

Pode se esbaldar, jawöhl?

Agora, se me dão licença, tem um balde de cerveja Bitburger e uma travessa de salsichões com chucrute me aguardando...

BÔNUS > KRAUTROCK: THE REBIRTH OF GERMANY, um documentário da BBC

RELATOS DE UM MORTO MUITO LOUCO

Como fizemos ano passado, selecionamos uma pequena biblioteca com lançamentos para celebrar o Dia Mundial do Rock. Este ano, a data vem com relatos da morte do gênero e de alguns de seus mortos ilustres

O Quinto Beatle: A História de Brian Epstein
No dia 13, em alguns cantos do planeta, será comemorado o Dia Mundial do Rock, uma data chapa-branca instituída pela ONU em reconhecimento ao mega concerto beneficente Live Aid, ocorrido neste mesmo dia, dos dois lados do Atlântico.

Se a data é chapa-branca, o momento é de luto, pois – notícia velha: o rock morreu.

De novo. A primeira vez foi em 1959, quando Buddy Holly e Richie Valens morreram em um acidente de avião e Elvis entrou para o exército.

A segunda vez foi em 1969, quando Hell's Angels esfaquearam um jovem negro nos show dos Rolling Stones em Altamont e John Lennon declarou o sonho defunto.

De novo em 1976, quando o levante do punk inglês no future soterrou a pompa milionária do rock progressivo em ondas de cuspe e dois acordes de agressividade.

E, principalmente, em algum momento na última década, quando – aí, sim – ele foi abandonado pela juventude: a) embevecida pelo chicobuarquismo tosco dos Los Hermamos e b) hipnotizada pela própria imagem em redes sociais.

E só o que temos hoje são revivals dos revivals em megafestivais que mais parecem shopping centers, de tanta propaganda espalhada.

Se o rock não morreu, com certeza a sensação de perigo – a subversão que o definia – está  mortinha e sepultada sob um stand de telefonia celular no Rock in Rio.

Memórias  da derrocada

Para assumir o arcaísmo de uma vez: a resposta está (sempre esteve) nas páginas dos livros.

Entre biografias, HQs e estudos, a bibliografia roqueira no Brasil só cresce.

Se vacilar, os livros do rock já devem estar vendendo mais do que os  discos – mais um sinal destes tempos tristes.

O mais bombástico deles é, de longe, O Dia em que o Rock Morreu, do jornalista André Forastieri.

Veterano da imprensa roqueira no Brasil, André dirigiu a revista Bizz nos bons tempos do estouro do grunge, depois saiu e fundou a saudosa revista General.

No livro, ele reúne textos escritos em várias epocas, desde a Bizz até alguns mais recentes para o Portal R7, aonde é blogueiro.

Dono de opiniões fortes, já comprou briga com muita gente. Chegou a ser demitido da Folha de S. Paulo ao sugerir que alguém desse um tiro Regina Casé em uma crônica.

(Dizem as más línguas que uma certa máfia do dendê exigiu a cabeça dele por isso nos bastidores).

Voltando ao livro, nele encontramos um par de boas explicações para a tal morte do rock (no Brasil) em pelo menos dois textos.

Em "Por que os jovens brasileiros não gostam mais de rock, em uma frase (bem longa)", ele manda: "Os jovens brasileiros não gostam mais de rock porque o rock brasileiro sempre foi meio MPB, mais dependente da sofisticação literária e da relevância ideológica do que suas contrapartes anglófonas, sempre foi prioritariamente produzido e consumido pela classe média de escola particular, e este grupo perdeu o protagonismo histórico que possuía, político, cultural e econômico (foi espremido entre a ascensão massiva das ágrafas classes C e D, cuja experiência musical fundamental é a celebração coletiva da vida melhor, pululante e ao vivo, e a decolagem de uma superclasse de super-ricos acríticos cuja expressão cultural se dá por meio do consumo e do exibicionismo, e que vai tomar champanhe nos espaços VIPs dos megafestivais como quem vai a Aspen ou Nova York)"... e por aí vai.

Já em "O sucesso da nova MPB e o fracasso da Música Impopular Brasileira", ele detona toda a geração pós-Los Hermanos, que largou as guitarras em prol de uma nova (velha) estética MPBista: "A (matéria) mais chamativa (na revista Serafina, da Folha de S. Paulo) tem um time de caras novas imitando a pose da capa de Tropicália, o disco que lançou Gil, Caetano, Gal, e o movimento que até hoje dá assunto. É gente como Romulo Fróes, Márcia Castro, Naná Rizinni, Marcelo Jeneci e Emicida. Quem? Não se avexe. Ninguém conhece, fora jornalistas, publicitários e similares. Ninguém ouve. Ninguém se importa. Eles não fazem MPB, Música Popular Brasileira. Fazem MIP: Música Impopular Brasileira".

Você pode concordar, você pode discordar, mas de uma coisa não há dúvida: André Forastieri é rock 'n' roll pra cacete.

Outros lançamentos imperdíveis são Cheguei Bem a Tempo de Ver o Palco Desabar e Dias de Luta: O Rock e o Brasil dos Anos 80, ambos do jornalista Ricardo Alexandre, outro ex-editor da Bizz.

O primeiro é uma coletânea de textos sobre o rock brasileiro dos anos 1990 para cá, publicados em seu blog no portal MSN.

Um relato que vai do estouro da geração 1990 até a derrocada que ocorreu, muito agudo e revelador, e ao mesmo tempo até um tanto terno.

Só não dá para entender por que ele ignorou a cena baiana, entre tantas outras  analisadas.

Dias de Luta é, tranquilamente, o melhor relato / estudo dos dias de glória do BRock nos anos 1980, quando o rock era a última moda.

Uma pesquisa profunda e multidisciplinar, capaz de expandir o entendimento do fenômeno do rock no Brasil até para quem viveu a época.

Lançado em 2003, foi recentemente relançado. Leitura obrigatória.

Além da ascenção & queda do rock tupiniquim relatada nesses livros, alguns outros lançamentos dignos de aplausos tem chegado às livrarias.


Macca e HQs de empresários mortos

A sempre privilegiada seara beatlemaníaca tem dois ótimos lançamentos: Man on the Run: Paul McCartney nos anos 1970, de Tom Doyle e O Quinto Beatle: A História de Brian Epstein, HQ de Vivek J. Tiwary, Andrew C. Robinson e Kyler Baker.

O primeiro traz uma pesquisa minuciosa da década de 1970 na vida de Macca. O relato começa com ele em uma depressão – o fim dos Beatles – e termina com ele em outra: o assassinato de John Lennon.

No meio, o recomeço em uma carreira solo brilhante, muitos discos ótimos lançados ao lado de sua banda Wings, aventuras na África e um par de prisões por porte de maconha.

O Quinto Beatle é uma belíssima HQ em formato grandão que, mais do que biografar o lendário empresário dos Beatles, busca “capturar sua essência”, como diz o autor.

Malcolm, de Massari e Thomé
Judeu e homossexual numa época em que a sodomia era ilegal no Reino Unido, Brian Epstein é retratado como um charmoso visionário fascinado por touradas, viciado em bolinhas e com uma aptidão nata para construir ídolos.

A HQ deixa clara a visão empresarial de Epstein e o quanto ela foi responsável pelo advento da beatlemania.

Curiosamente, a outra HQ do pacote é sobre outro empresário (morto) visionário do rock: Malcolm traz a íntegra de uma entrevista de Malcolm McLaren para o Reverendo Fabio Massari  em seus tempos de MTV (em 1995), magnificamente quadrinizada por Luciano Thomé.

McLaren, para quem não sabe, foi um dos catalisadores do movimento punk na Inglaterra ao reunir e empresariar os Sex Pistols – entre outras proezas.

A HQ não é longa, lê-se de uma sentada. Mas cada vírgula é valiosa. McLaren era um poço de contradições, sabedoria e muita história para contar.

Do cinza ao multicolorido

Biografia clássica de ícone trágico, Tocando a Distância: Ian Curtis & Joy Division foi escrito pela viúva de Ian, Deborah Curtis, pouco após seu suicídio.

Líder de uma banda de carreira curta e ainda mais influente hoje do que na época, Ian personificou o arquétipo mais frequente do rock após o punk: o poeta deprimido suicida, fascinado pela glória póstuma.

Tão fascinado que não hesitou em abrir mão da vida ao lado de esposa e filha pequena – e olha que a banda estava em plena rota de ascenção, com excursão marcada para os EUA.

Do outro lado do espectro de cores roqueiras, saímos do cinza deprê pós-punk para a alegria multicolorida sem noção da era disco em Abba: A Biografia, de Carl Magnus Palm.

Se faltava gosto ao quarteto sueco na hora de compor o guarda-roupa, sobrava talento ao compor uma miríade de hits inesquecíveis, entranhados no imaginário ocidental, como Dancing Queen, Waterloo, Mamma Mia, S.O.S., The Winner Takes It All etc.

O conterrâneo Palm pesquisou a fundo a trajetória de dez anos de Agnetha, Bjorn, Benny e Anni-Frid, desde a dupla dos dois rapazes no anos 1960 até o fim melancólico em 1982, com direito a detalhes do musical Mamma Mia!, de 2005.

Um belo tributo ao equivalente sueco dos Beatles (para eles lá), de leitura fácil e gostosa - como aqueles velhos hits.

Para fechar, o quadrinista / ilustrador Hervé Bourhis volta com seu novo álbum: 45 Rotações de Rock, no qual seleciona os 45 singles de 45 rotações mais importantes do gênero.

Seus critérios de seleção são bem canônicos, por assim dizer, o que torna o livro uma leitura bem indicada para quem está começando a se aplicar no beabá roqueiro. Bem desenhado e recheado de informações históricas e curiosidades, vale o investimento.

SERVIÇO GERAL

O Quinto Beatle: A História de Brian Epstein / HQ de Vivek J. Tiwary, Andrew C. Robinson e Kyler Baker / Aleph / 168 p / R$ 59,90 

Abba: A biografia, de Carl Magnus Palm / Best-Seller / 462 p. /R$ 48

Tocando a Distância: Ian Curtis & Joy Division, de Deborah Curtis / Ideal / 328 p. / R$ 31,92

Man on the run: Paul McCartney nos anos 1970, de Tom Doyle / LeYa/ 352 p./ R$ 49,90

Malcolm / HQ de Fabio Massari e Luciano Thomé / Mondo Massari - Ideal / 64 p. / R$ 29,90

O dia em que o rock morreu, de André Forastieri / Arquipélago / 184 p./ R$ 29,90

Cheguei bem a tempo de ver o palco desabar, de Ricardo Alexandre / Arquipélago / 256 p. / R$ 34,90

Dias de luta, de Ricardo Alexandre / Arquipélago / 440 p. / R$ 39,90

45 Rotações de Rock, de Hervé Bourhis / Conrad / 48 p. / R$ 37.90

sexta-feira, julho 04, 2014

PESCA COM BOMBAS CAUSA ARERÊ EM MONTE SERRAT COM O TIRA MAIS DURÃO DE SALVADOR

HQ: Tungstênio, de Marcello Quintanilha, traz trama super ágil na capital baiana

Além de prejuízos à fauna e flora marinha, a pesca com bombas na Baía de Todos os Santos já deu muita confusão.

Nenhuma, porém, tão ensandecida (e divertida) quanto a mostrada na graphic novel Tungstênio, de Marcello Quintanilha.

O quadrinista niteroiense, residente em Barcelona, é hoje um dos mais aclamados profissionais da área no Brasil e na Europa, aonde trabalha ao lado do argentino Jorge Zentner e do espanhol Montecarlo, com os quais assina a série Sept balles pour Oxford, para a editora belga Le Lombard.

Em 2004, Quintanilha esteve na capital baiana para produzir o álbum Cidades Ilustradas: Salvador (Casa 21, 2005).

A estadia o marcou profundamente, rendendo ainda um par de HQs no álbum Almas Públicas (Conrad, 2011) e agora, uma graphic novel inteira, Tungstênio.

O PM, o X-9, o tiozão e a patroa

“Salvador sempre esteve no meu imaginário, seja através da literatura, do cinema ou da música”, conta Quintanilha, por email.

“E conhecer a cidade pessoalmente significou a confirmação de todas as minhas expectativas — foi como encontrar-me comigo mesmo”, diz.

O quadrinista é conhecido não só pela habilidade plástica com que desenha personagens e cidades, mas também pelo rigoroso domínio narrativo sequencial, além de um especial interesse em histórias protagonizadas por tipos bem populares: motoristas de ônibus, jogadores de futebol, camelôs.

Em Tungstênio, isto não é diferente. Tudo começa quando um  sargento reformado, tiozão, e um traficantezinho X-9 flagram uma dupla pescando com bombas, próximo ao Forte de Monte Serrat.

O X-9 liga para seu contato, o PM paisana mais casca-grossa de Salvador, Richard – que  está em crise matrimonial com a patroa, Lúcia.

Contar mais é estragar a leitura. Basta dizer que a trama é extremamente ágil, violenta e terna ao mesmo tempo – e que tem seu auge no notório restaurante / casa de shows de Itapoan, o Casquinha de Siri (hoje  aberto com outro nome).

“A ideia para o argumento surgiu à partir de uma sucinta notícia transmitida pela Rádio Sociedade, que costumo acompanhar por internet”, conta.

“Girava em torno de uma dupla que havia sido detida nas imediações do Forte por pescar com explosivos. Antes que pudesse perceber, estava criando um enredo em torno desse fato. Sim, contei com o apoio do material levantado quando de minha estadia aí em 2004”, diz.

Para além da trama alucinada e dos desenhos belíssimos, chama atenção o domínio do autor para o falar tipicamente soteropolitano.

Não chega a ser aquela caricatura tipo Ó Paí, Ó, mas, para quem vive aqui, fica difícil conter o riso ao se deparar com expressões bem do nosso dia a dia, como “Repare bem, monstro”. Ou “Se suma daqui, seu filho da desgraça”!

“A transposição da oralidade é sempre um desafio. Mas não há outra forma de lidar com isso, a não ser estabelecendo um relação de absoluta confiança na capacidade dos leitores de absorver as nuances da fala coloquial”, reflete Quintanilha.

Agora, apesar da inspiração para a trama ter sido uma notícia real, os personagens não o são, garante: “A inspiração para meus personagens vêm das minhas próprias experiências e não necessariamente têm a ver com a locação das histórias ou com minha moral pessoal, já que não pretendo me limitar por esses parâmetros”, diz.

“O que me interessa é  criar personagens cuja forma de ver o mundo seja radicalmente diferente da minha”, acrescenta.

Quanto à velocidade da narrativa – são 192 páginas que voam nas mãos do leitor –, ele conta que “Foi natural pra mim. Não penso os quadrinhos em termos cinematográficos. O ritmo da narrativa é determinado pela dinâmica da leitura propriamente dita e representa a formalização da maneira como acredito que as imagens se devam suceder de forma cadenciada”, observa.

Mas e o tungstênio, o metal que dá título à HQ, entra aonde? “O tungstênio é o metal mais pesado que se conhece; conquanto se rompa com facilidade quando não puro. É um jogo entre a maleabilidade com que devemos afrontar a dureza imposta pelo metal do dia-a-dia e até que ponto podemos forçar a dureza desse metal, a ponto de rompê-lo”, conclui o artista.

Tungstênio / Marcello Quintanilha / Veneta/ 192 p. / R$ 54,90 / www.facebook.com/editoraveneta

quarta-feira, julho 02, 2014

ROGÉRIO BIG BROSS ANUNCIA GRADE DO BIGBANDS E CAMPANHA NO CATARSE

Hellbenders (Goiânia): gringaiada ficou de cara no SxSW. Foto: João Victor Czpak
Rogério Big Bross Brito rides again.

O gordo, rock baiano em pessoa, está organizando a edição 2014 do seu festival, o Bigbands, para tirar o atraso de 2013, ano que não rolou.

“Não teve ano passado  por que não rolou edital”, conta Big.

Desnecessário lembrar ao leitor que o empresariado baiano tem alergia ao rock local, portanto patrocínio privado é fora de questão.

“Na verdade, até ganhamos um edital ano passado, mas só para o Bigbands vai a Escola, que é a iniciativa pedagógica do festival, coordenado pela produtora Cássia Cardoso”, ressalva Big.

Desanimado, o produtor já havia desistido da parte com bandas e ia se limitar ao BB nas Escolas, quando...

“Fui procurado pelas bandas Amp (PE) e Hellbenders (GO) para armar shows por aqui, já que eles estariam de passagem pela cidade. E no último Abril Pro Rock, o pessoal do Zefirina Bomba (PB) também me procurou pelo mesmo motivo”.

Quem conhece Big sabe que, por menos que isso, ele já arma um escarcéu. Que dirá com três bandas endiabradas como essas três.

“Quando vi, já tinha três bandas legais na mão. Os artistas querem tocar, circular. Para essas bandas é importante tocar no Irish para 300 pessoas. Acabou que, na minha mania, virou cinco dias de festival, com bandas de cinco estados e oito cidades do interior”, enumera.

Isso sem contar o Warm-Up que rolou semana passada no mesmo Irish, com Lacertae (SE), Modus Operandi e Tentrio.

Crowdfunding para viabilizar

The Sexy Drivers, rapaziada de Recife, escalada para o Bigbands 2014
Só que, para viabilizar decente, Big teve de recorrer ao crowdfunding via Catarse.

“O Irish, que é meu parceiro, me liberou 100% da bilheteria para viabilizar, mas ainda assim é um risco grande: vai que eu não cubro esses custos?”, pergunta.

“Aí entrei no Catarse com o valor mínimo, que é R$ 5 mil, para cobrir hospedagem, alimentação, ajuda de custo para as bandas, pequenos custos gráficos. Em cinco dias (até sexta-feira 27), arrecadamos 22% desse valor. Não foi feito para eu ganhar dinheiro ou comprar um computador”, lembra.

Interessou? Entra lá e colabora. R$ 10 já tá valendo.

Na programação, muitas bandas que você viu aqui primeiro: Sanitário Sexy (Juazeiro), Van der Vous, Ayam Ubrais (Ipiaú), Novelta (Feira de Santana), The Pivos (Camaçari) e Cama de Jornal (Vitoria da Conquista), além outras que você ainda vai ver, como Inventura (Alagoinhas-BA), Prof. Doidão & Os Aloprados, The Sexy Drivers (Recife-PE) e Sbornia Social.

Achou pouco? Então toma Pastel de Miolos (Lauro de Freitas), The Honkers, Vendo 147, Reverendo T & Os Discípulos Descrentes, Lo Han e Irmão Carlos & O Catado.

Uma seleção do rock local, estadual e nordestino pra ninguém botar defeito.

Programação completa e contribuições no www.catarse.me/pt/festivalbigbands2014

NUETAS

O Espírito de 1776

Pâncreas, Overdose Alcoólica, Quinto dos Infernos, Renegados of Planet e Mike Solta o Verbo animam a festa de independência dos Estados Unidos no Dubliner’s. Mulher-Maravilha não paga. 4 de julho (sexta-feira), 22 horas, R$ 10.

United Forces 7

As bandas Lo Han, Pandora, Knightrider e Trepanator fazem o evento United Forces 7, com renda revertida em prol do tratamento de saúde do batera Anadyll Jr. Hard rock, thrash metal no seu domingo (dia 6), a partir das 14 horas, no Dubliners Irish Pub, R$ 10.

Les Royales dia 11

A Rockabilly Sessions de julho é na outra semana, dia 11 (sexta), com os fabulosos Les Royales, no... Dubliner’s (só deu ele aqui hoje). 22 horas, R$ 15.

Brutalidade na Boca do Rio

O bicho vai pegar no II Arranca Canela só com som brutal: M.D.C. (grindcore), Agnósia (anarco punk), Black Cascade (black metal) e Sbornia Social (hardcore). 20 de julho (domingo), 13 horas, nas quadras da Boca do Rio, grátis.

terça-feira, julho 01, 2014

PODCAST ROCKS OFF: VERSÕES

O Zé Galo aí deu um upgrade nos Beatles?
Hoje, Nei Bahia, Osvaldo Braminha Silveira e Miguel Cordeiro discutem quando uma releitura supera a original.

Por exemplo: muita gente achou que a versão de Joe Cocker para With A Little Help From My Friends superou a original dos Beatles.

E você, o que acha?

Pano pra manga, hein?

Ó, vocês que são brancos que se entendam!











Bônus: o cover do cover: O genial John Belushi imita Joe Cocker cantando With A Little Help From My Friends. Dica: use uma fralda ao assistir.

John Belushi cantando With A Little Help From My Friends from James Lester Wright Gajete on Vimeo.