terça-feira, abril 06, 2010

O RETORNO DAS BANDAS COVER



Um desavisado que passa pela porta do Groove Bar e pare para observar os cartazes de shows na entrada pode achar que morreu e foi pro paraíso do rock. Entre os anunciados, estão apresentações dos Beatles, Nirvana, Led Zeppelin e Deep Purple, entre outras bandas clássicas.

O sonho molhado dos roqueiros vai ainda mais longe, já que, em certas noites, é possível assistir aos shows combinados de divas como Amy Winehouse e Madonna, ou de bandas populares como Guns ‘n‘ Roses e Bon Jovi, pagando só um ingresso.

Claro que tudo isso não passa de um bem executado artifício da casa para atrair o arredio público roqueiro local. Chegando mais perto, é possível ler a palavra “Cover“, grafada logo abaixo do nome das bandas.

Ponta mais visível de um iceberg que engloba outros bares da cidade como o Bebedouro e o 30 Segundos, entre outros menos cotados, o fenômeno das bandas cover teve seu grande momento nacional na década de 90, mas, na verdade, nunca arrefeceu de fato.

Há poucos meses, um disputado concurso no Domingão do Faustão consagrou o grupo paulista Destroyer Kiss Cover como a melhor banda do tipo do Brasil, concorrendo com centenas de outros candidatos.

Não à toa, já estão escalados para tocar no Groove (dias 7 e 8 de maio), com direito a chuva de papel picado, vômito de sangue e os efeitos que fizeram a fama do original (menos os fogos, por questão de segurança).

É sexta-feira, 27 de março. À noite, a orla do Rio Vermelho pulsa com a agitação dos bares e um público ávido por diversão. Na Boomerangue, cerca de 150 pessoas assistem aos shows das bandas Camarones Orquestra Guitarrística (do Rio Grande do Norte) e as locais Vendo 147 e TenTrio, todas elas autorais.

A poucos metros dali, no bar Bebedouro, um número equivalente – ou até maior – de espectadores se esbalda ao som de antigos clássicos do rock executados pelos grupos Banda de Rock e sua derivação mais recente, a Banda de Rock Triste.

Até aí nada demais, se na Boomerangue não coubessem até 400 pessoas e o Bebedouro, bem menor, não estivesse com sua lotação quase esgotada.

O fato é que as bandas covers, um fenômeno nacional nos primeiros anos da década de 90, voltaram com tudo à cena local, com o Groove Bar, casa estritamente roqueira da Barra, liderando o movimento com uma vasta programação de bandas do tipo, tanto nativas, quanto vindas de fora do estado.

Sinal de crise criativa? Entressafra da virada de década? O rock (local) errou?

“O lance daqui de Salvador é que todo mundo fala de rock, mas maioria das bandas simplesmente não se profissionaliza“, opina João Carlos, o João da Maniac, programador da grade de shows do Groove Bar e produtor com larga expêriencia no underground local.

“A cena é liderada por três bandas (Cascadura, Ronei Jorge & Os Ladrões de Bicicleta e Retrofoguetes), que vão se revezando (nas casas de show). Mas só elas é que investem em profissionalismo e conseguem chamar o público, pois, além de serem muito boas, mantém uma equipe técnica fixa, acreditam em assessoria de imprensa e estudam“, arrisca.

Ao assumir a programação do Groove, João conta que começou a sentir dificuldades em atrair o público contando apenas com bandas autorais locais de menor porte que as três citadas. “Comecei (a programação) com as bandas autorais, muitas delas. Mas logo eu vi que não conseguiria preencher de forma eficiente minha programação se não as fossem as bandas cover“, observa.

Para João, a cena local pode, na verdade, se beneficiar disso, já que o fenômeno dos grupos de cover fomenta o mercado de trabalho dos músicos e aproxima o público das bandas.

“Posso estar criando um monstro, mas qual foi o intuito? Chamar bandas como Anacê fazendo Alanis, Lo Han fazendo AC/DC e por aí vai. Como essas bandas não ganham dinheiro com o autoral, eu pago cachê fixo para eles e essa grana reverte para a banda. A Starla está gravando CD novo com a grana que eles ganharam tocando Strokes, Foo Fighters e Coldplay. Esse dinheiro está voltando para o cenário“, garante João.

“Agora, o cenário não pode se resumir a isso, pois é uma coisa frágil. Que isso sirva de alerta às bandas autorais: se profissionalizem. Senão, vocês não duram“, aconselha o produtor.

Do outro lado da questão está outro veterano produtor do rock local, Rogério Big Brother, sócio da Quina Cultural e um dos responsáveis pelo show na Boomerangue, citado no início do texto. “Tem dois contrapontos aí“, começa Big.

“Acho excelente que o pessoal daqui, que pretende viver de música, possa tirar uma grana por que a banda autoral não vai pra frente. Tem uma galera de Recife que se sustenta em São Paulo com cover de Roberto Carlos, como (o cantor) China“, concede. “Por outro lado, ao fechar uma programação totalmente nisso, você acaba de uma vez com as chances das bandas autorais, por que aí os espaços ficam cada vez mais limitados“, reflete. “Fico feliz por um lado e puto por outro, sacou?“, ri.

”A pergunta é a seguinte: há quanto tempo você não vai a um show autoral? Cadê a Pessoas Invisíveis, Starla, Matiz? Cadê esse povo? Quem vai pagar para ve-los?”, desafia Big.

Rogério Big Brother vê poucas brechas na cena independente da forma como se encontra hoje em dia.

“A galera hoje está tão sem esperanças que passa para as alternativas menos comerciais possíveis, tipo rock instrumental, rock húngaro. A TenTrio deixou todo mundo de cara, são três carinhas que eu nunca vi na minha vida. E olha, das 150 pessoas que estavam lá (no dia 27), eu mesmo eu só conhecia umas dez“, lembra, sinalizando que, apesar de tudo, o público do rock autoral vai se renovando aos poucos.

Mas voltando às bandas cover, é impossível se falar delas em Salvador sem citar o baixista Jerry Marlon. Remanescente da cena punk dos anos 80 com a banda 14º Andar, ele hoje milita em pelo menos cinco grupos do gênero: Elvis in Concert, Arapuka (Raul Seixas), Coveiros do Cover (pós-punk), Beatles Concert e Água Suja, que ele prefere definir como “banda de standards de blues“.

“Somos músicos profissionais, então, eu preciso disso para sobreviver e curtir, sabe? Pra mim é combustível, e a noite de Salvador tem necessidade de ter atrações, acho que é necessário. Só não se pode é colocar como se fosse a grande história da música“, observa.

“Com o trabalho autoral é muito difícil formar público. A verdade é que, neste momento, não estou vendo ninguém formando público com banda autoral. Eu confesso que desisti. Minha última banda, a Persona S.A., acabou por que o vocal (André Lissonger) desistiu. Agora tô aí com a banda do Elvis, com a qual eu espero poder trabalhar bastante“.

O ex-Cascadura Cândido Sotto Júnior, guitarrista da Banda de Rock, especializada em repertório de clássicos dos anos 60 e 70, também vê com pragmatismo a questão: “Em São Paulo existem bandas inteiras com músicos que sobrevivem só disso. Tudo bem que tem aquele velho chavão de ‘gozar com o membro alheio‘, mas ao mesmo tempo, nas bandas covers, o estímulo para se aprimorar como músico é imenso. Você aprende com os mestres“, diz.

Para Nariga, como é conhecido, “uma coisa (a cena cover) não anula a outra (autoral). Até demorou para pegar isso em Salvador. Agora, se for pra fazer, que façam bem feito, né?“, exorta.

Já seu companheiro de palco, o cantor René Nobre, lança outra questão: ”Há um sentimento de que, como a indústria fonográfica acabou, ninguém vai te descobrir. Hoje é tudo um grande produtão, e tudo muito igual. As bandas que você vê na TV são muito parecidas. Isso vicia o público e deixa as pessoas meio sem paciência de conhecer as bandas autorais”, arrisca.

Aí entra uma questão crucial para o rock baiano. Qual é o público do rock local? Ele existe em número tão grande mesmo, ao ponto colocar em suspeita as bandas cover de roubá-lo das bandas autorais? Ou, como diz o velho ditado, ”na casa em que não há pão, todos brigam e ninguém tem razão”?

O vocalista da Banda de Rock Triste (pós-punk e indie rock), Sérgio Cebola Martinez, parece tocar justamente nesse ponto: ”Acho bobagem dizer que a onda de bandas cover é sinal de crise criativa e uma bobagem maior ainda dizer que elas roubam o suposto ‘grande público‘ das autorais. Que público, cara pálida? Se há muitas bandas cover, é sinal de que existe uma grande demanda. (Show de banda cover) É como uma festa de DJ, só que com uma banda ao vivo”, conclui.

40 comentários:

Nei Bahia disse...

Por que roqueiro tem tanta repulsa à diversão?
Esse povo precisa entender que um dos motivos do rock não decolar aqui é não fazer parte do cotidiano das pessoas, nem de passagem. Não há rádios, e nem haverá no futuro, é muito caro, coisa pra gente grande. Cover é antes de tudo rock tocando ao vivo cidade a dentro, e se continuar dando gente que PAGA INGRESSO e bebe bem no bar, é capaz de abrir ums portinhas mais. Se não abrir, fechar não vaí.

Franchico disse...

Ricardo Primata vezes dois.

Hein?!?

http://www.youtube.com/watch?v=ubKMAR5tdCQ

cebola disse...

A propósito. Sei que eram outros tempos, outro contexto, mas certas lições são eternas e adaptáveis. Beatles e Stones começaram como cover-bands. Os Beatles dividiam seus álbuns entre músicas autorais e versões, os Stones no início, nem isso, eram só covers mesmo. Ficar só nisso é dar um tiro no próprio pé. Usar isso é ser inteligente.
Usem E abusem. E Nei tá certo, vamos cair na festa, babies...

bigbross disse...

nada contra diversão, so não consigo gozar com o pau dos outros, se é pra ouvir doors, led zepelin ou ac/dc compro umas carnes uma caixa de latão da skol convido uns amigos e ouço os originais em casa na vitrola..não consigo fechar o olho e imaginar que rené e jim morrison

bigbross disse...

ou que cebola é morrisey hehehe

Anônimo disse...

é melhor assistir cover de ac-dc do que assistir banda de rock cover de trio elétrico.

cebola disse...

Eu lhe entendo, bigs. Mas, repetindo o que eu já disse: Se existe uma demanda incubada de pessoas querendo isso que você não gosta, haverá a oferta disso, quer alguns gostem ou não, é óbvio. Assim como tem muita gente que só sai de casa pra assistir sua banda autoral favorita, tem gente que só sai de casa pra dançar e cantar e se divertir na noite. Nós oferecemos esta diversão ao vivo. Você, por exemplo, oferece esta diversão com pick-ups! No fim, quem decide o que vale ou não vale à pena é quem pagou para assistir a banda autoral, a cover ou o dj! É mesmo bem simples assim. E olha que alguém pode juntar tudo isso aí num lugar só. João, inclusive, já faz isso!
E como eu disse também, ficar só nisso é um tiro no pé. Vejamos o que o futuro nos reserva...

cebola disse...

E sobre isso de preferir ficar em casa ouvindo discos...Bom, eu adoro isso também, mas adoro sair na night, encontrar amigos, beber feito uma salamandra mutante e ainda ouvir um som legal...autoral (estou sempre por aí, vc é testemunha disso), cover ou pick-ups. Isso aí, não sou cool, babies.

marciorocks disse...

"IIII wanna rock'n'roll allniiite... and party everydaaay!!!"
Rock é Rock mesmo, já diziam os mininos do LedZep e se for por uma boa farra, que venham as bandas cover! (Aliás, elas já estão por aí, né?)
Mas acho com sinceridade que poderia haver um equilíbrio nessa história: nada só de cover pra não estragar com o tempo, pois vira lugar comum, e nada só autoral, pois a galera pode não entender muito bem...

Cássia disse...

Eu acho um porre banda cover de algum artista especifico ... Cover de Led, cover do acdc ...e o pior cover de Coldplay afffffff pelamordedeus rsrsrs

Mas pra tomar cerveja prefiro que as que tem covers diversificados de varias bandas ai ate concordo com meu querido cebola ... é bem melhor.
Mas como produtora, não tenho o menor tesão em trabalhar com covers, prefiro ta la sofrendo ou não por uma cena independente ...
Estou achando a programação do Groove muito chata, a casa é legal, mas não vou la porque para mim não tenho nada pra ver quando tiver eu vou..
E dizer que so estas tres bandas ficam se revezando, não concordo, tem gente nova aparecendo, a Vendo 147 vai tocar na Virada Cultural e no Abril Pro Rock e ta formando um publico bacana pelo Brasil a fora, a Tentrio deixou a galera de cara, inclusive eu , saiu de la com mais publico ... E é com isso que me preocupo, com a renovação da cena e não com a mesmice de sempre ... pra mim é bem mais prazeroso mesmo não tendo o "retorno financeiro"que alguns querem ter
Nao me preocupa essa chuva de cover não, pq acho que tem espaço pra tudo. Assim como tem gente que ama, tem gente que odeia ... gosto é que nem c..... rsrsrs

Anônimo disse...

kkkkkkkkkkkk
cebola morrisey!!!!!
pior são os autorais que são covers e não sabem
fabio casca-dave grohl/cris cornnel
ronei-renato russo/humberto effe

Franchico disse...

Cássia, cover de Coldplay, realmente, não dá. Prefiro um balaço nos cornos a ver um show do próprio Coldplay - que dirá do cover!

Franchico disse...

Messias entrou em quarto lugar na paradinha da equipe da Rolling Stone Brasil, com a sensacional Resilience, faixa de abertura do seu CD triplo.

http://www.rollingstone.com.br/top10/melhores-de-marco/

E também fundou uma comunidade "messiânica".

http://messias.ning.com/

Mas o melhor de tudo é a foto de divulgação dele usando um sarongue. Ou uma calça muito larga. Ou... algo parecido. Num sei, não entendo de moda.

Franchico disse...

Sábado tem Demoiselle de graça no Pelô.

Banda Demoiselle

Quando: 10 de abril, 21h
Onde: Largo Tereza Batista
Quanto: Gratuito

Anônimo disse...

Banda cover é o fim! Fazer uma homenagem a uma banda em apresentação em uma determinada ocasião é uma coisa legal, mas dai virar cover é tudo q a industria musical imbecilizante quer. Quem faz isso está desesperado por alguma grana imediata q vai durar por um pequeno período.
Quando saiu de casa quero novidades. Tem q estimular a criatividade, não a cópia...
Mas tem gosto p tudo... liberdade é isso aí. Vai quem quer.
Zezo Maltez

Anônimo disse...

cebola, o músico não deve ser pautado pela demanda, mesmo que ela exista. em qualquer área, se destaca quem faz o seu trabalho da forma que lhe convém. bandas covers são legais, às vezes. mas se predominar isso, como um dia já predominou em salvador, é um panorâma de mau gosto, convenhamos. mas acho que estamos longe disso.

toca raul disse...

Se as bandas autorais fizerem bons trabalhos, a demanda por bandas cover cai.ter que aturar banda sem talento so porque o trabalho é autoral não rola.

Dirlene Pimenta disse...

Não faltam bandas autorais de qualidade em SSA. talvez falte mesmo repertório para formação de senso crítico. Daí, fica fácil ouvir apenas o que já foi legitimado pela mídia como "banda boa".

Acho uma programação só de cover's o fim!

Não faltam bandas em SSA e que precisam de espaço para se profissionalizar. Afinal profissionalismo também carece de experiência.

so jesus salva disse...

antes as bandas de rock de salvador não faziam sucesso por causa do axé, agora a culpa é das bandas cover

cebola disse...

saco...todos chatos...sacooo

Ricardo Rilo disse...

Dizer que não há bandas que investem em profissionalismo em SSA, além de RJLB, Casca e Retro é tão injusto quanto dizer que o rock baiano é só Pitty. Para um produtor é mais fácil aproveitar um produto pronto que desenvolver outro, mas espero que a força criativa de alguns prevaleça e o senso crítico natural de quem ouve rock impulsionem o trabalho autoral. Imaginar que no pior cenário as boas bandas daqui e os produtores podem desistir de seus trabalhos autorais por conta da "demanda" é muito triste. Ainda bem que a Starla, por exemplo, tá usando a grana do cover para financiar o autoral...inteligentes!

Franchico disse...

Nota off-topic pá pum:

Panini finalmente revela o mistério por trás de sua "revolução editorial"

http://www.omelete.com.br/quadrinhos/exclusivo-conheca-mudancas-editorais-da-marvel-e-dc-pela-panini/

Obviamente, a essa altura, já tem fanboy se autoimolando nos fóruns da vida.

cebola disse...

De qualquer forma, briguemos ou não, a fabulosa Banda de rock triste estará agindo de forma inescrupulosa neste próximo dia 15 na Groove. Vão lá, e divirtam-se. Ou vão lá e multipliquem-se, ou então tentem pegar aquela garota bem alí do seu lado, doidinha para não ficar só. Abraços!

cebola disse...

Ah sim! Não posso deixar de me manifestar sobre os arautos da pureza e do discernimento do rock! Realmente "demanda" é uma palavra feia, não? Vivemos em um mundo horrível, e o capitalismo deve ser destruído por todos aqueles com amor no coração. Ninguém deve se pautar pela demanda, é claro. Só a comunidade unida e protetora de todos nós salva! Mas olha so!! Todos se pautam. Que coisa não? Você pode usar a banda cover para financiar-se, Starla way, como o arauto da pureza alí disse. Mas não pode simplesmente para tocar e financiar-se e divertir-se divertindo um público. Meuuu deusss!
E sobre o cara alí que disse que um músico não pode se pautar pela demanda!! Quem disse isso? Você?? Precisa muito mais que isso pra convencer todo mundo que está vivo depois da queda daquele muro, minha darling! Cresça!

Franchico disse...

Cebola, seu porco capitalista!

"Say you want a revolution, we-eell, you know..."

cebola disse...

Hey!! Eu também estou com uma banda autoral em estado de desenvolvimento. Então, por essa definição de sr. Nilo aí de cima, eu também posso, né?? Então esquece tudo. Fuck the covers!!
Ah não ser para propósitos autorais...huuuuu

Anônimo disse...

cebola, quem se pauta pela Demanda é a Patchanka. bons músicos, heim? crescidinhos que nem você.

Franchico disse...

Caso a discussão continue a render, seria de bom tom que todos assinassem seus comments. Sim, eu estou pedindo. Por favor, pode ser?

cebola disse...

Crescidinho é você, seu chato!
Mas, voltando. Eu falei lá em cima que existia uma demanda reprimida que foi satisfeita com este advento da groove. É sutil a diferença, mas ela existe, perceba. E, lógico que patchanka toca por uma demanda. Por isso que eles têm muito dinheiro e nós não, por exemplo. Quanto à minha banda cover especificamente, toca pela nossa demanda de juntar uns amigos, beber, tocar músicas que gostamos e divertir uma galera com isso, além de nós mesmos, principalmente (e, obviamente, matar uma grana se der).
Mas concordo com você lá em cima quando diz que isso não deve ou não deveria predominar. Isso é verdade sim. Mas é outra coisa. Eu falo contra o patrulhamento pueril e corporativista daqueles que se julgam neste direito. Eu tive banda autoral, vou voltar a ter, e sempre estou por aí em shows destas bandas. Das que eu gosto, é óbvio. Acho que o ideal neste caso seria unir forças e criar um ambiente leve e feliz. Sem patrulhas. Com respeito.
E crescidinho é você, seu chato!

Anônimo disse...

big bros entendo sua preocupação de produtor mas diz aí qual foi a banda q vc ajudou a fazer sucesso de verdade?

"guigueiros" do rock disse...

Cebola tá certo. O cover rules!!!

Cássia disse...

Chico
Ontem fui na Groove no evento da MTV, que por sinal com uma Banda cover, a Banda de rock ...foi otimo e me diverti, mas é isso ...a onda n
ào era o show e sim o evento e uma banda que faz bailão de rock é massa para isso ...
Mas enfim .... tinha la cover de coldplay ..20 conto.kkk
tenhapacienciapelamordedeus .... kkkk
ninguem merece.

E aproveitando, estamos fazendo dia 20 tres banda AUTORAIS Mini Box Lunar, Nevilton e Voce me Excita ... a 5 conto. Ou va ver Cover de Coldplay por 20 rsrsrs

Anônimo disse...

O discurso aqui muda de acordo com a "demanda", não? Cebola já fez tanto patrulhamento aqui...



Matheus Aleluia

bigbross disse...

se eu soubese que vc é eu responderia..

Anônimo disse...

cover, não cover...ssa,nesse sentido eh uma bosta mesmo.os mesmo shows,as mesmas bandas,os mesmos lugares...hj saco!

André disse...

tomara que esse momento de bandas cover seja exatemente igual ao que rolou no inicio dos 90`s um pouco antes de uma avalanche de bandas autorais (raimundos,pato fu,little quail...).ir pra show de banda cover é como sonhar que está comendo a mulher que vc sempre quis...e acordar.

cebola disse...

Aleluia, Matheus! Como diria mister Bigs, se eu soubesse quem você é, eu responderia, heheee. Mas respondendo mesmo assim: nunca pratulhei ninguém não, se fiz, me diz aí quando, não vale só acusar em uma argumentação, se você não possui elementos, a acusação se torna vazia, vazia...

Anônimo disse...

papo chato da porra esse viu? tem rock neguinho reclama, não tem rock neguinho reclama. bando de bunda mole da porra. viva as bandas q tocam rock mesmo cover ou não

Cristiane disse...

EU SEMPRE FUI A FAVOR DAS BANDAS COVERS,PRINCIPALMENTE EU, QUE ANDEI LEVANTANDO A BANDEIRA E AJUDANDOS ALGUMAS BANDAS COVERS! ACHO QUE O ROCK É CRIAR E RECIAR E NÃO A NORMAS PARA O ROCK!!!
EU: CRISKISS

Rafael disse...

Olha, muito legal este seu post mas discordo de assistir bandas novas, pois já paguei e prá vários shows que prometiam ser o show apenas de músicas próprias, tanto rock quanto heavy e daí sim, coloquei meu dinheiro de couvert fora.
Já paguei para ver outras bandas covers e também escutei um fiasco atrás de outro. Mas já paguei por outras bandas covers que tocaram melhores que as originais ao vivo. Ou seja, agora nunca mais pago para ver uma banda “nova” direto sem conhecer realmente através de mp3, vídeos, etc.. Elas primeiro tocam alguns covers e depois mesclam com músicas próprias, fazendo o público ir “decorando” suas composições. Afinal, NÃO EXISTE no mundo banda alguma que já começou de cara compondo e fazendo shows.
Acho que os músicos tem de se valorizarem para serem respeitados e tocar de graça, NUNCA..Afinal o dono da casa também não vai te dar cervejas grátis, apenas por serem conhecidos. Tem de cobrar cachê, SEMPRE!! Abraço à todos os fãs de Rock, Heavy e Hard Rock!!!