terça-feira, dezembro 29, 2009

AS ÚLTIMAS MICRO-RESENHAS DE 2009, PARA FECHAR A TAMPA DO ANO

Enigma estético

Ativíssimos no circuito local, Os Irmãos da Bailarina chega ao seu primeiro CD como um enigma estético: o som é pesadão, grave, stoner. Já as letras e a própria voz do cantor Théo Filho remetem à um existencialismo desiludido, mas fino. Essas peculiaridades geraram um dos CD mais originais do rock local desde sempre. Destaque para Dor, Luz, A Imagem (com Saulo Gama no acordeom) e Rasos Corações (com Nancy Viegas). Ame-os ou deixe-os. Os Irmãos da Bailarina / Ponta / Big Bross Records / Download: myspace.com /osirmaosda bailarina

Variedade rítmica

Parte da geração de revisionistas da MPB que adotam um viés rock (vide Los Hermanos, Ronei Jorge, Wado), a banda paulista Numismata chega ao segundo CD, Chorume, com uma boa coleção de canções em ritmos variados. Tem samba (Prejuízo, com Luiz Melodia), marchinha (A Vida Como Ela É, com Maria Alcina), valsa (A Passos Largos), jazz de cabaré (Viralatas) e até mambo (Fernando). Bom CD, merece ser ouvido. Numismata / Chorume / Pimba! / Download: www.trama virtual.com.br/numismata








Chorinho de praia

O feliz encontro de alguns músicos de férias na praia de Caraíva (sul do estado) levou ao surgimento do grupo de chorinho Caraivana. Neste CD, gravado ao vivo no estúdio, há boas versões para clássicos como Noites Cariocas, Ponteio, Conversa de Botequim, Tico-Tico no Fubá e Tô Voltando. Caraivana / Delira Music / R$ 25,90








Gaúchos estreiam

O primeiro CD dos gaúchos da banda Desvio Padrão deixa claro suas intenções: canções rock ‘n‘ roll com influências de Beatles e classic rock em geral. Apesar de terem algum potencial, ainda faltou personalidade. As letras também são bem chatinhas. Desvio Padrão/ Independente / Download: myspace.com /bandadesviopadrão












Electropop portenho

Miranda! é um quarteto pop argentino que parece ter saído da imaginação de Pedro Almodóvar (o do início): sexualmente ambíguos e meio freaks, fazem um electro pop que mistura bom humor com um sentido dramático aparentado do tango. Sucesso na América hispânica. Miranda! / Es Imposible! / Coqueiro Verde / R$ 19,90











O blues rock de Feira

Muito mais rica do que se imagina, a cena blueseira da Bahia tem um ótimo representante em Feira de Santana: a banda Clube de Patifes. No seu terceiro CD, o grupo segue fiel ao estilo, mas com letras em bom português no vozeirão quente do band leader e gaitista Pablues. Destaque para a melancolia de Big Town Blues (com um solo de guitarra arrepiante de Marcel Torres) e Buscando o Sol (boa versão para o clássico Sweet Home Chicago). Bons patifes. Clube de Patifes / Com Um Pouco Mais de Alma / Independente / R$ 5







Gajos do rock luso

Original da cidade do Porto, o sexteto Clã chega ao Brasil pela 1ª vez em CD com esta boa coletânea, Catalogue Raissoneé. Fãs do pop brasileiro, mantêm sólidas parcerias com Arnaldo Antunes e John Ulhoa (Pato Fu). Do primeiro, há três faixas: H2omem, Eu Ninguém e a tribalista Consumado. Já de John há a ótima Carrossel dos Esquisitos. Moderna, a banda namora com o indie rock e o eletrônico – e tem na cantora Manuela Azevedo seu maior trunfo. Clã / Catalogue Raissoneé / Allegro / Tratore / R$ 24,90

Bio do brasileiro voador


Em 1906, o brasileiro Alberto Santos Dumont foi carregado nos braços pela multidão parisisense, que, boquiaberta, testemunhara-o voar dois metros acima do chão em um aparelho mais pesado do que o ar – o famoso 14-Bis. Esses e outros detalhes estão nesta biografia do genial pioneiro da aviação, assinada pelo gaúcho Alcy Cheuiche, que remexeu até nos arquivos do exército francês para balizar seu livro. Santos Dumont / Alcy Cheuiche / L&PM Editores /128 p. /R$ 12 / lpm.com.br











O dente de Gardel

Perramus é um magnífico e raro lançamento de HQ argentina no Brasil – e assinada por dois dos seus maiores mestres: Juan Sasturain (editor da histórica revista Fierro) e Alberto Breccia (desenhista do clássico álbum Che). Estrelado por um personagem sem nome, o álbum narra a alucinada busca internacional por um dente de Carlos Gardel, com aparições de Jorge Luis Borges e Frank Sinatra e Fidel Castro, entre outros famosos. Perramus - Dente por dente / Alberto Breccia e Juan Sasturain / Editora Globo/ 176 p. /R$ 40 /globolivros.com.br













Drama de tcheco

Fascinada por Franz Kafka (1883 -1924), a escritora brasileira Jeanette Rozsas oferece neste livro uma biografia romanceada do célebre – e atormentado – escritor tcheco. Rigorosa com os fatos históricos e respeitosa com o biografado, gastou muita sola de sapato percorrendo Praga em duas ocasiões, investigando a vida do homem. Até os diálogos são extraídos das cartas dele. Kafka e a marca do corvo / Jeanette Rozsas / Geração Editorial /184 p. / R$ 26 /geracaoeditorial.com.br














Um passinho a frente

Como tudo na vida, o disco novo da banda baiana Elipê tem, pelo menos, dois lados a serem considerados. Um: em relação ao primeiro CD, A Tela (2007), a evolução nas composições e na dinâmica das canções é evidente e um alento para o ouvinte. Porém, e aí entra a 2ª consideração, tudo soa um tanto derivativo demais dos dois principais nomes do rock brasileiro desta década: Los Hermanos e Pitty. As letras também não ajudam muito, mas o potencial de crescimento também se mostra na garra da rapaziada. Que venha o 3º CD. Elipê / Indústria da Felicidade Humana / Independente / Download grátis: elipe.com.br





Covers obscuros

Liderada pelo figuraça Evan Dando, a banda Lemonheads teve lá seu momento no estouro do rock alternativo dos anos 90, pós-Nirvana. Extinta no fim daquela década, a banda volta agora com um álbum de covers. Isso soaria até suspeito, se o CD não fosse composto na sua totalidade de versões rigorosamente folk de canções tão obscuras quanto sensacionais, como Fragile (Wire), Layin‘ Up With Linda (G.G. Allin) e Waiting Around To Die (Townes Van Zandt). Discaço. Lemonheads / Varshons / Lab 344 / R$ 19,90









Raízes do existencialismo
Talvez o último movimento filosófico digno do nome, o existencialismo é o guarda-chuva sob o qual se abrigam autores fundamentais da área como Sartre, Kierkegaard, Husserl, Merleau-Ponty e Camus, entre outros. Neste livro, Jacques Colette traça as linhas básicas para se entender o ideário existencialista – um legado que concedeu à humanidade novos meios para se pensar a condição de ser homem (ou mulher). Existencialismo / Jacques Colette / L&PM Editores /128 p. /R$ 12/ lpm.com.br






Relato sem retoques

Se ser homossexual numa sociedade (até prova em contrário) livre já não é fácil, imagine-se na restrita Cuba dos anos 60 e 70. Se o homossexual em questão ainda for escritor, aí é meio caminho andado para o paredão. Para fugir à execução (ou coisa pior), Reinaldo Arenas conseguiu, depois de muitas surras, chegar aos Estados Unidos, apenas para morrer pouco depois de AIDs em 1990. Relato cru e sem retoques, mas muito sensível. Adaptado com sucesso para o cinema, com Javier Bardem no papel de Arenas. Antes que anoiteça / Reinaldo Arenas / Edições Best Bolso / 378 p. / R$ 17,90 / record.com.br/edicoesbestbolso








Estudos vampirescos

Os chupadores de sangue nunca estiveram tão em evidência quanto nos últimos anos. Em meio à enxurrada de novos filmes, livros e HQs de vampiros, o pesquisador do oculto Marcos Torrigo lança um belo livro teórico que explora as origens mais arcaicas da lenda, casos reais de pessoas que se alimentaram de sangue e suas relações com o sexo, o Cristianismo e as artes. Vampiros: Origens, Lendas e Mistérios / Marcos Torrigo / Ideia & Ação / 192 p. /R$ 29,90 /matrixeditora.com.br






Só para quem já é fã

Nova coqueluche, o seriado teen / musical / comédia Glee mostra a luta de um coral escolar que, desacreditado, supera todas as dificuldades e vence no final, reafirmando o American Way of Life etc. Na trilha, o elenco interpreta hits clássicos e sucessos atuais da duvidosa cena R&B. Destaque para o elaborado arranjo vocal em Don‘t Stop Believin‘ (Journey) e a boa versão de You Keep Me Hangin‘ On (Supremes). Já o arranjo para Dancing With Myself (Billy Idol) foi copiado da banda Nouvelle Vague. Glee Cast (Elenco da Série Glee) / Glee - The Music / Sony BMG / R$ 19,90






“Stones com laptop“

Quando ouviu a banda atual do ex-Clash Mick Jones, Alan McGee (o homem do lendário selo indie Creation) definiu seu som como “os Stones fazendo jam com um laptop“. Dividindo a linha de frente com o ex-Sigue Sigue Sputnik Tony James (baixo), Jones soltou mais um álbum para download liberado no site oficial. Lembra mais sua banda anterior, Big Audio Dynamite, do que Clash. Punk, funk e rock nada óbvio. Carbon Silicon / The Carbon Bubble / Independente / Download grátis / www. carbonsilicon inc.com








Sacanagens corporativas

Já bem conhecida do público baiano, que a lê dia sim, dia não no Caderno 2+, a série de tiras Dilbert, de Scott Adams, é ao lado do seriado The Office, uma das mais obras mais corrosivas e inteligentes já criadas sobre o mundo corporativo e suas bizarrices. Neste 5º volume, o cinismo já absurdo dos personagens galga mais alguns degraus. Odeio reuniões! / Scott Adams / L&PM/ 138 p. / R$ 11 / www.lpm. com.br









Musica do 3º Mundo
O catarinense-alagoano Wado ja tem um historico na historia recente da musica popular brasileira no sentido de aproximar a musica das periferias de uma linguagem pop experimental. Em Atlantico Negro, ele aprofunda essa relacao abordando estilos como samba, afoxe, funk carioca e reggaeton. Ha diversos acertos, como em Pavao Macaco, Feto / Sotaque e Boa Tarde, Povo. Um bom trabalho ousado. Disponivel em SMD e download gratuito. Wado / Atlantico Negro / Pimba / R$ 5









Gilmour em forma

Pouco antes de aplicar uma rasteira no ex-companheiro Roger Waters e reformar o Pink Floyd em 1987, David Gilmour lancou, em ‘84, o LP About Face. Juntou uma banda de feras e saiu em turne pela Europa e Estados Unidos. Neste DVD, este show reaparece, para alegria dos fas de Gilmour e do Floyd. E so deles, na verdade. Repertorio basicamente solo. David Gilmour / At Hammersmith Odeon / Coqueiro Verde / R$ 19












Faltou o bandoneón

O grupo brasileiro gatoNegro (grafado desta forma), propõe uma abordagem fiel ao tango argentino, numa tentativa de aproximar o público deste gênero tão rico e pouco valorizado por aqui. Alternando clássicos como Mano a Mano (Carlos Gardel) e Vuelvo al Sur (Piazzolla), com peças autorais, marcam um golaço digno de Maradona. Na formação, com violino, violoncelo, violão, baixo e vocal, só faltou o instrumento mais típico do tango, o bandoneón. gatoNegro / Tango / Independente / Preço não divulgado







O legítimo punk rock

Com 15 anos de atividades nas costas, o power trio baiano de punk rock Pastel de Miolos (ou simplesmente PDM) lança seu mais novo trabalho, Ciranda, para download gratuito. O tempo de luta se faz notar na pegada segura e legítima de punk rockers safra ‘77 que salta aos ouvidos em faixas como Ruas, Eles e Ser Humano. Apesar de pouco badalados por aqui, já tem público cativo nos shows, onde o pogo rola solto. Recomendado. Pastel de Miolos / Ciranda / Gratuito / myspace.com/ pasteldemiolos








Macacos no deserto

Passado aquele momento de descoberta e subsequente hype babão, os britânicos do Arctic Monkeys tem sua chance de demonstrar a que vieram no seu terceiro álbum, Humbug. Não por acaso, deixaram a úmida Inglaterra para trás e foram gravar nos estúdios de Josh Homme (Queens of The Stone Age) no deserto. Sob a batuta do americano, produziram um álbum irregular, de clima seco. O resultado dividiu a crítica, mas tem lá seus momentos, como Dangerous Animals e My Propeller. Arctic Monkeys / Humbug / EMI / R$ 34,90








Máfia sem divã

Mais conhecido como apresentador de programas culinários, Sílvio Lancellotti está se convertendo numa versão brasileira de Mario Puzo (autor de O Poderoso Chefão): um afiado romancista especializado em tramas sobre mafiosos. Neste novo livro, ele dá continuidade ao seu já clássico Honra ou Vendetta, acompanhando a saga do capo Tony Castellamare. Suspense, reviravoltas e paranóia. Tony Castellamare jamais Perdoa / Sílvio Lancellotti / L&PM/ 280 p. / R$ 45 / lpm.com.br









Clássico americano

Publicada diariamente em mais de 1,3 mil jornais mundo afora, as tiras da dupla de vadios Frank & Ernest oferecem, sempre com humor inteligente, a visão do homem comum sobre os absurdos do cotidiano: consumismo, escândalos políticos, pequenas frustrações. Versáteis, os simpáticos vagabundos criados por Bob Thaves (e assumidos pelo seu filho Tom, após sua morte em 2006), podem surgir em qualquer tempo ou lugar, sempre com uma tirada hilariante: na Idade Média, da Pedra, no espaço sideral ou no banco de praça. Uma boa amostra de humor simples e crítico. Frank & Ernest / Bob Thaves / Devir/ 128 p. /R$ 23 / frankandernest.com






Clássico americano 2

Imortalizada na telona em 1985, em um dos melhores filmes de Steven Spielberg, a obra epistolar de Alice Walker tem méritos por si própria – e um prêmio Pulitzer de ficção que não a deixa mentir. Negra, pobre, analfabeta, subjugada por um marido brutamontes, Celie conta sua história através de cartas para Deus e sua irmã. Mesmo brutalizada pelas circunstâncias, descobre o desejo e a beleza. Brilhante. A Cor Púrpura / Alice Walker / José Olympio Editora /336 p. / R$ 38 / record.com.br










Boa surpresa inglesa

Eis que, em um cenário de terra arrasada (o das gravadoras mainstream), surge como uma agradável surpresa a estreia da cantora britânica Paloma Faith. Praticando um pop acessível, orgânico (tocado por gente, não máquinas), ela soa como um cruzamento entre Amy Winehouse e Kylie Minogue. Boa voz, belas composições e arranjos trabalhados deveriam ser a regra, não a exceção. Destaque para o hit Stone Cold Sober. Paloma Faith / Do You Want The Truth or Something Beautiful? / Sony BMG / R$ 19,90

39 comentários:

Nei Bahia disse...

"...O primeiro CD dos gaúchos da banda Desvio Padrão deixa claro suas intenções: canções rock ‘n‘ roll com influências de Beatles e classic rock em geral. Apesar de terem algum potencial, ainda faltou personalidade. As letras também são bem chatinhas."
Chicão, na moral, vc é meu brodher, mais porque toda banda de Rock&roll básico vc diz que não tem personalidade?

Franchico disse...

Pô, Nei, até tu?

Vc ouviu essa banda?

Que outra banda de rock básico eu disse que não tinha personalidade?

Nei Bahia disse...

Chicão, relaxe, com a gente não tem paranóia!!

cebola disse...

ita. Comentando um comentário no post anterior de chico. Man, não confundir a década com a lista da rs. Acho sim, que teve muita coisa legal nestes anos 00. E, apesar de não ser fã, o hip hop, quer queira quer não, é um som que faz a cabeça de muita gente boa por aí...seu ranzinza!

cebola disse...

E sendo chato. A década so acaba em 31/12/2010, apesar destas listas todas de melhores da década, próximo ano pode reservar surpresas agradáveis, quem sabe?

Anônimo disse...

a essência do rock foi tão bem decifrada pelo meu amigo carlos lopes em 2005 que fica difícil entrar no papo dessas listas aí...
feliz 2010!!!!!!
cláudio moreira

“Música deve sempre ser escrita com alma, seja ela qual for. Quando me refiro a possuir alma, digo ater-me à essência original, à matriz. A alma negra do rock emana da crueza, do suíngue, do ritmo tribal que toma conta do corpo, transpôe o impossível. O rock é fruto de um ritmo sensual emanado das classes oprimidas, algo bem diferente das composições de Bach que eram tocadas por brancos para brancos em igrejas e salões. Algo elevado, porém bastante religioso e reprimido. O paralelo na nossa cultura é a incorporação em centros espíritas, umbanda e candomblé, onde os deuses negros e brancos se fundem. O rock é mistura da música sertaneja, caipira, norte-americana com os cantos negros. A quantidade de notas vem dos brancos, o ritmo vem dos negros. Quando se nega isso, nega-se a verdadeira essência do rock. A verdadeira essência do funk”.

“Aprendi com a espiritualidade, a me desapegar das aparências. A não cobrar, mas também a não mentir para mim. Esse tipo de apego e cobrança só trás sofrimento. Deixei o que meu futuro fosse decidido mais pelo coração, e menos pela razão. Paguei um alto preço durante vários anos: sofrimento, incompreensão e preconceito, mas ninguém é obrigado a evoluir, ou compreender o mundo com os mesmos olhos. Todos têm o direito de ser diferentes. Eu tenho o dever de comandar minha vida”.

Entrevista de Carlos Lopes para Marcos Bragatto – Revista Outra Coisa – 2005

Anônimo disse...

Sem querer ser chato (mas já sendo), concordo com a parte do candomblé e tudo, mas qualquer um falando de Bach deve dobrar a língua...
andré t

Anônimo disse...

gosto muito de bach, mas concordo com carlos lopes...isso não tira o mérito da música dele
agora metallica em duas noites em sp e uma em porto alegre...
salvador é o cemitério das rotas de rock...johnny winter poderia ter tocado aqui, mas vai para recife
estamos condenados ao isolamento
melhor saída é o aeroporto...
cláudio moreira

Anônimo disse...

Isolamento é foda. Definitivamente não concordo com isso. Pode se descobrir muita coisa boa aqui mesmo, no seu quintal, muitas vezes até melhores que Metallica ou Johnny Winter, mas o gramado do vizinho...
O que me incomoda demais também é o culto à imbecilidade do rock hoje em dia. O tal do verdadeiro rock TEM que ser isso ou aquilo, quando os próprios ícones do movimento não estavam nem aí pra nada disso.
Hoje chegamos ao ponto (mais uma vez, repetindo outros momentos históricos), que se a banda toca bem (ou não faz o tal do rock visceral) ela é automaticamente falsa. Ora, os próprios punks ingleses tocavam super bem, mas disfarçavam o fato! Algumas das bandas destaque brasileiras hoje não tem nada, estofo algum! São sombras do que bandas inglesas ou americanas faziam nos anos 70.
Começando o ano me livrando dessas coisas chatas.
Bom ano novo a todos.
andré t

Anônimo disse...

qdo me refiro a classic rock (que por isso só é uma expressão generalista que engloba muita coisa boa e muita coisa ruim) é só para honrar a boa arte (no caso de johnny...)...existe muita má vontade com ele por parte de pessoas como vc enquanto rola muito modismo
mais uma vez reitero minha profissão de fé na arte de forma anti-colonizada e digo que a boa música sai de qualquer lugar, gênero, estilo ou ápoca
agora...observe que seu grande (muito mesmo, reconheço)talento em pilotar uma mesa de som pode chancelar grupos/artistas sem brilho a se tornarem um produto em alta no mercado...vc é uma grife...deve estar produzindo cada pedrada em nome daqueles que querem usar seu talento...
cláudio moreira

Anônimo disse...

Realmente não compreendi o que você quis dizer, Cláudio. Quanto a Johnny Winter, podia ser ele ou qualquer outro. Má vontade? Absolutamente. Só uso como exemplo. Agenda contra o classic rock? Não mesmo. Só tenho agenda contra aqueles que fecham os olhos deliberadamente ao que está acontecendo aqui.
A única coisa que posso dizer é que, nessa terrinha pobre em que nós vivemos, apareceram alguns dos maiores talentos de todos os tempos. Depois dos baianos antigos vieram talentos como Carlinhos Brown (sim, ele mesmo), Glauber, Fábio Cascadura, Gabi Guedes, Letieres, Ronei, Márcio Vitor (já tive o privilégio de tocar com ele na banda de Brown), Morotó Slim, Flash, Jô Estrada, e baianos emprestados, como Solovera e Junix.
Digo isso como Recifense que gostaria de ter nascido aqui. E frustrado por ter pouca melanina no organismo.
Quanto às pedradas, cabe a você analisar quem "tomou meu talento emprestado".
andré t

Anônimo disse...

ah, sim se for para defender nosso quintal musical eu citaria nomes de grande valor artístico, como, por exemplo, raimundo sodré (que juntou o sertão e recôncavo sob o formato de canção pop com raiz regionalista) ou um grupo de rock como a estrada perdida (direto, cru e filosófico, uma verdadeira avalanche sonora sem vergonha de ser rock and roll grito primal rebelde, por mais pueril que isso possa soar em tempos tão descolados de pós rock) ou então o grupo de chorinho de meu tio (que não me lembro o nome agora, mas ele foi fundador dos ingênuos) que é um músico lenda viva do choro, samba e música instrumental violada no brasil...
cláudio moreira

luis alberto disse...

ah tá. johny winter é uma merda e bom mesmo é os romeros e carlinho brown e marcio vitor. kkkkk

Anônimo disse...

hj fazem 24 anos da morte de phil lynott
cláudio moreira

cebola disse...

alguém por aí tem notícias concretas sobre o show de Paul MCcartney? Parece que Brasília foi cancelada (no lugar, vão ter Ivete, daniela e quetais, que tals?). E são paulo e rio ainda não estão fechados. Se alguém souber de algo, dá um toque, por júpiter!

Marcus disse...

Ótimas resenhas por aqui e não convencionais!!! Continue assim. Se vc acha que alguém não tem personalidade fale! É a sua opinião e tem que ser respeitada!! Abs

http://altafidelidade.posterous.com/

Franchico disse...

Muito obrigado, Marcus! Seja bem-vindo e volte sempre!

Franchico disse...

O Universo HQ, site de maior credibilidade sobre quadrinhos do Brasil, completou dez anos e recebeu homenagens de diversos artistas, escritores e jornalistas ligados à área.

De Salvador, foram pelo menos, três: Flávio Luiz (Aú, O Capoeirista), Antônio Cedraz (Turma do Xaxado) e André Leal.

Vale a pena conferir estas e outras homenagens.

http://www.universohq.com/

Anônimo disse...

saindo do verniz e indo para a profundidade das coisas
esse cara é foda!!!!!!!!!
cláudio moreira

Nos dias 08 e 09 de janeiro, o pensador Luiz Izidoro estará
em Salvador, para iniciar um trabalho de longa duração em
Filosofia Política, na esteira de Deleuze-Guattari, Nietzsche, Espinoza, Godard, Dylan, Bowie, Glauber Rocha, Francis Bacon,
Henry Miller...
Esse curso dirige-se a não-filósofos, a experimentadores, a uma sensibilidade artística. Um curso sem prérequisitos de um homem
sem referências.




assista ao vídeo de divulgação
http://www.youtube.com/watch?v=-fgA1Fowm-M

08 e 09 de janeiro
19:01 hs

PRAÇA PAU BRASIL - Rua Dep. Cunha Bueno
(Ao lado do Colégio Manoel Devoto)
Rio Vermelho, Salvador


Inscrições:
71 86360913
71 82147131
ug.realiza@gmail.com
pensamentointensivo@gmail.com



realização UG

Nei Bahia disse...

....e mais uma vez quebro meu voto de silêncio!

Cláudio: você é muito mais inteligente de Carlos Lopes, acorda Alice!

André; descobri que vc escreve com o mesmo cuidado com que turbina os bons sons,então, que tal tu escrever sobre seu encontro com um outro Cláudio, e o respectivo livro?
Obs: quanto a você ter nascido onde nasceu, deve ser algum resgate cármico.

Anônimo disse...

nei,
não idolatro ninguém...carlos lopes é um amigo querido e um artista que tem todo meu respeito pela coragem de sempre querer mais em termos de expressão artística...
ou seria melhor sair por aí vestindo uma camisa com a inscrição: ativar retrofoguetes!!!!!!!!!!
cláudio moreira

Nei Bahia disse...

Se eu descolar uma camiseta com tal estampa, vou sair por aí com toda a honra que ela carrega em si.


Obs: Carlos lopes é a prova de que de boas intenções o inferno tá cheio até a boca.
Acorde Claudinho!!!

Franchico disse...

Cláudio Esc, vc é digno de pena.

Franchico disse...

Deixa quieto, Nei.

Eu mesmo tinha escrito todo um sermão da montanha aqui pra essa criatura, mas apaguei - não vale a pena.

Não é mais questão de liberdade de expressão, não, man. É questão de caráter, mesmo. O que ele quer é liberdade de difamação.

O coitado tá louco, cego e surdo. Pena que não está mudo tb, assim a gente não tinha que aguentar o monte de MERDA que ele insiste em escrever por aqui.

Deixa ele virar persona non grata entre os próprios amigos e morrer abraçado com sua "liberdade de expressão". Que sejam felizes para sempre - e de preferência, bem longe daqui.

Anônimo disse...

chico,
seu medo de pensar de forma independente de verdade me impressiona...é covardia mesmo!!!!!!!!!
cláudio moreira

Franchico disse...

Antes covarde (na sua pobre concepção) do que vira-casaca.

Anônimo disse...

o distanciamente crítico pode um dia te mostrar que sua visão está equivocada...no momento percebo que vc está mesmo inserido numa vibração de vaidade...cheio de razão...e nei parecendo um buda mundano cheio de conselhos...
cláudio moreira

cebola disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Nei Bahia disse...

Sem NENHUMA ironia, isso é muito bom!

Aviões do Forró faz versão para música de Pitty
Link - http://www.atarde.com.br/cultura/noticia.jsf?id=1331090

Eu quero é mais.
Achei do caralho ver ela, Silvano, Duda e Martins vestidos de branco na passagem do ano, tomando lugar de algum grupo de pagode de terceira categoria.

Nei Bahia disse...

"...o distanciamente crítico pode um dia te mostrar que sua visão está equivocada..."

Cláudio,me responda então:

Quando isso vai acontecer com você?

Franchico disse...

Não discuto com traíra vira-casaca.

teclas pretas disse...

nei, vo te contar, ficou melhor que a gravação original. assim, num arranjo "superpopular", o "foda" da letra ganha um sentido maior...a composição é boa, nesse formato a la odair josé, brega 70s. já tinha percebido um toque pós-jovem guarda/música brega [no melhor dos sentidos] nessa canção. este é o melhor formato para ela e não, rock/pop. possivelmente, pitty ganhará rios de dinheiro com isso. é o sonho de todo compositor, que algumas de suas músicas sejam gravadas por outrem e que venda.
GLAUBER

Franchico disse...

Imagina no dia que descobrirem o manancial de baladas lindas de Fábio Cascadura, hein?!?!?

Esse pessoal não viu nada ainda!

Anônimo disse...

chico,
essa é sua opinião...está equivocado novamente....o tempo vai te mostrar, mas pelo menos não sou bajulador nonsense incapaz de ver com precisão as várias facetas (boas, ruins, etc) das bandas integradas pelos amigos...
cláudio moreira

Franchico disse...

Vamos ver o que o tempo vai mostrar a quem. Se ao "bajulador" ou ao maluco que persegue gente honesta e trabalhadora sem motivos.

Anônimo disse...

veremos se a maioria desses cds festejados por ti estarão nas prateleiras dos colecionadores da boa música daqui a 20, 30 anos...veremos...sucesso é uma coisa....reconhecimento é outra
de novo: não sabia que tinha tirado outra graduação para se achar falando da saúde mental das pessoas...tem espelho em casa?
cláudio moreira

Franchico disse...

Ô seu pobre-coitado, desista. Tá todo mundo vendo quem é quem aqui. E depois estou muito ocupado, tenho mais o que fazer pra ficar aqui de bobeira batendo boca com um sem-noção como vc. Esta é última vez que me dirijo a vc. E se vc tivesse ainda um pingo de dignidade e bom-senso (essa é boa!) vc encerraria por aqui essa sessão de babaquice. E vou dizer logo com todas as letras: por aqui, vc é não é mais bem-vindo. Tchau. Xô! Sai fora!

Anônimo disse...

num to entendendo nada...

Anônimo disse...

Hum... vejo que as coisas continuam iguais.
"how dark is the dark side of force".


RP