sábado, maio 23, 2009

DIÁRIOS DE BORDO TREKKER

Com a febre de Jornada na Estrelas em alta novamente, dois livros surgem para abastecer os motores da franquia

Star Trek, o novo filme baseado na clássica série criada por Gene Rodenberry, levantou uma franquia que andava esquecida, arregimentando novos adeptos.

Na onda do blockbuster de J.J. Abrams, as livrarias receberam dois petiscos de sabores diferenciados que podem ser apreciados tanto por neófitos, quanto por velhos fãs: Almanaque Jornada nas Estrelas, de Salvador Nogueira e Susana Alexandria, e Jornada nas Estrelas - Klingons: Herança de Sangue, escrita pelos irmãos Scott e David Tipton, com desenhos de David Messina.

O primeiro segue o mesmo formato de outros almanaques lançados nos últimos anos e que se tornaram best-sellers, como o Almanaque Anos 80 e Almanaque Jovem Guarda.

Escrito por dois trekkers (denominação para especialistas, diferente do trekkie, que seria o iniciante ou apreciador ocasional) de carteirinha, o livro é praticamente uma bíblia para os fãs brasileiros.

Completíssimo, o Almanaque Jornada nas Estrelas se estende por mais de 270 páginas recheadas de ilustrações em dez capítulos cobrindo todas as séries de TV, filmes, livros e outros produtos que algum dia portaram o escudo da Frota Estelar da Federação dos Planetas Unidos.

Boa parte de suas páginas, claro, se detém na série clássica de TV que deu início a franquia (1966-68) e aos filmes feitos para o cinema a partir do subestimado Jornada nas Estrelas - O Filme (1979), dirigido pelo experiente Robert Wise (O Dia Em que a Terra Parou e A Noviça Rebelde).

Por dentro e por fora – Para o fã dedicado a mitologia original, há um guia de episódios por temporada, contendo sinopses, ficha técnica e curiosidades, além de todas as citações literárias – e há muitas delas, especialmente de Shakespeare, talvez uma das razões da fama de “ficção-científica cabeça“ que Star Trek angariou ao longo das últimas décadas.

Um dos principais méritos do livro é analisar a série clássica tanto por dentro quanto por fora, ou seja, contando diversas histórias de bastidores, especialmente as dificuldades orçamentárias que levaram ao seu cancelamento precoce, na 3ª temporada.

As séries derivadas que começaram a surgir nos anos 80 – pela ordem, A Nova Geração, Deep Space Nine, Voyager e Enterprise – também ganham análises, mas não o guia de episódios detalhado concedido a série clássica – provavelmente, a única falha (ou falta) do livro.

Mas ainda assim, o Almanque marca pontos ao resgatar, por exemplo, a curiosa série de desenhos animados produzida entre 1973 e 74, bem como a tentativa abortada de reativar o seriado clássico em 1975, conhecido como Fase II. Apesar de cancelado antes mesmo de começar, ele foi importante por ter pavimentado o caminho que levou a produção do filme para o cinema de 79.

Há ainda uma mini-biografia do criador Gene Rodenberry, além de entrevistas feitas no Brasil com os atores que já visitaram o País para participar de eventos, como Leonard Nimoy (Sr. Spock), George Takei (Sulu) e Walter Koenig (Pavel Chekov), além de diversas outras curiosidades e dados envolvendo o universo de Star Trek.

Publicação fundamental para trekkers e trekkies.

O “lado klingon“ – Parte do chamado “universo expandido“ de Star Trek, os quadrinhos baseados nas suas diversas séries vêm sendo produzidos por diversas editoras americanas desde os anos 70, tendo passagens pela Marvel, DC, Gold Key e Dark Horse. O álbum Klingons: Herança de sangue, lançado pela Devir, traz para o Brasil material inédito produzido pela sua atual editora nos EUA, a IDW.

O grande barato desta série é trazer para o leitor o “lado klingon“ de Star Trek. A raça klingon – belicosa, naturalmente guerreira e orgulhosa – era a grande inimiga da Federação dos Planetas Unidos, e portanto, as naves desta civilização viviam às turras com a tripulação da Enterprise – a serviço da Federação.

Desta forma, o álbum reconstrói, na visão dos klingons, os fatos narrados em quatro dos melhores episódios da série clássica: Missão de Misericórdia (1967), Problemas aos Pingos (1967), Uma Guerra Particular (1968) e O Dia do Pombo (1968).

Ainda assim, o leitor de primeira viagem não terá dificuldades em entender as HQs.

Almanaque Jornada nas Estrelas
Salvador Nogueira e Susana Alexandria
Aleph
272 p. | R$ 54
www.alephnet.com.br


Jornada nas Estrelas - Klingons: Herança de Sangue
Scott Tipton, David Tipton e David Messina
Devir
168 p | R$ 45
www.devir.com.br

9 comentários:

cebola disse...

Indo aonde nenhum homem jamais esteve...ou, no meu caso, indo à saraiva mesmo...porra chico, dinheiro acaba!!

Franchico disse...

Escritor Grant Morisson vai ganhar documentário sobre sua vida e obra

Assista ao breve teaser trailer do filme sobre o quadrinista

http://www.omelete.com.br/cine/100019906/Escritor_Grant_Morisson_vai_ganhar_documentario_sobre_sua_vida_e_obra.aspx

M.R. disse...

Paris c'est la fête.
http://clashcityrockers.blogspot.com/

Franchico disse...

Paris é um feto?

Franchico disse...

(Tô brincando, pelamordedeus! Eu li o livro do Hemingway tem mais de 20 anos!...)

Franchico disse...

Quem diria: seu Waldisney era um patrão tirânico, escroto pra caralho.

http://www.universohq.com/quadrinhos/2009/n25052009_15.cfm

Franchico disse...

The Pitchers.

http://www.guardian.co.uk/film/series/thepitchers

Sensacional tira on line do The Guardian que satiriza o mundo do cinema daquela forma "fina" que só os ingleses sabem.

Saquem só como eles decifraram o filme de Watchmen melhor do que qualquer crítico em uma única tirinha.

Dica do Blog UHQ.

teclas pretas disse...

chicão,
uns links bacanas aqui:

https://twitter.com/glauberovsky

GLAUBER

osvaldo disse...

musica leva voce a lugares inesperados. por total acidente dei de cara com o disco que o damned(!!??) lançou no ano passado, so who's paranoid? para minha imensa surpresa é um discaço com aquela pompa proto-goth fake dos pioneiros punks , que acabaram sendo precussores do goth so de sacanagem ( imagina a convivencia do dave vanian com captain "the man who invented gobbing" sensible). os amaldiçoados evoluiram absurdamente.e para coroar a parada, perfect sunday tem o melhor riff que ouvi em anos. diversão garantida