terça-feira, junho 04, 2013

ATO 5: PUNKS BAIANOS DE PRIMEIRA HORA FAZEM SHOW COM CAMISA NA SEXTA


A Coletânea O Rock Loco hoje volta no tempo, mas retorna já já para o agora.

Em meados dos anos 1980, toda uma cena roqueira se formou, catalisada pelo estouro do Camisa de Vênus e do chamado BRock.

Escaldada e sufocada após o fim recente da ditadura militar, jovens de todas as classes sociais encontraram no rock sua forma de expressão de preferência.

Aqui, bandas punk e o pós-punk pululavam, para horror da tradicional família baiana.

Uma fértil cena de bandas punk e pós-punk surgiu, circulando por points como a loja Not Dead, Teatro Vila Velha, Clube de Engenharia, Solar Boa Vista, bares como o Manga Rosa, Espaço Bleff e outros.

Em em meio à tudo isso, uma rapaziada punk do bairro de São Caetano resolveu protestar.

Mas protestar mesmo, começando pelo nome da banda que formaram: AI-5.

“Ticka (Sinval carlos, baterista) era amigo de infância de Tinho (baixista), lá na Fazenda Grande do Retiro. Aí, quando Tinho foi morar no São Caetano, a gente se conheceu”, relata Neilton, vocalista.

“Tinho e Ticka já tinham uma banda chamada Revolta Suburbana, que tocou com o Cólera em Salvador, em 1984”, diz.

Rapaziada humilde, mas esclarecida, esses caras circulavam pelos shows da cena local: “Em 1986, rolavam shows do Camisa, Dever de Classe, Proliferação, Via Sacra, Velorium e outras. A AI-5 já estava formada, só não tinha tocado ainda”, diz.

O primeiro show foi em 1987, no Clube de Engenharia, um dos espaços que reunia o povo do rock, assim como a loja Not Dead, Teatro Vila Velha, Clube de Engenharia, Solar Boa Vista, bares como o Manga Rosa, Espaço Bleff e outros.

Aí começou a saga da AI-5 (Ato Institucional 5), nome que, como se sabe, carrega um karma pesado ao citar o golpe definitivo da famigerada ditadura militar contra a democracia.

“Logo no primeiro cartaz que colamos na rua, um senhor desceu de um carro e disse: ‘vocês são malucos, estão fazendo apologia a isso’? Aí respondemos que era justamente o contrário, somos contra o militarismo e tal. Aí até ele disse que ia no show”, lembra Neilton.

Em outra ocasião, a banda foi entrevistada pelo lendário radialista Baby Santiago em uma emissora local: “Ele disse que ia entrevistar a gente, mas não ia pronunciar o nome da banda. O pessoal ainda tinha muito medo, mesmo com a ditadura já encerrada”, afirma Neilton.

Punk's not dead

O tempo passou e, depois de muitos shows e participações engajadas em protestos organizados por sindicatos e outras entidades, membros começaram a sair.

Em 2010, Ticka e Neilton, os remanescentes, resolveram reformar a banda, agora como Ato 5.

Lançaram CD em 2011 e, nesta sexta-feira, tocam com o Camisa de Vênus.

Assistir às duas bandas é testemunhar a própria história do rock local.

Além de Neilton e Ticka, a Ato 5 atual conta com Alan e Cristiano Ferreira (guitarras) e José Carlos (baixo).

Fotos: Arquivo da banda Ato 5.

Ato5 e Camisa de Vênus / sexta-feira, 19 horas / Cine Teatro Solar Boa Vista (Engenho Velho de Brotas) /  R$ 15

NUETAS

São Caetano calling
Como se vê na matéria da Ato 5 aí ao lado, São Caetano é pólo cultural alternativo não é de hoje. Neste sábado, um dos projetos que movimentam o bairro, o Radiola Alternativa, faz sua primeira edição em casa nova: espaço Gangara (defronte Colégio Ramo da Videira). Sábado, com as bandas Latryna, The Lex e Os Caras da Rádio. 17 horas, R$ 3.

Dimazz hoje, no TVV
Dimazz segue com sua residência mensal na Vila da Música. Hoje ele recebe Cascadura e o Camará Ensemble - Grupo de Câmara da Ufba. Diversidade musical recomendada. Sala Principal do Teatro Vila Velha, 20 horas, R$ 30 e R$ 15.

Bons sons vezes 2
Scambo & Sertanília dividem o palco do Portela Café nesta sexta-feira. Às 22 horas, R$ 20 (antecipado, na Midialouca). Na porta, sobe para R$ 25.

Tchaikovsky Fest na quinta

A Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA) realiza nesta quinta-feira, seu Festival Tchaikovsky, com a pianista brasiliense Ligia Moreno (ao lado) como solista convidada e regência de Eduardo Torres. No programa do concerto em homenagem ao mestre Romântico russo Piotr Ilitch Tchaikovsky (1840-1893), estão as peças Elegia; Concerto para Piano nº1 em Sib Menor op.23 e a Sinfonia nº6 Patética. Quinta-feira (dia 6), às 20 horas, na Sala Principal do Teatro Castro Alves, R$ 20 e R$ 10.

2 comentários:

Rodrigo Sputter disse...

São Caetano é BALA!!
Já toquei algumas vezes lá (com Honkers e Futchers) em Tia Dédé...fomos super bem tratados e a agitação da galera é foda!!
Ainda rola um Ximxim DELICIOSO lá!!!

Saudades!!!!

Quem Arma a zuada por lá é Luciano Robô da Confusão...

6a provavelmente tou indo pra Vitória da Conquista tocar:

http://www.fotolog.com.br/thehonkers/248000000000021599/

Cleviton disse...

(Por favor,nos ajude à divulgar esta
matéria em todos os teus contatos,
colocando num grande rancking de
audiência pública,para que haja
conscientização em massa de um grande público
aqui na terra!...em redes sociais,
emails,murais de recados,
nos motores de buscas da internet,
nos diretórios,indexadores de sites!...
publicidades,sites de notícias,
jornais,etc...vamos dar um basta
nas corrupções deste país e do mundo
inteiro,de uma vez por toda,em nome
de Jesus!...
Deus é contigo!)

POLÍTICA ASSASSINA
http://www.poesias.omelhordaweb.com.br/index.php?cdPoesia=112607