segunda-feira, dezembro 19, 2005

THERE'S MORE TO LIFE THAN BOOKS, YOU KNOW, BUT NOT MUCH MORE

Quem foi nesse show do Wry sábado passado no Miss Modular - e por acaso - esteve também no show de 4 anos atrás no Anexo com a brincando de deus - grande night - deve ter percebido a diferença que fez para a banda paulista os últimos anos auto-exilados em Londres. No palco, o Wry se mostrou uma banda preparada para encarar qualquer festival daqueles que faz a alegria dos britânicos de bom gosto musical durante o verão. Com um vocalista (Mário Bross) carismático, bom frontman, um guitarrista (Lu Marcelo) e um baixista (Chokito) competentes e um baterista (Renato Bizar) simplesmente monstruoso - ainda mais amadurecidos pela ralação intensa no exterior, o Wry simplesmente botou a casa abaixo. OK, eu estava , digamos, um tanto entusiasmado - após trocentas latas de cerveja, com a performance fodona deles e posso estar exagerando aqui, mas salvo engano, o Wry fez um dos shows (de banda visitante) do ano em Salvador. O som estava avassalador, absurdamente alto, o que por vezes fazia tudo ficar meio embolado, não permitindo a quem estava a platéia sacar nuances de arranjos e letras, sutilezas, peculiaridades - ainda que o Wry não me pareça banda muito chegada em filigranas sonoras - mas enfim. A impressão que deu é que o som ficou pequeno pra potência do esporro da banda paulista. Não apenas o som, mas o próprio ambiente. Parecia que a pressão do volume faria as paredes da pequena sala de shows do Miss Modular explodirem a qualquer momento. Esse foi o ponto fraco do show pra mim. Mas a resposta do público foi tão calorosa logo de cara na primeira música, que Mário Bross ficou visivelmente estusiasmado, sendo simpático com a galera e cantando com entrega, ainda que mais contido - menos exagerado, na verdade - do que no show de anos atrás. Enquanto isso, Renato Bizar segue um show a parte: tocando de sunga, provavelmente para não suar em bicas na roupa toda, o homem alto do Wry espanca as peles com fúria, precisão e uma qualidade de espetáculo gráfico única, só dele, capaz de hipnotizar espectadores mais sugestionáveis. Difícil não se admirar com sua performance. Mais cool, Lu Marcelo e o baixista Chokito fornecem a cama arrumadinha beleza para o vocalista e o batera deitarem e rolarem. Huh, cada um do seu lado, claro. As músicas novas, do disco Flames in the head, gravado em Londres com o cara do Ash etc, parecem muito superiores às antigas, do disco Heart experience, lembrando - e isso é um chute - algo na praia de um Strokes, de rock moderno anos 00 mesmo. Detalhes e músicas específicos me escapam devido ao lamentável estado etílico em que me encontrava durante o show. Se você que está lendo isso aqui estava lá e eu por acaso pisei no seu pé, ou esbarrei em você, ou te derramei cerveja, bom... foi mal aê. É o rock. Até importunar a namorada inglesa do Bizar que estava na banquinha de produtos do Wry (cds, singles em vinil, adesivos e camisetas) eu importunei. Perguntei, apontando pro compacto: "How much"? Ela respondeu, mostrando as duas mãos abertas: "Ten"! Depois de tropegamente contar meus relutantes (em sair da carteira) caraminguás, respondi: "I've got eight". "Sorry, it's ten", cortou a súdita da Rainha Elizabeth. "C'mon, eight, OK"?, eu insisti. Mas não teve jeito, a danada não me vendeu o tal do compacto, que coisa. Se fosse brasileiro fazia até por seis e um vale transporte ou uma ficha de cerveja. Gringo é outra coisa. Saldo da night: um zumbido infernal nos ouvidos, dor de cabeça, alma lavada e a certeza de que foi mais uma grande night do Wry em Salvador. Só espero que eles não demorem mais quatro anos para voltar.

E aí, tá deslumbrado o bastante pra vocês? Porque eu posso aumentar ainda mais.

VAI OUVIR JINGOBÉU E VAI SE LEMBRAR - Recado urgente de Fábio Cascadura. Fala, maluco!

Depois de uma longa data o Cascadura faz única apresentação no Café Calypso (nosso Cavern Club). Na noite de natal, dia 24/12. Depois da ceia todos estão convidados para uma festa com muito rock e diversão garantida, a noite ainda vai ter a discotecagem do dj claus.
Vai rolar: show do Cascadura.
Quando? Dia 24/12 (na noite de natal)
Onde? Café Calypso (rio vermelho, travessa da prudente de moraes)
Q horas? 23:59h.
Quanto? 8 Reais
Cerveja: 2 Reais

46 comentários:

Anônimo disse...

vamos esperar mais quatro anos
Cláudio

Anônimo disse...

esse "por que...ainda mais" do texto na gramática normativa é escrito na verdade assim: "porque"...bom, cadê o pingue-pongue com fábio?
cláudio (viés antônio houaiss)

Franchico disse...

"Cláudio" e "Fábio" são com letras maiúsculas. Viés meu saco quase estourando.

Anônimo disse...

bom, a caixa alta ou baixa nesses casos não retira o sentido do que foi escrito, como foi o caso do "por que"...normal, acontece...saia da defensiva...seu texto está legal...resenhou bem...me senti no miss modular, passou emoção e foi bem até bem detalhista...reparou até na sunga do baterista
Cláudio

Anônimo disse...

olha repeti duas vezes o advérbio de intensidade "bem"...erro grosseiro da minha parte...viu?! normal...a norma é apenas uma regra...como diria a úteros: "you just follow all the rules!!!!!!!!"
Cláudio

Anônimo disse...

a banda é excelente maravilhosa, o melhor show do ano de todos os tempos e afinal lembra o q se faz na inglaterra sem falar na sunga do baterista. provincianismo é isso. o cascadura é mil vezes melhor q a wry

Franchico disse...

O show foi do Wry. Quem quiser ler uma resenha minha sobre um show do Casca, pode faze-lo aqui:
http://rockloco.blogspot.com/2005/08/babe-eu-no-sei-por-que-toda-sexta.html#comments

Franchico disse...

Ah, o ping pong com Fábio vai ficar pro ano que vem, na primeira quinzena de janeiro, espero.

cebola disse...

massa, chico, é isso aí, o show foi muito melhor do que eu esperava, rock desenfreado, e alma lavada mesmo, não conhecia e gostei pracaralho, acendo meu insenso com louvor.

Anônimo disse...

sem pagar ingresso qualquer show é bom

Anônimo disse...

sem pagar ingresso qualquer show é bom

Franchico disse...

Pro seu governo, EU PAGUEI meu ingresso, seu OTÁRIO.

Anônimo disse...

pagou nada. ganhou o convite q vc não é trouxa. vai enganar outro

Franchico disse...

Lá, lá, lá... la-ri-laálá... Um, dois, três, quatro...

Anônimo disse...

cinco seis franchico é freguês. queixou convite e disse q pagou. com convite e cerveja de gratis todo show é bom

Franchico disse...

Vc não me conhece, seu moleque. Se conhecesse, jamais diria isso. Mas eu não vou ficar me defendendo de acusações falsas, injustas e escrotas partidas de uma pessoa que sequer tem coragem de se identificar. Ainda assim, mantenho o comment anônimo. Liberdade de expressão acima de tudo, mesmo que seja tb para um babaquinha insignificante e covarde como esse aí.

Anônimo disse...

deixe de bobagem chico. a bahia inteira sabe q vc ganhou convite prá ficar deslumbrado com aquela banda q é gringa demais para tentar cantar em portugues e tosca demais pra dizer q é ingleza

Franchico disse...

O botão "next blog" ali em cima é serventia da casa. os insatisfeitos que se retirem. e não voltem mais, de preferência.

Franchico disse...

E quer saber do mais? Na verdade verdadeira mesmo, nesse EU PAGUEI meu ingresso (apesar de vc não acreditar, mas foda-se, isso não é problema meu), mas na maioria, eu realmente não pago. Sabe como é, só para quem pode, meu caro campado. Coma bastante feijão e ouça bastante rock, quem sabe um dia vc acaba se tornando um cara "da panelinha" como eu. Por que por enquanto, só a inveja a lhe corroer as entranhas te dão algum prazer. Vc me dá pena e a inveja, como diria o poeta, é realmente uma merda. Feliz natal pra vc e sua inveja, seu merdinha.

Anônimo disse...

franchico vc não saca de rock porra nenhuma. vc saca é o q sai no jornal ou q alguem te disse. vc gosta de mangue beat cara e deve até achar q volante do sargento bezerra faz rock

Franchico disse...

Tadinho, ele não me conhece mesmo... Caiu aqui de páraquedas, meu rapaz? Eu tb te amo, viu? Parabéns pelo belo papel. Continue, nos entretenha mais, vai, palhacinho, vai!

miwky disse...

aves, salomão!

passei pra desejar um bom natal pra vcs do blog (os donos e os bem-vindos), pra dizewr que doismilecinco se encerra fodamente e pedir que em 2006 as pessoas se identifiquem nos comentários.

é isso, beijoca!

Franchico disse...

Amém, Miwky. Amém.

Anônimo disse...

então diz. vc adora mangue beat ou não?

Anônimo disse...

miwki para vc só a coleção do pearl jam

Franchico disse...

Se vc está se referindo à Chico Science e Nação Zumbi e Mundo Livre SA, sim, tenho quase todos os discos de ambas as bandas e as considero infinitamente mais rock do que muita banda considerada "rock mesmo" por aí. Meu rapaz, o rock é muito mais do que ser tatuado, usar piercing, bermudas e cavanhaque, viu? Continue lendo o Rock Loco, quem sabe vc aprende alguma coisa? Ah, e a propósito, eu sei que é chavão dizer isso, mas o mangue beat foi a última coisa realmente inovadora que apareceu na música brasileira dos anos 90 para cá. Preste atenção.

Anônimo disse...

meu Deus, o semi analfabeto anonimo está atacado, cuidado, só pode ser despeito, frustração, rancor ou abstinência. Ou tudo junto.

miwky disse...

como sabia que eu vou à praia, anônimo?? sim, agradeço a coleção de pearl jam, quero dizer, dá uma boa reserva pros disco-fly perdidos, não??

sem mais!

sora disse...

Chicão, pelamordedeus.....
numdêosádia pra essa gente não.

pra vc e pra galera que é do rockloco, claudio esc incluido, passa lá no pedra_magica que tem uma lembrancinha de fim de ano.



bjs,

Ps- eu sabia que tava errado esse negócio... no final é not much more

Franchico disse...

ô, Sorinha, vc tá certa duas vezes. Eu preciso ignorar esse povo, mas minha natureza brigona às vezes não deixa. E sim, o título do post está errado, mesmo. Escrevi de memória, daí o erro. É "there's more to life than books you know, but not MUCH MORE", e não "too much", mas eu vou corrigir. Para quem não pescou a referência, como Sora, essa frase genial é do velho Morrissey, fase Smiths, Handsome devil.

Anônimo disse...

obrigada sora maia, minha eterna musa existencial...obrigada forças cósmicas superiores, pois vou retornar ao velho colapso para assistir minha banda nacional predileta e ainda escaparei dessa festa chata desvirtuada do seu sentido original e cheia de consumismo exacerbado e hipocrisia intrafamiliar
Cláudio

Franchico disse...

Vou lá te dar um abraço e depois uns tapas tb, que cê tá merecendo, seu velho sacana. E vou pagando ingresso, que eu acho horrível esse negócio de ficar queixando cortesia. Só o faço quando não tem jeito (leia-se $$$), mesmo.

Anônimo disse...

bom, chico, se está se referindo a mim não entendi a agressão gratuita...não tenho nada com seus problemas com anônimos...
Cláudio

Franchico disse...

Cláudio, vc é que nem mulher de malandro: eu posso até não saber por que tô batendo, mas vc sabe por que tá apanhando... ;-)

Anônimo disse...

bom, não sou um cara de fugir das coisas que faço, mas, pela última vez, repito: não sou eu o anônimo que lhe ataca nesse blog...minhas opiniões foram colocadas abertamente...vai ter de acreditar em mim ou ficar me atacando equivocadamente
Cláudio

Franchico disse...

Tô te atacando, não, Escorinha, relaxe. Tô brincando com vc, doidão! É tão difícil assim perceber? Nossa! Aproveita que hj eu (ainda) tô de bom humor.

Anônimo disse...

ok chico, beleza...
Cláudio

Anônimo disse...

me ataca pra lá, me ataca pra cá. Esse não era um blog de respeito????

Franchico disse...

E como! O Rock Loco é o blog da família brasileira!

Anônimo disse...

taí. com esse jogo de comadre e depois neguinho reclama q o rock na bahia não vai pra frente. com essas figuras fica dificil mesmo

Franchico disse...

Difícil mesmo é aguentar manés covardes como vc. Jogo de cumadre é fichinha perto disso.

Franchico disse...

Agora a culpa do rock na Bahia não ir pra frente é do Rock Loco. É verdade. Eu, Cládio Esc, Cebola, Miwky, Sora somos todos conspiradores a serviço de acm. Ganhamos uma bolada só para fazer esse jogo duplo. Daqui a cinco anos eu compro minha casa nas Ilhas Maldivas e vcs nunca mais vão saber nem de mim, nem de niguém mais daqui. Vcs têm toda razão. Tudo culpa nossa.

Gabriela R. Almeida disse...

Porra, Chico, que exercício de paciência. Puta que pariu.

Achei massa o post sobre George Romero, por coincidência tinha alugado Land of The Dead no mesmo dia. Aliás, tá rolando uma coleção de responsa de filmes de terror desse quilo baixados da rede, tô passando tudo pra CD. Vários Romero, Argento, o Braindead de Peter Jackson, etc, se quiser a gente combina pra eu copiar pra vc.

cebola disse...

tenho nada com isso não, eu curto é polca e xaxado, seus biltres caguetes>

Franchico disse...

É, Gabriela, tô fazendo vestibular pra Dalai Lama. Sabe como é, "só o amor constrói", "oferece a outra face" etc. Chico pra Gandhi 2006, votem em mim. Massa o lance dos filmes. Eu queria muito ter os Romero, já tenho o segundo, Amanhecer dos Mortos. Depois te arrumo essas mídias, valeu?

O grande lance é a valsa vienense, Cebola. Dá o maior barato.

Franchico disse...

A Bizz nova chegou às bancas trazendo Maria Rita na capa. Nua. A foto é praticamente um remake daquela que tem na capa de um disco da Fernanda Abreu, de uns dez anos atrás (acho que era aquele do Veneno da lata). O detalhe é que Fernanda era, naquela época, bem mais gostosa que a filha de Elis é agora, claro. Hj, não quero nem uma, nem a outra. A revista tá valendo pela matéria ducaralho sobre os 20 anos do Psychocandy, o básico e necessário disco de estréia do Jesus and Mary Chain. Ainda nem li direito, só dei uma passada de olhos, mas pelo jeitão, tá bala.