Nei Bahia, Miguel Cordeiro e Osvaldo Braminha Jr. passam gel com purpurina (esse aí do lado) nos cabelos (?) e vestem suas roupas de cores cítricas para dissecar a New Wave.
Bônus: meu disco preferido do período.
Blog (que, nos seus primórdios, entre 2004-05, foi de um programa de rádio) sobre rock e cultura pop. Hoje é o blog de Chico Castro Jr., jornalista formado pela Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia. Atualmente, é repórter do Caderno 2+ do jornal A Tarde, no qual algumas das matérias vistas aqui foram anteriormente publicadas. Assina a coluna Coletânea, dedicada à música independente baiana. Nossa base é Salvador, Bahia, a cidade do axé, a cidade do terror.
terça-feira, novembro 11, 2014
NETO LOBO & A CACIMBA EVOLUEM EM ÓTIMO 2º ÁLBUM, MEU PÉ DE UMBU
| Neto Lobo, Sidnei Rasta (btr), Duda (gtr), e Jonatas (bx). Foto Natalia Cardoso |
Ambos já foram vistos nesta coluna e, agora, Neto retorna, lançando seu segundo álbum, Meu Pé de Umbu, com um show amanhã, no 30 Segundos Bar.
Enquanto Ayam é mais roqueiro e psicodélico, Neto é mais pop e apegado às raízes nordestinas – e Meu Pé de Umbu reforça ainda mais essa valorização desde o título, já que o umbuzeiro é apontado por Euclides da Cunha como uma espécie de árvore sagrada da caatinga, em Os Sertões.
O legal é que, mesmo com toda essa nordestinidade presente nos temas, nas letras e na interpretação de Neto, o som que se ouve no disco é urbano e cosmopolita, com direito a guitarras roqueiras e timbragens eletrônicas coerentes, na medida certa, que não brigam com a concepção do artista.
Ponto, mais uma vez, para um dos produtores mais competentes atuando na Bahia, quiçá no Brasil: andré t.
“Sim, os arranjos mudaram um pouco, estão mais maduros. Desde o início, a ideia era unir os elementos da cultura do interior com as possibilidades do mundo”, conta Neto.
“Por isso esse entrosamento com andré foi interessante. Deixamos ele trabalhar da forma dele. Mostramos nossas ideias, ele absorveu e colocou o que ele achou adequado, como teclados e sons eletrônicos”, diz.
Meu Pé de Umbu demonstra, de forma definitiva, o talento impressionante de Neto, um cara que escreve letras belíssimas e sabe interpretá-las de acordo, com o registro de voz variando em sintonia com o clima da canção.
Se na estradeira Rock de Tabaréu sua voz é mais suave, na roqueira Oh Deus!, ele rasga a garganta. “Tem essa variação que as músicas pedem, não tinha como fazer de outra forma”, observa Neto.
Gravado com recursos via edital da Funceb, o CD está a venda nas lojas Midialouca e Pérola Negra.
“6 de dezembro tocamos em Aracaju, dia 7 no Domingo de Cabeça Pra Baixo e em janeiro, no evento Conexão Nordeste, no Circo Voador (Rio de Janeiro)”, anuncia o artista
Neto Lobo e a CacimBA / Lançamento do CD Meu Pé de Umbú / Amanhã, 20 horas / 30 Segundos Bar (Rua Ilhéus, 21, Rio Vermelho) / R$ 10 (CD incluído)
NUETAS
Zona Mundi 2014
| Barbara Eugênia, foto Ali Karakas |
Quanto Vale de hoje
O som eletrônico-industrial da Modus Operandi e a banda Flauta Vértebra são as atrações de hoje do evento Quanto Vale o Show? 18 horas, free.
Cascadura Camaça
Cascadura leva seu show comemorativo de 22 anos à Camaçari com os paulistas da banda Alarde, mais os locais Código em Sigilo e Eu & Sofia. Sexta-feira, Espaço Cultural Casa de Taipa, 21 horas, R$ 15.
segunda-feira, novembro 10, 2014
O OUTONO DO VELHO SAFADO
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| Charles Bukowski, foto Richard Robinson - Black Sparrow Press |
Charles Bukowski (1920-1994) sabia bem disso e, quando chegou à essa idade, comemorou o drible que deu na morte publicando o livro Miscelânea Septuagenária.
Composto de contos e poemas até então inéditos, o volume não versa exatamente sobre questões profundas como a passagem do tempo ou a velhice.
E nem poderia: este não era o estilo do Velho Buk.
Não que o autor, nascido na Alemanha e criado em Los Angeles, não tivesse lá seus momentos mais meditativos.
Na verdade, sensibilidade não lhe faltava. Só que, a exemplo de um de seus ídolos, Ernest Hemingway (1899-1961), Bukowski revestia sua prosa de uma secura de dar inveja em qualquer dry martini.
Com seu estilo direto, sem rodeios, anavalhado, ele confundia sua vida de bebum californiano devasso, fã de música clássica, com seus contos e poemas sem rimas ou métrica.
Sua obra é habitada por beberrões, vagabundos, gente sem noção e mulheres vulgares, quase sempre envolvidos em confusões e brigas de soco em becos escuros, além da luta pela sobrevivência em subempregos desumanos.
Um típico escritor filho da Grande Depressão e da 2ª Grande Guerra.
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| Linda e Charles Bukowski em foto exposta em 2011 na Huntington Library |
Só que, mesmo por baixo de toda a pose de durão, havia sim, uma indisfarçável compaixão pelo ser humano, como atestam suas obras mais sensíveis (no estilo Velho Safado, claro), como o romance Misto Quente ou o conto A Mulher Mais Linda da Cidade.
Carimbo de qualidade
Apesar de não trazer nada à altura dos seus melhores momentos, Miscelânea Septuagenária tem, claro, o carimbo “Charles Bukowski de qualidade” em suas páginas.
No conto A Vingança dos Desgraçados, ele narra uma invasão de sem-tetos à loja de departamentos mais chique de Los Angeles, organizada por dois bebuns sem nada melhor para fazer.
Já em A Vida de um Vagabundo, ele segue um dia na vida de Harry, vadio sem emprego ou auto estima, que escapuliu de ser convocado para lutar na 2ª Guerra, em 1943.
Outro conto digno de nota é O Filho de Satã, que bem poderia ser um trecho de Misto Quente, seu livro de memórias da infância e juventude.Na verdade, este livro é ideal para quem nunca leu Bukowski, já que, diferente dos outros, este traz contos e poemas, servindo como uma boa introdução ao universo do Velho Safado.
Miscelânea septuagenária: Contos e poemas / Charles Bukowski / Tradução: Pedro Gonzaga / L&PM/ 392 p./ R$ 54,90
quinta-feira, novembro 06, 2014
NOVOS ERUDITOS
Seminário traz músicos eruditos de Nova York e do Rio de Janeiro à cidade
Apreciadores da música de concerto tem uma bela programação na cidade a partir de amanhã até terça-feira (11).
É o 1º Seminário em Música Contemporânea do MAB (Música de Agora na Bahia), que traz a Salvador músicos de Nova York e do Rio de Janeiro, além de locais.
O MAB é uma série de eventos organizado pela OCA (Oficina de Composição Agora), grupo originário da Escola de Música da Ufba, que já tinha realizado uma edição do MAB em 2012.
Esta edição, iniciada em julho último com patrocínio da Petrobras, vai até dezembro de 2015, com realização de concertos, recitais, apresentações em escolas públicas, seminários etc.
A ideia do MAB é difundir e estimular a música de concerto feita “agora”, de autores vivos.
O concerto de abertura deste seminário é amanhã e fica por conta da Orquestra Sinfônica da UFBA (Osufba), com regência do maestro Erick Vasconcelos. O solista será o violonista Mario Ulloa.
Ele, Vasconcelos e a Osufba vão estrear uma peça inédita: Concerto para Violão e Orquestra, do professor da Emus- Ufba Wellington Gomes.
Música feroz
No sábado, o músico Pedro Amorim Filho vai comandar uma Projeção Sonora Especial com o resultado de workshop com participantes do Seminário, no Teatro do Movimento (Escola de Dança da Ufba).
No domingo, o grupo CRON, do Rio de Janeiro, faz concerto no Salão Nobre da Reitoria da Ufba, com estreias de duas peças de autores baianos: Chula (clarinete solo), de Túlio Augusto e Sem Comentários (violino e violoncelo), de Alex Pochat.
Segunda-feira é a vez da atração internacional do Seminário, o quarteto de cordas novaiorquino The Mivos Quartet, que se apresenta no Teatro do Icba (Corredor da Vitória).
O Mivos foi apontado pelo jornal The Chicago Reader como “um dos conjuntos musicais mais ousados e ferozes dos Estados Unidos”.
Na Bahia, eles incluem peças de baianos, como Paulo Costa Lima (Zazie-Quartettsatz) e Guilherme Bertissolo (Pungência Agônica).
O encerramento do Seminário é na terça-feira, com recital do Duo CardAssis, formado pelas pianistas Ana Claudia Assis e Luciane Cardassi, no Salão Nobre da Reitoria da Ufba, também com peças de baianos.
Com exceção do concerto do Mivos (R$ 20, meia), todas as atrações são gratuitas.
Confira a programação:
Dia 7/11, 20h: Orquestra Sinfônica da UFBA (com Mario Ulloa, sob a direção de Erick Vasconcelos), na Salão Nobre da Reitoria. Entrada franca
Dia 8/11, 20h: Projeção Sonora Especial - Direção: Pedro Filho. Teatro do Movimento (Escola de Dança da Ufba). Entrada franca
Dia 9/11, 20h: Grupo Cron (RJ), no Salão Nobre da Reitoria da Ufba. Entrada franca
Dia 10/11, 20h: Mivos Quartet (www.mivosquartet.com) (NY), no Teatro do ICBA. Ingressos: R$40 e R$20 (meia)
Dia 11/11, 20h: Duo CardAssis, no Salão Nobre da Reitoria da Ufba. Entrada franca
1º Seminário em Música Contemporânea do MAB / Concerto de Abertura: Orquestra Sinfônica da UFBA (com Mario Ulloa e maestro Erick Vasconcelos) / Amanhã, 20 horas / Salão Nobre da Reitoria da Ufba / Entrada gratuita / Informações: www.musicadeagoranabahia.com
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| Mivos: Joshua Modney e Olivia De Prato (violinos), Mariel Roberts (violoncelo) e Victor Lowrie (viola). Ft: Alexander Perrelli |
É o 1º Seminário em Música Contemporânea do MAB (Música de Agora na Bahia), que traz a Salvador músicos de Nova York e do Rio de Janeiro, além de locais.
O MAB é uma série de eventos organizado pela OCA (Oficina de Composição Agora), grupo originário da Escola de Música da Ufba, que já tinha realizado uma edição do MAB em 2012.
Esta edição, iniciada em julho último com patrocínio da Petrobras, vai até dezembro de 2015, com realização de concertos, recitais, apresentações em escolas públicas, seminários etc.
A ideia do MAB é difundir e estimular a música de concerto feita “agora”, de autores vivos.
O concerto de abertura deste seminário é amanhã e fica por conta da Orquestra Sinfônica da UFBA (Osufba), com regência do maestro Erick Vasconcelos. O solista será o violonista Mario Ulloa.
Ele, Vasconcelos e a Osufba vão estrear uma peça inédita: Concerto para Violão e Orquestra, do professor da Emus- Ufba Wellington Gomes.
Música feroz
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| Duo CardAssis. Foto: Carla Reis |
No domingo, o grupo CRON, do Rio de Janeiro, faz concerto no Salão Nobre da Reitoria da Ufba, com estreias de duas peças de autores baianos: Chula (clarinete solo), de Túlio Augusto e Sem Comentários (violino e violoncelo), de Alex Pochat.
Segunda-feira é a vez da atração internacional do Seminário, o quarteto de cordas novaiorquino The Mivos Quartet, que se apresenta no Teatro do Icba (Corredor da Vitória).
O Mivos foi apontado pelo jornal The Chicago Reader como “um dos conjuntos musicais mais ousados e ferozes dos Estados Unidos”.
Na Bahia, eles incluem peças de baianos, como Paulo Costa Lima (Zazie-Quartettsatz) e Guilherme Bertissolo (Pungência Agônica).
O encerramento do Seminário é na terça-feira, com recital do Duo CardAssis, formado pelas pianistas Ana Claudia Assis e Luciane Cardassi, no Salão Nobre da Reitoria da Ufba, também com peças de baianos.
Com exceção do concerto do Mivos (R$ 20, meia), todas as atrações são gratuitas.
Confira a programação:
Dia 7/11, 20h: Orquestra Sinfônica da UFBA (com Mario Ulloa, sob a direção de Erick Vasconcelos), na Salão Nobre da Reitoria. Entrada franca
Dia 8/11, 20h: Projeção Sonora Especial - Direção: Pedro Filho. Teatro do Movimento (Escola de Dança da Ufba). Entrada franca
Dia 9/11, 20h: Grupo Cron (RJ), no Salão Nobre da Reitoria da Ufba. Entrada franca
Dia 10/11, 20h: Mivos Quartet (www.mivosquartet.com) (NY), no Teatro do ICBA. Ingressos: R$40 e R$20 (meia)
Dia 11/11, 20h: Duo CardAssis, no Salão Nobre da Reitoria da Ufba. Entrada franca
1º Seminário em Música Contemporânea do MAB / Concerto de Abertura: Orquestra Sinfônica da UFBA (com Mario Ulloa e maestro Erick Vasconcelos) / Amanhã, 20 horas / Salão Nobre da Reitoria da Ufba / Entrada gratuita / Informações: www.musicadeagoranabahia.com
quarta-feira, novembro 05, 2014
DERRUBE O MURO: A BANDA DE HC QUE ACABOU, REGISTROU EM VÍDEO E VOLTOU
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| Rodrigo e "Dill" (guitarras), Dudu (voz), Diogo (btr), Doriva (voz) e Gabriel (bx) |
Mas como o hardcore é filho do movimento punk, seus adeptos não são muito de pedir licença nem “ajudinha” de quem quer que seja: “faça você mesmo” é o seu lema – aliás, de todo mundo que já captou o espírito de nossa época.
Por tudo isso, o minidocumentário Doc Entre Aspas - A Desintrigante História de uma Banda de Hardcore Soteropolitana, do grupo Derrube o Muro (foto acima de Mari Martins), ganha importância ao registrar a breve e meteórica carreira desta banda local.
Com 22 minutos, o vídeo está disponível no You Tube e não poderia ser mais simples: mostra os membros da banda dando depoimentos e tocando ao vivo em um estúdio, gravando seus últimos registros antes do guitarrista se mudar para o Rio de Janeiro.
“Começamos no verão de 2006, mas da formação original só sobrou eu e Rodrigo Gagliano (guitarra)”, conta Eduardo Dudu Lima, vocalista, advogado e ativo blogueiro da cena (tomanacarahc.blogspot.com).
“A gente queria fazer hardcore old school de Nova York, linha Agnostic Front, além de bandas da Califórnia: Suicidal Tendencies e Dead Kennedys, que nem precisa citar”, diz.
Jovens até morrer
O Derrube o Muro deixou poucos registros.
Além de um EP gravado em 2009 e uma participação no CD tributo ao Pastel de Miolos, lançaram recentemente um split (disco “rachado” entre bandas) com o próprio PDM, Aggressivos e a banda Riiva, da Finlândia.
Chegando aos 30 anos, os membros da Derrube o Muro começaram a ser atropelados pela própria vida, se afastando da banda: “Todo mundo trabalha, está casado, tem filho”, conta Dudu.
“A banda acabou muito tempo parada, aí o Rodrigo disse que estava se mudando para o Rio de Janeiro.
Resolvemos ir para o estúdio, gravamos e filmamos tudo. O áudio das músicas foi para o split”, conta.
Agora, um ano depois, Rodrigo voltou do Rio de Janeiro, reativando a banda.
“Tem uma música da banda Seven Seconds que diz: “I'll be young until I die (Serei jovem até morrer). É importante manter o espírito”, conclui Dudu.
Com o minidoc no You Tube e o split lançado pela Brechó Discos, a Derrube agora se reforma, faz planos.
Veja: www.facebook.com/DerrubeOMuroNordesteHardcore
NUETAS
Baia na área, galera
Um dos artistas prediletos
Laia Gaiatta com Fao
O trio avant garde Laia Gaiatta se junta à cantora Fao Miranda em uma temporada de três sábados no Teatro Gamboa Nova: o próximo (8), 15 e 22. Música diferente e desafiadora, recomendada. 20 horas, R$ 20.
terça-feira, novembro 04, 2014
AQUELE ABRAÇO PARA RIACHÃO
Show no Pelourinho reúne artistas locais para homenagear o grande sambista baiano Riachão
Homenagear os mortos é louvável, mas está longe do ideal. Quem é digno de homenagem, merece recebe-la em pessoa, olho no olho.
Felizmente, esse tem sido o caso do sambista baiano Riachão, patrimônio cultural vivo, que estará no centro do evento A Bahia Abraça Riachão, quinta-feira, no Pelô.
Além do público que sempre o abraçou, nomes consagrados do samba e da música baiana em si estarão lá para reverenciar o mestre, como Margareth Menezes, Saulo Fernandes, Nelson Rufino, Gal do Beco, Batifun e Fora da Mídia, entre outros não menos valorosos.
Prestes a completar 93 anos no dia 14 próximo, Riachão é um fenômeno.
Continua com aquela mesma energia, positividade e alegria que o povo já conhece. Semana passada, durante visita ao jornal A TARDE (que apóia o evento), cantou e conversou com todos que encontrava pelo caminho, distribuindo simpatia e carinho.
“Não tem nada melhor do que fazer samba com os amigos”, disse o veterano. “Deus é música, minha vida é cantar”.
Cercado de amigos e familiares, ostentando uma pesada corrente no pescoço e aneis por todos os dedos, Riachão foi recebido como a autoridade que de fato é, sentando-se a vontade no sofá da sala da presidência do jornal, com toda a elegância que o tornou célebre.
“De madrugada eu fico na cama, cantando baixinho para mim mesmo. Tem horas que eu até choro com as músicas, as lembranças”, confidenciou, deixando o resto da sala com um nó na garganta.
“Sinto saudade da velha guarda, ô tempo bom! Muita coisa já não lembro mais, mas sinto muita saudade”, diz.
Reconhecido nacionalmente
Visto por quem entende de música como um verdadeiro professor, monumento vivo da nossa cultura, Riachão nasceu Clementino Rodrigues, no distante ano de 1921.
Ao longo de nove décadas, criou mais de seiscentos sambas – a maioria nunca foi gravado. Mas o que foi registrado, em sua parca discografia de cinco álbuns e alguns poucos compactos (a maioria fora de catálogo), se tornou clássico.
Não a toa, foi reconhecido e regravado por gente do porte de Jackson do Pandeiro, Caetano Veloso, Tom Zé, Gilberto Gil, Jamelão, Cássia Eller, Dona Ivone Lara e muitos outros.
“Riachão é símbolo maior da cultura baiana e brasileira, por isso, merece todo o reconhecimento”, saúda a cantora Margareth Menezes.
“Mestre da poesia musicada do samba, ele carrega em si a tradição da baianidade, toda a força da música que inspira a mim e a tanta gente. Foi com gratidão que recebi esse convite e é com alegria que vamos celebrá-lo nessa festa mais do que merecida”, acrescenta.
Personagem original
Para o produtor do evento, Wilson Santos, “é importante lembrar que, em sete anos, Riachão terá 100 anos. Precisamos abraça-lo agora, como um exemplo de artista e de pessoa”, diz.
“Quando coloca seu quepe de motorneiro e a toalha em volta do pescoço ele se torna um personagem original, que transmite uma alegria contagiante. É o nosso grande artista”, afirma.
Já a sambista Luci Laura, que também veio ao jornal, vê Riachão como “uma parte viva da história do povo negro, que criou o samba. Sua musicalidade é muito alegre e divertida, cheia de histórias e da poesia popular da Bahia”.
Outro sambista presente à visita, André Lima, do grupo Sangue Brasileiro, agradece a oportunidade de homenagear seu mestre: “Riachão é o professor. Para mim, que já gravei Vá Morar com o Diabo com minha banda, é uma honra seguir seus passos e ensinamentos”, diz.
Cantor do grupo Amizade Partidária, que também estará no show de quinta-feira, Alã Nascimento chama atenção para a preservação de nossa memória musical: “O futuro não existe se não houver um passado para nos inspirar e nos ensinar. E foi isso que Riachão fez e tem feito. Nos sentimos no dever de continuar esse trabalho ao homenagear esse ícone da música”.
A Bahia abraça Riachão /Com Margareth Menezes, Saulo Fernandes, Nelson Rufino, Gal do Beco, Batifun, Fora da Mídia, Neto Bala, Amizade Partidária, Luci Laura, Sangue Brasileiro e outros / Quinta-feira, 19 horas / Praça Pedro Archanjo, Pelourinho / R$ 20 / Venda antecipada nos postos de Classificados de A Tarde dos shoppings e na sede do jornal
Homenagear os mortos é louvável, mas está longe do ideal. Quem é digno de homenagem, merece recebe-la em pessoa, olho no olho.
Felizmente, esse tem sido o caso do sambista baiano Riachão, patrimônio cultural vivo, que estará no centro do evento A Bahia Abraça Riachão, quinta-feira, no Pelô.
Além do público que sempre o abraçou, nomes consagrados do samba e da música baiana em si estarão lá para reverenciar o mestre, como Margareth Menezes, Saulo Fernandes, Nelson Rufino, Gal do Beco, Batifun e Fora da Mídia, entre outros não menos valorosos.
Prestes a completar 93 anos no dia 14 próximo, Riachão é um fenômeno.
Continua com aquela mesma energia, positividade e alegria que o povo já conhece. Semana passada, durante visita ao jornal A TARDE (que apóia o evento), cantou e conversou com todos que encontrava pelo caminho, distribuindo simpatia e carinho.
“Não tem nada melhor do que fazer samba com os amigos”, disse o veterano. “Deus é música, minha vida é cantar”.
Cercado de amigos e familiares, ostentando uma pesada corrente no pescoço e aneis por todos os dedos, Riachão foi recebido como a autoridade que de fato é, sentando-se a vontade no sofá da sala da presidência do jornal, com toda a elegância que o tornou célebre.
“De madrugada eu fico na cama, cantando baixinho para mim mesmo. Tem horas que eu até choro com as músicas, as lembranças”, confidenciou, deixando o resto da sala com um nó na garganta.
“Sinto saudade da velha guarda, ô tempo bom! Muita coisa já não lembro mais, mas sinto muita saudade”, diz.
Reconhecido nacionalmente
Visto por quem entende de música como um verdadeiro professor, monumento vivo da nossa cultura, Riachão nasceu Clementino Rodrigues, no distante ano de 1921.
Ao longo de nove décadas, criou mais de seiscentos sambas – a maioria nunca foi gravado. Mas o que foi registrado, em sua parca discografia de cinco álbuns e alguns poucos compactos (a maioria fora de catálogo), se tornou clássico.
Não a toa, foi reconhecido e regravado por gente do porte de Jackson do Pandeiro, Caetano Veloso, Tom Zé, Gilberto Gil, Jamelão, Cássia Eller, Dona Ivone Lara e muitos outros.
“Riachão é símbolo maior da cultura baiana e brasileira, por isso, merece todo o reconhecimento”, saúda a cantora Margareth Menezes.
“Mestre da poesia musicada do samba, ele carrega em si a tradição da baianidade, toda a força da música que inspira a mim e a tanta gente. Foi com gratidão que recebi esse convite e é com alegria que vamos celebrá-lo nessa festa mais do que merecida”, acrescenta.
Personagem original
Para o produtor do evento, Wilson Santos, “é importante lembrar que, em sete anos, Riachão terá 100 anos. Precisamos abraça-lo agora, como um exemplo de artista e de pessoa”, diz.
“Quando coloca seu quepe de motorneiro e a toalha em volta do pescoço ele se torna um personagem original, que transmite uma alegria contagiante. É o nosso grande artista”, afirma.
Já a sambista Luci Laura, que também veio ao jornal, vê Riachão como “uma parte viva da história do povo negro, que criou o samba. Sua musicalidade é muito alegre e divertida, cheia de histórias e da poesia popular da Bahia”.
Outro sambista presente à visita, André Lima, do grupo Sangue Brasileiro, agradece a oportunidade de homenagear seu mestre: “Riachão é o professor. Para mim, que já gravei Vá Morar com o Diabo com minha banda, é uma honra seguir seus passos e ensinamentos”, diz.
Cantor do grupo Amizade Partidária, que também estará no show de quinta-feira, Alã Nascimento chama atenção para a preservação de nossa memória musical: “O futuro não existe se não houver um passado para nos inspirar e nos ensinar. E foi isso que Riachão fez e tem feito. Nos sentimos no dever de continuar esse trabalho ao homenagear esse ícone da música”.
A Bahia abraça Riachão /Com Margareth Menezes, Saulo Fernandes, Nelson Rufino, Gal do Beco, Batifun, Fora da Mídia, Neto Bala, Amizade Partidária, Luci Laura, Sangue Brasileiro e outros / Quinta-feira, 19 horas / Praça Pedro Archanjo, Pelourinho / R$ 20 / Venda antecipada nos postos de Classificados de A Tarde dos shoppings e na sede do jornal
quinta-feira, outubro 30, 2014
DRUIDA WIRELESS
Em Vira-Lata na Via Láctea, Tom Zé vem com CD sem tema e cheio de novidades
Em seu mais recente códice, o druida de Irará conjurou visões do futuro em sua bola de cristal wireless e previu que o porvir da Geração Y não vai ser muito diferente do da Geração Z, da Geração Saúde, da Geração Coca-Cola e muito menos do da Geração das Utopias.
“Daqui a alguns anos / vamos ter de governar, infelizmente governar / Oh, e os nossos ideais, ai, quem diria / no mesmo camburão da burguesia / Uma renca de parentes atender / nos ritos e delitos do poder / Puta, que tragédia / desaba sobre nós! / logo depois que a ilusão tem voz”, recita um melancólico e sardônico Tom Zé logo na faixa de abertura do seu novo álbum, Vira lata na Via Láctea.
“Este é meu primeiro disco, desde 1976, que sai sem um tema central. São várias músicas sobre assuntos diferentes em cada uma”, conta Tom Zé, por telefone, de São Paulo.
“No caso da faixa Geração Y, eu tive uma tendência imediata de simpatizar com ela por que voltaram a dar atenção a ética. A última vez que ouvi falar em ética foi na minha infância em Irará”, afirma.
“Imagine a tarefa dessas criaturas quando forem chamadas a governar. Isso me inspirou no refrão como se fosse uma tragédia, por que se vai entrar num campo de trabalho onde a ética é chutada para escanteio, que é a política”, observa Tom Zé.
Milton e Caetano
Com lançamento on line (via iTunes) marcado parahoje anteontem, Vira lata na Via Láctea terá sua versão em CD chegando às lojas no fim desta semana, início da semana que vem.
Inspirado (e quando ele não o foi?), o artista volta seu olhar crítico, irônico e poético em várias direções: Esquerda, Grana e Direita (autoexplicativa), a mídia impressa (Banca de Jornal, parceria com Criolo), a usura (Mamon), Irará (duas faixas: Guga na Lavagem e Irará Irá Lá), patrulha ideológica (Papa Perdoa) e até para o próprio umbigo (A Boca da Cabeça), entre outros temas.
Este também deve ser o álbum de Tom Zé com o maior número de parcerias e participações.
Além de Criolo, outros nomes significativos da atual nova MPB comparecem, como as bandas O Terno, Trupe Chá de Boldo e Filarmônica da Pasárgada, os músicos SILVA, Kiko Dinucci (Metá Metá) e Daniel Maia.
Mas surpresa mesmo é ouvir Tom Zé cantando em dueto com Milton Nascimento (em Pour Elis, homenagem a Elis Regina) e Caetano Veloso (Pequena Suburbana).
“Fiz essa letra em 1987, a partir de uma carta que Fernando Faro escreveu para um vídeo do aniversário de morte da Elis. Quando li, eu ‘puxa, isso tá tão bem escrito’! Comecei a cantar de brincadeira e fiz uma música dando mais importância a melodia, coisa que nem sempre eu faço. Quando Marcus Preto (jornalista, atualmente produzindo a biografia de Tom Zé) viu, disse ‘isso é a cara do Milton. Milton gostou e gravou”, relata o músico.
Já Caetano, sobre quem pesavam acusações de ter “abandonado” o iraraense durante o ostracismo que este viveu após a Tropicália, Tom Zé faz questão de desfazer a noção.
“Nunca teve abandono. Cada pessoa estava do seu lado, se virando com seus problemas. Não é possível ninguém carregar ninguém no colo. Tem um ditado que é assim: ‘Se uma pessoa estiver se afogando e a outra quiser salvar, morrem os dois’”, afirma.
“A verdade é que ele e Gilberto Gil fizeram, com o Tropicalismo, o campo artístico mais profícuo do movimento. A música acabou sendo a estrela principal do Tropicalismo. Isso se deve a ele e ao Gil, os quais, quer queira, quer não, são pessoas que podem ser chamadas de gênios”, diz.
Mesmo sem tema específico, é a política que está no centro de Vira Lata na Via Láctea. Em Esquerda, Grana e Direita, ele cita Paulo Freire: “Quando o trabalhador cresce na sociedade e tem oportunidade de ser protagonista da História – ele pratica o método do opressor porque foi o único método que aprendeu; então, ele só sabe agir como o opressor”.
Seria este um recado com destinatário certo, Tom Zé?
"Bom, o Paulo Freire é um dos fundadores do PT e sim, realmente o PT está incluído naquela frase. Quando o operário se torna o personagem central da história da nação, ele começa a agir como opressor, por que foi o único método que ele aprendeu. E se você exigir mais do PT, é normal ficar decepcionado, tem que se conformar com essa modificação que o Paulo tinha previsto", despista o esperto.
Neste fim de semana, Tom Zé faz o show de lançamento do álbum no Sesc Vila Mariana.
Salvador? “Espero os empresários da cidade me chamarem. Já tem alguma conversa, mas ninguém acertou nada ainda. Sei que meus três últimos shows na Concha Acústica foram lotados. Sério, nunca imaginei isso”, ri o artista.
Tom Zé / Vira lata na Via Láctea / Pommela / R$ 24,90
| Tom Zé faz concha com a mão para te ouvir melhor. Foto: André Conti |
“Daqui a alguns anos / vamos ter de governar, infelizmente governar / Oh, e os nossos ideais, ai, quem diria / no mesmo camburão da burguesia / Uma renca de parentes atender / nos ritos e delitos do poder / Puta, que tragédia / desaba sobre nós! / logo depois que a ilusão tem voz”, recita um melancólico e sardônico Tom Zé logo na faixa de abertura do seu novo álbum, Vira lata na Via Láctea.
“Este é meu primeiro disco, desde 1976, que sai sem um tema central. São várias músicas sobre assuntos diferentes em cada uma”, conta Tom Zé, por telefone, de São Paulo.
“No caso da faixa Geração Y, eu tive uma tendência imediata de simpatizar com ela por que voltaram a dar atenção a ética. A última vez que ouvi falar em ética foi na minha infância em Irará”, afirma.
“Imagine a tarefa dessas criaturas quando forem chamadas a governar. Isso me inspirou no refrão como se fosse uma tragédia, por que se vai entrar num campo de trabalho onde a ética é chutada para escanteio, que é a política”, observa Tom Zé.
Milton e Caetano
Com lançamento on line (via iTunes) marcado para
Inspirado (e quando ele não o foi?), o artista volta seu olhar crítico, irônico e poético em várias direções: Esquerda, Grana e Direita (autoexplicativa), a mídia impressa (Banca de Jornal, parceria com Criolo), a usura (Mamon), Irará (duas faixas: Guga na Lavagem e Irará Irá Lá), patrulha ideológica (Papa Perdoa) e até para o próprio umbigo (A Boca da Cabeça), entre outros temas.
Este também deve ser o álbum de Tom Zé com o maior número de parcerias e participações.
Além de Criolo, outros nomes significativos da atual nova MPB comparecem, como as bandas O Terno, Trupe Chá de Boldo e Filarmônica da Pasárgada, os músicos SILVA, Kiko Dinucci (Metá Metá) e Daniel Maia.
Mas surpresa mesmo é ouvir Tom Zé cantando em dueto com Milton Nascimento (em Pour Elis, homenagem a Elis Regina) e Caetano Veloso (Pequena Suburbana).
“Fiz essa letra em 1987, a partir de uma carta que Fernando Faro escreveu para um vídeo do aniversário de morte da Elis. Quando li, eu ‘puxa, isso tá tão bem escrito’! Comecei a cantar de brincadeira e fiz uma música dando mais importância a melodia, coisa que nem sempre eu faço. Quando Marcus Preto (jornalista, atualmente produzindo a biografia de Tom Zé) viu, disse ‘isso é a cara do Milton. Milton gostou e gravou”, relata o músico.
Já Caetano, sobre quem pesavam acusações de ter “abandonado” o iraraense durante o ostracismo que este viveu após a Tropicália, Tom Zé faz questão de desfazer a noção.
“Nunca teve abandono. Cada pessoa estava do seu lado, se virando com seus problemas. Não é possível ninguém carregar ninguém no colo. Tem um ditado que é assim: ‘Se uma pessoa estiver se afogando e a outra quiser salvar, morrem os dois’”, afirma.
“A verdade é que ele e Gilberto Gil fizeram, com o Tropicalismo, o campo artístico mais profícuo do movimento. A música acabou sendo a estrela principal do Tropicalismo. Isso se deve a ele e ao Gil, os quais, quer queira, quer não, são pessoas que podem ser chamadas de gênios”, diz.
Mesmo sem tema específico, é a política que está no centro de Vira Lata na Via Láctea. Em Esquerda, Grana e Direita, ele cita Paulo Freire: “Quando o trabalhador cresce na sociedade e tem oportunidade de ser protagonista da História – ele pratica o método do opressor porque foi o único método que aprendeu; então, ele só sabe agir como o opressor”.
Seria este um recado com destinatário certo, Tom Zé?
"Bom, o Paulo Freire é um dos fundadores do PT e sim, realmente o PT está incluído naquela frase. Quando o operário se torna o personagem central da história da nação, ele começa a agir como opressor, por que foi o único método que ele aprendeu. E se você exigir mais do PT, é normal ficar decepcionado, tem que se conformar com essa modificação que o Paulo tinha previsto", despista o esperto.
Neste fim de semana, Tom Zé faz o show de lançamento do álbum no Sesc Vila Mariana.Salvador? “Espero os empresários da cidade me chamarem. Já tem alguma conversa, mas ninguém acertou nada ainda. Sei que meus três últimos shows na Concha Acústica foram lotados. Sério, nunca imaginei isso”, ri o artista.
Tom Zé / Vira lata na Via Láctea / Pommela / R$ 24,90
terça-feira, outubro 28, 2014
SANITÁRIO SEXY LANÇA PRIMEIRO CD VELOZ, PESADO E SACANA
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| Sanitário Sexy, rapaziada endiabrada de Juazeiro. Foto: Bruce Wagner |
Agora eles voltam, lançando Metáfora, seu primeiro álbum cheio, gravado durante retiro de uma semana em um sítio.
Senhoras e senhores, o power trio mais veloz, sujo, sacana e rock ‘n’ roll da Bahia: Sanitário Sexy.
Caceteiro, muito bem gravado e executado, mixado por Chuck Hipólitho (Vespas Mandarinas), o CD do Sanitário terá show de lançamento em Juazeiro sexta-feira, dentro do projeto mensal A Praça Convida.
“Gravamos tudo em julho último”, conta Armando Rafael (voz e guitarra).
“Conseguimos o sítio de um amigo, levamos o Iago Guimarães (técnico de som) e ficamos lá uma semana. Foi um meio de concentrar e tentar produzir de forma que o ambiente influenciasse de alguma forma”, conta.
O álbum foi viabilizado junto aos amigos e fãs do trio, que colaboraram no crowdfunding via Catarse.
“Foi uma correria danada, desde a gravação até agora. E a edição física só chega da fábrica em dezembro. Mas valeu, o disco mal saiu na internet e um monte de gente já enviou elogios”, afirma.
Ska com sanfona
Agora, só por que o Sanitário tem uma abordagem estritamente rock ‘n’ roll, isso não quer dizer que eles também não valorizem suas origens.
A faixa Não Valho Nada é um ska envenenado pela sanfona nervosa de Filas Souza.
“Ele é daqui da região e toca forró. É um cara de vinte e poucos anos, amigão de Lucas (Aquino, baixista). O cara foi lá e gravou a parte dele do jeito que ele quis. Deixamos a criação rolar livre”, conta.
“Essa música inclusive vai ser nosso primeiro clipe. Foi gravado lá mesmo no sítio e sai em dezembro, com direção de Rodrigo Pezão”, acrescenta.
Agora quem se perguntou como uma banda estreante lá de Juazeiro conseguiu que Chuck Hipólitho, de São Paulo, mixasse seu CD, a resposta é simples: moral.
“Mandamos um email e, para nossa surpresa, ele já nos conhecia. Ele disse: mande que eu faço’. Em poucos dias ele já tinha a master pronta e elogiou bastante. Foi uma ideia de última hora que deu certo”, conta.
Em janeiro, Armando, Lucas e Victor Flores (bateria) partem para shows pela Bahia e Nordeste.
“Em Salvador tocamos em janeiro. Iniciamos agora a tour do CD”, conclui Armando.
Ouça, baixe: www.sanitariosexy.com.br
NUETAS
Carnaval das trevas
Separem suas cruzes, patuás e dentes de alho. Na sexta-feira, as criaturas do além invadirão o Pelourinho na Noite das Bruxas, uma animadíssima festa de Halloween comandada pela banda gótica-industrial Desrroche. Vai ser um verdadeiro Carnaval das trevas, com direito a zombie walk, cosplayers e revivalistas da Era Vitoriana preparando um chá das cinco (17 horas em ponto). O som começa às 18 horas, com DJ Hevlin, e segue até a meia- noite, com a banda Almas Mortas, DJ Brutuz, Desrroche, E.O.A.M (Echoes Of A Mind, de João Pessoa) e Gothic Intoxication. No Largo Pedro Archanjo, grátis. Alarde com Lo Han
A banda paulista Alarde se apresenta neste sábado, em turnê de lançamento do CD Abismo ao Redor. O som é rock com toques de jazz e música brasileira. A Lo Han faz as honras da casa. Dubliners, 22 horas, R$ 10.
domingo, outubro 26, 2014
TERRORISMO CULTURAL A MODA DA CALIFÓRNIA (ÜBBER ALLES)
| Jello a frente do DK no Reino Unido, em 1980. Foto: Mick McGee |
Fazer uma banda de punk rock é muito fácil.
Mas ser lembrado, décadas depois, como uma das representações punks mais influentes, corrosivas, avant garde, ameaçadoras e engraçadas de todos os tempos é outra história: é a história do quarteto norte-americano Dead Kennedys, que agora tem parte de sua trajetória narrada em livro.
Dead Kennedys - Fresh Fruit for Rotting Vegetables [Os Primeiros Anos], de Alex Ogg, traça o início da banda formada em 1978 em San Francisco, uma das cidades mais prafrentex dos Estados Unidos e na qual, já nessa época, havia um pequeno movimento embrionário de bandas e ativistas punks.
A narrativa de Ogg cobre apenas o período inicial do DK, entre meados dos anos 1970 e 1981, quando eles lançaram seu primeiro LP, o superlativo Fresh Fruit for Rotting Vegetables.
Músico de certa experiência em bandas de bar, o guitarrista Raymond John Pepperell, mais conhecido como East Bay Ray, colocou um anúncio em um jornal alternativo, buscando músicos para formar “uma banda punk ou new wave”.
Logo um tal de Eric Boucher, que foi do Colorado para a Califórnia em busca de oportunidades, respondeu. Apesar de estar há pouco tempo em San Francisco, ele já era conhecido nos inferninhos da cidade, como um dos malucos locais.
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| Cartaz de campanha de Jello |
Plataforma eleitoral
Assim como um acidente de avião ocorre por conta de vários fatores em conjunto, uma banda também só se torna fundamental quando há uma espécie de encontro entre pessoas que, sozinhas, jamais alcançariam os mesmos resultados de que capazes em conjunto.
O Dead Kennedys é um desses casos. Quando East Bay Ray, um guitarrista criativo, fã de surf music e Frank Zappa, se encontrou com Jello Biafra, frontman frenético e destemido terrorista cultural, o resultado foi uma das bandas mais explosivas e subversivas da história do rock.
Biafra era tão ousado que, em 1979, concorreu à prefeitura de San Francisco. Sua plataforma previa decretos como obrigar os executivos a se vestirem de palhaços no horário comercial e erigir uma estátua de Dan White (assassino do ativista gay Harvey Milk), somente para servir de alvo para ovos e carne podre, além da legalização de squats (ocupações) e a proibição da circulação de carros no centro.
Biafra terminou a eleição em quarto (entre dez candidatos), com 6.591 votos.
| A ótima HQ biográfica incluída no livro |
“Fresh Fruit oferecia uma combinação perfeita de humor e polêmica amarrada a um suporte musical que era tão raivoso e criativo quanto os devastadores ataques verbais de Biafra”, observa Alex Ogg, no prefácio.
Foi de Fresh Fruit que saíram verdadeiros clássicos não apenas do punk, mas do rock universal, como California Übber Alles, Holiday in Cambodia, Kill the Poor e Drug Me, entre outras
No livro, Ogg relata tim tim por tim tim cada detalhe da criação, arranjo e gravação desses petardos, com direito a confrontação dos depoimentos entre os membros, já que, desde 1986, Biafra e os membros remanescentes do DK travam uma verdadeira batalha jurídica e verbal, disputando, bem, basicamente tudo, da autoria do logotipo à ordem das canções.
Em texto leve e bem humorado, Ogg também traça perfis acurados dos membros do DK, além de seus primeiros passos como músicos e ativistas.
A edição ainda conta com vasto material gráfico, como as inestimáveis fotos de Ruby Ray, flyers, cartazes, as colagens de Jello no poster que vinha encartado no Fresh Fruit e trechos de uma HQ biográfica da banda.Um livro recomendadíssimo não apenas aos fãs do DK, mas a qualquer um que valorize o pensamento livre, a anarquia como filosofia de vida e a independência artística.
Dead Kennedys - Fresh Fruit for Rotting Vegetables [Os Primeiros Anos] / Alex Ogg / Ideal/ 240 p./ R$ 39,90 / Capa dura: R$ 59,90
R$59,90
R$59,90
sexta-feira, outubro 24, 2014
O APOGEU DAS JOVENS RAINHAS
O CD duplo e DVD ao vivo Live at the Rainbow ’74 traz dois shows do Queen gravados há 40 anos, com uma banda ainda bem pesada
Uma das bandas de rock mais populares de todos os tempos, o Queen é imediatamente associado à shows apoteóticos em arenas lotadas de fãs, todos batendo palmas em conjunto nos breaks de Radio Ga Ga ou cantando Love of My Life em coro.
Só que o Queen, a despeito do gigantismo pop que atingiu em fins dos anos 1970, início dos 80, também começou pequeno.
O DVD ao vivo e CD duplo Live at the Rainbow ’74 traz o quarteto liderado por Fred Mercury em um estágio intermediário entre os pubs e os estádios.
Gravados há 40 anos, o pacote traz dois shows do Queen no palco do mítico Rainbow Theatre de Finsbury Park, em Londres.
Fundado em 1930 como cinema, o elegante prédio em estilo art noveau abrigou apresentações de praticamente todo mundo que importa no rock britânico, a partir dos anos 1960.
De templo do rock, o Rainbow passou a ser templo da Igreja Universal do Reino de Deus, desde 1995.
Deuses do rock
Mas em 1974 quem ainda dava as cartas por lá eram os deuses do rock.
Naquele ano, o Queen lançou nada menos que dois álbuns de estúdio: Queen II, em março. E Sheer Heart Attack, em novembro.
No CD duplo ao vivo do Rainbow, o disco um traz o show de lançamento do Queen II, em março.
E o disco dois, o show do Sheer Heart Attack, em novembro.
Já o DVD traz a íntegra do show de novembro, com alguns trechos (quatro faixas) do show de março, como extras.
O filme que traz o show em DVD foi restaurado, após parecer em VHS na caixa Box of Tricks, de 1991.
Desnecessário dizer que o registro, para os fãs da banda e do rock clássico, é absolutamente inestimável.
Em ambos os shows, Fred, Brian May (guitarra), John Deacon (baixo) e Roger Taylor (bateria) são capturados no auge da juventude.
Diante de 3.040 pessoas (a lotação máxima do Rainbow), o quarteto desfiou o repertório com que contava na ocasião.
Por isso mesmo, o segundo show, já com o repertório do ótimo LP Sheer Heart Attack, é mais interessante.
Ou seja: se você é fã do Queen que toca no rádio, este disco / DVD não é para você. Aqui não tem as já citadas Love of My Life ou Radio Ga Ga.
Muito Menos I Want Break Free ou os hits mais bacanas, como We Are The Champions, Bohemian Rhapsody ou Crazy Little Thing Called Love.
Em Live at the Rainbow ’74, o mais perto que o fã vai chegar de um hit está em faixas mais antigas porém fodonas e bem conhecidas, como Killer Queen, Now I’m Here e Stone Cold Crazy.
Isto torna o material inferior? Pelo contrário, pois traz para o fã de boa cepa um raro registro da banda em seus primeiros anos – afiadíssima e lutando com unhas e dentes para se consolidar em um cenário dominado por gigantes como Led Zeppelin, Rolling Stones etc.
No DVD, de ótima qualidade audiovisual, vemos uma banda crua e pesada em um show pobre de recursos visuais– fora a iluminação convencional, a fumaça de gelo seco e as roupas extravagantes dos músicos.
Mas já é possível perceber que Fred Mercury, em 1974, já dispunha de todas as ferramentas que o tornariam um dos maiores frontmen da história do showbusiness.
Sem o bigodinho e cabeludo, Fred magnetiza a plateia do início ao fim de uma apresentação simplesmente gloriosa.
Uma das bandas de rock mais populares de todos os tempos, o Queen é imediatamente associado à shows apoteóticos em arenas lotadas de fãs, todos batendo palmas em conjunto nos breaks de Radio Ga Ga ou cantando Love of My Life em coro.
Só que o Queen, a despeito do gigantismo pop que atingiu em fins dos anos 1970, início dos 80, também começou pequeno.
O DVD ao vivo e CD duplo Live at the Rainbow ’74 traz o quarteto liderado por Fred Mercury em um estágio intermediário entre os pubs e os estádios.
Gravados há 40 anos, o pacote traz dois shows do Queen no palco do mítico Rainbow Theatre de Finsbury Park, em Londres.
Fundado em 1930 como cinema, o elegante prédio em estilo art noveau abrigou apresentações de praticamente todo mundo que importa no rock britânico, a partir dos anos 1960.
De templo do rock, o Rainbow passou a ser templo da Igreja Universal do Reino de Deus, desde 1995.
Deuses do rock
Mas em 1974 quem ainda dava as cartas por lá eram os deuses do rock.
Naquele ano, o Queen lançou nada menos que dois álbuns de estúdio: Queen II, em março. E Sheer Heart Attack, em novembro.
No CD duplo ao vivo do Rainbow, o disco um traz o show de lançamento do Queen II, em março.
E o disco dois, o show do Sheer Heart Attack, em novembro.
Já o DVD traz a íntegra do show de novembro, com alguns trechos (quatro faixas) do show de março, como extras.O filme que traz o show em DVD foi restaurado, após parecer em VHS na caixa Box of Tricks, de 1991.
Desnecessário dizer que o registro, para os fãs da banda e do rock clássico, é absolutamente inestimável.
Em ambos os shows, Fred, Brian May (guitarra), John Deacon (baixo) e Roger Taylor (bateria) são capturados no auge da juventude.
Diante de 3.040 pessoas (a lotação máxima do Rainbow), o quarteto desfiou o repertório com que contava na ocasião.
Por isso mesmo, o segundo show, já com o repertório do ótimo LP Sheer Heart Attack, é mais interessante.
Ou seja: se você é fã do Queen que toca no rádio, este disco / DVD não é para você. Aqui não tem as já citadas Love of My Life ou Radio Ga Ga.
Muito Menos I Want Break Free ou os hits mais bacanas, como We Are The Champions, Bohemian Rhapsody ou Crazy Little Thing Called Love.
Em Live at the Rainbow ’74, o mais perto que o fã vai chegar de um hit está em faixas mais antigas porém fodonas e bem conhecidas, como Killer Queen, Now I’m Here e Stone Cold Crazy.
Isto torna o material inferior? Pelo contrário, pois traz para o fã de boa cepa um raro registro da banda em seus primeiros anos – afiadíssima e lutando com unhas e dentes para se consolidar em um cenário dominado por gigantes como Led Zeppelin, Rolling Stones etc.No DVD, de ótima qualidade audiovisual, vemos uma banda crua e pesada em um show pobre de recursos visuais– fora a iluminação convencional, a fumaça de gelo seco e as roupas extravagantes dos músicos.
Mas já é possível perceber que Fred Mercury, em 1974, já dispunha de todas as ferramentas que o tornariam um dos maiores frontmen da história do showbusiness.
Sem o bigodinho e cabeludo, Fred magnetiza a plateia do início ao fim de uma apresentação simplesmente gloriosa.
Queen: Live At The Rainbow´74 / Universal / DVD: R$ 41,90 / CD duplo: R$ 42,90
quarta-feira, outubro 22, 2014
NOVA DOSE DUPLA DE PODCAST ROCKS OFF: PÓS-BEATLES E HENDRIX
Agora aguenta, nego.
Neste primeiro episódio, Beatles Pós-Beatles.
Nei Bahia, Miguelo Cordeiro, Osvaldo Braminha Silveira Jr. e os convidados Márcio Rocks Martinez e este blogueiro discutem o status e o legado dos Fab Four pós-1970.
Ou pelo menos, tentamos.
Ao lado, uma bela estátua de John Lennon, que está em uma praça da capital cubana, Havana.
Quem a inaugurou foi o próprio Fidelzão.
Leia mais sobre essa estátua aqui.
O segundo episódio é uma apreciação de um menino aí que tocava guitarra, um tal de Jimi... Jimi...
Jimi o que mesmo? Ah! Hendrix.
Ao lado, uma das fotos do jovem James no seu tempo no exército, quando tocava na banda do quartel e era paraquedista.
Saiba mais sobre essa fase da vida de Hendrix aqui.
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| Have a seat, man. |
Nei Bahia, Miguelo Cordeiro, Osvaldo Braminha Silveira Jr. e os convidados Márcio Rocks Martinez e este blogueiro discutem o status e o legado dos Fab Four pós-1970.
Ou pelo menos, tentamos.
Ao lado, uma bela estátua de John Lennon, que está em uma praça da capital cubana, Havana.
Quem a inaugurou foi o próprio Fidelzão.
Leia mais sobre essa estátua aqui.
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| Já nessa época, groupies caíam aos seus pés |
Jimi o que mesmo? Ah! Hendrix.
Ao lado, uma das fotos do jovem James no seu tempo no exército, quando tocava na banda do quartel e era paraquedista.
Saiba mais sobre essa fase da vida de Hendrix aqui.
terça-feira, outubro 21, 2014
MURILO SÁ, BAIANO RESIDENTE EM SÃO PAULO LANÇA PRIMEIRO ÁLBUM POR SELO GAÚCHO 180
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| Murilo Sá, foto Cisco Vasques |
Há uns dez anos, fazia parte de uma banda local que chamava mais atenção pelo nome esdrúxulo do que pelo som: Associação Mr. Harry Haller & O Samba do Patinho Feio, na qual também se iniciou um nome hoje marcante no cenário, Heitor Dantas (líder da Laia Gaiatta).
Em 2007, se mandou para a capital paulista, aonde vive e trabalha até hoje, como designer gráfico.
Lá, integrou a banda Margot, com os caras que tocavam na Soma, outro grupo local extinto. Durante breve estadia por lá, o ex-Dead Billies Glauber Guimarães fez uma dupla com Murilo, a Tanpura.
“Heitor e Glauber são dois dos meus melhores amigos”, conta Murilo por telefone, direto do seu apartamento, na badalada Rua Augusta.
“Em 2004, 2005, a gente tocava muito no Nhô Caldos (bar do Rio Vermelho, extinto). Foi lá que conheci Glauber. Nos identificamos muito e fiz umas músicas com ele, assinando como Murilo Goodgroves, que é o sobrenome de minha avó, que era descendente de ingleses”, diz.
Selo gaúcho, vinil
Depois de perceber que o sobrenome inglês atrapalhava mais do que ajudava, trocou para seu outro nome de família.
Em 2012, depois de mais algumas tentativas de formar bandas em São Paulo, resolveu se assumir como artista solo, para começar a gravar logo suas composições.
O resultado está no álbum que ele lança justamente hoje, pelo selo gaúcho 180: Sentido Centro.
“É o meu primeiro trabalho a sair físico, em CD. Pretendo lança-lo em vinil também, até por que o selo 180 é especializado em vinil. O meu é o primeiro CD que eles lançam”, conta.
O título, Sentido Centro, tem na verdade, dois sentidos: o centro de si mesmo e o óbvio, da cidade. "Moro bem aqui na Augusta, no olho do furacão. Tem muito a ver com essa mudança para esse apartamento e essa pilha do Centro de São Paulo. Aí um dia eu tava voltando para casa de ônibus e os pontos nas principais avenidas sempre indicam 'sentido centro' ou 'sentido bairro tal'. Eu tava com um caderninho anotando e vi: 'sentido centro' Anotei e vi que tinha tudo a ver com as músicas e essa fase da minha vida, que é mais centrada, mais em contato comigo mesmo", relata Murilo.
Consistente, Sentido Centro deixa fácil entender por que chamou a atenção de um selo gaúcho, pois tem muito a ver com o rock praticado lá nos pampas: namora com a Jovem Guarda, corteja a psicodelia e casa com linguagem contemporânea que atualiza ambos os estilos.
Em breve, o rapaz e sua banda de acompanhamento, a Grande Elenco, arrumam as malas e partem para uma série de shows pelo sul, passando por Curitiba, Porto Alegre e Passo Fundo, cidade-sede do 180.
“Em janeiro penso seriamente em ir para Salvador. Se não conseguir levar minha banda, vou contar com Heitor e a Laia para me acompanhar”, avisa.
Ouça, baixe: www.murilo-sa.com
NUETAS
Statik e Motrícia
O power trio stoner metal carioca Statik Majik se apresenta sábado (25) no Dubliner’s Irish Pub. Quem for lá também vai conferir a volta da banda local Motrícia (ex-Mortícia), de Leonardo Leão e Álvaro Tatoo, que andou sumida. Olha o horário, que ótimo: 15 horas, R$ 20.
Jonsóns e Teenage
E Os Jonsóns não param: hoje tem show no Largo Quincas Berro D'água, com a Teenage Buzz. 20 horas, gratuito.
Suínga no Pelô
Também hoje, quem curte um som, digamos, mais malemolente, pode conferir a Suinga no Largo Pedro Archanjo, a partir das 21 horas. Gratuito.
Cascadura e uruguaio
Cascadura e o uruguaio José Soba se apresentam na Arena do Teatro Sesc Pelourinho. Sábado, 20h30, R$ 10 e R$ 5.
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