O rock baiano tem disso: filhos desgarrados que podem levar décadas distantes da cena, cuidando de suas vidas, e que, um belo dia, ressurgem.
O guitarrista e compositor Evandro Lisboa (foto: Wilson Santana) é uma dessas figuras.
Insuspeitado guitarrista de belos fraseados, ele acaba de lançar o disco solo Sangue, Suor & Rock pela parceria Brechó / São Rock Discos, para download gratuito, mas também disponível no formato físico (CD).
No início dos anos 1980, Evandro integrou a formação original da banda Guerra Fria, de meteórica passagem pela cena, então dominada pelo Camisa de Vênus.
“Éramos eu na guitarra, Tony Lopes (o Reverendo T) na bateria e o irmão de Tony, André, no vocal. Nosso primeiro ensaio foi em 1983, na casa de Antônio Risério (articulista de A TARDE), em Itapuã”, relata Evandro.
Infelizmente, André morreu pouco depois disso e a banda entrou em hiato. “Voltei para minha cidade, Santa Maria da Vitória. Lá continuei estudando música e compondo”, conta.
Roqueiro até Bob
Apaixonado por guitarras – com predileção pela Fender Stratocaster – Evandro também passou vários anos adquirindo instrumentos e equipamentos como amplificadores, gravadores de quatro (depois oito) pistas e outros “brinquedos”.
Tudo graças ao suor do seu trabalho como servidor público estadual da Secretaria da Fazenda.
Finalmente, só no ano 2000, Evandro gravou e lançou seu primeiro trabalho independente.
“O pessoal reclama que eu demoro muito pra criar, mas meu negocio é resultado. O som tem que agradar a mim primeiro”, reivindica.
Fã de reggae, esse primeiro trabalho e o seguinte seguiam a linha do chacundum jamaicano. No novo trabalho, seu terceiro, voltou às raízes roqueiras.
“Ouvi tanto Deep Purple em 1973 que me curava até a gripe! Sempre fui roqueiro, até aparecer Bob Marley”, relata.
Com letras do já citado Reverendo T., Sangue Suor & Rock deverá ganhar show de lançamento ainda no verão. “Janeiro eu recruto a banda. Fevereiro eu já quero fazer show”, planeja.
Guitarrista de mão cheia (mas não do tipo atleta olímpico), Evandro cometeu um bonito álbum de rock adulto. Confira.
Baixe: www.brechodiscos.wordpress.com
NUETAS
Futchers no Irish Pub
Se o mundo não acabar na sexta-feira (21), sábado (22) tem The Futchers no Dubliner’s Irish Pub. Trata-se da segunda banda de Rodrigo Sputter Chagas (Honkers), de blues-punk-garage-primitivo. As bandas Deaf, Teenage Buzz, Whatever e Artigo 163 também tocam. O legítimo som do rock underground local, puro e sem gelo. Esquema matinê, a partir das 14 horas. R$ 10.
Antes do fim, festa
É o fim do mundo e nos sentimos bem. Quinta-feira (20) tem Falsos Modernos e Suinga na Festa do Fim do Mundo. Donna Cheffa, 22 horas, R$ 20 (rapazes), R$ 15 (moças).
VdÓ, Velotroz e Q5
Já Vivendo do Ócio, Velotroz e Quarteto de Cinco fazem a trilha para o fim (ou não) do mundo, na própria sexta-feira (dia 21). Portela Café, 22 horas. R$ 20 (lista amiga), R$ 25 na hora.
Mensageiros no Pelô
A incansável Mensageiros do Vento, banda liderada pelo Buda baiano Fábio Shiva (é sério, o homem só falta levitar), faz dois shows gratuitos no Pelourinho, neste sábado (22) e no próximo (29). Intitulado Música da Década, trata-se de um espetáculo em duas partes, no qual os Mensageiros vão repassar canções clássicas dos últimos 60 anos (!), “enfatizando o importante papel desempenhado pela música na construção da identidade social”, informa o material de divulgação. No Largo Quincas Berro D’água, sábados (22 e 29), 21 horas, com entrada gratuita.
ExoEsqueleto no Café
A ExoEsqueleto toca sábado no Café Atelier JC Barreto (São Caetano), com Linha de Fogo Groove e Dendê Dub. 19 horas, R$ 3. Janeiro tem som às sextas, com Tentrio (dia 04), Declinium (11), Pastel de Miolos (18) e Theatro de Séraphin (25).
Blog (que, nos seus primórdios, entre 2004-05, foi de um programa de rádio) sobre rock e cultura pop. Hoje é o blog de Chico Castro Jr., jornalista formado pela Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia. Atualmente, é repórter do Caderno 2+ do jornal A Tarde, no qual algumas das matérias vistas aqui foram anteriormente publicadas. Assina a coluna Coletânea, dedicada à música independente baiana. Nossa base é Salvador, Bahia, a cidade do axé, a cidade do terror.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
5 comentários:
Meu caro, sem palavras!!!
valeu!!!
a 3a banda vem aí e quem vai escrever as notas introdutórias (la ele) de apresentação da banda é vc!
tá intimado!
senão outras cousas além do cabelo vão cair-hhehehe
Eu mereço....!
quem manda dar corda a doidjo!!!
hehehh
Deixa o cara em paz Bubute. Para de ser tiete ehehehe...
Bubute a tiete! ehehehe
Postar um comentário