quarta-feira, setembro 21, 2016

ERAM OS DEUSES ROQUEIROS?

Banda Mensageiros do Vento conclui a ópera rock Anunnaki, que será lançada no You Tube dia 26. Obra foi exibida segunda-feira no Espaço Glauber Rocha

Nunca duvide daquele cara cheio de ideias exóticas, que você acha meio maluco. Para o bem ou para o mal, esses são os mais determinados a realizar os seus projetos, por mais inexequíveis que, a princípio, eles possam parecer.

Anunnaki, ópera-rock em desenho animado produzida aqui na Bahia, que estreia hoje, é um exemplo bem claro disto.

Peraí, vamos começar de novo, que é muita informação.
Ópera-rock: confere.

Em animação: OK.

Produzida na Bahia: O quê? Como assim?

“Tem uma frase famosa que define bem situações assim”, admite Fábio Shiva, idealizador, roteirista, compositor e diretor do filme, tudo junto com seu irmão, Fabrício Barreto.

“’Não sabendo que era impossível, foi lá e fez’. A verdade é que a gente não tinha ideia do tamanho da coisa. Foi uma loucura, mesmo”, acrescenta.

Fábio e Fabrício são a linha de frente da banda de rock local Mensageiros do Vento, que responde pela trilha sonora do filme.

“Desde que a banda começou, a gente tinha uma motivação, que é  de passar uma mensagem. O mome da banda não é a toa”, diz.

“A música está em primeiro plano, mas sempre com a responsabilidade do que ela  transmite. A gente acredita que a música tem o poder são só de espelhar, mas também de gerar a realidade que vivemos”, afirma Fábio.

Fascinados tanto pelo formato da ópera-rock, quanto pela teoria dos deuses astronautas, popularizada pelo escritor suíço Erich von Däniken nos anos 1970, os irmãos resolveram unir as duas coisas em um filme animado, aproveitando os talentos de Fabrício com programas de animação, como Toon Boom e Anime Studio.

“Também usei Photoshop para tratar as imagens e Adobe Premiere para editar”, conta Fabrício.

Aprovados no Edital de Música do Fundo de Cultura (Secult-BA), os irmãos dispuseram de R$ 75 mil para produzir o projeto. Obviamente, não foi o bastante.

“Arrecadamos mais R$ 6 mil via crowdfunding, além de alguns equipamentos que recebemos de empresas apoiadoras. O processo todo levou quatro anos”, diz.

“Fizemos o roteiro e compomos a música juntos. A animação ficou mais por minha conta, já que eu vinha estudando há mais tempo. Fábio cuidou  da parte do edital e da burocracia ”, diz.

"E a gente é muito fã do formato ópera-rock desde moleque. Jesus Cristo Superstar e Tommy são nossas maiores influências nortearam totalmente nosso trabalho em Anunnaki. O modelo da parte musical foi Tommy, o disco do The Who, em que Roger Daltrey e Pete Townshend cantam todos os personagens. Em Anunnaki, eu canto todos os personagens, com exceção de uma música que tem uma cantora lírica fazendo umas vocalizações, na cena da aparição do primeiro homem.. Mas como o resto dos personagens são masculinos, fui eu mesmo que cantei", relata Fabrício.

"Sim, foi um trabalho bem complexo. A gente ia compondo a música e fazendo um story board ao mesmo tempo, como uma prévia do que ia ser visto na tela. A fala de um personagem tem de estar aliada a ação, tem que ter o tempo da música. Foi complexo compor essas músicas, por que tinha que pensar em tudo ao mesmo tempo e criar uma música coerente", explica.

Fabrício Barreto e Fábio Shiva. Foto Fabíola Campos
Trabalhando na animação praticamente sozinho por quatro anos, Fabrício teve uma crise ocasionada por stress.

“Ele ficou sem voz ficou durante uns seis meses. Hoje damos risada, agradecendo e louvando a deus, mas foi pedreira. Ele se tratou com fonoaudióloga sem parar a animação, por que o relógio tava correndo”, conta Fábio.

O resultado estreia hoje estreou segunda-feira no Espaço Itaú de Cinema - Glauber Rocha: um filme com 90 minutos de duração contando a saga dos Anunnaki, uma raça de  alienígenas que vem ao planeta Terra em busca de ouro, elemento que pode resolver uma crise ecológica em seu próprio planeta, Nibiru.

Para trabalhar nas minas, eles resolvem criar uma raça à sua semelhança, misturando seu DNA à dos macacos primitivos que já habitavam a Terra.

Nasce, assim a raça humana.

“A gente partiu dos estudos do  escritor Zecharia Sitchin (1920-2010), um linguista especialista nos sumérios, que foram a primeira civilização humana”, conta Fabrício.

Sitchin teria traduzido o conteúdo das famosas tabuletas de argila sumérias, encontradas em escavações arqueológicas.

“Ele traduziu as tabuletas e deu essa conotação de que os deuses da Suméria seriam esses alienígenas que criaram a humanidade. No filme, nós não criamos nada em cima disso. Adaptamos O Livro Perdido de Enki - Memórias e Profecias de Um Deus Extraterrestre (Madras)”, conta.

"Para mim, Anunnaki é uma história extremamente rock n roll na sua essência, ela dá uma sacudida na cabeça das pessoas, até por que mexe com a história da humanidade, tocando em alguns tabus: o primeiro são raças alienígenas, que muita gente acha que é coisa de maluco", afirma Fabrício.

"O segundo tabu é que as historias da Suméria são iguais às do Velho Testamento. Só que a Suméria veio milênios antes da Bíblia. O primeiro cara que percebeu isso, dizem que ficou louco quando percebeu que era a história da arca de Noé, só que muitos séculos antes da Bíblia ser escrita. Isso tem um impacto cultural tremendo, por que a Bíblia é um dos pilares da civilização ocidental", continua.

"O primeiro tradutor das tabuletas sumérias foi (o arqueólogo inglês) George Smith. Ele descobriu uma narrativa muito idêntica a do dilúvio, só que ocorrida 2 mil anos antes da que é narrada na Torá ('bíblia' judaica, composta dos cinco primeiros livros do Velho Testamento). E no lugar de Jeová (Deus), tem os anunnaki. De resto, é igualzinho, igualzinho. Resultado: o cara ficou louco", completa Fábio.

"Depois de um tempo no esquecimento, Sitchin retomou essa história e interpretou Nibiru como um planeta, até por que os sumérios tinham conhecimento de astronomia detalhado, eles descreviam os planetas do sistema solar de forma exata, muitos séculos antes da invenção da luneta. Sitchin descreve que (os anunnaki) vinham em busca do ouro pra pulverizar na atmosfera deles. Aqui na Terra, eles encontram na porção de terra em forma de coração: a África. Aí, dia desses, um aviador descobriu lá na África do Sul umas ruínas com vestígios de minas, datando de 150 mil anos de idade. O que é muito estranho, por que, supostamente, nós só descemos da arvore há uns 10 mil anos. Cara, essa história é um poço sem fundo, e nós somos muito apaixonamos pelo tema", declara Fábio.

"Há ainda metáforas interessantes. Segundo as histórias dos sumérios, fomos criados como escravos para pilhar nosso próprio planeta, o que é uma uma grande coincidência, já que, até hoje em dia, a humanidade pilha e sucateia o próprio planeta. Anunnaki é um trabalho muito sintonizado com o zeitgeist, que desconstrói todos os dias o que achamos que sabemos de cor e salteado, o conhecimento sacramentado. Vivemos uma época em que os comportamentos são reconstruídos. Até 15 anos, atrás muitas coisas assim (racismo, homofobia) não eram vistas como crime. A descoberta de vários sítios arqueológicos traz ainda mais descobertas que estão sendo feitas, como cidades mais antigas que a civilização humana, cidades ainda mais antigas que a própria Suméria, como Gobekli Tepe, que fica pertinho do Monte Ararat (onde supostamente, a arca de Noé teria encalhado), na Turquia. Ela tava enterrada bem preservada na areia e os testes com carbono 14 dataram-na com 12 mil anos de idade, ou seja o dobro da idade que é admitida como sendo da história humana", relata Fabrício.

Com o filme pronto e exibido no cinema, a dupla o disponibilizará no You Tube no dia 26.

"Pretendemos inscrever o filme em festivais e exibições, mas não temos tanta pretensão de correr salas de cinema. Vamos disponibilizar na internet até o fim do mês, o que está previsto em edital e também divulgar livremente, para as pessoas conhecerem. Mas o que pintar de exibição em sala de cinema será bem-vindo, claro", afirma Fabrício.

“No ano que vem, vamos tocar a ópera ao vivo, com um telão projetando o filme. Contamos com Júlio Caldas na segunda guitarra e Thiago Andrade na bateria. Vamos começar a ensaiar esse show que vai ser pauleira, 90 minutos de som direto”, avisa Fábio.

terça-feira, setembro 20, 2016

DE JUAZEIRO, SEMIVELHOS ESTÁ RODANDO A BAHIA COM O ÁLBUM ANTES DO FIM

Ei! Ei! Vocês são a Semivelhos? Ft Douglas Mendes
Referência do rock na região do Vale do São Francisco, a banda juazeirense Semivelhos lançou outro dia seu segundo álbum, Antes do Fim.

O título reflete a filosofia dos rapazes: cada dia pode ser o último na vida, cada show pode ser o derradeiro.

“O fim é imprevisível. Tocamos, vivemos, comemos, transamos, choramos, gritamos, torcemos com toda a intensidade, pois não sabemos quando será a ultima vez. Então, que se faça com sentimento, com toda a intensidade possível”, afirma o guitarrista André Maturano.

Bem recebido no meio independente, Antes do Fim tem posto o quarteto pra circular bastante.

Nas últimas  semanas, a rapaziada rodou por Barreiras e Luis Eduardo Magalhães (com a Circo Litoral, vista aqui semana passada), Salvador (onde abriram para os capixabas do Dead Fish), Serrinha, Souza (Paraíba), Juazeiro do Norte (Ceará) e a vizinha pernambucana da Juazeiro baiana, Petrolina.

“Foi muito bom, porque a recepção nessas cidades mais distantes é sempre maravilhosa. Isso só prova que o público que gosta de rock sempre existiu e sempre existirá”, diz.

“A Bahia é grande e tem influências culturais de todos os cantos do Brasil, mas sem perder a essência. Talvez por esse motivo sempre tivemos grandes artistas que nasceram aqui no nosso estado, inclusive o rei do rock brasileiro, o eterno Raul Seixas”, afirma.

Juazeiro fervilha

Agora posso ver vocês! Peraí, eu fiquei daltônico? FT Douglas Mendes
Nas próximas semanas, chegam em Vitória da Conquista (dia 29) e Itabuna (30). Em novembro, vão ao Rio Grande do Sul, com apresentações fechadas em Esteio (dia 5) e Sapucaia do Sul (dia 6).

“Com certeza, estamos com uma grande expectativa. O Sul é celeiro de grandes bandas e queremos respirar essa cultura. A agenda rolou através de contatos feitos com produtores de lá, que ouviram e conheceram nosso trabalho e decidiram levar a turnê Antes do Fim até lá”, conta André.

"Na verdade nós somos amigos de infância e tocamos juntos desde adolescentes. No entanto, nós só contamos mesmo como começo da banda o momento em que demos início ao projeto da Semivelhos, que começou em 2012. Antes disso, as coisas eram mais levadas como um hobby e diversão e em um determinado momento, deixamos de lado a música para focar em outras coisas. Pedro, nosso vocalista, foi terminar sua faculdade. Mamede foi morar em Salvador e acabou fundando a Vivendo do Ócio. Eu (André), me tornei pai muito cedo. A vontade de fazer música não sumiu durante esse tempo, mas foi só em 2012 que decidimos colocar a mão na massa e dar início a essa caminhada que nos trouxe até aqui", relata o guitarrista.

Como se vê, a banda tem uma relação bem próxima com a capital: "Salvador é nossa segunda casa. Mesmo antes da Semivelhos, todos da banda já tinham uma ligação com a cidade. Pedro já morou nela. Egon ainda mora. Mamede nasceu nela e morou durante muito tempo. O público percebe isso e nos abraça cada vez mais. Muitas pessoas de outras cidades, inclusive de Juazeiro, acreditam que somos uma banda da capital. Recentemente tocamos aqui e uma pessoa veio nos elogiar pelo show e perguntar se éramos de Salvador. (Risos) Explicamos que eramos de Juazeiro e ela se surpreendeu. Hoje é fã da banda. Não temos previsão ainda de tocar em Salvador, porque temos agendada uma turnê pela região Sul do país e estamos fechando nossa agenda do ano com foco no Sul e Sudeste".

Fruto de uma cena cultural efervescente, a Semivelhos dá notícias de Juazeiro: “A cena de Juazeiro está a melhor possível. Hoje estão surgindo cada vez mais artistas de vários estilos, não só de rock. Temos o reggae da Soda Solta e o rap da P1 Rappers, por exemplo, Aqui nós temos a sorte de ter produzido gênios da música, como João Gilberto, Luiz Galvão e Ivete Sangalo, dentre muitos outros. Nossa cidade tem algo de especial e é bom ver a cena criando artistas novos a todo momento”, conclui.

www.semivelhos.com.br



NUETAS

Norfist e Canelada

O hardcore dita o ritmo do Quanto Vale o Show? de hoje, com as bandas Norfist e Canelada HC. Dubliner’s, 19 horas, pague quanto quiser.

Soterorock sexta

As bandas Modus Operandi, Neurática, Aborigines e Arcantis são as atrações de mais uma night do Festival Soterorock. Sexta-feira, 20 horas, no The Other Place, R$10.

Bahia gótica sábado

Lee Ranaldo, um "ser de luz" no Boa Vista. Foto (péssima) do blogueiro
As bandas Latromodem, Venice e Olhos Para o Infinito tocam no Bahia Gothic Festival. Discotecagem com DJ Gab's e Ranniere M. Sábado, 20 horas, R$ 25.

"Leegistro" rápido

Lee Ranaldo hipnotizou a plateia quinta-feira passada no Solar Boa Vista. Fica a torcida para mais shows gringos desse nível. A propósito, parece que ele curtiu a cidade. Tem dois registros de Salvador em seu Instagram. Um sobre a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco e o outro é um vídeo do trajeto pela Avenida Paralela em direção ao Aeroporto. Também soube que ele badalou a mil pelo Rio Vermelho. Quem tiver alguma história dele aqui na cidade e quiser compartilhar, pode mandar aí pros comments.

sexta-feira, setembro 16, 2016

A MALDIÇÃO DA BRUXA DE BLAIR É O TÉDIO QUE CAUSA NOS ESPECTADORES

Estreia: Alegando ser continuação, Bruxa de Blair apenas repete o filme original de 1999, com o agravante de que, na época, era novidade. Hoje é só mais do mesmo

Há ocasiões na vida que nos levam a refletir por que gastamos tempo em atividades inúteis. Bruxa de Blair é uma dessas ocasiões.

Sendo assim, esta breve resenha quer prestar aqui um serviço ao leitor: não gaste seu tempo vendo este filme péssimo.

Sem se decidir se quer ser continuação ou refilmagem do filme original de 1999, Bruxa de Blair falha miseravelmente em ambas as alternativas, sem acrescentar absolutamente nada à trama de jovens perdidos em um bosque sombrio, supostamente assombrado pelo fantasma de uma bruxa morta no século 18.

Mentira: eles acrescentaram, sim. Agora, os jovens intrometidos dispõem de micro-câmeras (encaixadas nas orelhas), suportes, tripés e até um drone (uau!).

Pena que isso não melhorou em nada a qualidade da dramaturgia, que se resume à jovens correndo, gritando e berrando para a câmera, por causa de assombrações que eles “acham” que viram.

Em 1999, quando o primeiro filme Bruxa de Blair foi lançado, a estética da “filmagem encontrada” era uma novidade – e muita gente, naqueles dias de internet discada, realmente acreditou que se tratava de um documentário.

Hoje, após zilhões de outros filmes terem explorado essa estética à exaustão, este novo Bruxa apenas se constitui em um fracassado réquiem desse subgênero.

E depois, se fosse realmente assustador, a classificação não seria 12 anos. Nesse sentido, Aquarius é um filme muito mais perturbador.

Bruxa de Blair / Dir: Adam Wingard / Com Brandon Scott, Callie Hernandez, Valorie Curry / Cinemark, Cinépolis Bela Vista, Cinépolis Shopping Salvador Norte, UCI Orient Shopping Barra, UCI Orient Shopping da Bahia, UCI Orient Shopping Paralela / 12 anos

quinta-feira, setembro 15, 2016

COMO DIZIAM OS COXAS, VAMOS DEVAGAR PORQUE ESTAMOS COM PRESSA

Na jugular do DM


Em seu sexto álbum, o  grupo tecnopop canadense Metric segue sugando  a jugular do Depeche Mode, que já fez tudo isso antes e melhor. OK, as letras dialogam com a geração smart phone e seus dilemas. Adequadamente, é tudo bem diluído. Metric / Pagans in Vegas / Lab 344 / R$ 29,90







Lições de mestre

Nos anos  1940, o autor de Lolita dava aulas de literatura para sobreviver  em universidades dos Estados Unidos. Décadas depois, os manuscritos de suas aulas foram recuperados e reunidos neste livro. Extraordinárias, as aulas analisam obras fundamentais da literatura. Lições de literatura / Vladimir Nabokov / Três Estrelas/ 463 p./ R$ 79,90







Hiato revelado

Ambientado entre O Império Contra-Ataca e O Retorno do Jedi, este livro traz o que aconteceu entre esses episódios. Com Han Solo prisioneiro de Jabba e Luke exilado, Darth Vader se une a Xizor, um contrabandista, para vasculhar a galáxia. Tão querido dos fãs que tem até trilha sonora. Star Wars - Sombras do Império / Steve Perry / Aleph / 448 p. / R$ 39,90







Blues rock baiano da hora

Sob a égide do blues rock contemporâneo dos Black Keys e Jack White, o power trio local Ronco faz boa estreia neste EP com cinco faixas. Está tudo aqui: os timbres, o balanço, o peso, as letras sacanas. Agora é evoluir. Ronco / Ronco EP / Big Bross - Brechó - São Rock / R$ 10







#patrimonioreggaebaiano

Patrimônio do reggae baiano, a banda Adão Negro chega ao sexto CD mantendo intactos o chacundum de responsa, as mensagens positivas e as boas vibrações. Abençoa Jah! e Rede Social são ótimos recados. Adão Negro / #adãonegro / Independente/ preço não divulgado







Memórias da guerra nas alturas

Saint-Exupéry (1900- 1944), o célebre autor d’O Pequeno Príncipe, foi também um destemido piloto de caça na força aérea francesa em plena 2ª Guerra. Neste livro, ele conta um pouco de sua experiência no cockpit de um P-38 Lightning. O mesmo em que morreria em 1944. Piloto de guerra  / Antoine de Saint-Exupéry / Penguin - Companhia/ 192 p./ R$ 24,90/ E-book:  R$ 16,90






Antes do mundo acabar

Em seis meses, um gigantesco asteroide destruirá a Terra, avisam os cientistas. Em meio ao caos que se instala, Hank Palace, um policial obstinado, insiste em manter sua posição e investigar um mal-explicado suicídio.  Primeiro volume de uma elogiada trilogia. O último policial / Ben H. Winters  Rocco/ 320 p./ R$ 34,50/ E-book: R$ 22,50







Na jugular do QOTSA

Aposta do selo Skol Music, o power trio Marrero reza com fidelidade pela cartilha Josh Homme (QOTSA) de hard rock seco e grave, baseado em riffs anavalhados. Há boas faixas (Desdém, AU, Aquele Mesmo Lance), mas as vezes soa banal. Marrero / Marrero / Skol Music / R$ 24,90







Piano moderno

Pianista erudita especialista em repertório de autores brasileiros dos séculos 20 e 21, Karin Fernandes traz neste CD peças de Arrigo Barnabé, Tatiana Catanzaro e outros. Música moderna para ouvidos apurados. Karin Fernandes / Cria - Nova Música Brasileira Vol. 1 / Independente - Tratore / R$ 27,90







Dinossauro com moral

Uma das forças criativas da inesquecível banda Eagles (Hotel California), o baterista e cantor Don Henley lança bom álbum solo após 15 anos de silêncio. Country rock até a raiz dos cabelos, tem a moral de convidar Mick Jagger, Dolly Parton e outros. Don Henley / Cass County / Universal Music / R$ 27,90







Pilar da moderna FC

Quando uma raça de insetos gigantes invade a Terra, soldados vão ao planeta dos bichos para eliminá-los. De 1958, este livro é considerado uma das obras máximas do autor – por sua vez, visto como um pilar da moderna ficção científica, ao lado de Asimov e Clarke. Eletrizante e polêmico. Tropas Estelares / Robert Anson Heinlein / Aleph/ 352 p./ R$ 39,90







Depois d'O Capital

Subintitulada A revolução da ciência segundo o senhor Eugen Dühring, esta obra essencial de Engels, de 1878, vinha refutar as ideias do intelectual citado, que tinha sua própria concepção de socialismo. Considerada a mais popular introdução ao marxismo – depois de O Capital, claro. Anti-Dühring / Friedrich Engels / Boitempo/ 384 p./ R$ 59







Metralhadora giratória

O trio hardcore cearense Thrunda dispara contra alvos bem claros em bombardeio sonoro furioso. Tem pra Roger do Ultraje (Roqueiro Reaça), Pablo Capilé (Nuszeixo), imprensa (Sensacionalismo Verdade) etc. Thrunda / 15 Anos em 23 Minutos/ Big Bross-Brechó-São Rock / R$ 10







Precursor do eletrofrançais

Pioneiro do som eletrônico francês, Jean-Michel Jarre se apresenta para a nova geração em álbum recheado de convidados. Tem Moby, Air, Tangerine Dream, Laurie Anderson, Pete Townshend, Lang Lang, M83 e outros. Jean-Michel Jarre / Electronica 1: The Time Machine / Sony Music / R$ 24,90







Petrolão nórdico

Noir nórdico escrito  por francês residente em Estocolmo. Após um assassinato em um braço de mar por onde passam renas em busca de pastagem, a investigação dos oficiais Klemet Nango e Nina Nansen toma um rumo bem mais sério ao envolver a exploração de petróleo. O estreito do Lobo  / Olivier Truc / Tordesilhas/ 400 p./ R$ 48







Mais um hiato revelado

Na expectativa pel’O Despertar da Força, os fãs de Star Wars podem se preparar com este livro, que liga  o fim de O Retorno do Jedi e O Despertar. Após a batalha de Endor, a segunda Estrela da Morte foi destruída, mas isso foi o fim da Império? História que faz parte do cânone oficial. Star Wars: Marcas da Guerra / Chuck Wendig / Aleph/ 464 p./ R$ 39,90







Aposte no Cartel

EP com quatro faixas (uma escondida) de  uma das boas novidades do rock local. Vozes em dueto masculino e feminino, lembra um pouco Pixies. Arestas a aparar, mas é uma estreia interessante.
Cartel Strip Club / Nada Novo Debaixo do Sol / Brechó - Big Bross - São Rock / Baixe: www.facebook.com/cartelstripclub







Mosaico inclassificável

Terceiro álbum da banda instrumental experimental paulista, Positrônico é um mosaico inclassificável cujas peças – futurismo  antigo, lo fi, psicodelia – formam desenhos abstratos, e por isso mesmo, intrigantes. Aeromoças e Tenistas Russas / Positrônico / Independente / Baixe: www.atr.art.br






Inferno gelado

O inferno dos gulags siberianos (campos de trabalhos forçados da era stalinista) é esmiuçado em detalhes no primeiro volume (de seis) desta obra- prima do escritor russo Varlam Chalámov (1907-1982). Por vinte anos, ele trabalhou até 16 horas por dia em minas de carvão e ouro. Brutal. Contos de Kolimá / Varlam Chalámov / Editora 34/ 304 p./ R$ 49







QG do 1%

Sub-intitulado Como a elite econômica de Davos afundou o mundo, este livro traz o relato do repórter do La Vanguardia (Espanha), sobre o Fórum Econômico Mundial, onde o 1% mais rico se reúne para planejar as estratégias para continuar arruinando o planeta. Um Repórter na Montanha Mágica / Andy Robinson / Apicuri / 224 p. / R$ 39







Rock pra se acabar

Quem prefere seu rock sem frescura pode se jogar no quarto álbum do Eagles of Death Metal, projeto paralelo de Josh Homme (QOTSA) com seu brother Jesse Hughes. Blues rock, hard rock e uma cover matadora de Save a Prayer (Duran Duran). Tudo encharcado de cerveja. Eagles of Death Metal / Zipper Down / Universal Music / R$ 27,90






Caymmi do Rio São Francisco

Em seu segundo álbum, o cantor, compositor e pianista de Petrolina (PE) Zé Manoel parece flutuar em uma canoa sobre as águas calmas que o inspiram. Meio Jobim, meio Caymmi, canta baixinho em canções de arranjos leves e despojados. Zé Manoel  / Canção e Silêncio / Natura Musical / R$ 24







Estreia Ultraleve

Dona de belo vozeirão, a cantora paulistana Lara Aufranc faz boa estreia com sua banda Os Ultraleves. Com canções em português, inglês e até uma em francês, a trupe passeia pelo jazz, blues e soul sem perder o rebolado. Lara & Os Ultraleves / Em Boa Hora / Independente - Tratore / R$ 24,90






Massacre proletário

Em 1871, um levante proletário em Paris foi brutalmente varrido, banhando as ruas da Cidade Luz com o sangue de adultos e crianças. Aqui, uma pesquisa exaustiva dá rosto aos integrantes do movimento reconstrói seus últimos momentos. A Comuna de Paris – 1871: origens e massacre / John Merriman / Anfiteatro - Rocco/ 400 p./ R$ 59,50 / E-book: R$ 29,50







Beatles na roça

Quando se pensava que ninguém aguentava mais releituras dos Beatles, o violeiro Neymar Dias e o contrabaixista Igor Pimenta vem com este belo tributo, permeado de calma roceira. Abordagem que busca a síntese das canções. Neymar Dias & Igor Pimenta / Come Together Project / Borandá / R$ 27,90







Potiguares incansáveis

Depois de lançar um álbum no início do ano, rodar Brasil e Europa em turnê e ainda tocar no Rock in Rio (ufa), o quarteto potiguar soltou esse EP gratuito. Cinco faixas matadoras, com direito a ótimo cover do B52’s (Private Idaho). Camarones Orquestra Guitarrística / Elefante / DoSol / Baixe grátis: www.dosol.com.br







Nevasca, gripe e crash

Depois que um ataque cibernético derrubou todos os meios de comunicação, veio uma tempestade de neve apocalíptica que assolou Nova York. Como se não bastasse, um surto de gripe aviária se aproxima. Que bagunça é esta? É um ataque orquestrado? Descubra neste trepidante romance de ficção científica. Cyberstorm / Matthew Mather / Aleph / 368 p. / R$ 39,90







Econômica luxuosa

Esta edição econômica do clássico imortal de Mary Shelley não economiza nos extras, a começar pelo posfácio brilhante de Ruy Castro, além introduções de Maurice Hindle, da autora e textos de apêndice. Primoroso. Frankenstein ou o Prometeu moderno / Mary Shelley / Penguin - Companhia das Letras/ 424 p./ R$ 34,90/ E-book: R$ 23,90







Missa pagã pop

Depois de um EP de covers produzido por Dave Grohl (If You Have Ghost, 2013), a anônima banda sueca, cada vez mais badalada, chega ao terceiro álbum. E chega bonito, com aquele climão de missa pagã em Spirit e From The Pinnacle to The Pit. Ghost / Meliora / Universal / R$ 29, 90







Show de virtuosismo

O guitar hero da banda de metal melódico Angra mostra neste DVD um pouco de sua brasilidade, com direito a um set de violão e outro de jazz rock. A detonação metálica, claro, também está presente. Virtuosismo acima de qualquer suspeita. Kiko Loureiro / The White Balance / Substancial Music /R$ 49,90

terça-feira, setembro 13, 2016

ANCORADO EM BONS NÚMEROS NO YOU TUBE, CIRCO LITORAL LANÇA PRIMEIRO ÁLBUM

Circo Litoral, foto Uanderson Brittes
No mundo digital, números de cliques, visualizações e curtidas são dados importantes para se medir a popularidade de bandas e artistas – guardados os devidos parâmetros, claro.

Vejam os números da banda Circo Litoral, por exemplo.

No You Tube, o clipe da música Planador (postado em julho de 2015) conta, até ontem, 11.058 visualizações.

Já a faixa um (Dueto) do seu recém-lançado álbum, Além do Mar, postada em maio, tem 2.575.

Se parece pouco para ídolos locais do pagode ou arrocha, para uma banda de rock baiano são números animadores, que sinalizam uma audiência em potencial muito maior.

“De fato o crescimento das visualizações do nosso Canal no youtube tem nos animado bastante. Nossa expectativa é que com o novo álbum consigamos aumentar o número de pessoas que se identifiquem com as musicas da banda e que tenha vontade de compartilhá-las”, afirma o guitarrista da Circo, Ícaro Cruz.

“Nosso plano é utilizar o próximo ano para estabelecer uma base mais sólida pela Bahia. Já tocamos em mais de 10 municípios com o EP, Antes do que se pensa, e nossa intenção é expandir esse rol. Depois buscaremos alcançar outros estados nordestinos e posteriormente a região Sul / Sudeste. Nesse meio tempo já temos um clipe engatilhado para lançar até o fim do ano”, diz.

Articulado, ícaro planeja qualificar a si próprio e aos outros membros da banda, tendo em vista um autogerenciamento mais eficiente.

“O principal foco da banda para os próximos meses será sua estruturação interna. Sabemos que hoje em dia é cada vez mais difícil que algum empresário invista num projeto que ainda está, de certo modo, começando. Por isso vejo que hoje é imprescindível que os próprios integrantes da banda se qualifiquem e aprendam a gerir as próprias carreiras”, afirma.



Produzido por Thiago Ribeiro (Toco y Me Voy) e Dieguito Reis (Vivendo do Ócio), Além do Mar mostra, de fato, uma banda focada na criação de belas canções de rock brasileiro pós-Los Hermanos – algo que, na opinião do colunista, costuma minar a identidade própria de muitas bandas.

"O disco superou as nossas expectativas. Nossa intenção ao lançar esse álbum era de que ele refletisse o atual estágio da banda, em termos de composição, harmonia e arranjos. No entanto, no processo de gravação, precisamos ir além do que já fazíamos para chegar a um resultado ideal. Por isso nos sentimos presenteados hoje ao ver como ele ficou. As participações de Dieguito e Thiago foram essenciais para o resultado final do trabalho. Dieguito desde o inicio da banda tem nos dado suporte. Costumo a dizer que é nosso oráculo (risos). Todas as decisões da banda passam por ele e com esse disco não foi diferente. Tivemos a oportunidade de absorver muito da experiência que ele adquiriu ao longo dos anos na Vivendo do ócio e em outros projetos paralelos. É um cara que além de um ótimo músico tem uma visão diferenciada a respeito da cena brasileira e da música como negócio. Quanto ao Thiago Ribeiro, posso afirmar com certeza que sem ele esse disco seria bem menos do que se tornou. O modo como ele se envolveu no trabalho foi essencial para o resultado que conseguimos. É uma pessoa de grande conhecimento e sensibilidade musical, que nos ajudou a lapidar as composições e até construir algumas coisas dentro do estúdio. Esperamos ter a oportunidade de trabalhar com ele outras vezes, pois é alguém com quem ainda temos muito que aprender", relata Ícaro.

Sobre a influência dos barbudos cariocas, Ícaro afirma que “Los Hermanos é de fato uma das nossas referências e, depois do que eles fizeram, o que vier dali pra frente misturando acordes dissonantes e guitarras distorcidas vai trazer essa lembrança, principalmente para quem não está habituado ao estilo”, admite.

“Não entendo que há um risco de perder a identidade, pois é algo que ainda estamos construindo. Além do mar, como nosso primeiro álbum, é apenas um passo inicial para  construir um som que tenha mais a nossa cara. Esse é um disco onde experimentamos muito, justamente sob esse viés de encontrar uma identidade, por isso utilizamos elementos de diversos outros estilos, seja nos arranjos, nas letras ou nas melodias vocais”, acrescenta.

Atento á cena local / baiana, o guitarrista avalia que "Ao meu ver, em termos de bandas, a cena independente soteropolitana vai muito bem. A cada dia vejo ótimos projetos surgirem e bandas correndo atrás da profissionalização. No entanto, vejo nos estabelecimentos e no acesso do público aos eventos dois grandes dificultadores. As poucas casas que se abrem para esse nicho inflacionam os preços dentro dos estabelecimentos e colocam o peso todo nas bandas para atrair o público. O Público, por sua vez, por mais que goste das bandas da cena, nem sempre se arrisca a sair numa cidade cada vez mais violenta e que proporciona poucas opções de transporte. No interior, onde via de regra os deslocamentos são menores, conseguimos fazer eventos com muito mais apelo. Tenho esperança que os adventos do Uber e do metrô ajudem a melhorar essa situação. Quanto às casas, é preciso que se envolvam mais com os eventos que abrigam. Investindo em publicidade, fazendo promoções em seus produtos e proporcionando melhores condições para os artistas".

"O nome Circo Litoral nasceu de uma música que eu havia escrito, mas que acabou ficando meio esquecida, até ser reformulada para esse CD. O nome vem de uma crítica aos padrões musicais que se estabeleceram em terras baianas há muito tempo. Apesar da enorme riqueza musical aqui de Salvador, crescemos ouvindo pelos meios de comunicação músicas com ritmos parecidos e que abordam poucos temas, que ainda por cima raramente convidam à reflexão. O nome Circo Litoral simboliza justamente a necessidade de mostrar que nós baianos temos mais a dizer. Talvez essa seja uma dor que compartilhamos com nosso público: não ver arte de de qualidade, de forma geral, ser reconhecida", conclui Ícaro.

www.circolitoral.com



NUETAS

HC feminista da Dinamarca

A banda dinamarquesa Mantilla e as locais  Afago e Motim 13 se apresentam hoje no Taverna. 20 horas, R$ 15.

Lee no Coaty

Nesta semana, Salvador recebe uma verdadeira lenda do rock: Lee Ranaldo, que fazia apitar as guitarras do inesquecível Sonic Youth, ao lado de Thurston Moore. Quarta-feira, ele estará no Projeto Coaty (Ladeira da Misericórdia, Centro, 19  horas), no lançamento do livro de fotografias Lee Ranaldo And The Dust - Largo da Batata, de Acauã Novais. A banda experimental paulista Nalesca Mantega se apresenta. Entrada gratuita.

Lee no Boa Vista

Na quinta-feira, o show propriamente dito do homem: Lee Ranaldo: Acoustic Solo. Cine Teatro Solar Boa Vista, 20h30, R$ 40 (meia).

Soterorock sexta

Pancreas, Declinium, Theatro de Seraphin e Rivermann são as atrações do Festival Soterorock sexta-feira. The Other Place, 20 horas, R$ 10.

segunda-feira, setembro 12, 2016

PODCAST ROCKS OFF DISCUTE LEE RANALDO NA BAHIA E FAZ UM GIRO DE LANÇAMENTOS

Lee Ranaldo respira fundo antes da Bahia. Foto Sage Ranaldo
Nesta edição, Nei Bahia, Osvaldo Braminha Silveira Jr. e o blogueiro blá blá blázam sobre Lee Ranaldo e sua vinda à Bahia, canções que deveremos ouvir no show, o Sonic Youth e sua importância.

De quebra, comentamos alguns lançamentos (e relançamentos) recentes, como Drive-By Truckers, Eddie Kendricks, Blues Pills, Prophets of Rage, The Quireboys e o imortal Twisted Sister.

En-joo-oy!

SE CONTINUARMOS NESTE RITMO, LOGO CHEGAREMOS ÀS MICRO-RESENHAS MAIS ATUAIS....

Diz que Kierkegaard, Pierce e Hegel entraram num bar...

O (a) prezado(a) leitor(a) já ouviu aquela sobre Hegel e a negação? E aquela de Gagárin, Kruschev e o Papa? Estas e muitas outras piadas filosóficas de rachar o bico estão reunidas neste livro de anedotas compiladas pelo filósofo mais irreverente da contemporaneidade. As piadas de Zizek / Slavoj Zizek / Três Estrelas / 168 p. / R$ 32







Desvio synthpop

Ponta de lança de um movimento neopsicodélico, a banda australiana arrisca um desvio de curso em seu terceiro álbum, pendendo para o synthpop. OK, era melhor antes, mas há boas faixas, como Let It Happen e The Less I Know the Better. Tame Impala / Currents / Universal / R$ 26,90







Rapazes sul-americanos

Belíssima homenagem à música sul-americana feita pelo cantor Renato Braz (de voz cristalina) e o quarteto de violões Maogani. Da Venezuela à Argentina, tem milonga, bolero, joropo, tonada, barcarola e festejo. Uma aula e tanto. Renato Braz & Quarteto Maogani / Canela /  Independente - Tratore / R$ 34,90






Quê? É a mãe!

Já ficou “dipatchara” hoje, irmão(ã)? Calma, não é isso que você está pensando! Ouça este ótimo novo EP da banda local Callangazoo e se ligue. Destaque para o guitarrista Andel Falcão, cheio de soul. Bala. Callangazoo / Dipatchara / Independente / Baixe: www.onerpm.com/Callangazoo



Só acaba quando a gorda canta

Muitos não sabem, mas a ópera, forma de arte surgida em Florença, no século 16,  está mais popular do que nunca, sendo exibida até em cinemas. Por outro lado, sofre com a falta de renovação do repertório. Aqui, dois especialistas a escrutinam, das origens até hoje em dia. Uma história da ópera /  Carolyn Abbate e Roger Parker / Companhia das Letras / 688 p. / R$ 74,90 / E-book: R$ 39,90






Barato marciano

Com sua bem-sucedida versão cinematográfica em cartaz, Perdido em Marte volta às livrarias, com o ator principal Matt Damon na capa. O livro é uma belezinha de narrativa sobre um astronauta preso em Marte, sua luta para sobreviver e o esforço da Nasa para resgatá-lo. Perdido em Marte / Andy Weir / Arqueiro/ 336 p. / R$ 39,90 / E-book: R$ 24,99







Mogwai da Av. Beira-Mar

A banda cearense de pós-rock instrumental Astronauta Marinho manda bem neste álbum com uma excelente dinâmica entre as guitarras. Sim, lembra um pouco Mogwai – passado ao sol da Beira-Mar. Viajandão. Astronauta Marinho / Menino Sereia / Independente / Preço não informado







Mestres do big beat

Ícone dos anos 1990, o duo inglês  Chemical Brothers mostra que ainda domina a arte de alucinar pistas e cucas. O hit Go já vale o disco todo, mas ainda tem  St. Vincent (Under Neon Lights), Beck (Wide Open) e lisergia a granel. Lindo. The Chemical Brothers / Born in the Echoes  / Universal Music / R$ 27,9







Rock Rua Augusta

Liderada pelo guru do rock da Rua Augusta – Chuck Hipólitho –, a banda Vespas Mandarinas manda melhor neste DVD ao vivo do que no álbum de estreia (2014). Boas participações da Vivendo do Ócio e Edgar Scandurra. Vespas Mandarinas / Animal Nacional Ao Vivo / Deck / R$ 32,90








Abú Filho homenageia Abú pai

André Abujamra tem a rara capacidade de fazer música de  vanguarda não-hermética, podendo  ser apreciada por qualquer um que esteja aberto a proposta. Aqui, ele homenageia o pai, Antônio. Um pouco melancólico, belo. André Abujamra / O homem bruxa / Independente / Preço não divulgado 







Mais uma boa de Alagoinhas

Mais uma boa banda de rock a sair de Alagoinhas, a Canvas estreia neste EP com cinco faixas com letras em português e influência (moderada) do Led Zeppelin. Arranjos bacanas, com  violões muito bem tocados e até acordeom. Legal mesmo. Canvas / Canvas / Brechó Discos / R$ 10







Rebels em livro

Após o expurgo dos cavaleiros Jedi ocorrido no Episódio 3, sobreviventes como Kanan Jarrus passaram a viver na clandestinidade. Tendo como aliada a guerreira Hera Syndulla, Jarrus parte para o combate em uma crise no planeta Gorse. Romance com os personagens da série animada Rebels. Star Wars - Um Novo Amanhecer / John Jackson Miller / Aleph / 424 p. / R$ 39,90







Erudito brasileiro via indie cearense

Neste EP, o duo cearense relê, com acento indie, obras do maestro  conterrâneo Alberto Nepomuceno (1864 - 1920), como a belíssima Coração Triste, com letra de Machado de Assis. Viajandão e grandiloquente, uma delícia. Banana Scrait / Giostra / Independente - Tratore / Preço não divulgado







Honrando a tradição do death thrash baiano

Brutal álbum de estreia da banda baiana Rattle pelo selo paulista Shinigami. Entre o death e o thrash metal, o álbum demonstra claramente a grande habilidade instrumental da banda. Zé do Caixão, via sampler de filme, abre o CD. Rattle / Tales of the Dark Cult / Shinigami Records / R$  20







Pedra fundadora

Quinto volume da mastodôntica obra iluminista  de Denis Diderot (1713-1784) e Jean le Rond d'Alembert (1717-1783) que visava reunir todo o conhecimento humano – até o século 18. Mais do que apenas descrever, a dupla filosofava e criticava a vontade nos verbetes. Fundadora. Enciclopédia - Sociedade e artes - Vol. 5 / Diderot e D'Alembert / Editora Unesp / 399 p. / R$ 78







Contos do marido de Marilyn

Além de ter sido casado com Marilyn Monroe, Arthur Miller (1915-2005) é autor do clássico norte-americano A Morte do Caixeiro-Viajante. Nestes contos, o tom é mais intimista e centrado nas sutilezas dos personagens. Uma boa introdução ao mundo do autor. Eu Não Preciso Mais de Você e outros contos / Arthur Miller / Companhia das Letras / 456 p. / R$ 49,90






Hipsters folk rock

Segundo álbum do grupo que começou nas ruas de São Paulo e já rodou até pelo exterior. Som pra cima, de letras bem humoradas e pendendo para o indie folk. Vale ouvir Eco, Orangotango e Figurantes do Showbiz. Mustache & os Apaches / Time Is Monkey / Independente / Preço não divulgado






Tocando por prazer

Sem obrigação de fazer “sucesso”, sem mais nada a provar, do alto de sua autoridade, Pepeu faz o que sabe melhor neste álbum instrumental: música acima de qualquer suspeita, boa de ouvir no chuveiro, no carro. no trabalho, na vida. Pepeu Gomes / Alto da Silveira / Selo Sesc / R$ 20






Puritano guerreiro

Criador de Conan, O Bárbaro, o cultuado escritor pulp Robert E. Howard (1906-1936) também deixou diversos contos de Solomon Kane, um puritano que vagava pelos Estados Unidos colônia, enfrentando feiticeiros e seres demoníacos. Aqui, todos os contos do personagem. Solomon Kane - A Saga Completa / Robert E. Howard / Generale/ 256 p./ R$ 39,90







Conflito gorduroso

Primeiro volume de uma trilogia de HQs coreanas (ou manhwas) do casal Caramel e Neonb, sobre Sujee, uma simpática gordinha de 25 anos que tenta emagrecer. Entra em cena o personal trainer que se muda para sua casa e luta contra o chefe de Sujee, que a ama e quer mantê-la acima do peso. Surtada Na Dieta / Neonb & Caramel / Conrad / 317 p. / R$ 34,90







Nunca é tarde...

Em sua etimologia de origem grega, nostalgia é “sofrimento causado pelo desejo irrealizado de retornar”. O celebrado romancista tcheco Milan Kundera parte desse princípio para contar a história de um casal, que, após vinte anos separados, retornam juntos a terra natal, movidos por este desejo irrealizado. A Ignorância / Milan Kundera Companhia de Bolso / 128 p. / R$ 19,90






Chanteuse da Filadélfia

Em seu quarto álbum, a chanteuse da Filadélfia Melody Gardot acerta a mão em uma obra que passeia por diversos estilos (gospel, soul, funk 70’s) enquanto coloca o dedo na ferida de diversas questões sociais. E que voz! Lindo. Melody Gardot / Currency of Man / Universal Music / R$ 27,90







Stanislaw sem rima

Mais conhecido pelo pseudônimo Stanislaw Ponte Preta, Sérgio Porto (1923-68) foi um dos maiores cronistas do jornalismo brasileiro. Nesta antologia, o mestre vai do humor à crônica dos costumes em mutação nas grandes cidades. Um livro para gostar (e fazer gostar) de ler. Éramos Mais Unidos aos Domingos / Sérgio Porto / Boa Companhia / 168 p. / R$ 26 / E-book: R$ 17,90







Vingador punk

Showman punk com visual do Vingador da Caverna do Dragão, Guga Canibal parece não fazer discos: faz manifestos. Aqui, manda bem ao apontar que “o inimigo não tem chifre / (...) /  ele é um mauricinho”. Guga Canibal Brasil / Deus Underground / Brechó Discos / Preço não divulgado








Velhinhos espaciais

Ambientado 40 anos após os acontecimentos do Episódio VI (O Retorno do Jedi), este romance traz Han Solo, Luke e Leia, já idosos, às voltas  com um grupo de piratas espaciais que andam atormentando o velho aliado Lando Calrissian. Sequestros, chantagens e batalhas no melhor estilo Star Wars. Star Wars: Provação / Troy Denning / Aleph / 408 p. / R$ 39,90







Mundos em conflito

Duas concepções diferentes de  mundo colidem quando o Capitão Wolf Larsen resgata em sua escuna o náufrago Humphrey van Weyden. Forçado a integrar a tripulação, o segundo testemunha a tirania do primeiro. Uma aventura que é também uma grande reflexão da condição humana. O Lobo do Mar / Jack London / Zahar/ 456 p./ R$ 29,90/ E-book: R$ 12,99







Indie fofa

O primeiro álbum da cantora e escritora baiana Nalini confunde: mais uma na linha ‘indie fofinha’ ou uma artista realmente talentosa? Há razões para acreditar em ambas as alternativas. Ouça e tire suas conclusões. Nalini / Plongée / Brechó - Big Bross / CD: R$ 10 / Baixe grátis: www.nalini.com.br







Ótimo frasista, péssimo político

Um dos filósofos mais destacados da sua geração, o italiano Giorgio Agamben se debruça  sobre a controversa figura de Pôncio Pilatos neste ensaio. Ele investiga quem de fato foi Pilatos: tirano cruel ou funcionário temeroso e hesitante? Para além desta dicotomia, ficaram suas  frases memoráveis. Pilatos e Jesus / Giorgio Agamben / UFSC - Boitempo / 78 p. / R$ 28






Terror no pântano


Livro em que se baseou o filme de terror homônimo. Ambientado na 2ª Guerra Mundial, narra os apuros de um grupo de crianças abrigadas em uma casa mal-assombrada – localizada no meio de um pântano –, durante os bombardeios nazistas na Inglaterra. Ao lado das crianças, só uma professora. A mulher de preto 2: Anjo da morte / Martyn Waites / Record / 304 p. / R$ 28







Sexo, drogas e delineador de olho

Com seu cabelão desgrenhado e batom borrado, Robert Smith, líder do The Cure, é uma das figuras mais exóticas do rock. Neste livro, sua biografia e a trajetória da banda que fundou, do início modesto à fama mundial, com tudo o que vem junto: drogas, álcool e delineador de olho. Nunca é o bastante: a história do The Cure / Jeff Apter / Ideal / 336 p. / R$ 44,90