segunda-feira, outubro 03, 2005

NÃO SOBROU NENHUM ASSENTO SECO EM TODO O AUDITÓRIO


Num esforço hercúleo de reportagem, desberlotamos a massuda entrevista concedida pelo entortador de velhinhas, lêndia viva desse rock de meu deus, ao incansável e intrépido jornalista em causa própria, Zezão Castro. É mais do que pode este modesto rockloco. Então, a partir de hoje, segunda-feira, 03 de outubro de 2005, dividiremos com o puraingresia.blogspot.com, a responsabilidade pela guarda de tão precioso arquivo. Ou seja, metade da entrevista esta aqui e a outra parte, lá. Boa viagem, meninos, boa viagem....

Essa foi Sora Maia falando. A partir daqui sou eu, Franchico.

E eis que o repórter especial - e muito mais esporádico do que eu gostaria - para o Rock Loco, senhor Zezão Castro, ressurge diretamente do caderno esportivo d'A Tarde para nos brindar com uma deliciosa entrevista com ele, o homem responsável por umidificar milhares de assentos de auditórios de norte a sul, leste a oeste deste Brasil varonil: JEEEEERRRRY ADRIAAAAAANIIIIIII!!!!!!!!! Sim, um dos maiores nomes da Jovem Guarda e o homem que deu a maior força para Raul Seixas e o levou para o sul, onde o Carpinteiro do Universo finalmente engrenou sua carreira. Zezão aproveitou a ocasião do recente show do homem em Camaçari City e num domingo modorrento qualquer, registrou algumas opiniões e causos do renomado cantor. Como a entrevista ficou muito longa, seu estimado Rock Loco e o Ingresia, blog já bem conhecido pelos que aqui transitam com freqüência, repartiram-na e a publicam em duas partes. Uma aqui, a outra . Sabe como é, o passe de Zezão tá muito valorizado, não dava pro Rock Loco arcar sozinho com essa despesa toda, de modo que entramos em um regime de consórcio, digamos assim.... Sem mais delongas, fiquem agora com Zezão Castro, o lendário Waldir Big Ben Serrão (que tem uma inestimável participação nesta entrevista) e Jerry Adriani.

Freak doido pra lascar o tédio em banda, no último 22 de agosto fui bater em Camaçari no show de Jerry Adriani, no Johann Sebastian Bach. Centrão. Perto da linha do trem. Deve ter sido uma cena normal para Jerry que nos tempos de São Caetano disseminava o rock n? roll pelo ABC paulista. Para mim, não era. No mesmo dia em que o Programa "Jovem Guarda" comemorava 40 anos (foi ao ar pela TV Record de São Paulo às 16h30 de 22 de agosto de 1965), acontecia um evento para marcar a data em Camaça City. Paguei R$ 2,25 e peguei meu buzu das 5 na Lapa. Era verdade, 40 anos de uma onda com epicentro nas bandas da Inglaterra quebrou pelo lado de cá (e ainda quebra...). A festa era para homenagear o nosso verde amarelo arremedo da beatlemania. Sim, nós tínhamos ídolos de massa, identificados com boa parte da mocidade roqueira dessa nação, consumindo discos Brasil afora. Catapultados pela TV, cantando rock com letras em português, um desses, que já andava por aqui desde os tempos do Balbininho, voltou à cena. Horas antes dele subir no palco, consegui, através de Pardal, um brother contemporâneo da Ufba que continua comunista, chegar ao hotel onde estava a sua banda. Entre uma garfada e outra do seu jantar, parlou. Gente boa, sem mascaração de estrelinha. Falou tanto que descambou para Raulzito e Seus Panteras, com o luxuoso auxílio de Waldir Serrão, o glorioso Big Ben.

ZEZÃO: Como foi sua primeira gravação profissional?
JERRY ADRIANI: Eu era vocalista de uma banda de rock no ABC paulista (Os Rebeldes, que surgiram em São Caetano) e comecei em 1964 na CBS cantando música italiana (1º LP, chamava-se Italianíssimo)
ZEZÃO: E quando surgiu o primeiro convite para você tocar na Bahia?
JERRY: Em 1965, que eu me lembre. Eu cantei no ginásio Antônio Balbino junto com Erasmo Carlos. Foi antes da Jovem Guarda acontecer. Tinha pouquíssima gente e nós fomos apedrejados. Quando acabamos o show, eu e Erasmo entramos no carro... e pedra em cima da gente. Um ano depois nós voltamos a cantar no ginásio Antônio Balbino, no Festival da Laranja Turva. Show lotado. A Jovem Guarda tinha estourado. Fizemos duas sessões lotadas e se tivesse mais uma, teria enchido.
ZEZÃO: A primeira vez você veio com banda?
JERRY: Não. Eu tinha uma banda que me acompanhava, ensaiávamos, me acompanhava nas regiões.
ZEZÃO: Como surgiu Raulzito e seus Panteras no meio disso?
JERRY: Foi num show que eu vim fazer no Clube Bahiano de Tênis, eu acho. O grupo lá não pôde se apresentar, cala-te boca, e o empresário chamou o Raulzito e seus Panteras. O show éramos eu, Nara Leão e Chico Anísio. Raul muito falante, fiquei amigo dos meninos. A Nara foi assistir da platéia, eles me acompanharam muito bem. Eu cheguei para o Raul e disse que tinha um programa de televisão, que quando eles fossem no Rio, o que eu pudesse fazer por eles, eu tentaria.
ZEZÃO: Qual era o programa?
JERRY: A Grande Parada. Aí o Raul foi pra lá com os meninos, Carleba, Mariano, Eládio, esse era o quarteto. Quando chegaram lá no Rio de Janeiro eu convidei o grupo para tocar comigo numa excursão pelo Nordeste. E o Raul tinha acabado de se casar com a Edith, primeira mulher dele, e me disse que era difícil, que estava em lua de mel, essas coisas. Aquela célebre excursão em que o Mariano deu uma dor de barriga miserável. O Raul tocava, tocava legal nos shows. Antes do show eles tocavam Beatles. Era um belo quarteto.
ZEZÃO: Qual o papel de Nara Leão?
JERRY: Quem deu muita força para eu chamar eles foi a Nara. Ela gostou imensamente da banda, ficou encantada com eles, que eram realmente competentes. Eles não tinham nenhum defeito. Não tinha assim nenhum extraordinário, mas o Carleba era um competente baterista, o Mariano tocava um contrabaixo legal. O Carleba teve convite para ficar tocando no Rio porque melhorou muito tecnicamente. Raul nunca foi um grande músico, Raul tocava o essencial para fazer música, mas ele tinha uma criatividade muito grande. O Eládio também era competente, fazia direito.
ZEZÃO: Quem era o mais quieto do grupo?
JERRY: Eles eram meninos, nós todos tínhamos o mesmo perfil. Eu vinha de São Caetano, no ABC, uma região industrial, é uma vida totalmente diferente. Quando eu conheci a maneira de viver deles, por exemplo, eu já morava no Rio e eles ainda tinham uma visão mais romântica que o pessoal de lá, pela música, Amaralina e tal. O que me chamava muito atenção era a amizade. Aí conheci o Waldir Serrão (Big Ben) que está aqui agora. Aí o que aconteceu, aquele meu relacionamento com o grupo, com Carleba, com Raul, com o pessoal, virou além de uma coisa de profissional, virou amizade. Eu aluguei uma casa na Tijuca, nessa época, para eles ficarem. Não tinha equipamento, dei o meu. Tem até aquele amplificador lá em casa que eu acho que vou doar para um fã clube do Raul. Comprei um equipamento legal e eles foram morar nesta casa. O Raul não quis morar nessa casa, se mudou para Ipanema, onde morou com Edith, e lecionava inglês, e começou a pegar determinadas coisas, aí eles conseguiram uma oportunidade de gravar um disco na Odeon.
ZEZÃO: Eles eram sua banda quando apareceu a chance de gravar o disco?
JERRY: Eram minha banda de apoio. Comecei a fazer a cabeça de seu Evandro, que era o gerente da CBS, para deixar o Raul produzir um disco meu. Gravei uma música dele "Tudo que é bom Dura Pouco" e eu comecei a perturbar o seu Evandro para deixar o Raul produzir. E ele não queria de jeito nenhum. Ele tinha medo. Numa dessas aí, acabou concordando. Foi numa dessas vindas que o Raul veio a Bahia, aí ele, depois, começou a bater um papo com o Raul, passou a conhecer melhor a cabeça do Raul, essa coisa toda. O Raul era uma pessoa muito inteligente. Enfim, o Raul produziu esse meu disco.
ZEZÃO: Os Panteras tocaram em algum disco seu?
JERRY: Zé, esta é uma pergunta muito complexa que só posso responder no
Ingresia.

MAURO, BOREL, VANDINHO, APÚ E MÁRIO - Este ano, diferentemente do ano passado, quando fiz um longo post sobre a transmissão do VMB (Brama também fez um), confesso que não tenho muito a dizer sobre a cerimônia. Mas tem UMA coisa muito importante que deve ser destacada. Pitty, na primeira das muitas vezes que subiu no palco, para receber o prêmio de Ídolo do Ano, não agradeceu à Deus, nem à mãe, nem à Raul Seixas, Renato Russo, Cazuza, Cássia Eller, Caetano Veloso ou mesmo aos Sex Pistols ou aos Dead Kennedys. Ela agradeceu à Maurão, Borel, Apú, Mário e Vandinho. Demonstrando uma total coerência com sua história, coisa raríssima de se ver no lamacento terreno do showbiz brasileiro, ela, que podia ter ficado rasgando seda no palco pra Deck Disc, MTV ou sei lá mais quem, preferiu agradecer à Úteros em Fúria, banda que a inspirou a montar a sua própria, a hoje lendária Inkoma. Ponto para a garota baiana, que, no longínquo ano de 1992, pegava um buzu para Villas do Atlântico só para ir aos shows da Úteros no New Florida, onde, enlouquecida, se jogava do palco pros braços da galera sem medo de cair, nem de errar. Depois do show, ficava no ponto com a molecada até amanhecer e pegar o ônibus de volta à Salvador. E você, onde estava em 1992? De resto, muito pouca coisa se salvou esse ano e como nem me dei ao trabalho de anotar nada durante a transmissão, não me lembro mais de banana nenhuma, além do fato acima citado. E pra quê mais?

SEMENTES DE CORES MORTAS - Os Retrofoguetes marcaram posição sábado passado no show no Miss Modular ao tocar, pela milésima vez, Nega do cabelo duro e mais umas duas músicas clássicas do axé, acho que do Chicretão. Como já foram muito criticados por aqui (não por mim, devo dizer), no Clash City Rockers e sei lá mais onde pelas "homenagens" à geração maldita (pra nós, claro) que pariu esse monstrinho chamado axé music, eles responderam aumentando o set axé do show e soltando farpas diretas à um dos membros do CCR (quem esteve lá sabe quem). Sinceramente, eu já ando me sentindo muito visado como "o cara das opiniões fortes" do rock e esse assunto todo é uma grande bobagem pra mim. Na verdade, ambos os lados estão errados. Os Retros por insistirem nessa homenagem: durante essas músicas, o público não reage muito, fica só esperando acabar. Já quem os critica corre o risco de cair na patrulha ideológica, o que tb é péssimo, além de ter acirrado uma coisa menor, que já poderia ter sido esquecida pelos Retros se o povo não reclamasse tanto. Quer saber? Eles que são brancos que se entendam, tenho nada a ver com isso não. O show em si foi como sempre, ducaralho. Elogiar a performance Retrofogueteana é chover no molhado. Casa cheia, todo mundo se divertindo a mil. Bala.

10 comentários:

yaravasku disse...

Bacanérrima a entrevista (acabei de ler tbém lá no Ingresia...). Sobre o comentário do Retrofoguetes, concordo com vc, Chico! A banda é maravilhosa e esse papo todo é uma chatice. Vamos ficar com o som, os shows, a curtição e etc. Tbém não curto muito esta história das homenagens, mas encaro como uma grande brincadeira que não me incomoda. Na boa. Não vi o discurso de Rex, mas fiquei chateada quando soube que ele "esculhambou" o blog CCR. Ora, Rex (veja bem, não vou cair no mesmo erro e ampliar a crítica para a sua banda), o blog é feito por várias pessoas e cada um tem seu ponto de vista. Críticas também foram feitas aqui no rock loco e em outros espaços... Não lance sua ira pessoal assim de forma indiscriminada e sem propósito. Mas sei separar as coisas e continuarei gostando muito, indo aos shows e divulgando para quem puder a Retrofoguetes. Grande beijo no coração.

Silvana Malta disse...

Onde eu estava em 1992, Chico? Trancada no meu quarto em Santo Antonio de Jesus, em estado letárgico ouvindo "A Day at the Races", do Queen, tentando não pensar no vestibular da UFBA que teria que fazer no início do ano seguinte. Sorte de vocês que tinham pra onde correr. Com certeza, se divertiram mais do que eu.

osvaldo disse...

Sensacional a entrevista de Zezao com Jerry Adriani, e concordo com a afirmacao que a jovem guarda foi a nossa beatlemania, como alias defendeu Paquito aqui num post no Rock Loco.Quanto ao VMB, realmente foi menos emocionante pra mim que o ano passado, mas de forma muito engracada, Pitty pessoalmente me pareceu este ano mais feliz que no ano passado, encontrei ela depois da premiacao, e ela me pareceu muito na boa.Alias encontrei tambem L.F ja totalmente integrado ao Tremula e bastante motivado. Quanto a esse lance de Rex( nao dos Retro), concordo com vc Chico.Eles que sao brancos que se entendam, mas acho um erro Rex generalizar e querer atribuir a todos do Clash e do Rock Loco uma opiniao de Miguel Cordeiro, que alias foi honesto e coerente com seu jeito de pensar.O problema de tocar axe, mesmo que de forma ironica, eh o contexto burundiano( de Burundi, vizinho da Burkina-Faso) da cidade em que vivemos, mas de qualquer forma sou contra patrulha, so que tem uma coisa, neguinho que assuma suas posicoes.

Franchico disse...

Brama, eu nem vi todas as vezes que Rex se levantou da bateria pra fazer discurso, mas pelo que me lembro, em nenhum momento ele reclamou do RL. Pelo contrário, teve uma hora que ele me viu na platéia e falou algo do tipo "aí Chicão, escreve lá no Rock Loco!", no microfone, me pegando desprevenido. Tanto, que, instintivamente, me escondi atrás de uma pilastra (que vergonha meu deus), para que ninguém me identificasse. Sabe como é, eu sou tímido... Foi mal o papelão, Rex. Enfim, a única pessoa que eu ouvi ele citar textualmente foi Miguel, mesmo, pra vc e Yara (e Cebola, Marcos etc) não se sentirem incluídos na história.

Essa questão toda tem diversos lados e acho também que Miguel tem muita razão ao contextualizar esse tipo de homenagem como altamente indesejável num cenário sócio-político-cultural arrasado e alarmante. Só que, pelo que eu vejo, nem Rex, nem ninguém da banda tá preocupado com essa contextualização política que Miguel faz (a associação axé music/máfia do dendê/gang carlista), daí sua birra com essa questão, tipo: "a banda é minha e eu toco o que eu quiser, quem não gostar que se foda". Das duas uma: ou não caiu a ficha de ninguém no Retrofoguetes qto à essa questão toda, ou eles simplesmente não dão a mínima, mesmo.

Bom, nada disso muda o fato deles serem uma grande banda e eu gosto mesmo é deles tocando, num sabe? Como já disse Yara aí em cima, eu também fico com a música.

miguel disse...

é realmente engraçado tudo isto... soube do que rex falou e dei muita risada. mas não dá prá polemizar com rex. no show do rock in rio no qual, a banda que faço parte, koyotes, tocou na noite de marcelo nova, eu disse textualmente: "a gente é uma banda de rock´n´roll e a gente não toca luis caldas"... não citei o nome do retrofoguetes em nenhum momento. na verdade minha crítica é em cima de luis caldas e se rex tomou as dores de luis caldas eu não posso fazer nada. gosto muito do retros, de morotó (excelente guitarrista) mas eu, particularmente, não gosto dessa ligação com o axé. mas cada um sabe e faz o que quer. soube que rex me xingou, esculhambou o blog clashcityrockers afirmando que só 7 pessoas participam (ou acessam) o blog, - o que é uma mentira, já que o blog tem hoje 17 mil (dezessete mil!!) acessos desde abril de 2005 e não parece possivel que apenas 7 (sete!) pessoas tenham feito este total de acessos. que no blog eu só escrevo merda (sic) - palavras dele - mas eu sei q eu escrevo muito direitinho e talvez por expressar minhas opiniões sem hipocrisia o incomode tanto. que eu preciso estudar - mas eu fiz duas faculdades UFBA sendo que uma eu me formei. que a banda dele tem público e lota os shows e a minha não, dando a entender que o parâmetro de cultura e arte é o numero de publico... mas minha banda é uma banda 97% autoral, musicas próprias, nossas, sem temas bobinhos e do agrado de uma maioria silenciosa. e aí não dá para polemizar por esses raciocínios. quer dizer: para ele o artista é bom quando lota shows e vende bem. então pelo que ele pensa van gogh, william blake, oscar wilde, mondrian, leonard cohen, tim hardin não presta. quem presta é quem tá nas paradas de sucesso, quem tá no mainstream. dei muita risada porque já estou aqui há muitos anos, já polemizei inúmeras vezes com pessoas muito inteligentes e tenho um trabalho reconhecido, não só na musica como nas artes pláticas. na virada dos anos 70 pros 80, ainda na ditadura militar, grafitar paredes era perigoso, sujeira mesmo, e com os meus grafites do "Faustino" ganhei reconhecimento nacional, fui citado na revista veja, folha de são paulo, jornais e revistas no sul do país, fui citado em teses de mestrado e doutorado, e sempre evitei o caminho fácil do sucesso que a mim era apresentado. no inicio dos 80 batalhar para impor a cultura do rock em terras brasileiras era uma heresia num meio cultural dominado pelos bicho-grilos nacionalistas e eu tava lá com meus parceiros do camisa de venus fazendo cartazes e fanzines, grafitando paredes, fazendo capas de discos. tempos duros e estimulantes e era commplicadíssimo. voce tinha de ser inteligente e sutil para driblar e impor uma idéia e eu vi os "homi" da policia política proibindo um show do Gonorréia e através do medo desbaratar aquela maravilhosa banda de garotos da minha idade. junto com marcelo nova e o camisa escrevi a letra de Simca Chambord a qual abordava sem rodeios justamente a ferida da ditadura (veja a letra) e esta canção foi sucesso no brasil inteiro e rendeu (e rende até hoje!!) análises sociológicas sobre a falta de liberdade de expressão de um período cabuloso da nossa história. então não dá prá polemizar com quem não dá prá polemizar, e muito menos não dá prá descambar para agressões gratuitas, pessoais ou físicas porque o grande debate é o debate de IDÉIAS e nesse caso dessa polemica boba, não dá prá polemizar com rex. não preciso dele prá nada, nunca pedi a ele nunhuma coisa sequer, nem mesmo prá entrar num show sem pagar ingresso... o considero um GRANDE baterista, um EXCELENTE musico mas no que se refere às idéias e propostas de arte e cultura estamos em campos opostos. com certeza.

Clash City Rockers disse...

O Clash City Rockers tem o prazer de convidar a todos para a sua primeira festa. Esta quinta, no Miss Modular. A cerveja até baixou de preço :) E os que não fazem parte da nossa honrosa lista VIP (que são pouquíssimos) só pagam 5 conto. Não é preciso dizer que todos os Rockloquistas tão na curriola. E fiquem à vontade para levar as bolachinhas. Nada de vinil que de vintage já basta nós :)

Franchico disse...

Fechando minha participação nesse debate, eu só queria deixar claro para Rex, Morotó, CH e quem mais quiser, que o espaço aqui é aberto. Miguel expôs sua defesa e se houver tréplica do lado dos Retros, o Rock Loco está, como sempre, aberto para que eles exponham todas as suas colocações, da mesma forma. Se houver dificuldade por causa do sistema de comments fechado para anônimos, por favor, entem em contato comigo que a gente dá um jeito nisso. Caso haja interesse, claro. É só. Cabeça de gelo, galera.

paulo nolasco disse...

como já dizia o filósofo otávio mangabeira, governador da bahia na segunda metade dos anos 40 e que dá o nome oficial ao estádio da fonte nova: "diga um absurdo, já aconteceu na bahia!". pois é, em todo canto do mundo são as novas gerações que contestam às velhas. por aqui, está acontecendo o contrário pelo que entendi da polêmica desse tal de rex, que tá mais pra totó, com o veterano autor do inesquecível faustino. mas será que esse tal de rex faz parte de uma nova geração ou dessa degeneração por que passa a bahia nos últimos 15 anos? "é preciso ter cultura pra cuspir na estrutura".

cebola disse...

e no fim, que importa se rex esculhambou o clash city? aposto que uma barreira de gente que nunca tinha ouvido falar do blog deve ter acessado só pra sacar qual é, e, ao perceber o nível, provavelmente se tornarão assíduos, por que eu sei, e todos sabem, que o blog é do caralho mesmo e pronto. publicidade, meus caros, lembrem da máxima: falem mal...
no mais, foi um puta retroshow mesmo.

Franchico disse...

KATE BUSH, a musa reclusa do rock, vai lançar disco novo depois de 12 anos sem lançar nada. Pra vcs terem uma idéia, eu tenho o último disco dela, The red shoes (1993), ainda em vinil! Reclusão é isso aí. Mas o disco está sendo esperado com grandes expctativas, pelo menos no Reino Unido. Saiu até um filme, chamado Waiting for Kate Bush, onde um jovem "adia" seu suicídio até ouvir o disco novo da cantora. Sensacional.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u54020.shtml